PIB DO TRANSPORTE CRESCE 1,1% NO SEGUNDO TRIMESTRE, MAS CUSTOS OPERACIONAIS SEGUEM EM ALTA, APONTA CNT

por Setceb | set 21, 2026 | Uncategorized

O Produto Interno Bruto (PIB) do setor de transporte cresceu 1,1% no segundo trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior, interrompendo dois períodos seguidos de retração, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) na sexta-feira (18).

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o avanço foi de 1,2%. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o setor registra alta de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a entidade, que reúne dados oficiais de transporte terrestre, aéreo e aquaviário para compor o indicador.

Apesar da retomada trimestral, o levantamento mostra um quadro mais desafiador quando o recorte é mensal: o volume de serviços de transporte cresceu 0,4% em julho ante junho, mas acumula queda de 1,4% entre janeiro e julho na comparação com igual período de 2025.

Por modal, o transporte terrestre — que inclui o rodoviário de cargas — teve alta acumulada de 1,2% até julho, enquanto o transporte aéreo recuou 13,3% no mesmo recorte. Já o transporte aquaviário segue em queda acumulada no ano, mas bateu um recorde histórico de movimentação em julho.

O boletim da CNT chama atenção especial para o avanço dos custos operacionais das transportadoras: o óleo diesel acumula alta de 13,35% no ano até agosto (12,88% em 12 meses), o óleo lubrificante subiu 12,06% e os valores de pedágio avançaram 4,25% no período.

Segundo a CNT, a combinação de demanda mais fraca, diesel e lubrificantes mais caros e condições de crédito ainda restritivas segue pressionando a rentabilidade das empresas do setor, mesmo em um cenário de retomada moderada da atividade econômica.

Para as transportadoras baianas, o quadro nacional descrito pela CNT tende a se refletir também no dia a dia local: o aumento de custos com diesel e pedágio consome parte do ganho de receita trazido pela leve recuperação da demanda, reforçando a pressão por eficiência operacional e por reajustes de frete compatíveis com a evolução dos custos.

Fonte: CNN Brasil, com dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT)