INSTABILIDADE NO NOVO SISTEMA DO CIOT ELEVA RISCO DE DESABASTECIMENTO NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO

por Setceb | maio 29, 2026 | Uncategorized

A implantação das novas regras do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) voltou a gerar preocupação no setor de transporte rodoviário de cargas. Entidades ligadas à logística e ao transporte alertam que falhas operacionais, instabilidades nos sistemas e dificuldades de adaptação podem comprometer a emissão das operações e aumentar o risco de paralisações e até de desabastecimento em algumas regiões do país.

As mudanças passaram a exigir validações mais rígidas relacionadas ao piso mínimo de frete, rastreabilidade das operações e integração automática de dados entre embarcadores, transportadoras e plataformas autorizadas pela ANTT. Com isso, empresas relatam dificuldades para concluir cadastros, emitir CIOTs e liberar viagens dentro do prazo operacional.

Segundo representantes do setor, o problema afeta principalmente pequenas e médias empresas, que ainda enfrentam dificuldades técnicas para adaptar sistemas internos às novas exigências regulatórias. Em alguns casos, operações chegaram a ficar paradas por inconsistências nas plataformas de emissão.

A preocupação aumentou após relatos de lentidão, falhas de comunicação entre sistemas e divergências nos processos automáticos de validação. Empresas afirmam que qualquer instabilidade acaba impactando diretamente a logística, já que o transporte rodoviário opera com alta dependência de agilidade na liberação de cargas.

Entidades do setor alertam que a situação pode afetar especialmente operações de abastecimento contínuo, como combustíveis, alimentos, insumos agrícolas e produtos de baixo valor agregado, que dependem de fluxo constante nas estradas.

Além das dificuldades operacionais, cresce também o receio em relação ao aumento de autuações. Empresas afirmam que ainda existem dúvidas sobre interpretações das regras e sobre os critérios utilizados nas validações automáticas ligadas ao piso mínimo de frete.

O setor defende um período maior de adaptação para as novas exigências, além de ajustes técnicos nos sistemas utilizados pelas operadoras de CIOT e pela fiscalização. Para representantes do transporte, a preocupação não está apenas no cumprimento regulatório, mas no risco de travamento operacional em um segmento responsável por grande parte da movimentação de cargas no Brasil.

A avaliação é que, sem estabilidade tecnológica e maior previsibilidade operacional, o endurecimento das exigências pode gerar atrasos logísticos, aumento de custos e impactos na distribuição de produtos em diferentes regiões do país.