por Setceb | nov 26, 2024 | Uncategorized
Interessados poderão enviar contribuições entre 29 de novembro de 2024 e 12 de janeiro de 2025.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, nesta quinta-feira (21/11), a abertura de Audiência Pública nº 9/24 para a concessão do lote RODOVIáRIO que abrange os trechos da BR-116/BA/PE e da BR-324/BA, com extensão total de 502 km. O objetivo é colher sugestões e contribuições para aprimorar as minutas do edital e contrato, o Programa de Exploração da Rodovia (PER) e os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). A decisão foi tomada por unanimidade durante a 86ª Reunião Extraordinária de Diretoria (Redir), sob relatoria do diretor da ANTT, Lucas Asfor. O aviso de abertura da audiência pública está disponível na edição do Diário Oficial da União (D.O.U) desta sexta-feira (22/11).
O trecho da BR-116/BA/PE submetido ao conhecimento da sociedade possui uma extensão total de 502 km e tem início no anel rodoviário de Feira de Santana no estado da Bahia até Salgueiro no estado de Pernambuco, cruzando 16 municípios.
A modelagem apresentada prevê investimentos de R$ 7,5 bilhões ao longo dos anos. Além disso, o projeto visa garantir melhorias significativas na infraestrutura, com impactos positivos na segurança e fluidez do tráfego. O trecho em questão será chamado de “Rota dos Sertões” em alusão à obra “Os Sertões”, do escritor Euclides da Cunha, cujo enredo acontece na Bahia e que faz parte da área geográfica perpassando por um trecho da BR-116, que compõe o lote rodoviário objeto da concessão.
Informações e esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos pelo endereço de e-mail ap009_2024@antt.gov.br
Sessões públicas
A audiência será realizada com sessões presenciais e virtuais, em três localidades estratégicas: Feira de Santana/BA, 09 de dezembro, às 14h, na modalidade presencial; Salgueiro/PE, 11 de dezembro, às 09h, na modalidade presencial; Brasília/DF, 13 de dezembro, às 09h, na sede da ANTT com sessão híbrida (virtual e presencial).
As inscrições podem ser realizadas por meio do Formulário de Inscrição AP nº 009/2024 até às 12 horas do dia 12/12/2024.
Os interessados poderão enviar contribuições entre 29 de novembro de 2024 e 12 de janeiro de 2025, exclusivamente pelo sistema Participantt, disponível no site da ANTT > Acesso a infromação > Participação social > Audiência pública 09/2024.
Impactos e benefícios do projeto
A concessão abrange rodovias com significativas demandas de tráfego. Entre as intervenções previstas, destacam-se: obras de duplicação e faixas adicionais contam com 6,7 km e 29,12 km de vias marginais; instalação de sistemas modernos de monitoramento e segurança viária, como radares, CFTV e painéis de mensagem variável; construção de passarelas, bases de serviços operacionais, postos de pesagem fixa e pontos de parada para descanso; a implantação de cinco praças de pedágio terá tarifas iniciais entre R$ 8,92/km (pista simples) e R$ 11,59/km (pista dupla), com previsão de início de cobrança no segundo ano de operação; o projeto inclui descontos tarifários para usuários frequentes.
Próximos passos
As informações completas estarão disponíveis a partir desta sexta-feira, 22 de novembro de 2024, no site da ANTT, incluindo os documentos técnicos e as orientações para contribuições. A Agência reforça que o processo de participação social é essencial para garantir a transparência e a construção coletiva de soluções que atendam às necessidades dos usuários e assegurem a viabilidade econômica do empreendimento.
Todos podem participar e enviar sugestões, desde representantes do setor privado a membros da sociedade civil. O projeto não só impactará a logística e mobilidade regional, mas também representará uma oportunidade de atração de investimentos e fortalecimento da infraestrutura rodoviária nacional.
