por Setceb | ago 28, 2025 | Uncategorized
A série especial “Rota IA: Um novo tempo nas estradas do Brasil” mergulha nos impactos da inteligência artificial no transporte rodoviário de cargas, destacando como essa tecnologia está revolucionando o setor com mais eficiência e responsabilidade. Os quatro programas abordam questões como inovação tecnológica, segurança nas estradas, criação de novos empregos e práticas sustentáveis, mostrando como essas mudanças estão moldando o presente e o futuro do transporte no Brasil.
Com reportagens produzidas pelo jornalista Vladimir Spinoza, a série revela como a IA está transformando a logística ao automatizar processos, otimizar rotas e reduzir erros humanos, o que resulta em menos acidentes e emissões de poluentes. Especialistas em tecnologia, representantes do setor e profissionais das estradas trazem análises aprofundadas sobre os avanços tecnológicos e as perspectivas para o futuro. Entre eles, Vanina Dursk, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina, que avalia que as mudanças já são perceptíveis no setor de logística. “O profissional poderá ter mais tempo para pensar e estudar soluções inteligentes às operações que realmente importam”, afirma.
A série detalha, ainda, como as ferramentas de inteligência artificial estão criando um transporte mais seguro, com sistemas inteligentes capazes de prever problemas e auxiliar motoristas em tempo real. O programa também explora o impacto da otimização de rotas, ajudando a evitar congestionamentos, reduzir custos e diminuir o impacto ambiental.
E, contrariando mitos sobre a substituição completa da força de trabalho, a reportagem especial apresenta histórias de como novos empregos estão sendo criados a partir da relação entre humanos e máquinas. Os profissionais de hoje precisam de qualificação para operar ferramentas modernas, apontando para um futuro com mais oportunidades e diferentes perfis de atuação.
Os episódios da reportagem especial “Rota IA: Um novo tempo nas estradas do Brasil” serão veiculados no programa Conexão Senado, às 8h30 da manhã. Os áudios também podem ser acessados e baixados na página da Rádio Senado na internet: https://www12.senado.leg.br/radio ou na plataforma de áudio da sua preferência.
por Setceb | ago 28, 2025 | Uncategorized
Nova edição da Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte mensura como investimentos públicos e privados em rodovias contribuíram para o desempenho do setor transportador nas duas últimas décadas.
Nos últimos 24 anos, os investimentos privados em rodovias geraram impacto mais rápido e de maior intensidade no PIB (Produto Interno Bruto) do transporte do que os investimentos públicos realizados pela União. Ainda assim, ambos se mostram essenciais e complementares, contribuindo para o desenvolvimento da atividade transportadora. É o que revela uma análise inédita da CNT (Confederação Nacional do Transporte) sobre os efeitos dos investimentos em infraestrutura rodoviária no desempenho do setor.
Segundo a nova edição da Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte, um aumento de 1% nos investimentos privados resulta em crescimento imediato de 0,09% no PIB do setor, chegando ao pico de 0,17% em apenas nove meses. Já os investimentos públicos, no mesmo patamar, geram expansão inicial de 0,02%, alcançando o pico de 0,15% somente após um ano e meio.
Nos últimos cinco anos, a média do PIB do setor de transporte, armazenagem e correio foi de R$ 312,02 bilhões. A média anual dos investimentos públicos federais em infraestrutura rodoviária foi de R$ 10,16 bilhões. Na prática, um aumento de 1% nesses aportes (R$ 101,60 milhões) teria impacto gradual: R$ 62,42 milhões no curto prazo e R$ 471,56 milhões após um ano e meio.
Já a média dos investimentos privados em rodovias entre 2020 e 2024 foi de R$ 11,45 bilhões. Um acréscimo de 1% neste volume (R$ 114,49 milhões) produziria efeito mais imediato: R$ 295,64 milhões de impacto contemporâneo, chegando a R$ 545,60 milhões em apenas nove meses.
É importante destacar que os efeitos imediatos e os de longo prazo dos investimentos no PIB não se anulam, mas se acumulam ao longo do tempo. A cada trimestre, após a conclusão de uma obra rodoviária – seja pública ou privada – esses recursos retornam à sociedade em forma de ganhos econômicos que se estendem por grande parte da vida útil da infraestrutura.
Complementaridade entre os modelos
Apesar do desempenho distinto, a análise destaca que os dois tipos de investimento são imprescindíveis e complementares. O privado mostra maior velocidade de retorno, enquanto o público é fundamental em regiões com menor atratividade econômica para as concessões.
