IMPORTANTE LIGAÇÃO ENTRE PIAUÍ E BAHIA, BR-135 RECEBE OBRAS DE RECUPERAÇÃO

Investimento de R$ 17 milhões do Ministério dos Transportes foi aplicado em melhorias no trecho entre Gilbués e São Gonçalo do Gurguéia, no Piauí.

Uma das principais rotas de escoamento da produção agrícola e pecuária do Piauí, a BR-135 recebeu melhorias no pavimento, entre as cidades de Gilbués e São Gonçalo do Gurguéia. O trecho, de 15 quilômetros de extensão, recebeu um investimento de R$ 17 milhões do Ministério dos Transportes.

Realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), as melhorias, que incluem implantação de nova sinalização horizontal, beneficiam os produtores da região e facilitam o acesso a outras cidades do estado, como Corrente e Cristalândia do Piauí. A BR-135 é uma importante conexão entre o Piauí e a Bahia.

Estradas boas

A revitalização do segmento da rodovia tem impacto direto no Índice de Condição da Manutenção (ICM) – levantamento realizado mensalmente pelo DNIT para acompanhar a evolução da qualidade da malha rodoviária sob a administração da autarquia em todo o país.

No Piauí, o ICM apresentou uma melhora significativa no comparativo entre dezembro de 2022 e outubro de 2024. Na classificação “bom”, o índice passou de 63,5% para 80,9%.

Com informações da Coordenação-Geral de Comunicação do DNIT

VENDA DE CAMINHÕES NOVOS TEM QUEDA DE 16% EM NOVEMBRO

O mês de novembro fechou com queda nas vendas de caminhões novos. De acordo com os dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram vendidos 10.002 caminhões em novembro, número 15,96% menor do que o registrado em outubro, quando haviam sido vendidos 11.902 pesados.

Acessórios caminhão

Na comparação com novembro de 2023 houve alta, de 11%. Naquele mês de 2023 haviam sido emplacados 9.011 caminhões.

No acumulado do ano, quando se totaliza as vendas registradas entre janeiro e novembro, foram registrados 110.940 caminhões novos, ante 93.934 do mesmo período de 2023, fechando uma alta de 18,1% na comparação.

Para a Fenabrave, os caminhões tiveram uma retração mais acentuada como consequência dos quatro dias úteis a menos em novembro, mas o segmento mantém bons números, tanto na comparação com novembro do ano passado, como no acumulado deste ano, até o momento.

“Além do agronegócio, a mineração, a construção civil, papel e celulose e as obras de infraestrutura estão mantendo as vendas em bom ritmo durante o ano e o crescimento até novembro está em linha com a nossa projeção anual. Temos expectativas ainda melhores com as intenções de pedidos de compras gerados durante a FENATRAN, realizada em novembro e que deverá agregar volume de negócios em dezembro, assim como em 2025”, afirma Andreta Jr., da Fenabrave.

Acessórios caminhão

Montadoras

Entre as montadoras, o destaque se mantém com a Volkswagen, que registra 28.932 caminhões vendidos entre janeiro e novembro. A segunda colocada é a Mercedes-Benz, que soma 26.220 vendas no período, e a Volvo, que vendeu 2.005 unidades apenas em novembro, entrou no grupo das marcas com mais de 20 mil caminhões emplacados nesse ano, totalizando

Caminhões mais vendidos

O Volvo FH540 segue sendo o caminhão mais emplacado de 2024, com 7.052 unidades vendidas até novembro. O segundo colocado também está nessa posição durante todo o ano. Trata-se do Volkswagen Delivery 11.180, com 5.456 vendas. O terceiro colocado também é Volvo, o FH 460, com 4.302 unidades vendidas. Veja a lista completa abaixo.

ECONOMIA CRESCE 0,9% NO TERCEIRO TRIMESTRE DE 2024, DIZ IBGE

Serviços e indústria puxaram o resultado do PIB.

A economia cresceu 0,9% na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano, empurrada pela indústria e pelo setor de serviços, na 13ª expansão consecutiva. Em relação ao terceiro trimestre de 2023, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país) apresentou alta de 4%.

No acumulado de quatro trimestres, o crescimento da economia do país soma 3,1%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB chega a R$ 3 trilhões de reais.

Em um recorte setorial, os serviços e a indústria cresceram 0,9% e 0,6% respectivamente, na passagem do segundo para o terceiro trimestre. Já a agropecuária foi o único setor que registrou queda, de 0,9%.

