A proposta que prevê o fim da escala 6×1 continua em discussão no Congresso Nacional e já mobiliza empresas da cadeia logística, que avaliam os possíveis impactos da medida sobre operações que funcionam de forma ininterrupta.
No transporte rodoviário de cargas e em segmentos como centros de distribuição, portos, aeroportos e operações de e-commerce, a necessidade de funcionamento 24 horas por dia exige escalas contínuas e elevado nível de coordenação entre equipes e processos.
Segundo especialistas, uma eventual redução da jornada poderá exigir a revisão das escalas de trabalho, novas contratações e investimentos em tecnologia para manter a produtividade e garantir o cumprimento dos prazos de entrega.
Outro ponto de atenção é o aumento dos custos operacionais. No transporte rodoviário, a mão de obra representa uma parcela significativa das despesas das empresas, ao lado de itens como combustível, manutenção e pedágios. Além disso, o setor já enfrenta dificuldades para contratar e reter motoristas, cenário que pode ampliar os desafios caso haja redução da carga horária.
Por outro lado, especialistas avaliam que jornadas menores também podem trazer benefícios, como a redução da fadiga dos trabalhadores, melhora na qualidade de vida, diminuição do absenteísmo e aumento da retenção de profissionais.
A expectativa é que a discussão acelere investimentos em automação, sistemas de gestão, roteirização inteligente e outras tecnologias capazes de aumentar a eficiência operacional.
Embora ainda não exista definição sobre o formato da proposta, prazos de transição ou possíveis exceções para determinados setores, o tema já integra o planejamento estratégico de empresas ligadas ao transporte e à logística, que acompanham a tramitação da matéria e seus possíveis reflexos sobre a operação.