por Setceb | ago 5, 2025 | Uncategorized
De acordo com a mais nova análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, o diesel comum ficou mais caro em julho na comparação com junho, enquanto o S-10 registrou queda em seu preço médio na mesma comparação. O diesel comum no País teve valor médio de R$ 6,15, um aumento de 0,16%. Já o tipo S-10 registrou preço médio de R$ 6,17, após queda de 0,16% na mesma comparação.
“O diesel comum voltou a registrar alta nos postos, ainda que discreta. Esse leve aumento pode estar relacionado a fatores pontuais, como a reposição de estoques adquiridos a preços anteriores e variações regionais na cadeia de distribuição. Já o diesel S-10 manteve a trajetória de queda, sinalizando que os efeitos dos reajustes continuam sendo absorvidos de forma distinta, dependendo do tipo de combustível e das particularidades logísticas envolvidas”, analisa Renato Mascarenhas, Diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade.
Aluguel de caminhões
Na análise individual de cada região do País em julho, o Nordeste se destacou como a região com o maior aumento para o diesel comum, de 0,82% (R$ 6,18). Já o diesel S-10 teve seu maior aumento no Centro-Oeste, de 0,32% (R$ 6,26). Já o Sudeste foi a região onde os dois tipos de diesel apresentaram maior queda: 0,33% para o comum (R$ 6,07) e 0,49% para o S-10 (R$ 6,13).
Já os menores preços do País entre as regiões foram registrados no Sul: R$ 5,96 para o tipo comum, após alta de 0,34%, e R$ 5,96 para o S-10, que recuou 0,17% em julho na comparação com junho.
Os preços de diesel comum e S-10 mais altos do País em julho foram registrados no Norte, onde custaram, em média, R$ 6,81, após baixa de 0,29%, e R$ 6,60, após queda de 0,15%, respectivamente.
No levantamento por estados, o IPTL constatou que a maior média para o diesel comum em julho foi registrada no Acre, de R$ 7,61, mesmo após uma redução de 1,42% ante junho. O Paraná aparece como o estado onde o motorista encontrou o diesel comum mais em conta em julho: a R$ 5,89, mesmo após alta de 0,68% ante o mês anterior. O Tocantins, por sua vez, apresentou a alta mais significativa do País para o diesel comum, de 2,31%, comercializando o combustível por R$ 6,20, em média. O combustível teve sua maior queda no mês registrada no Amazonas, de 2,57%, sendo comercializado, em média, por R$ 6,82.
Em relação ao diesel S-10, o maior preço médio registrado em julho também foi o do Acre: R$ 7,59, após uma queda de 0,52% ante junho. No Paraná foi identificado o menor preço médio do mês: R$ 5,91, mesmo após aumento de 0,51% no valor do combustível no estado. Em Pernambuco foi registrada a maior alta para o diesel S-10: de 0,85% (R$ 5,93). O Amazonas foi a unidade federativa com a maior queda para o S-10: de 1,61%, registrando preço médio de R$ 6,74.
por Setceb | ago 5, 2025 | Uncategorized
Entre os dias 28 de julho e 1º de agosto, a Polícia Rodoviária Federal realizou a Operação Carga Pesada, com foco na fiscalização do transporte rodoviário de cargas nas rodovias federais da Bahia.
Nos dias de operação, os agentes fiscalizaram 528 veículos e 309 pessoas. Essas abordagens resultaram na lavratura de 564 autos de infração, sendo 85 deles por excesso de peso, o que levou à constatação de um total de 546.232 quilos acima do limite legal permitido.
Ao todo, 87 veículos foram recolhidos ao pátio por irregularidades que comprometiam a segurança viária.
Além disso, a operação também atuou no combate a crimes. Foram apreendidos 251 comprimidos de anfetaminas, substâncias comumente utilizadas para inibir o sono, e 2 gramas de cocaína.
A Operação Carga Pesada integra o planejamento da PRF para aumentar a segurança nas rodovias federais, reduzir os riscos de acidentes envolvendo veículos de carga e coibir irregularidades que colocam em risco a vida de motoristas e usuários das estradas.
por Setceb | ago 5, 2025 | Uncategorized
Serviços incluem conservação de pista, iluminação e barreiras de concreto.
