DÓLAR E PETRÓLEO SOBEM COM IMPASSE ENTRE EUA E IRÃ SOBRE ESTREITO DE ORMUZ

por Setceb | ago 11, 2026 | Uncategorized

O dólar e os preços internacionais do petróleo subiram nesta segunda-feira, 10 de agosto, em meio a novas incertezas sobre a reabertura plena do Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo. A moeda americana operava com alta de 0,34% ante o real, cotada a R$ 5,10, enquanto o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, avançava 0,18%.

A informação circulou ao longo do dia entre operadores do mercado financeiro e agências internacionais, que acompanham as tratativas entre Estados Unidos e Irã sobre a normalização do tráfego na região. Segundo os relatos, Teerã teria exigido, ao longo do fim de semana, uma indenização de Washington como condição para destravar por completo a passagem, o que reacendeu a aversão a risco entre investidores.

O barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, era negociado a US$ 85,17, com alta de 1,94%, enquanto o WTI, referência americana, avançava 2,02%, para US$ 79,76. A escalada nos preços da commodity é o principal canal de transmissão da tensão geopolítica para os mercados financeiros globais, dado o peso da região no fornecimento mundial de energia.

No mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuava 0,24%, cotado perto dos 172,1 mil pontos, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário externo mais tenso. O movimento se soma à semana de negócios que já havia fechado em queda na sexta-feira anterior, com o principal índice da bolsa brasileira acumulando perdas.

A valorização do petróleo internacional tende a pressionar, com defasagem, o preço do diesel no mercado brasileiro, uma vez que a política de preços da Petrobras acompanha as referências internacionais da commodity. Para o transporte rodoviário de cargas, cuja estrutura de custos é fortemente concentrada no combustível, a combinação de dólar mais caro e petróleo em alta representa um risco duplo: encarece tanto o diesel quanto peças e insumos importados usados na manutenção das frotas. Transportadoras baianas devem monitorar de perto o desdobramento das negociações entre Estados Unidos e Irã, já que uma escalada da tensão no Oriente Médio pode se traduzir em reajustes de combustível nas próximas semanas.

Fonte: Metrópoles