Transparência e envolvimento social
A realização de reuniões participativas é um mecanismo adotado pela ANTT para promover a transparência e o diálogo com a sociedade. Esse modelo de consulta busca, além de melhorias no serviço, engajar os usuários e interessados no processo regulatório das rodovias federais concedidas.
É mais uma oportunidade para que a sociedade participe ativamente na definição e fiscalização dos contratos de concessão que impactam diretamente a mobilidade e a segurança nas rodovias federais.
por Setceb | nov 26, 2024 | Uncategorized
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 11% dos trabalhadores no Brasil estão submetidos a jornadas longas, que se caracterizam por superar 48 horas semanais.
O número é inferior à média de 17,7% dos trabalhadores registrada em 163 países pesquisados. Com isso, a OIT indica que os trabalhadores com longas jornadas, no Brasil, estão abaixo da média mundial.
Os dados, que não englobam alguns países importantes, como a China e a Alemanha, constam em ranking divulgado na página da OIT. A organização não explicita o ano em que a pesquisa foi feita em cada país.
O mesmo levantamento mostra que a carga horária média no Brasil, de 39 horas semanais, é superior aos EUA e Reino Unido, mas fica abaixo da Índia e do México.
A carga de trabalho semanal voltou à tona nas últimas semanas em razão da proposta de Emenda à Constituição (PEC) que quer reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais.
Conceito de jornada longa de trabalho
De acordo com relatório da OIT divulgado no começo do ano passado, a definição de que uma jornada longa de trabalho supera 48 horas semanais está consistente com as normas trabalhistas internacionais relevantes, como a Convenção Nº. 1 e as Horas de Trabalho Convenção (Comércio e Escritórios).
“Longas horas de trabalho têm um efeito negativo no equilíbrio entre vida profissional e pessoal dos trabalhadores, enquanto horas de trabalho mais curtas podem ajudar a facilitar esse equilíbrio”, diz o relatório intitulado “Tempo de trabalho e equilíbrio entre vida pessoal e profissional ao redor do mundo”.
De acordo com o documento, a organização do horário de trabalho, com horários previsíveis ou flexíveis, pode ajudar a melhorar a qualidade do trabalho, com subsequente equilíbrio de vida. Avalia, ainda, que horários imprevisíveis têm o efeito oposto.
“Em resumo, tanto o número de horas de trabalho e a organização do horário de trabalho têm impacto no equilíbrio entre vida pessoal e profissional dos trabalhadores”, acrescentou.
Segundo a OIT, estudos revelam que longas horas de trabalho são um importante prognóstico de conflito entre a vida profissional e pessoal, que resultam em menor envolvimento na vida comunitária e cívica, com impacto também nas taxas de fertilidade.
Fim da jornada 6×1
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 36 horas semanais recebeu nesta quarta o número necessário de assinaturas para ser protocolada na Câmara dos Deputados.
Para se tornar uma matéria em tramitação na Câmara, a proposta precisava de, no mínimo, 171 assinaturas dos 513 deputados.
O protocolo da proposta é apenas o início da discussão, que precisará passar por comissões especiais na Câmara e no Senado até a aprovação.
O tema ganhou destaque nas redes sociais nos últimos dias e tem dois objetivos principais: acabar com a possibilidade de escalas de 6 dias de trabalho e 1 de descanso, chamada de 6×1; alterar a escala de trabalho para um modelo em que o trabalhador teria três dias de folga, incluindo o fim de semana.
Em nota, o Ministério do Trabalho afirmou que tem “acompanhado de perto o debate” e que a redução da jornada é “plenamente possível e saudável”, mas a questão deveria ser tratada em convenção e acordos coletivos entre empresas e empregados.
Atualmente, a Constituição estabelece que a jornada de trabalho normal: não pode ser superior a 8 horas diárias; não pode superar 44 horas semanais; poderá ser estendida por até 2 horas.
Caminho da PEC
O caminho para aprovar uma PEC na Câmara é longo. Depois de conquistar os apoios necessários e apresentar a proposta, a discussão na CCJ da Casa é a primeira etapa do caminho até a aprovação.
