SUPERÁVIT COMERCIAL DO BRASIL SOBE 29,2% NO ANO E AGROPECUÁRIA PUXA EXPORTAÇÕES QUE DEPENDEM DO CAMINHÃO

por Setceb | ago 21, 2026 | Uncategorized

O superávit da balança comercial brasileira acumulado entre janeiro e a segunda semana de agosto de 2026 chegou a 52,08 bilhões de dólares, alta de 29,2% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado é puxado por exportações do agronegócio, setor cuja logística depende fortemente do transporte rodoviário de cargas até portos e terminais.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e repercutidos por veículos especializados em economia e agronegócio nesta semana. A publicação periódica faz parte do acompanhamento semanal oficial do comércio exterior brasileiro.

Somente na segunda semana de agosto, o saldo comercial ficou em 3,05 bilhões de dólares, avanço de 7% na comparação com igual semana do ano passado. As exportações somaram 16,09 bilhões de dólares (alta de 14,3%), enquanto as importações totalizaram 13,05 bilhões de dólares (alta de 16,2%).

No acumulado do ano até meados de agosto, as exportações somam 234,64 bilhões de dólares, crescimento de 10,5%, e as importações chegam a 182,56 bilhões de dólares, alta de 6,1%. O fluxo comercial total do país avançou 8,5%, para 417,20 bilhões de dólares.

Por setor, a agropecuária cresceu 10,4% nas exportações da semana, destacando-se a soja (alta de 13,2%), o café (alta de 22%) e animais vivos (alta de 180,7%), enquanto o milho recuou 25,6%. A indústria extrativa avançou 27,8%, puxada por minérios de cobre e metais preciosos, e a indústria de transformação subiu 8,8%, com destaque para carne de aves e farelo de soja.

A expectativa do próprio MDIC é de que o superávit de 2026 feche em torno de 90 bilhões de dólares, alta de 32,3% sobre 2025, com exportações projetadas em 394,4 bilhões de dólares. Para as transportadoras de cargas da Bahia, esse ritmo de exportação é sinal direto de demanda: cada tonelada de soja, café ou farelo embarcada no porto precisa primeiro rodar em caminhão até lá, e um ano de recorde de exportações tende a sustentar fretes de longa distância nos corredores do oeste baiano rumo aos portos de Salvador, Ilhéus e do Sudeste, ainda que a alta simultânea das importações também pressione o custo de peças e insumos importados usados pela frota.

Fonte: Agrolink, com dados do MDIC