CAMINHONEIROS ARTICULAM MOBILIZAÇÃO EM BRASÍLIA EM DEFESA DO PISO MÍNIMO DO FRETE

por Setceb | maio 21, 2026 | Uncategorized

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística iniciou uma mobilização nacional para reunir caminhoneiros em Brasília nos próximos dias em defesa do cumprimento do Piso Mínimo de Frete no transporte rodoviário de cargas.

O movimento ocorre em meio à expectativa pela implantação definitiva do chamado “travamento do CIOT”, mecanismo previsto pela Agência Nacional de Transportes Terrestres para impedir o registro de operações abaixo dos valores mínimos estabelecidos pela tabela oficial do frete.

Segundo a entidade, a medida está prevista na Resolução nº 6.078/2026 e deve bloquear automaticamente emissões consideradas irregulares no sistema eletrônico de contratação do transporte.

O objetivo, segundo representantes da categoria, é reforçar a fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo e evitar negociações realizadas abaixo dos valores determinados pela ANTT.

Em vídeo divulgado nas redes sociais da confederação, o diretor Carlos Alberto Litti Dahmer convocou caminhoneiros de diferentes regiões do país para acompanhar as discussões em Brasília e pressionar autoridades responsáveis pela regulamentação e fiscalização do setor.

Além do travamento do CIOT, a mobilização também envolve a Medida Provisória nº 1.343/2026, editada pelo governo federal para ampliar os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete e endurecer regras relacionadas às operações de transporte rodoviário de cargas.

De acordo com a entidade, existe preocupação de que a medida provisória perca validade caso não avance dentro do Congresso Nacional nos próximos meses.

O sistema do CIOT — Código Identificador da Operação de Transporte — é utilizado para registrar eletronicamente as operações de frete no país e integra parte do controle regulatório do transporte rodoviário de cargas.

Com o bloqueio automático em funcionamento, operações registradas abaixo dos valores mínimos definidos pela tabela da ANTT não poderão ser concluídas nos sistemas autorizados.

A expectativa é que caminhoneiros e representantes do setor acompanhem em Brasília debates relacionados ao frete, fiscalização, combustíveis e condições operacionais do transporte rodoviário brasileiro.