A Comissão de Constituição e Justiça analisa a admissibilidade da proposta — sem avaliar e fazer mudanças no mérito (texto) da proposição. Se aprovada, é enviada para uma comissão especial.
Cabe à comissão especial analisar o mérito e propor alterações à proposta. Regimentalmente, o colegiado tem até 40 sessões do plenário para concluir a votação do texto.
Se isso não ocorrer, o presidente da Câmara poderá avocar a PEC diretamente para o plenário — isto é, colocar em votação direta pelo conjunto dos deputados.
Depois da passagem pela comissão especial, a PEC fica apta a ser votada pelo plenário. Lá, a proposta precisa reunir ao menos 308 votos favoráveis, em dois turnos de votação.
Concluída a análise na Câmara, o texto seguirá para o Senado. Por lá, a proposta também precisará ser votada e aprovada por, no mínimo, 49 senadores.
Com a aprovação nas duas Casas, a PEC poderá ser promulgada — ato que torna o texto parte da Constituição — pelo próprio Congresso.
Opinião dos sindicatos e empresas
Enquanto os sindicatos, que defendem o fim da chamada jornada 6 por 1, avaliam a mudança da regra poderá estimular o surgimento de milhões de vagas de trabalho, representantes dos empresários, contrários à alteração, estimam que ela poderá gerar uma “onda de demissões” na economia.
Antecipando o debate no Congresso Nacional, o g1 colheu a posição de centrais sindicais, representantes de trabalhadores.
Nota assinada pelos presidentes da CUT, Força Sindical, UGT, CSB, NCST e pela secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora diz que, com o avanço da automação e mudanças tecnológicas no processo de produção, o mundo do trabalho já não é o mesmo de 1988 — quando foi fixada a jornada máxima de 44 horas semanais.
“Já está mais do que na hora de reajustar essa jornada, sem reduzir os salários e os empregos (…) A ‘viralização’, como se diz no jargão das redes sociais, do tema ‘fim da escala 6×1’, mostra que se trata de um forte anseio da classe trabalhadora. Os brasileiros querem mais qualidade de vida, bem-estar e menos doenças ocupacionais”, diz o documento das centrais sindicais.
Na nota, as centrais avaliam também que os trabalhadores “querem trabalhar com base em relações mais humanizadas”. “Isso é possível e é mais do que justo”, informam.
“E experiências, como a semana de 4 dias, já implementadas em outros países e em algumas empresas brasileiras, mostram que a jornada reduzida aumenta a produtividade do trabalho e estimula a criação de novos postos. No Brasil poderá estimular o surgimento de até seis milhões de vagas de trabalho”, acrescentam os sindicatos, em seu posicionamento.
Já a Associação Brasileira das Organizações da Sociedade Civil (Abong) afirmou, por meio de nota pública, a “necessidade de condições dignas de trabalho e alternativas mais sustentáveis para a população”.
Avalia que o desgaste gerado pela escala 6×1 “não é apenas uma questão de justiça social”, pois também “impacta diretamente a qualidade dos serviços oferecidos por ONGs e OSCs em áreas essenciais como assistência social, educação, saúde e defesa de direitos humanos”.
“A jornada 6×1, que impõe seis dias consecutivos de trabalho com apenas um dia de descanso, prejudica particularmente os grupos historicamente marginalizados, como pessoas pobres, mulheres, pessoas negras e LGBTQIAP+. Estes profissionais, que muitas vezes enfrentam múltiplas opressões e sobrecargas, veem sua saúde física e mental ainda mais impactada por essa rotina exaustiva”, diz a entidade, em nota pública.
Contrária à mudança, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que representa setores com peso expressivo no Produto Interno Bruto (PIB) do país, afirmou entender e valorizar as iniciativas que visam promover o bem-estar dos trabalhadores e ajustar o mercado às novas demandas sociais.
