O Brasil possui estrutura e projetos concretos para sustentar um novo ciclo de crescimento econômico e expansão logística. Essa foi a principal mensagem apresentada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) durante reunião realizada nesta terça-feira (14), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em São Paulo.
Durante o encontro com empresários e representantes da indústria, o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, apresentou a chamada Agenda ANTT 2026, destacando o papel da agência na viabilização de investimentos e no fortalecimento da infraestrutura nacional.
Atualmente, o país conta com mais de 18 mil quilômetros de rodovias concedidas à iniciativa privada, com previsão de aproximadamente R$ 306 bilhões em investimentos voltados à expansão da infraestrutura e outros R$ 219 bilhões destinados à operação e manutenção das vias.
No setor ferroviário, o Brasil possui cerca de 15 mil quilômetros de malha operacional, além de novos projetos em desenvolvimento e expansões planejadas para os próximos anos.
Segundo a ANTT, o ritmo recente de concessões reforça a capacidade de execução do país. Entre 2023 e 2025, foram realizados 19 leilões rodoviários, totalizando mais de 7 mil quilômetros concedidos e cerca de R$ 230 bilhões em investimentos contratados.
Para 2026, a previsão é de novos leilões que devem somar mais de 3.200 quilômetros de rodovias e movimentar aproximadamente R$ 71,6 bilhões em novos aportes.
Na área ferroviária, a agenda também contempla novos leilões, renovações contratuais e projetos estratégicos considerados fundamentais para o escoamento da produção nacional, como a Ferrogrão e a EF-118, além da ampliação da malha já existente.
A ANTT destacou ainda que a previsibilidade regulatória vem sendo um dos principais fatores para atrair investidores ao setor. Atualmente, somente no segmento ferroviário, os investimentos previstos ultrapassam R$ 227 bilhões, considerando contratos em vigor e novos projetos autorizados.
De acordo com a agência, os impactos desse movimento vão além da expansão física da infraestrutura. A expectativa é de geração de mais de 1,5 milhão de empregos entre postos diretos, indiretos e efeitos econômicos secundários, além de benefícios como aumento da segurança viária, redução de custos logísticos e maior competitividade para o setor produtivo nacional.
A apresentação reforçou o posicionamento da ANTT como agente de estruturação do ambiente regulatório e operacional necessário para viabilizar investimentos de longo prazo no setor de transportes.
Segundo a agência, o avanço da infraestrutura logística representa não apenas novos contratos e obras, mas melhorias concretas na eficiência do transporte, segurança nas rodovias e ampliação da capacidade do Brasil de sustentar seu crescimento econômico nos próximos anos.