“Enquanto o setor público desempenha papel essencial na promoção de investimentos estruturantes, especialmente em áreas menos atrativas economicamente, o setor privado contribui com eficiência operacional, capacidade de execução e foco em metas de desempenho, como se observa nas rodovias concedidas. A articulação entre esses dois tipos de investimento permite alavancar recursos, otimizar resultados e ampliar os benefícios para a infraestrutura de transporte rodoviário”, afirma Vander Costa, presidente do Sistema Transporte.
Setor estratégico para a economia
Em 2024, o transporte gerou R$ 366,26 bilhões em riqueza – o equivalente a 3,1% do PIB nacional e 5,3% do PIB de serviços – e emprega 2,88 milhões de trabalhadores, representando 6% dos empregos formais no país.
O segmento rodoviário concentra o maior peso. Ele responde por 65% do volume de mercadorias movimentadas e pela mobilidade de mais de 90% das pessoas.
Mesmo com esse peso econômico, as rodovias brasileiras apresentam graves deficiências. Apenas 12,4% da malha nacional é pavimentada, com densidade de 25,1 quilômetros para cada 1.000 quilômetros quadrados de área. Além disso, 67% da extensão avaliada pela CNT estão em estado regular, ruim ou péssimo, segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2024.
A diretora executiva interina da CNT, Fernanda Rezende, ressalta que o transporte, por estar presente em todas as cadeias produtivas, é elemento central para o desenvolvimento do país. “Ainda operamos com uma infraestrutura deficiente e desigual. Investir nesse setor não significa apenas aprimorar a malha logística, mas impulsionar o crescimento econômico sustentável. Tanto os recursos públicos quanto os privados são indispensáveis e, quanto melhor direcionados, mais rápido e expressivo será o impacto no PIB do transporte e na competitividade do Brasil”, afirma.
A CNT estima que seriam necessários R$ 99,77 bilhões para recuperar, restaurar e manter a malha avaliada. Sem esse aporte, o setor segue limitado em competitividade e na capacidade de impulsionar o crescimento econômico.
Em comparação internacional, o Brasil ocupa a 116ª posição entre 141 países em qualidade de rodovias, atrás de países vizinhos, como Chile, Argentina e Uruguai, segundo o Fórum Econômico Mundial. “O desempenho do setor pode ser impulsionado se os desafios logísticos do país forem superados. É fundamental uma agenda contínua de investimentos para garantir segurança, eficiência e sustentar o crescimento econômico de forma sustentável”, conclui o presidente do Sistema Transporte.
Clique aqui para acessar a Série Especial de Economia – Investimentos em Transporte
por Setceb | ago 22, 2025 | Uncategorized
Pesquisa NTC&Logística Adverte:
ESTABILIDADE DE CUSTOS NÃO RESOLVE DEFASAGEM DO FRETE
Apesar de um início de ano com custos estáveis e um mercado relativamente aquecido, o setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) não conseguiu reverter a defasagem acumulada no valor do frete nos últimos anos.
Uma recente sondagem do DECOPE/NTC aponta uma defasagem média de 10,3% no TRC. Essa defasagem é de 8,6% para o transporte de carga fracionada, onde cargas de múltiplos clientes são compartilhadas no mesmo veículo, e de 11,1% para carga lotação, na qual a carga de um único embarcador ocupa toda a capacidade do veículo. A persistência dessa diferença entre o frete recebido e os custos apurados pela NTC&LOGÍSTICA demonstra a dificuldade em recuperar as perdas acumuladas ao longo do tempo.
A complexidade da cobrança do frete, com seus diversos componentes tarifários e taxas complementares, imposta pela dificuldade operacional, também é prejudicial. Muitos contratantes ainda não remuneram adequadamente o transportador pelos serviços prestados, pelas situações anormais e pelos serviços adicionais específicos. Tais situações acarretam custos adicionais que deveriam ser cobertos por componentes tarifários básicos, como Frete-Valor, GRIS (Gerenciamento de Risco), TSO (Taxa de Seguro Obrigatório) e outras generalidades, que são de vital importância para a saúde financeira da empresa. Um exemplo notável são os novos custos impostos pela Lei 14.599/23 aos transportadores de carga, tornando obrigatória a contratação de duas novas apólices de seguro, com apenas 10% tendo conseguido o ressarcimento neste caso específico.