Entretanto, avaliou que a “imposição de uma redução da jornada de trabalho sem a correspondente redução de salários implicará diretamente no aumento dos custos operacionais das empresas”. “Esse aumento inevitável na folha de pagamento pressionará ainda mais o setor produtivo, já onerado com diversas obrigações trabalhistas e fiscais”, diz.
“O impacto econômico direto dessa mudança poderá resultar, para muitas empresas, na necessidade de reduzir o quadro de funcionários para adequar-se ao novo cenário de custos, diminuir os salários de novas contratações, fechar estabelecimento em dias específicos, o que diminui o desempenho do setor e aumenta o risco de repassar o desequilíbrio para o consumidor”, avaliou a CNC, por meio de nota.
“Com isso, antecipamos que, ao invés de gerar novos postos de trabalho, a medida pode provocar uma onda de demissões, especialmente em setores de mão de obra intensiva, prejudicando justamente aqueles que a medida propõe beneficiar”, prosseguiu a entidade.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por sua vez, opinou que a redução da jornada de trabalho para menos de 44 horas semanais, é uma tema a ser tratado por empresas e trabalhadores em processos de negociação coletiva.
Para a entidade, uma eventual imposição por lei de limite inferior a 44 horas para o trabalho semanal “não só enfraquece o processo de diálogo entre empregadores e empregados, como desconsidera as variadas realidades em que operam os setores da economia, os segmentos dentro da indústria, o tamanho das empresas e as disparidades regionais existentes no país”.
“Uma eventual redução obrigatória, estabelecida por lei, deve produzir efeitos negativos no mercado de trabalho e na capacidade das empresas de competir, sobretudo aquelas de micro e pequeno porte. Assim, para a CNI, a negociação coletiva é o melhor caminho para que empresas e trabalhadores encontrem as soluções em acordo com as respectivas realidades econômicas e produtivas”, diz a CNI, em nota.
por Setceb | nov 26, 2024 | Uncategorized
Em nota, a entidade ressalta que o posicionamento em defesa da medida está “em alinhamento com os anseios da classe trabalhadora no Brasil” – (crédito: mohamed_hassan por Pixabay )
A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (CNTC) se manifestou publicamente, nesta segunda-feira (25/11), em favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera a escala de trabalho semanal em vigor na Convenção das Leis Trabalhistas (CLT). Em nota, a entidade ressalta que o posicionamento em defesa da medida está “em alinhamento com os anseios da classe trabalhadora no Brasil”.
“Em vários países, essa medida já foi imposta com benefícios concretos tanto para os trabalhadores quanto para as empresas. Agora, com a tramitação no Congresso Nacional da PEC 6×1, afirmamos que o Brasil tem uma oportunidade histórica de avanço nessa pauta”, destaca, em nota, a CNTC.
Na proposta elaborada pela deputada Erika Hilton (PSol-SP), há a previsão de uma mudança na atual escala de um dia de folga para seis trabalhados para a adoção de três dias sem serviço por quatro em atividade. Na visão da entidade, o novo modelo poderia gerar um “avanço significativo”. Mesmo assim, a alteração teria que ser acompanhada de “ajustes na legislação trabalhista e no funcionamento das relações de trabalho”.
Reforma trabalhista
A confederação também defende a revisão da reforma trabalhista aprovada em 2017, durante o governo do ex-presidente Michel Temer. A nota assinada pelo presidente da entidade, Luiz Carlos Motta, ressalta que as mudanças enfraqueceram a negociação coletiva e deram margem a abusos, “favorecendo o capital em detrimento do bem-estar da classe trabalhadora”.
“A CNTC acredita que o PEC 4×3 é um passo importante, mas não o suficiente. Qualquer mudança significativa na jornada de trabalho precisa ser amplamente debatida com a participação ativa das entidades sindicais, federações e confederações. São essas organizações que têm legitimidade e experiência para representar os interesses dos trabalhadores”, frisa.
por Setceb | nov 26, 2024 | Uncategorized
Proposta foi discutida em reunião da Associação Brasileira dos Concessionários Bandag, que contou com a presença da senadora e empresária Margareth Buzetti.
