De acordo com o levantamento mais recente divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), referente à segunda semana de setembro, a balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 3,356 bilhões no período, resultado de exportações de US$ 14,247 bilhões ante importações de US$ 10,891 bilhões.
O crescimento das exportações em relação ao mesmo período do ano passado foi de 28,5%, enquanto as importações avançaram 9,5% na mesma base de comparação. O ritmo de expansão das vendas externas segue superando o das compras do exterior, ampliando o superávit comercial do país.
No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil já soma superávit de US$ 58,674 bilhões, alta de 36,9% frente ao mesmo intervalo de 2025. O resultado é puxado por três frentes: indústria extrativa, indústria de transformação e agropecuária.
Na segunda semana de setembro, a indústria extrativa exportou US$ 4,188 bilhões, salto de 70,5% ante igual período do ano anterior. A indústria de transformação somou US$ 7,140 bilhões, avanço de 17%, enquanto o agronegócio exportou US$ 2,831 bilhões, alta de 16,5%.
Para o ano fechado, o MDIC projeta superávit de US$ 90 bilhões, com exportações totais estimadas em US$ 394,4 bilhões e importações em US$ 304,4 bilhões. Caso se confirme, o resultado consolidaria mais um ano de expansão do comércio exterior brasileiro.
O desempenho positivo do agronegócio e da indústria extrativa tem relação direta com o volume de cargas que circula pelas rodovias brasileiras rumo a portos e terminais de exportação. Quanto maior o volume embarcado, maior a demanda por frete rodoviário nos corredores que ligam regiões produtoras aos complexos portuários.
Esse movimento tende a beneficiar de forma particular estados exportadores de commodities agrícolas e minerais, categoria na qual a Bahia se enquadra com força neste momento, dada a safra recorde de algodão e o volume crescente de grãos escoados por portos como Salvador e Aratu.
Para as transportadoras baianas que atendem o fluxo de exportação, a manutenção de um cenário de comércio exterior aquecido sustenta a demanda por fretes de longa distância entre as regiões produtoras do oeste e do sul do estado e os terminais portuários do litoral. O desempenho da balança comercial nas próximas semanas será acompanhado de perto pelo setor, especialmente à medida que a safra de algodão e grãos avança rumo ao pico de escoamento.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) — Balança Comercial