Duas rodovias administradas pela Ecovias Leste Paulista vão passar por uma série de manutenções de conservação. Os serviços acontecem entre segunda-feira (4/8) e domingo (10/8), nas rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto.
As ações têm como objetivo preservar a infraestrutura viária e reforçar a segurança para todos os usuários das rodovias, segundo a concessionária. Outras obras em ambas as vias estão sendo feitas ao longo deste ano.
Na rodovia Ayrton Senna, entre os km 11 e 60, trecho referente à ligação entre São Paulo e Guararema, estão programados os serviços de substituição e limpeza de iluminação, implantação e remoção de barreiras de concreto e conservação do pavimento.
Na rodovia Carvalho Pinto, entre os km 61 e 134, de Guararema a Taubaté, também haverá intervenções nos dois sentidos. Os serviços incluem a recuperação do pavimento e correção das juntas de dilatação.
Ambas as atividades acontecem das 8h às 18h. Na Ayrton Senna, haverá bloqueios alternados nos dois sentidos, devidamente sinalizados. As atividades na Carvalho Pinto terão interdições alternadas de faixas para reduzir o impacto no tráfego.
Grande São Paulo
Em Guarulhos, na Grande São Paulo, a rodovia Hélio Smidt, também administrada pela Ecovias, vai receber trabalhos nos dois sentidos entre os km 0 e 2,4.
As equipes atuarão na implantação de fibra óptica, substituição e limpeza de iluminação, padronização de barreiras de concreto e instalação de telas.
As intervenções também serão realizadas das 8h às 18h, com bloqueios alternados de faixas durante a execução dos serviços.
Outros serviços, como corte e poda de árvores, coleta de resíduos, recuperação de áreas verdes e roçadas, também serão executados ao longo do corredor Ayrton Senna–Carvalho Pinto, sem a necessidade de interdições.
A programação poderá sofrer alterações conforme as condições climáticas ou demandas operacionais.
por Setceb | ago 5, 2025 | Uncategorized
Evento promovido pela NTC&Logística tem como foco o enfrentamento aos crimes que ameaçam o setor de Transporte Rodoviário de Cargas.
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) realizará, no dia 27 de agosto de 2025, em sua subsede em São Paulo, a segunda edição do Encontro Nacional de Segurança no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com o tema “Atos de Interferência Ilícita contra o Modal Rodoviário – Veículos e Cargas”. A iniciativa tem como objetivo aprofundar o debate sobre os crimes que impactam a cadeia logística nacional, reunindo empresários, executivos, representantes de entidades setoriais, autoridades públicas e forças de segurança de diferentes regiões do Brasil.
O evento contará com painéis temáticos, discussões técnicas, apresentação de soluções tecnológicas e um espaço de integração entre os setores público e privado, com foco na prevenção e combate ao roubo, furto e receptação de cargas. A programação também exporá a atuação das organizações criminosas, abrindo espaço, em seguida, para a proposição de estratégias para o enfrentamento desse desastroso cenário de agressão à economia nacional e à sociedade.
De acordo com o Diagnóstico Nacional do Roubo de Cargas desenvolvido pela Assessoria de Segurança da NTC&Logística, foram registradas 10.193 ocorrências de roubos de carga no Brasil em 2024, o equivalente a uma média de 28 casos por dia. Sete estados concentram 93% das ocorrências: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e Goiás. O levantamento aponta, ainda, que mais de 88% das cargas subtraídas não são recuperadas, o que reforça a necessidade de articulações efetivas de combate à receptação – crime que alimenta a cadeia de ações ilícitas contra o setor.
O presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, é enfático ao ratificar que “a receptação é a raiz de uma cadeia criminosa que envolve o roubo, a violência nas estradas e o prejuízo às empresas e à sociedade. Com este encontro, queremos ouvir as regiões, entender os principais desafios e construir, juntos, soluções que resultem na redução desses crimes. A união entre o setor produtivo e os órgãos públicos é essencial para mudar esse cenário”.
