A Volkswagen Caminhões e Ônibus ampliou sua linha de veículos elétricos fabricados no Brasil e começou a comercializar, após uma fase de testes em operações reais, um modelo movido a biometano, reforçando a aposta da marca em alternativas ao diesel para o transporte urbano e de média distância.
A montadora atualizou o e-Delivery 12, que substitui a versão de 11 toneladas, com motor de tração, inversor e unidade de distribuição de alta tensão mais leves, o que melhora a eficiência energética e amplia o aproveitamento de carga do veículo. O tempo de recarga rápida foi reduzido para cerca de uma hora e meia.
Também foi lançado o e-Delivery 17, com peso bruto total de 17,5 toneladas e capacidade de carga de até 11,8 toneladas, suspensão a ar em todos os eixos e capacidade para transportar até oito paletes de bebidas, contra seis na versão anterior de 14 toneladas. Os dois modelos aceitam múltiplas configurações de carroceria, de carga geral a produtos refrigerados e coleta de resíduos.
O destaque da linha, porém, é o Constellation Biometano, que passa a ser vendido comercialmente depois de testes práticos realizados originalmente em operações de coleta de resíduos. O veículo tem capacidade total de 240 metros cúbicos de gás e autonomia de até 300 quilômetros, com redução de emissões de CO2 de até 90%, a depender da matéria-prima usada na produção do biometano.
A Volkswagen já vinha testando o Constellation a biometano desde 2025 e avaliando também o uso de biodiesel 100% renovável na linha de caminhões, em um movimento mais amplo de diversificação de combustíveis alternativos ao diesel fóssil entre as montadoras que atuam no Brasil.
A ampliação da oferta de caminhões elétricos e a biometano chega em um momento de juros altos e crédito mais caro para renovação de frota, o que tende a tornar a decisão de investimento mais criteriosa entre as transportadoras baianas. Ainda assim, a entrada de opções movidas a biometano pode interessar especialmente a empresas que atuam em operações urbanas e de curta distância na Bahia, onde a logística reversa e a coleta de resíduos são nichos em expansão.
Fonte: Transporte Moderno
