TRECHO DA BR-324 É LIBERADO EM SIMÕES FILHO APÓS TRÊS DIAS DE INTERDIÇÃO POR CRATERA

por Setceb | nov 6, 2026 | Uncategorized

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) liberou, na manhã desta quinta-feira, trecho da BR-324 no km 603, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, após três dias de interdição provocada por uma cratera na pista. A via é um dos principais corredores de escoamento de cargas entre o interior da Bahia e o Porto de Salvador.

A informação foi confirmada ao jornal A Tarde pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela via federal. A liberação ocorreu após a conclusão dos serviços de reparo no trecho afetado.

O problema havia sido identificado na segunda-feira, dia 2 de novembro, quando uma cratera se formou na pista no sentido crescente da rodovia. Segundo o DNIT, as fortes chuvas registradas na semana anterior, somadas à obstrução de um dispositivo de drenagem, favoreceram o surgimento da erosão no pavimento.

A interdição, total em alguns momentos e parcial em outros, provocou transtornos significativos ao tráfego na região metropolitana de Salvador. Motoristas enfrentaram filas de até 30 quilômetros, com tempo de espera que chegou a quatro horas nos piores momentos da crise.

Durante os três dias de bloqueio, a PRF orientou os condutores, principalmente de veículos pesados, a utilizar uma rota alternativa. O desvio partia de Feira de Santana pela própria BR-324, seguia por Candeias com acesso à BA-522, passava pela BA-524 no Canal de Tráfego, em Camaçari, pela BA-535 na Via Parafuso e terminava na BA-526, pela Via Metropolitana, em direção a Salvador.

As equipes de manutenção trabalharam no fechamento da erosão causada pela cratera e na repavimentação asfáltica do trecho afetado, serviço que permitiu a liberação total da via nesta quinta-feira.

A BR-324 é a principal ligação rodoviária entre Salvador e o interior do estado, concentrando intenso fluxo de carretas com cargas destinadas ao Porto de Salvador e às indústrias da região metropolitana. Para as transportadoras e caminhoneiros que operam na Bahia, episódios recorrentes de interdição no corredor representam atrasos na entrega de mercadorias, aumento de custos operacionais com desvios mais longos e maior desgaste de veículos nas rotas alternativas. A reabertura total do trecho tende a normalizar o fluxo de cargas na via, mas o episódio reforça a fragilidade estrutural de um dos principais corredores logísticos do estado, especialmente diante de chuvas intensas.

Fonte: A Tarde