A Associação Brasileira dos Concessionários Bandag (Assoban) reuniu seus associados dia 6 de novembro, em São Paulo, para discutir ações que impactam a atividade de reforma de pneus. O encontro contou com a presença da senadora Margareth Buzetti, do PSD de Mato Grosso, que também é empresária do setor.
Ela tratou de três propostas que tramitam no Congresso Nacional, sendo duas favoráveis aos reformadores e uma contrária.
Ex-presidente da Associação Brasileira da Reforma de Pneus (ABR), a senadora explicou que a reforma tributária tem atrapalhado na Câmara dos Deputados a tramitação de um projeto de autoria dela, o 2.470/22, já aprovado no Senado, que traz incentivos fiscais à atividade. A proposta é zerar as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda, no mercado interno, de serviços de reforma de pneus usados, enquadrados na subclasse 2212-9/00 da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0).
O texto estabelece incentivos fiscais para as pessoas jurídicas que desenvolvam atividades de recapagem, recauchutagem, remoldagem, duplagem e vulcanização de pneumáticos, com exceção das empresas incluídas no Simples Nacional.
O PL ainda determina que os agentes financeiros oficiais de fomento ofereçam linhas de créditos para as empresas do setor.
A parlamentar também tenta emplacar no Congresso um outro projeto, o 2.249/24, que retira a reforma de pneus da lista das atividades potencialmente poluidoras. Ela buscar convencer o governo, especialmente o Ministério do Meio Ambiente, a apoiar a proposta. Segundo a senadora, a pasta emitiu nota técnica que, embora desfavorável à exclusão total da lista de atividades potencialmente poluidoras, reconheceu que o recondicionamento de pneus apresenta benefícios ambientais.
Sobre o projeto do Capitão Augusto, deputado federal do PL de São Paulo, que proíbe o uso de pneus reformados por caminhões e ônibus, a senadora disse tratar-se de uma “maluquice”. De acordo com ela, o projeto não tem chance de prosperar em Brasília, mesmo assim o setor deve ficar vigilante.
Na mesma reunião, o presidente da Assoban, Daniel Luiz Kuhn, apresentou informações relacionadas ao impacto que a reforma tributária terá sobre o segmento e as ações que as empresas terão que tomar para adequarem seus negócios.
Além dos associados, a reunião contou com a presença da direção da Bridgestone.
A Bridgestone Bandag é a divisão de reforma de pneus da Bridgestone.
por Setceb | nov 25, 2024 | Uncategorized
O segundo dia (22/11) do Congresso NTC 2024 – XVII Encontro Nacional da COMJOVEM começou cedo, no Tauá Resort & Convention Alexânia, em Goiás. Às 6 horas, os empresários e executivos do setor se reuniram para “O Despertar – Nascer do Sol”, realizando, em seguida, uma caminhada, iniciativa idealizada pelo Projeto +Saúde COMJOVEM.
Antecedendo à programação de conteúdo, o Circo Vox fez uma apresentação bem-humorada para descontrair os presentes no Centro de Convenções do hotel. Na sequência, Fernanda Rezende, diretora executiva adjunta da Confederação Nacional do Transporte (CNT), ministrou a primeira palestra da manhã: “Transição energética no Setor de Transporte”.
Com a participação do presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi; do vice-coordenador da COMJOVEM Nacional, Hudson Rabello, e do presidente da FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística, Paulo Lustosa, a diretora da Confederação expôs o contexto histórico relacionado aos períodos de transição pelos quais o mundo passou ao longo dos anos e destacou a importância da descarbonização no setor de transporte.
