MATEMÁTICA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PASSAM A PLANEJAR O CARREGAMENTO DE CAMINHÕES COM QUASE NENHUMA INTERVENÇÃO HUMANA

por Setceb | out 2, 2026 | Uncategorized

Empresas de logística brasileiras vêm adotando algoritmos matemáticos e inteligência artificial para planejar o carregamento de caminhões, automatizando um processo que tradicionalmente dependia de cálculos manuais de operadores em centros de distribuição.

A tecnologia foi apresentada pela empresa Easy Pallet, que desenvolveu um sistema capaz de resolver o chamado problema de "bin packing" tridimensional, levando em conta restrições físicas reais da carga, como apoio mínimo de 85% entre volumes empilhados, limite de peso por eixo e altura útil disponível dentro da carroceria ou baia de carregamento.

Segundo a empresa, o sistema testa múltiplas estratégias de empacotamento em paralelo e aprende continuamente a partir de dados operacionais reais, em um ciclo de otimização que já resultou em redução média de 1,5 hora no tempo de carregamento das operações que adotaram a tecnologia.

A ferramenta já está em uso em mais de 150 unidades de distribuição no Brasil, atendendo clientes de grande porte como Coca-Cola, Heineken, Camil e Fruki, o que indica adoção já consolidada entre grandes indústrias que dependem de transporte rodoviário para escoar sua produção.

De acordo com a empresa, o mesmo rigor de cálculo hoje aplicado ao empacotamento de uma única carga começa a ser estendido a problemas de ordem de grandeza maior, como o planejamento de rotas e a alocação de frotas inteiras, ampliando o potencial de aplicação da tecnologia para além do carregamento individual de veículos.

Para as transportadoras, o uso de inteligência artificial no planejamento de carga representa ganho direto de produtividade, ao reduzir o tempo de permanência dos caminhões nos pátios de carregamento e descarregamento, um dos principais gargalos operacionais apontados pelo setor em todo o país.

A tendência de digitalização do planejamento de carga também é relevante para as transportadoras baianas, que lidam frequentemente com cargas mistas e de diferentes volumes nas rotas entre o interior produtor e os portos do estado, e que podem se beneficiar de ganhos de eficiência semelhantes ao adotar ferramentas de otimização de carregamento, hoje ainda pouco difundidas entre empresas de menor porte.

Fonte: MundoLogística