SAFRA DE GRÃOS 2026/27 DEVE SUPERAR 367 MILHÕES DE TONELADAS E PRESSIONAR DEMANDA POR FRETE RODOVIÁRIO

por Setceb | nov 5, 2026 | Uncategorized

O primeiro levantamento da safra de grãos 2026/27, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 15 de outubro, estima uma produção total de 367,1 milhões de toneladas no país, alta de 1,4% sobre a safra anterior — volume que deve se traduzir em mais demanda por frete rodoviário nos próximos meses, incluindo os corredores de exportação que passam pela Bahia.

Segundo a Conab, a área a ser semeada na safra 2026/27 deve chegar a 85,4 milhões de hectares, um crescimento de 2,3% em relação ao ciclo anterior, impulsionado principalmente pelas culturas de soja e milho.

A soja, principal grão exportado pelo país, deve somar 181,6 milhões de toneladas produzidas, alta de 0,7%, em área de 49,3 milhões de hectares. A projeção de exportação do grão é de 117,97 milhões de toneladas, 1,51% a mais que no ciclo anterior, enquanto a exportação de farelo de soja deve crescer 3,06%, para 27,1 milhões de toneladas.

O milho, considerando as três safras do ano, deve totalizar 148 milhões de toneladas produzidas, avanço de 2,4%, em área de 23,7 milhões de hectares. As exportações do cereal na safra 2025/26 somaram 43,9 milhões de toneladas, com estoque de passagem projetado em 14,9 milhões de toneladas para 2026/27. Já o trigo deve recuar cerca de 27,2% na produção, para 5,7 milhões de toneladas.

Esse volume crescente de grãos precisa ser escoado majoritariamente por rodovia até os portos ou terminais ferroviários e hidroviários, o que tende a pressionar a demanda por frete rodoviário de cargas nos próximos meses, sobretudo nos corredores que ligam as regiões produtoras aos pontos de embarque.

No caso da Bahia, o chamado corredor oeste-baiano, um dos principais polos de produção de soja e milho do Nordeste, depende fortemente do transporte rodoviário de cargas para escoar a produção até os portos de Salvador e Ilhéus. Para as transportadoras associadas ao SETCEB que atuam nesse mercado, o crescimento projetado da safra 2026/27 é um indicativo de aquecimento da demanda por frete agrícola, ainda que o aumento de custos como diesel, pedágio e financiamento de frota continue pressionando as margens do setor.

Fonte: Conab / Agência Gov