CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA APRESENTAM PROPOSTAS PARA TRANSPORTE E LOGÍSTICA NA CORRIDA ELEITORAL DE 2026

por Setceb | ago 28, 2026 | Uncategorized

Pré-candidatos à Presidência da República já divulgam propostas específicas para a área de transportes e logística, tema que ganha peso na corrida eleitoral de 2026 diante da relevância do setor para o funcionamento da economia nacional e para o escoamento da produção do país.

O levantamento das propostas foi divulgado em meio a uma pesquisa BTG/Nexus realizada em 24 de agosto, que mostrou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 41% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 37%, Ronaldo Caiado (PSD) com 5%, Renan Santos (Missão) com 3%, Romeu Zema (Novo) com 3% e Augusto Cury (Avante) com 2%. A pesquisa ouviu 2.006 pessoas e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Augusto Cury (Avante) propõe a criação de cinco "Corredores Estratégicos de Exportação", contemplando os estados do Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul — projeto que colocaria a Bahia entre as prioridades de investimento logístico de um eventual governo Cury.

Flávio Bolsonaro (PL) promete R$ 900 bilhões em investimentos em infraestrutura de transportes, com a criação de "Corredores Logísticos Inteligentes" e a retomada de projetos ferroviários como a Ferrogrão, a Transnordestina e o Trem do Nordeste — este último com potencial impacto direto sobre a integração ferroviária da Bahia com o restante da região.

Lula (PT) defende a ampliação do Novo PAC, combinando concessões à iniciativa privada com investimento público direto em rodovias, ferrovias e portos, na linha do que já vem sendo executado pelo atual governo.

Renan Santos (Missão) propõe uma meta de expansão da malha ferroviária nacional dos atuais 30 mil quilômetros para 40 mil quilômetros, além de elevar o investimento em infraestrutura de transportes de 2% para 4% do PIB.

Ronaldo Caiado (PSD) defende a construção de corredores ferroviários voltados ao escoamento do agronegócio e a criação de um calendário permanente de leilões de concessões rodoviárias e ferroviárias, para dar previsibilidade a investidores do setor.

Já Romeu Zema (Novo) aposta em concessões, parcerias público-privadas e maior uso do mercado de capitais para financiar obras de infraestrutura, com o objetivo declarado de reduzir a dependência do setor de bancos públicos.

Apesar das diferenças de modelo, há um ponto de convergência entre praticamente todos os pré-candidatos: a intenção de ampliar a participação do modal ferroviário na matriz de transportes do país, hoje fortemente concentrada no rodoviário. Para o setor de TRC na Bahia, o tema é sensível dos dois lados — o estado aparece citado nominalmente em propostas como as de Cury e Bolsonaro, o que pode significar novos investimentos em corredores logísticos baianos, mas o avanço do modal ferroviário também representa, no médio prazo, concorrência direta com o transporte rodoviário de cargas em rotas de longa distância hoje dominadas pelos caminhões.

Fonte: Transporte Moderno