A empresa de tecnologia nstech lançou um conjunto de três soluções digitais voltadas ao setor de transporte e logística, com destaque para o TNS Pay, um novo serviço de pagamento eletrônico que permite liquidar operações de frete e gerar automaticamente o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).
O CIOT é um documento exigido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para formalizar operações de transporte rodoviário de cargas contratadas com transportadores autônomos, e sua emissão correta é uma das obrigações regulatórias mais fiscalizadas do setor.
Para poder operar o novo serviço de pagamentos, a nstech obteve licença do Banco Central do Brasil para atuar como instituição de pagamento. A empresa não divulgou, até o momento, as condições comerciais de utilização do TNS Pay.
Além do sistema de pagamentos, a companhia apresentou a Plataforma TNS, que unifica em um único ambiente digital dados de embarcadores, transportadoras, operadores logísticos e motoristas — cobrindo desde o planejamento da operação até a entrega e o pagamento —, e o Multi + KMM, que integra sistemas de gestão a ferramentas de contratação, agendamento logístico, roteirização e acompanhamento por torres de controle.
Segundo a diretora de Marketing da nstech, "uma entrega depende de dezenas de empresas, sistemas e pessoas. A próxima oportunidade de produtividade está justamente entre esses elos" — referência à proposta da empresa de reduzir a fragmentação tecnológica entre os diferentes elos da cadeia logística. A nstech foi fundada em 2020 pelas gestoras de investimento Niche Partners (Tarpon) e Greenbridge Partners, tem hoje mais de 100 soluções em seu portfólio, cerca de 75 mil clientes e 2,5 milhões de motoristas cadastrados em sua base, com atuação em 15 países.
A tendência de digitalização de etapas como a emissão do CIOT e o pagamento de fretes tende a se acelerar à medida que a ANTT intensifica a fiscalização eletrônica sobre o cumprimento de obrigações regulatórias do setor. Para transportadoras da Bahia, sobretudo as de menor porte que ainda dependem de processos manuais para emissão de CIOT e conciliação de pagamentos com autônomos, esse tipo de plataforma pode representar uma forma de reduzir erros operacionais e o risco de autuação por descumprimento de exigências documentais.
Fonte: Transporte Moderno
