O litro do diesel S10 vendido em Salvador custava em média R$ 7,64 no levantamento mais recente divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), valor 70 centavos acima da média nacional de R$ 6,94. A capital baiana aparece entre as mais caras do país para o combustível que move a frota de caminhões.
Os dados são da pesquisa semanal da ANP referente ao período de 2 a 8 de agosto de 2026, divulgada em 15 de agosto, com base em amostragem de postos revendedores em todo o território nacional. O levantamento é feito para acompanhar a formação de preços de combustíveis e subsidiar políticas públicas do setor.
Segundo o boletim, o preço médio nacional do diesel S10 recuou apenas 0,14% na semana, mantendo-se praticamente estável havia meses: R$ 6,94 em meados de julho, R$ 6,95 no início de agosto e de volta a R$ 6,94 na pesquisa mais recente. Em janeiro deste ano, porém, o litro custava R$ 6,11, o que mostra uma alta acumulada relevante ao longo do primeiro semestre.
Salvador ficou atrás apenas de Rio Branco (R$ 8,05) no ranking das capitais mais caras, à frente de Boa Vista (R$ 7,42), Teresina (R$ 7,32) e Porto Velho (R$ 7,29). Na outra ponta, São Paulo registrou o menor valor entre as capitais citadas, R$ 6,91.
O governo federal mantém uma subvenção econômica de R$ 0,32 por litro de diesel rodoviário, instituída por medida provisória em vigor neste ano, mas o benefício não foi suficiente para aproximar o preço baiano da média do país. Para o caminhoneiro autônomo, o diesel é o item de maior peso na composição de custos, e a defasagem entre reajuste de frete e alta de combustível tende a comprimir a margem operacional.
Não há previsão de novo levantamento estadual detalhado antes da próxima pesquisa semanal da ANP, mas a tendência de estabilidade em patamar elevado deve se manter enquanto persistirem os fatores que sustentam o preço, como tributação estadual e formação de preços da Petrobras. Para as transportadoras associadas ao SETCEB, o dado reforça a necessidade de repasse mais ágil do adicional de combustível nos contratos de frete na Bahia, já que o Estado segue pagando um dos diesel mais caros do país, encarecendo especialmente as rotas de longa distância que ligam o interior baiano aos portos.
Fonte: Brasil do Trecho, com dados da ANP