Com os resultados divulgados, o PIB e o setor de serviços renovam patamares recordes. Por outro lado, a indústria se encontra 4,7% abaixo do pico, alcançado no 3º trimestre de 2013.

A alta de 0,9% no trimestre ficou abaixo do crescimento de 1,4% apurado na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2024.

Emprego e renda A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, atribui o resultado positivo do trimestre a fatores relacionados a emprego e renda.

“A gente continua com vários efeitos positivos, como o mercado de trabalho, a inflação está acima da meta, mas não está em níveis altíssimos, e o governo continua com a POLíTICA de transferência de renda”, enumera, lembrando que a taxa de desocupação atingiu patamares mínimos historicamente.

Palis pondera que a desaceleração frente ao crescimento apurado no segundo trimestre (1,4% para 0,9%) não é ainda impacto do aumento, em setembro, da taxa básica de juros, por parte do Comitê de Política Monetária (Copom), passando de 10,5% para 10,75% ao ano.

“Demora um tempo para ter um efeito maior sobre a atividade economia. O terceiro trimestre não tem tanto esse impacto, apesar de o juro estar em um patamar elevado”, diz.

Ela acrescenta que a base de comparação é alta, o que faz com que aumentos sejam menos expressivos.

Nas atividades de serviços – setor com maior participação no PIB –, as altas ficaram por conta de Informação e Comunicação (2,1%); outras atividades de serviços (1,7%); atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%); atividades imobiliárias (1%); comércio (0,8%); transporte, armazenagem e correio (0,6%), e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).

Na indústria, houve alta de 1,3% nas indústrias de transformação – segmento que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria. Em contrapartida, caíram construção (-1,7%); eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,4%) e indústrias extrativas (-0,3%).

Os técnicos do IBGE calcularam que o investimento no terceiro trimestre, chamado de formação bruta de capital fixo, cresceu 2,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Os consumos das famílias (1,5%) e do governo (0,8%) também tiveram expansão.

As exportações apresentaram queda de 0,6%, enquanto as importações cresceram 1%.

Altas seguidas Na comparação com o terceiro trimestre de 2023, a alta de 4% é a 15ª seguida. Na base comparativa, os serviços tiveram novamente maior expansão, de 4,1%, com destaque para a alta de informação e comunicação (7,8%), e outras atividades de serviços (6,4%).

A indústria cresceu 3,6%, com destaque para construção (5,7%) e indústrias de transformação (4,2%), que foi influenciada, principalmente, pela fabricação de veículos automotores; outros equipamentos de transporte; móveis e produtos químicos.

A agropecuária recuou 0,8%. De acordo com o comunicado do IBGE, “alguns produtos, cujas safras são significativas no terceiro trimestre, apresentaram queda na estimativa de produção anual e perda de produtividade, como cana (-1,2%), milho (-11,9%) e laranja (-14,9%)”.

O instituto contextualiza que esses recuos apagaram o bom desempenho de culturas como algodão (14,5%), trigo (5,3%) e café (0,3%), que também possuem safras relevantes no período.

“Já era de se esperar, desde o começo do ano, e esse comportamento, ao longo do tempo, foi piorando, muito por conta das questões climáticas da seca, que têm acontecido no Brasil”, diz Rebeca Palis.

O IBGE destaca que a melhora no mercado de trabalho, que se reflete no aumento da massa salarial, e programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, colaboraram para o consumo das famílias crescer 5,5% na comparação com o terceiro trimestre de 2023 – 14º trimestre seguido de alta.

Na mesma comparação, a despesa do governo cresceu 1,3%.

A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2024 foi de 17,6%, o que representa um crescimento em relação à observada no mesmo período do ano anterior (16,4%).

Acumulado do ano No acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2024, o PIB cresceu 3,3% em relação a igual período de 2023. Nessa comparação, a agropecuária (-3,5%) caiu, enquanto a indústria (3,5%) e os serviços (3,8%) apresentaram expansão.

Revisão para cima O IBGE informou também que o PIB de 2023, anteriormente um crescimento de 2,9%, foi revisto para 3,2%.

