O dólar fechou em queda nesta quarta-feira ante o real, recuando 0,28% na cotação à vista, negociada a R$ 5,146. O contrato futuro da moeda americana com vencimento em setembro, negociado na B3, também operou em baixa de 0,28%, cotado a R$ 5,168.
O movimento de queda da moeda americana esteve diretamente ligado à repercussão de dados de inflação divulgados nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% em julho e avançou 3,4% no acumulado de 12 meses, resultado que veio em linha com as expectativas do mercado.
A inflação americana sob controle reduz a pressão por novas altas de juros por parte do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, o que tende a diminuir a atratividade do dólar frente a outras moedas, incluindo o real.
No cenário doméstico, dados do setor de serviços brasileiro também influenciaram o comportamento do mercado. O segmento manteve-se estável na comparação mensal, mas registrou crescimento de 2,0% na comparação anual, superando previsões anteriores, que apontavam para uma possível retração.
Analistas do mercado financeiro afirmam que o câmbio segue sensível a qualquer sinalização sobre os próximos passos do Federal Reserve em relação aos juros americanos, além do cenário fiscal brasileiro, que continua no radar de investidores locais e estrangeiros.
Para o setor de transporte rodoviário de cargas, o comportamento do dólar tem efeito direto sobre uma série de custos operacionais das transportadoras, já que peças, pneus e equipamentos importados, além de insumos utilizados no refino de combustíveis, têm seus preços influenciados pela cotação da moeda americana.
Um dólar mais baixo tende a aliviar, ainda que de forma pontual, os custos de manutenção de frotas que dependem de componentes importados, cenário relevante para transportadoras baianas que operam com caminhões de marcas e peças ligadas a fornecedores internacionais.
O mercado financeiro deve seguir monitorando, nos próximos dias, novos indicadores econômicos nos Estados Unidos e no Brasil, que devem continuar pautando as oscilações da moeda americana e, por consequência, o planejamento financeiro de empresas expostas a custos em dólar, caso do transporte de cargas.
Fonte: Mercado Hoje