O vice-presidente de segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, também destacou a importância da mobilização nacional. “A criminalidade contra o transporte de cargas não é pontual, ela está espalhada em todo o território e assume formas cada vez mais sofisticadas. Este evento é um espaço de construção coletiva, onde podemos identificar vulnerabilidades, mapear realidades regionais e avançar com propostas que protejam não só o setor, mas toda a cadeia de abastecimento do país”, declarou.
Desde 1998, a NTC&Logística desenvolve, por meio de sua Assessoria de Segurança, ações permanentes para fortalecer o combate aos crimes contra o transporte rodoviário de cargas. A entidade atua com base em legislações específicas, promovendo eventos, estudos técnicos, propostas legislativas e articulações institucionais, com foco na proteção da vida, da carga e da infraestrutura logística.
Programação Preliminar
8h | Credenciamento
8h30 às 9h | Abertura Institucional
9h às 11h | Painel 1
Panorama atual dos crimes contra o transporte rodoviário
l Dados e estatísticas nacionais sobre roubos de carga
l Ações e diretrizes da política nacional de combate à criminalidade
l Novas modalidades criminosas e desafios emergentes
11h às 12h | Painel 2
Aspectos jurídicos e impactos econômicos
l Leis e regulamentos aplicáveis
l Consequências operacionais e financeiras para o setor
l Propostas legislativas para reforço no enfrentamento aos crimes
12h às 13h | Painel 3
Tecnologia, comércio ilegal de peças e rastreabilidade
l Papel da indústria e do e-commerce no combate à receptação
l Soluções tecnológicas em rastreabilidade e gestão de riscos
l Iniciativas e parcerias para proteger a cadeia logística
13h30 | Encerramento e Brunch
Faça já sua inscrição aqui
(https://www.portalntc.org.br/eventos/2o-encontro-nacional-de-seguranca-do-trc/)
Realização
● NTC&Logística – Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
Patrocínio
● ROADCARD
Apoio Institucional
● Sistema Transporte – Confederação Nacional do Transporte – CNT / Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SEST SENAT / Instituto de Transporte e Logística – ITL
● FuMTran – Fundação Memória do Transporte
por Setceb | ago 1, 2025 | Uncategorized
Caminhoneiros e caminhoneiras apontam o que precisa mudar para a profissão tornar-se novamente atrativa.
Nelson Bortolin
Enquanto a maioria da população segue sua rotina nas cidades, uma legião de heróis e heroínas encara uma realidade bem puxada: jornadas exaustivas, estradas cheias de buracos, paradas inseguras e banheiros que mais parecem um castigo. Muitos ainda têm que pagar para dormir mal. Comem onde dá, quando dá. E tudo isso por um frete que, muitas vezes, não cobre nem o desgaste do caminhão — nem do corpo.
Julho chegou, e junto com ele vêm as homenagens aos caminhoneiros e caminhoneiras. É vídeo bonito para cá, post nas redes para lá… Mas quem vive na boleia sabe: mais do que palavras bonitas, o que essa turma quer mesmo é atitude. Eles estão longe de casa, longe da família, enfrentando perrengue para manter o Brasil abastecido — e o mínimo que merecem é dignidade para trabalhar.
Neste mês do caminhoneiro e da caminhoneira, a Revista Carga Pesada foi pra estrada perguntar para eles: O que precisa mudar para que ser a profissão volte a ser atrativa para os mais jovens? Dá uma olhada no que eles disseram.
Alessandro Barbosa, 44 anos, do sertão de Sergipe, afirma que o que falta é “uma área de parada com segurança e banheiro limpo”. Dono de um Scania P 320, 2004, ele conta que muitas vezes dorme em postos desconhecidos, sentindo-se vulnerável. Além disso, recusa fretes que julga mal pagos, mesmo que isso implique passar longos períodos longe da família. “Tem viagem que passo 15 dias fora. A mais longa que fiz agora durou 53 dias.” Apesar da saudade das filhas, declara: “Gosto não, eu amo a minha profissão. Meu pai era caminhoneiro. Meus irmãos também. Já vem de família.” Alessandro vê o amor pelo trabalho como o que o sustenta na estrada. “Se eu não amasse, já teria parado. Mas enquanto eu puder, vou seguir.”