“As mudanças climáticas e os impactos que elas vêm trazendo causam uma grande pressão para a transição energética e a descarbonização. Esse é um compromisso mundial, e o Brasil possui uma POLíTICA de descarbonização que visa à redução de 53% das emissões do país até 2030 (ano-base 2005) e à neutralidade das emissões até 2050. O maior problema é que essa política busca aumentar o índice de biodiesel no diesel até alcançar 20%. Enquanto o mundo utiliza até 7%, o Brasil já utiliza 14%, e, com isso, as empresas vêm sofrendo com problemas mecânicos relacionados a essa crescente mistura”, salientou Fernanda Rezende.
A diretora executiva da CNT também trouxe dados relevantes dos testes realizados pela CNT, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sobre a utilização do biodiesel no diesel, como o aumento do consumo, já que o veículo consome 15% a mais de combustível (P5) e 9,5% a mais (P7); a diminuição da potência, prejudicando a taxa de entrega de energia para manter o veículo em movimento; o crescimento das emissões, aumentando o monóxido de carbono com valores acima dos limites estabelecidos pelo PROCONVE para ambos os veículos (B20); a formação de sólidos em misturas de biodiesel, principalmente no uso de uma matriz sebo-soja para combustível, e a contaminação do óleo lubrificante e formação de borra nos elementos filtrantes.
Ao final da palestra, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi; o presidente da FENATAC, Paulo Lustosa, e o vice-coordenador da COMJOVEM Nacional, Hudson Rabello, conduziram um debate sobre os assuntos abordados por Fernanda Rezende, com a participação do público, e ressaltaram a preocupação do setor com os índices crescentes de biodiesel no diesel no Brasil.
Após um intervalo, foi a vez do poeta e escritor Allan Dias Castro subir ao palco para realizar a palestra “Transbordar: Felicidade, Coletivo e Relacionamento da Equipe” e trazer uma reflexão sobre a criança interior que todos nós temos, além de assinalar a dimensão dos conceitos de compreensão e respeito que devem ser exercidos ao longo da nossa existência.
Com o fim da segunda palestra, os membros da COMJOVEM permaneceram no Centro de Convenções para a realização da tradicional reunião da Comissão, quando foram apresentadas as metas do novo ciclo – 2024/2025 – e debatidos temas relevantes para a continuidade do trabalho que vem sendo feito pelo coordenador e vice-coordenadores nacionais, e pelos Núcleos de todas as regiões do Brasil.
“Este é o momento de reforçarmos as atualizações que deverão ocorrer no novo ciclo. Aqui, nesta reunião, todos têm voz para registrarem seus pontos de vista, a fim de aprimorarmos as nossas estratégias”, afirmou o coordenador nacional da COMJOVEM, André de Simone.
Os participantes do Congresso NTC 2024 – XVII Encontro Nacional da COMJOVEM voltaram a se encontrar às 19 horas, para um jantar especial – “Noite Havaiana” – patrocinado pela Mercedes-Benz.
TERCEIRO DIA (23/11)
O terceiro e último dia da programação oficial do evento começou às 9 horas, no Centro de Convenções, com a palestra da jornalista e apresentadora de TV Carol Barcellos: “Protagonismo e Coragem para Fazer Acontecer”.
Tomando como referência os rumos ora planejados, ora inesperados do próprio currículo profissional, ilustrados com a exibição de vídeos emocionantes, Carol Barcellos fez reflexões sobre os ciclos da vida, os impactos das decisões tomadas, as consequências da atual exposição das pessoas aos julgamentos das redes sociais, entre outras. A palestrante sustentou que nesses momentos, em que muitas vezes somos levados a sair da zona de conforto para enfrentar situações-limite, devemos buscar motivação e nos reinventar para vencer barreiras e prosseguir da melhor forma possível.
