O valor médio do frete rodoviário no Brasil registrou alta de 5,01% em março na comparação com fevereiro, indicando uma retomada após o desempenho mais fraco observado nos primeiros meses de 2026.

De acordo com levantamento do setor, o preço médio do frete chegou a aproximadamente R$ 0,39 por tonelada por quilômetro rodado no período. O resultado representa uma recuperação frente às quedas registradas em janeiro e fevereiro, quando o mercado foi impactado por menor demanda e ajustes operacionais típicos do início do ano.

A elevação em março está diretamente ligada à retomada gradual da movimentação de cargas no país, impulsionada pelo aumento da atividade econômica e pela normalização de setores produtivos após o início mais lento do ano.

Além da demanda, o cenário de custos também influencia o comportamento do frete. Fatores como preço do diesel, que segue com volatilidade, e despesas operacionais continuam pressionando o setor, impactando diretamente a formação dos preços.

Outro ponto relevante é que o transporte rodoviário segue como o principal modal logístico do Brasil, o que faz com que oscilações na oferta e na demanda tenham reflexo imediato nos valores praticados.

Mesmo com a alta registrada em março, o setor ainda opera em um ambiente de cautela, acompanhando variáveis como consumo, produção industrial e custos operacionais, que devem seguir determinando o ritmo do mercado ao longo dos próximos meses.

A expectativa é que, com a consolidação da retomada econômica e maior previsibilidade nos custos, o frete rodoviário mantenha uma trajetória de ajuste ao longo de 2026, refletindo o equilíbrio entre oferta de transporte e volume de cargas movimentadas no país.