Além da volatilidade de preços, empresas do setor enfrentam desafios relacionados ao controle operacional, rastreabilidade e integração de informações.

Com quatro décadas de atuação em gestão empresarial, a Vilesoft observa que muitas PMEs enfrentam perda de eficiência justamente no momento em que aceleram o crescimento e aumentam a complexidade operacional.

“O combustível não representa apenas o maior custo da operação. Ele também concentra um dos maiores riscos de perda financeira quando a empresa não possui controle integrado entre frota, abastecimento e gestão financeira”, afirma Roger Maia, fundador e CEO da Vilesoft.

Segundo a empresa, registros manuais, controles descentralizados em planilhas e ausência de rastreabilidade por veículo ou motorista ainda fazem parte da rotina de muitas transportadoras brasileiras.

Na prática, isso dificulta auditorias operacionais, reduz a confiabilidade das informações e aumenta a exposição a inconsistências entre consumo real e dados registrados.

De acordo com levantamento da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o preço médio do diesel acumulou forte volatilidade nos últimos anos, pressionando ainda mais o controle de custos das transportadoras e aumentando a necessidade de previsibilidade operacional.

“Em operações com margem apertada, pequenas perdas acumuladas ao longo do tempo podem comprometer significativamente o resultado financeiro da empresa”, explica Roger Maia.

A Vilesoft destaca que muitas inconsistências surgem da falta de integração entre abastecimento, manutenção, logística e financeiro.

Entre os problemas mais comuns estão dificuldade para identificar desperdícios, inconsistências no cálculo de custo por viagem, baixa padronização de processos entre filiais e demora na consolidação de indicadores operacionais.

“Quando os dados operacionais não conversam com as informações financeiras, o gestor perde visibilidade da operação e passa a tomar decisões com menor precisão”, afirma Flávio Henrique Fonseca de Andrade, diretor de tecnologia da Vilesoft.

Segundo ele, a automação vem se tornando um dos principais fatores para redução de perdas no setor.

Com sistemas integrados, as transportadoras conseguem registrar abastecimentos em tempo real, vincular consumo a veículos, rotas e motoristas, além de cruzar automaticamente informações operacionais e financeiras.

“O controle deixa de ser apenas operacional e passa a ter impacto estratégico. Hoje, eficiência no consumo influencia diretamente competitividade, precificação de frete e capacidade de expansão da operação”, diz Flávio.

Na avaliação da empresa, transportadoras mais eficientes normalmente possuem processos padronizados de abastecimento, indicadores em tempo real, integração entre áreas e menor dependência de controles manuais.

Esse modelo aumenta previsibilidade financeira, melhora rastreabilidade e reduz vulnerabilidades operacionais.

“Cada vez mais, competitividade no transporte depende da capacidade da empresa de transformar dados operacionais em gestão eficiente de custos. Sem integração e rastreabilidade, isso se torna muito mais difícil”, conclui Roger Maia.