Perspectivas para o Segundo Semestre: um cenário desafiador
O ano começou com forte pressão sobre os custos, devido ao início do processo de transição da reoneração da folha de salários, uma taxa de juros (Selic) em patamar muito elevado de 15,0%, o aumento da adição do Biodiesel ao Diesel elevando o custo de manutenção dos veículos e o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), entre outros fatores.
Por fim, a elevada taxa de juros no país obriga o transportador a manter atenção na concessão de prazos, que representam um custo financeiro elevado. Este custo deve ser repassado aos contratantes, considerando a negociação da forma de pagamento em cada caso.
Importante ressaltar que as planilhas referenciais de custos do DECOPE/NTC não incluem o custo financeiro.
Bento Gonçalves, 21 de agosto de 2025.
Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
NTC&LOGÍSTICA
por Setceb | ago 20, 2025 | Uncategorized
Objetivo é reunir dados reais que irão subsidiar a próxima revisão dos valores. Formulário pode ser preenchido até o dia 2/9
Foto: Divulgação / Comunicação ANTT
A estrada fala e a ANTT quer ouvir. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acaba de lançar uma nova pesquisa online para ouvir diretamente transportadores e profissionais do transporte rodoviário de cargas. O objetivo é reunir dados reais que irão subsidiar a próxima revisão dos valores do Piso Mínimo de Frete.
O formulário já está disponível e pode ser respondido até 2 de setembro. São apenas cinco minutos de preenchimento, mas cada resposta faz diferença: é a oportunidade de contribuir para que as regras reflitam a realidade de quem vive o dia a dia nas estradas.
Instituído pela Lei nº 13.703/2018, o piso mínimo do frete garante remuneração mínima aos transportadores, protegendo condições justas de trabalho e evitando distorções no mercado. Para que essa política pública continue atualizada, é fundamental combinarmos estudos técnicos, análises de mercado e, sobretudo, a participação social — que agora se dá tanto pela tomada de subsídios já realizada quanto pela nova pesquisa aberta.
Essa iniciativa integra o 8º ciclo regulatório da Resolução ANTT nº 5.867/2020, que define os critérios técnicos e coeficientes utilizados para calcular o valor mínimo por quilômetro rodado, por eixo carregado. O processo é contínuo e inclui consultas, tomadas de subsídios, estudos técnicos e pesquisas de mercado, sempre com foco na transparência, no diálogo e na construção coletiva de soluções.
>>> Para participar, basta acessar aqui e preencher o formulário <<<
por Setceb | ago 20, 2025 | Uncategorized
A Justiça Federal do Distrito Federal determinou, nesta segunda-feira (18), que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) comunique, em até 24 horas, às empresas concessionárias para que todos os radares previstos no Acordo Nacional dos Radares sejam religados e mantidos em pleno funcionamento.
Prêmio de transporte
A decisão é da juíza federal substituta Diana Wanderlei, da 5ª Vara Federal da SJDF, no âmbito de duas ações na Justiça. Tais ações resultaram, em 2019, na homologação do acordo judicial que fixou a instalação de equipamentos em trechos críticos das rodovias federais.
O que é o Acordo Nacional dos Radares
O Acordo Nacional dos Radares foi firmado em 2019, após forte debate judicial sobre a retirada de radares das rodovias federais. Para subsidiar a decisão, o juízo convocou órgãos técnicos como Polícia Rodoviária Federal, DNIT, Inmetro e Ministério da Infraestrutura, que apresentaram estudos detalhados sobre os trechos mais críticos das rodovias federais, classificados em níveis de risco (baixo, médio, alto e altíssimo) com base em acidentes e índices de mortalidade.
O acordo firmado previa a instalação e manutenção de radares apenas nos trechos de criticidade média, alta e altíssima, reduzindo em 70% o número de radares inicialmente previstos pelo Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade (PNCV).
A medida buscou dois objetivos: a segurança viária, concentrando a fiscalização nos pontos de maior risco, e a razoabilidade orçamentária, liberando aproximadamente 70% dos recursos inicialmente previstos para que o DNIT pudesse investir em outras atribuições, como manutenção e construção de estradas e pontes.
O acordo foi homologado judicialmente, tornando-se título executivo judicial, com previsão de multa em caso de descumprimento e acompanhamento periódico pelo Ministério Público Federal e pelo próprio juízo.