Mais união na categoria
Para José Carlos Medeiros Júnior, 57 anos, de Guaíba (RS), a situação da categoria é crítica. “Tá tão bom o serviço que meu caminhão tá parado dentro da oficina. O motor quebrou e eu não consegui consertar.” Com quase três décadas de estrada, hoje sobrevive de “bicos de empregado”. Um dos principais problemas, segundo ele, é o comportamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF). “Eles te param e, se não acham nada, inventam alguma coisa pra multar.”
A estrutura nas rodovias também é alvo de críticas: “Às vezes a gente paga R$10 num banheiro e ainda tá sujo.” Além disso, o sistema de fretes é desleal e marcado pela desunião. “A transportadora me deu a carga, mas depois cancelou. Achou outro que cobrou mais barato. É a desunião da classe.” José Carlos é enfático: “Se fosse pra começar hoje, eu não começaria.”
Mais recente nas estradas, Pablo Cristóvão Garcia, 42 anos, de Cambé (PR), está há apenas oito meses como caminhoneiro. Mesmo assim, já identificou o principal entrave da profissão: “A gente precisa de lugar para parar, descansar e comer com dignidade.” Por incrível que pareça, ele diz que foi para a boleia em busca de qualidade de vida. Ex-vigilante, largou dois empregos exaustivos após um desmaio no trabalho. “Peguei meu acerto, comprei o caminhão (um Mercedes-Benz 1519) e comecei do zero.” Hoje, diz ter mais qualidade de vida e tempo com a família. No entanto, aponta os custos altos em postos e a falta de banheiros limpos como obstáculos. “Mesmo pagando, tem lugar que tá bem sujo.” Para ele, áreas de descanso seguras fariam diferença: “Com mais respeito e estrutura, a vida do caminhoneiro pode ser muito melhor.”
Noemy Nascimento dos Santos
Na visão de Noemy Nascimento dos Santos, caminhoneira paulista, o que falta é estrutura, respeito e dignidade. “Pagamos pedágio e praticamente não temos nada em troca.” Ela aponta que há poucos pontos oficiais de apoio a caminhoneiros em todo o país. As condições ruins das estradas afetam a saúde dos motoristas, e muitas empresas tratam os profissionais com desumanidade. “Tem lugar que a gente não pode nem cozinhar, mas também não tem restaurante acessível.” Ela relata casos em que são proibidos até de usar gás de cozinha: “Como é que você quer que um motorista tenha qualidade de vida se ele não consegue nem tomar um café ou fazer uma janta?”
Mais respeito no embarque
Com mais de 50 anos de estrada, o caminhoneiro autônomo mineiro Wellington da Torre conhece de perto os principais problemas da profissão — e aponta o que precisa mudar para que ela volte a ser atrativa. Ele critica a falta de estrutura nas rodovias, especialmente a escassez de pontos de parada adequados e a exigência de consumo nos postos para poder pernoitar. “Não é acolhimento, é interesse comercial”, resume.
Outro ponto que chama atenção é o tratamento recebido nas empresas durante carga e descarga. Segundo ele, muitos motoristas são recebidos com desconfiança, como se fossem criminosos. “O mínimo seria treinamento para nos tratarem com dignidade”, afirma. Wellington também denuncia a prática comum de ameaças: “Se reclamar, dizem que você nunca mais carrega ali”.
O sistema de fretes é outro gargalo. Ele critica o chamado “leilão de frete”, em que as empresas oferecem valores baixos e fingem ter outros motoristas prontos para aceitar. A desunião entre os próprios caminhoneiros, principalmente os autônomos, agrava o problema. “Alguns aceitam qualquer valor, o que puxa todo o mercado para baixo.”
A distância da família também precisa ser repensada, segundo Wellington. Para ele, ficar mais de uma semana longe de casa é prejudicial, especialmente para quem tem filhos pequenos. “Os filhos precisam de referência. Caminhoneiro também tem família, e isso deveria ser levado em conta.”