Após registrar forte alta impulsionada pelo escoamento da safra de soja, os preços do frete rodoviário apresentaram recuo em maio. Apesar da desaceleração observada no período, os valores ainda permanecem acima dos registrados no ano passado, demonstrando que a demanda por transporte continua sustentando o mercado.

Dados do Índice de Frete Edenred Repom (IFR) apontam que houve uma redução de 4,1% no valor médio do frete por quilômetro rodado em comparação com abril. Mesmo com essa queda, o indicador segue 18,6% superior ao observado em maio de 2025.

Segundo especialistas do setor, o movimento era esperado após o pico de movimentação provocado pela colheita e pelo transporte da safra de soja, período que tradicionalmente aumenta a procura por caminhões e pressiona os preços do frete em diversas regiões do país.

A retração registrada em maio, no entanto, não indica uma mudança estrutural do mercado. A avaliação é que a atividade logística continua aquecida, sustentada não apenas pelo agronegócio, mas também pelo desempenho de outros segmentos da economia que dependem do transporte rodoviário para movimentar mercadorias.

O cenário reforça a importância do transporte rodoviário para a logística nacional. Responsável pela maior parte da movimentação de cargas no Brasil, o modal continua sendo fundamental para o abastecimento da indústria, do comércio e do agronegócio, mesmo diante de desafios relacionados aos custos operacionais e à infraestrutura.

Para transportadores e embarcadores, a tendência é de acompanhamento atento do comportamento do mercado nos próximos meses. Fatores como o ritmo da atividade econômica, o desempenho das exportações agrícolas e os custos do transporte poderão influenciar a evolução dos fretes ao longo do segundo semestre.

A expectativa do setor é que os valores permaneçam em patamares historicamente elevados, ainda que sem repetir os picos registrados durante o período de maior movimentação da safra.