Empresas que atuam no abastecimento da Região Norte já iniciaram um plano antecipado para minimizar os impactos da estiagem prevista para os próximos meses. Após as secas históricas registradas em 2023 e 2024, operadores logísticos passaram a tratar a redução do nível dos rios como um fator permanente no planejamento das operações.

A estratégia inclui antecipação de embarques, ampliação de estoques e fortalecimento de planos de contingência para garantir o abastecimento de mercadorias e insumos destinados à região amazônica.

A preocupação aumentou após o Governo do Amazonas decretar estado de emergência climática e ambiental de forma preventiva, diante das projeções de uma nova estiagem associada ao fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 e início de 2027.

A navegação fluvial é fundamental para o abastecimento da Região Norte e para a movimentação da produção da Zona Franca de Manaus. Com a redução do nível dos rios, há impactos diretos no transporte de alimentos, medicamentos, eletroeletrônicos, bebidas, motocicletas e diversos outros produtos.

Diante desse cenário, empresas do setor projetam aumento na demanda logística durante o período crítico da seca, impulsionado pela antecipação de cargas e pela necessidade de reforçar os estoques próximos aos mercados consumidores.

Além da ampliação da capacidade operacional, operadores também investem em centros de armazenagem para reduzir os riscos de desabastecimento e dar maior flexibilidade às entregas durante os meses de menor navegabilidade.

Para o transporte de cargas, o planejamento antecipado torna-se cada vez mais estratégico. A expectativa é que a gestão dos riscos climáticos passe a integrar de forma permanente as operações logísticas na Amazônia, fortalecendo a previsibilidade e reduzindo impactos sobre toda a cadeia de abastecimento.