COALIZÃO PELA DESCARBONIZAÇÃO DO SETOR DE TRANSPORTE PARA A COP30 É LANÇADA EM EVENTO NA CNT

O edifício-sede do Sistema Transporte, em Brasília, foi palco da quarta edição do seminário Brasil Rumo à COP30. O evento, promovido pela Editora Globo e pelo Grupo CCR, reuniu autoridades, líderes empresariais, representantes de associações de classe e da sociedade civil para discutir o papel estratégico do setor de transporte no enfrentamento às mudanças climáticas.

Entre os destaques, os debates abordaram os compromissos assumidos na COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, e as propostas que serão apresentadas na COP30, programada para acontecer em Belém (PA), em 2025. Durante o evento, foi formalizado um ato inédito de coalizão pela descarbonização do setor de transporte, reforçando o compromisso com soluções sustentáveis para reduzir as emissões de CO2 no país.

Com o ato, o evento reafirma o protagonismo do setor de transporte na agenda climática nacional, preparando o terreno para discussões robustas na COP30.

A programação incluiu dois painéis principais: “Como avançar na descarbonização do setor de transportes” e “De Baku a Belém – As propostas levadas à COP29 e os compromissos do Brasil na jornada rumo à COP30”. O seminário foi transmitido pelo canal do Valor Econômico no YouTube.

O anfitrião do encontro, Vander Costa, presidente do Sistema Transporte, abriu o seminário ressaltando a importância de se ter uma infraestrutura eficiente para reduzir emissões. Ele destacou: “Uma rodovia de qualidade é o primeiro passo para diminuir a emissão de poluentes, especialmente no transporte rodoviário. Garantir uma velocidade constante nos veículos reduz significativamente a emissão de CO2”.

Desafios do setor

Para reduzir o impacto do setor de transporte nas emissões de carbono, o ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou que a melhoria das rodovias é uma prioridade estratégica do Governo Federal. Ele revelou que os investimentos em infraestrutura rodoviária já resultaram em avanços significativos: a classificação das estradas avaliadas como boas subiu de 52%, no final de 2022, para 75%, em outubro de 2024. “Das rodovias consideradas ruins ou péssimas, houve uma redução de 23% para 10% nesse período. Esse progresso é essencial para reduzir emissões, já que melhores rodovias permitem velocidades médias constantes, evitando frenagens e reacelerações desnecessárias, o que diminui a emissão de poluentes”, afirmou. Os dados citados pelo ministro são do Índice de Condição da Manutenção (ICM), ferramenta utilizada pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Renan Filho também ressaltou que as concessões rodoviárias têm papel central na descarbonização do setor, destinando, a partir da quinta rodada de leilões, 1% dos recursos arrecadados para a inovação e tecnologias sustentáveis.

Já o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reforçou o compromisso com a sustentabilidade nos modais portuário, hidroviário e aeroviário. Ele enfatizou o impacto positivo das hidrovias: “A cada 25 barcaças operando, reduzimos o tráfego de 500 caminhões nas rodovias, o que dialoga diretamente com a redução de custos logísticos em até 40% e com a agenda ambiental”. No setor aéreo, Costa Filho destacou o papel do combustível sustentável de aviação (SAF), prevendo que o Brasil será um líder global na produção e exportação do combustível, com metas que incluem 1% de uso, até 2027, e 10%, até 2050.

O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Bruno Dantas, enfatizou o alinhamento dos órgãos de controle com a agenda climática e apontou a COP30, que ocorrerá em Belém (PA), como uma oportunidade crucial para o Brasil demonstrar sua liderança na redução de emissões globais.

Sistema Transporte comprometido

O diretor executivo da CNT, Bruno Batista, foi um dos painelistas do seminário no debate sobre como avançar na descarbonização do setor de transportes. Ele destacou o compromisso do setor com ações práticas, como o Programa Despoluir, desenvolvido pela CNT e pelo SEST SENAT, que já realizou mais de 4,6 milhões de avaliações veiculares e 55 mil atendimentos a empresas e autônomos.

“O setor está se preparando de forma ativa, com ações reais e concretas para essa transformação. Acreditamos fortemente que iniciativas ambientais tanto desenvolvidas por empresas quanto estruturadas pelo Sistema Transporte desempenham um papel fundamental na mudança desse cenário. Estamos confiantes de que o setor de transporte será um protagonista importante na redução de emissões e na promoção da descarbonização global”, destacou Bruno Batista.

