Transportadores autônomos, cooperados e empresas do transporte rodoviário de cargas e passageiros já podem solicitar financiamento por meio da nova linha de crédito lançada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A iniciativa disponibiliza até R$ 21 bilhões para aquisição de veículos pesados e implementos, com o objetivo de estimular a modernização da frota nacional e aumentar a eficiência do setor.
A operação faz parte do programa Move Brasil 2, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e busca incentivar a substituição de veículos mais antigos por modelos mais modernos, seguros e menos poluentes.
Os recursos poderão ser utilizados na compra de caminhões, cavalos-mecânicos, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários. O acesso ao financiamento será realizado por meio dos agentes financeiros credenciados pelo BNDES, responsáveis pela análise de crédito e formalização das operações.
Do montante total disponibilizado, R$ 14,5 bilhões serão provenientes de recursos do Tesouro Nacional, enquanto até R$ 6,7 bilhões serão aportados pelo próprio BNDES. Parte do orçamento também foi reservada para públicos específicos, incluindo transportadores autônomos e cooperados, além de operações destinadas ao transporte coletivo de passageiros.
As condições de financiamento variam conforme o perfil do solicitante. Para caminhoneiros autônomos, o prazo poderá chegar a dez anos, com possibilidade de carência inicial. Empresas de transporte de cargas terão prazo menor para amortização, enquanto operadores do transporte de passageiros contarão com condições mais longas para pagamento.
O programa contempla ainda a possibilidade de inclusão de despesas associadas ao financiamento, como seguros e garantias, desde que contratados em conjunto com a operação principal e observados os critérios estabelecidos pelo banco.
No caso de veículos novos, será exigido que os modelos sejam fabricados no Brasil, estejam credenciados junto ao BNDES e atendam às normas ambientais vigentes. Já para caminhões seminovos, serão aceitos veículos produzidos a partir de 2012, desde que cumpram os requisitos técnicos e de rastreabilidade fiscal previstos pelo programa.
Segundo o BNDES, a expectativa é que a iniciativa contribua para reduzir custos operacionais, aumentar a produtividade das transportadoras, melhorar a segurança nas estradas e impulsionar a indústria nacional de veículos pesados.
As propostas poderão ser encaminhadas aos agentes financeiros até o final de agosto de 2026, respeitando os prazos operacionais definidos pelo banco para formalização dos contratos.