Relevância dos radares
Dados apresentados no processo indicam que os equipamentos de fiscalização eletrônica contribuíram para a redução de quase 25% no número de mortes em rodovias federais entre 2010 e 2016. Além da função de controle de velocidade, os radares exercem papel estratégico na segurança pública, ao auxiliar investigações de roubos de cargas, sequestros e outros crimes ocorridos nas estradas.
Ao retomar a condução do caso, a magistrada destacou que a decisão busca resguardar a efetividade de um acordo judicial cuja continuidade depende da manutenção dos contratos em vigor.
“O apagão dos radares compromete a segurança da população nas rodovias federais, exigindo pronta atuação do Judiciário para garantir a preservação da vida e a redução de acidentes”, registrou a juíza Diana Wanderlei.
Multa diária em caso de descumprimento
A decisão estabelece multa de R$ 50 mil por radar desligado, valor que poderá ser aplicado tanto às concessionárias quanto ao próprio DNIT em caso de descumprimento da ordem. Além disso, o órgão deverá apresentar, em 72 horas, informações detalhadas sobre as consequências do desligamento parcial dos equipamentos, o estado atual das estradas e o montante necessário para assegurar a execução plena do acordo.
A União, por sua vez, foi intimada a apresentar em até cinco dias o planejamento orçamentário para garantir a continuidade da execução do programa.
A Justiça Federal do Distrito Federal determinou, nesta segunda-feira (18), que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) comunique, em até 24 horas, às empresas concessionárias para que todos os radares previstos no Acordo Nacional dos Radares sejam religados e mantidos em pleno funcionamento.
A decisão é da juíza federal substituta Diana Wanderlei, da 5ª Vara Federal da SJDF, no âmbito de duas ações na Justiça. Tais ações resultaram, em 2019, na homologação do acordo judicial que fixou a instalação de equipamentos em trechos críticos das rodovias federais.
O que é o Acordo Nacional dos Radares
O Acordo Nacional dos Radares foi firmado em 2019, após forte debate judicial sobre a retirada de radares das rodovias federais. Para subsidiar a decisão, o juízo convocou órgãos técnicos como Polícia Rodoviária Federal, DNIT, Inmetro e Ministério da Infraestrutura, que apresentaram estudos detalhados sobre os trechos mais críticos das rodovias federais, classificados em níveis de risco (baixo, médio, alto e altíssimo) com base em acidentes e índices de mortalidade.
O acordo firmado previa a instalação e manutenção de radares apenas nos trechos de criticidade média, alta e altíssima, reduzindo em 70% o número de radares inicialmente previstos pelo Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade (PNCV).
A medida buscou dois objetivos: a segurança viária, concentrando a fiscalização nos pontos de maior risco, e a razoabilidade orçamentária, liberando aproximadamente 70% dos recursos inicialmente previstos para que o DNIT pudesse investir em outras atribuições, como manutenção e construção de estradas e pontes.
O acordo foi homologado judicialmente, tornando-se título executivo judicial, com previsão de multa em caso de descumprimento e acompanhamento periódico pelo Ministério Público Federal e pelo próprio juízo.
Relevância dos radares
Dados apresentados no processo indicam que os equipamentos de fiscalização eletrônica contribuíram para a redução de quase 25% no número de mortes em rodovias federais entre 2010 e 2016. Além da função de controle de velocidade, os radares exercem papel estratégico na segurança pública, ao auxiliar investigações de roubos de cargas, sequestros e outros crimes ocorridos nas estradas.
Ao retomar a condução do caso, a magistrada destacou que a decisão busca resguardar a efetividade de um acordo judicial cuja continuidade depende da manutenção dos contratos em vigor.
“O apagão dos radares compromete a segurança da população nas rodovias federais, exigindo pronta atuação do Judiciário para garantir a preservação da vida e a redução de acidentes”, registrou a juíza Diana Wanderlei.
Multa diária em caso de descumprimento
A decisão estabelece multa de R$ 50 mil por radar desligado, valor que poderá ser aplicado tanto às concessionárias quanto ao próprio DNIT em caso de descumprimento da ordem. Além disso, o órgão deverá apresentar, em 72 horas, informações detalhadas sobre as consequências do desligamento parcial dos equipamentos, o estado atual das estradas e o montante necessário para assegurar a execução plena do acordo.
A União, por sua vez, foi intimada a apresentar em até cinco dias o planejamento orçamentário para garantir a continuidade da execução do programa.