IPCA DESACELERA EM JULHO E QUEDA NOS COMBUSTÍVEIS ALIVIA CUSTO DAS TRANSPORTADORAS

por Setceb | ago 24, 2026 | Uncategorized

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,07% em julho, taxa inferior à observada nos meses anteriores, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima da mediana das expectativas do mercado, que projetava alta de 0,03%, mas ainda assim confirma um ritmo mais moderado de reajustes de preços ao consumidor.

A divulgação foi feita pelo IBGE em 11 de agosto, dentro do calendário oficial de indicadores econômicos do órgão. Com o resultado de julho, o índice acumulado em 12 meses recuou para 4,44%, ante 4,64% até junho, reforçando a leitura de desaceleração gradual da inflação ao consumidor no país.

Entre os nove grupos que compõem o IPCA, o de Transportes avançou apenas 0,05% no mês, um dos ritmos mais baixos do levantamento. O resultado modesto ocorreu apesar da alta expressiva das passagens aéreas, de 11,67% em julho, item que teria puxado o grupo para cima de forma bem mais acentuada não fosse a queda simultânea nos preços dos combustíveis.

Segundo o IBGE, os combustíveis recuaram de forma generalizada no período: o etanol caiu 2,26%, a gasolina teve baixa de 1,37%, o óleo diesel recuou 1,22% e o gás veicular cedeu 0,08%. Para o setor de transporte rodoviário de cargas, o comportamento do diesel tem peso direto na formação de custos operacionais, já que o combustível responde por parcela relevante das despesas de frota das transportadoras.

O destaque do mês, porém, ficou com o grupo Habitação, que subiu 0,99% e exerceu a maior pressão individual sobre o índice geral, puxado pela energia elétrica residencial — cuja alta saltou de 1,53% em junho para 3,09% em julho — e pela tarifa de água e esgoto, que acelerou para 0,40%. Esses itens também compõem, de forma indireta, os custos fixos de operação de empresas transportadoras, como galpões, pátios e centros de distribuição.

Alimentos e bebidas, por sua vez, recuaram 0,67% no mês, com quedas acentuadas no tomate (-29,09%) e na batata-inglesa (-19,59%), movimento que tende a repercutir também no frete de curta distância ligado ao abastecimento de centrais de abastecimento e supermercados.

O próximo dado de inflação, referente a agosto, será divulgado pelo IBGE em setembro, e o mercado deve acompanhar se a trégua nos preços dos combustíveis se mantém diante da volatilidade do petróleo no mercado internacional. Para as transportadoras, a folga momentânea do diesel no índice nacional contrasta com a realidade da Bahia, onde o litro do combustível em Salvador segue entre os mais caros do país, cenário que mantém pressão sobre o custo do frete no estado mesmo com o alívio observado na média nacional.

Fonte: IBGE — Agência de Notícias