Entre os presentes no evento, também estavam André Corrêa do Lago, embaixador e secretário de Energia, Clima e Meio Ambiente; Arnaldo Jardim, deputado federal; Fernanda Rezende, diretora executiva adjunta da CNT; Vinicius Ladeira, diretor executivo nacional em exercício do SEST SENAT; João Victor Mendes, diretor executivo do ITL (Instituto de Transporte e Logística); e Eliana Costa, diretora executiva adjunta do ITL.

IMPACTOS DA DIGITALIZAÇÃO E DA AUTOMAÇÃO NO TRANSPORTE DE PRODUTOS PERIGOSOS

Entidade de classe afirma que incorporação de novas tecnologias será um dos principais motores de transformação no segmento.

Segundo dados de um relatório divulgado pela Kinea Investimentos, em 2022 o mercado global de inteligência artificial alcançou um movimento de US$ 450 bilhões, apontando um crescimento significativo para os próximos anos, que pode alcançar US$ 900 bilhões até 2026 e representará uma evolução de 19% ao ano.

O Transporte RODOVIáRIO de Cargas, principalmente o segmento de produtos perigosos, enxergou uma oportunidade de utilizar essas tecnologias para redução de acidentes causados por fadiga, sonolências, distração e uso de aparelhos celulares. As inovações tecnológicas permitem que os sistemas possam analisar um grande volume de dados em tempo real, identificando padrões e tomando decisões inteligentes para aprimorar a eficiência, segurança e economia no setor.

Vale ressaltar que as consequências de um único tombamento com vazamento de produto perigoso podem trazer sérios danos à população, ao meio ambiente e às empresas.

Para a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), a incorporação de tecnologias avançadas será um dos principais motores de transformação no transporte de produtos perigosos, revolucionando a forma como as operações logísticas são planejadas e realizadas. Para os próximos anos, espera-se que as inovações proporcionem maior segurança, rastreabilidade e eficiência, além de fortalecer a conformidade com regulamentações específicas do setor, impulsionando o desenvolvimento sustentável e competitivo do segmento.

“Os nossos associados já utilizam diversas ferramentas que fazem a diferença no dia a dia. Entre elas, estão os sistemas de monitoramento em tempo real, que permitem acompanhar veículos e cargas de forma contínua, garantindo mais controle e eficiência. Softwares para otimização de rotas e previsão de manutenção preventiva também são bastante utilizados, ajudando a reduzir custos e a melhorar a produtividade. Além disso, soluções que asseguram a integridade e transparência na gestão de documentos e dados trazem mais confiabilidade para as operações.

Por fim, os sistemas de telemetria avançada têm sido grandes aliados na segurança operacional, monitorando o desempenho dos veículos e o comportamento dos motoristas”, afirma o presidente da ABTLP, José Maria Gomes.

A obtenção de dados relacionados à velocidade, frenagem, aceleração, rotação do motor e outros fatores faz com que a inteligência artificial possa reconhecer padrões e hábitos de direção inadequados ou perigosos. Com isso, os softwares enviam automaticamente um alerta para a equipe de segurança fazer a análise e emite alertas para o motorista dentro da cabine, tudo sem interferência manual.

Quando questionada sobre o apoio aos associados para a implementação dessas novas tecnologias, a entidade revela que tem como principal foco atuar em parceria com os órgãos reguladores, garantindo a evolução da legislação de acordo com as inovações, no qual cria um ambiente propício para a implementação dessas ferramentas. Também realizam seminários e treinamentos, que promovem a conexão entre as empresas parceiras e os fornecedores, e incentivam o desenvolvimento de parcerias estratégicas que impulsionam o setor.

“E com todos esses benefícios citados anteriormente, em questões de sustentabilidade, a tecnologia atual possibilita a otimização de rotas, diminuindo o consumo de combustível e, por consequência, a redução das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, se houver a diminuição de ocorrências, será minimizado o risco de derramamentos de substâncias químicas nocivas, que evita a contaminação do solo, água e ar, e protege a biodiversidade e a saúde humana, além de preservar os ecossistemas naturais”, reforça Gomes.

De acordo com a entidade, o setor ainda enfrenta desafios como os altos custos iniciais de implementação, qualificação profissional e a resistência à mudança em um setor tradicionalmente conversador.

“Para enfrentar esses obstáculos, a ABTLP oferece suporte técnico, promove a troca de experiências entre os associados e busca parcerias com entidades públicas e privadas para viabilizar incentivos fiscais e financeiros que facilitem a adoção dessas tecnologias”, finaliza o presidente.