Em seguida, Priscila Zanette, vice-coordenadora nacional da COMJOVEM, iniciou o painel “Com Elas: Protagonismo Feminino no Associativismo”, que contou com a participação de Rafaela Cozar, vice-presidente do SINDICAMP e diretora da Express Roda Brasil; Andrea Cavalcanti, gerente executiva do Poder Legislativo da CNT, e Jurema Monteiro, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR). Os depoimentos dessas profissionais de excelência nas respectivas áreas de atuação ratificaram a importância da equidade de gênero, sob todos os aspectos, não só para o setor – o que abrange empresas e entidades de classe – como para o país.
“Nós, da NTC&Logística, por meio da COMJOVEM, buscamos contribuir para a formação de lideranças femininas, promovendo a diversidade e inclusão no setor de transporte de cargas. O protagonismo feminino no associativismo tem se consolidado como um importante motor de transformação, especialmente em setores historicamente desafiadores, como o transporte RODOVIáRIO de cargas e o transporte aéreo. As associações oferecem espaços de liderança, trocas de conhecimento e construção de redes de apoio, permitindo que mulheres assumam papéis estratégicos e contribuam com perspectivas inovadoras para o desenvolvimento do setor”, apontou Priscila Zanette.
Durante o bate-papo, as executivas também expuseram os principais desafios que enfrentaram e como os superaram; como equilibram as responsabilidades do dia a dia com a representação institucional; como o associativismo ajudou a superar dificuldades profissionais e empresariais; as oportunidades que podem ser criadas para mulheres nos diversos setores econômicos. Na ocasião, a vice-coordenadora nacional deu espaço para a participação do público, que contribuiu com o debate, trazendo perguntas e reflexões.
Na finalização das atividades em plenário, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi; o coordenador nacional da COMJOVEM, André de Simone, e os vice-coordenadores Priscila Zanette e Hudson Rabelo subiram ao palco para suas considerações finais.
“Essa rede de apoio, tão falada durante todos os dias do evento, é realmente muito importante. Minha palavra final é que vocês não deixem de apoiar, de incentivar as pessoas, pois isso, como foi demonstrado aqui de diversas formas, faz total diferença. Agradeço a todos os que estão presentes, à equipe da NTC e da COMJOVEM por tornarem possível este evento. Nós nos veremos no Encontro do ano que vem”, pontuou André de Simone.
Em seguida, o presidente Rebuzzi enfatizou e aplaudiu o excelente trabalho desenvolvido pela entidade e pela Comissão e registrou agradecimentos. “Muito obrigado a cada um de vocês por estarem conosco neste admirável evento. Eu participei basicamente de todos os Congressos NTC – Encontros Nacionais, mas este é o meu primeiro na qualidade de presidente, e é uma alegria muito grande poder vivenciar tudo isso. Tivemos painéis de muita emoção, reflexão e conteúdo. Saímos, com certeza, ainda mais fortalecidos. Somos, de fato, essa enorme família e rede de apoio e, sem dúvida, neste ciclo e neste evento, estamos cumprindo o nosso papel”.
Com a tarde livre, os participantes do evento se reencontraram depois na “Noite do Brilho”, o jantar de encerramento, com muita alegria e animação, patrocinado pela Volkswagen Caminhões e Ônibus.
Na abertura do jantar, Glauco Juliato, consultor comercial da Volkswagen Caminhões e Ônibus, valorizou a parceria existente entre a montadora e a NTC&Logística. “São 17 anos de parceria no Congresso NTC – Encontro Nacional da COMJOVEM e, para nós, essa aproximação é fundamental e faz muito sentido. Seguiremos juntos. Espero que curtam o jantar e a festa que preparamos para vocês”.
O Congresso NTC 2024 – XVII Encontro Nacional da COMJOVEM foi uma realização da NTC&Logística, tendo a FENATAC – Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística – FENATAC como entidade anfitriã.
Patrocínio: Edenred – Ticket Log Repom; Mercedes-Benz; Speedmax; TGID; TruckPag; Transpocred; Totvs e Volkswagen Caminhões e Ônibus.
Apoio institucional: Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT / ITL); Fundação Memória do Transporte (FuMTran) e Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR).