A agropecuária baiana registrou crescimento real de 5,7% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (24) e destacados pelo portal Bahia Econômica, mantendo o setor acima do ritmo geral da economia estadual pelo sexto trimestre consecutivo.
O levantamento situa o PIB do agronegócio baiano em R$ 40,3 bilhões, o equivalente a 26,1% de toda a economia do estado, com avanço real em volume de produção de 4,7% no período.
Entre as culturas com previsão de crescimento para 2026 estão a produção de cereais, oleaginosas e leguminosas, estimada em 13 milhões de toneladas, alta de 3,2%. A soja deve somar 8,9 milhões de toneladas, com crescimento de 3,8%, enquanto o algodão deve chegar a 1,84 milhão de toneladas, alta de 2,8%, e o milho a 2,8 milhões de toneladas, avanço de 2,3%.
Cacau e café também aparecem entre os destaques, com previsão de 137 mil toneladas de cacau, crescimento de 15,4%, e 294 mil toneladas de café, alta de 12,5%. Na pecuária, o abate de bovinos atingiu recorde histórico de 390 mil cabeças, com aumento de 0,9%, enquanto o abate de suínos cresceu 4,9% e o de frangos avançou 8,6%, para 36 milhões de cabeças. As exportações de carnes baianas cresceram 17% em valor e 15,1% em volume no período.
O desempenho do agronegócio impacta diretamente a demanda por transporte rodoviário de cargas na Bahia, já que praticamente toda a produção de grãos do oeste baiano, do cacau do sul do estado e das carnes destinadas à exportação depende de caminhões para chegar a silos, frigoríficos, terminais ferroviários e portos como Salvador, Ilhéus e Aratu. Para as transportadoras associadas ao SETCEB, o crescimento sustentado da safra e da pecuária baiana nos últimos seis trimestres reforça a pressão sobre a infraestrutura rodoviária do interior, tornando ainda mais relevantes as obras de pavimentação e manutenção em andamento nas rotas de escoamento da produção.
Fonte: Bahia Econômica
