por Setceb | jul 15, 2025 | Uncategorized
O Índice ABCR, que mede o fluxo nas rodovias registrou uma queda de 0,2% em junho de 2025 na comparação dessazonalizada com maio
O Índice ABCR, que mede o fluxo de veículos em rodovias concessionadas, registrou uma queda de 0,2% em junho de 2025 na comparação dessazonalizada com maio. O indicador, elaborado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) em parceria com a Tendências Consultoria, reflete uma pequena retração tanto no segmento de veículos leves (-0,2%) quanto no de pesados (-0,2%).
Apesar do recuo mensal, na comparação com junho de 2024, o índice apresentou alta de 0,9%, impulsionado principalmente pelo aumento de 1,2% nos veículos leves, enquanto os pesados ficaram praticamente estáveis (-0,1%). No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 2,7%, com destaque para o avanço de 3,1% nos pesados, enquanto os leves subiram 2,6%.
Análise dos especialistas: mercado em acomodação
Segundo Thiago Xavier e Davi Gonçalves, economistas da Tendências Consultoria, o fluxo de veículos leves vem mostrando sinais de estabilização após um período de maior volatilidade.
“O mercado de trabalho segue como principal suporte para o consumo das famílias, com aumento da massa salarial e da ocupação, favorecendo viagens a trabalho e lazer. No entanto, a inflação e as condições mais restritivas de crédito têm limitado uma expansão mais robusta”, explicam.
Já o segmento de caminhões apresentou sua segunda queda consecutiva, após um bom desempenho no início do ano. “Isso sugere um esgotamento parcial do impulso gerado pelo escoamento da safra agrícola e uma desaceleração na demanda por bens de consumo, devido ao crédito mais apertado. Ainda assim, a força do emprego deve continuar sustentando parte da demanda por fretes no curto prazo”, completam os analistas.
Desempenho regional
Rio de Janeiro: Crescimento Puxado por Veículos Leves
Alta de 0,3% em junho (vs. maio), com leves (+0,8%) compensando a queda dos pesados (-0,9%).
Na comparação anual (junho/2024), o índice subiu 1,7%, com leves (+1,8%) e pesados (+1,5%).
Nos últimos 12 meses, acumula +2,5%, sendo +2,0% (leves) e +4,9% (pesados).
São Paulo: Pequeno recuo, mas resultado anual positivo
Queda de 0,2% em junho (vs. maio), com pesados (-0,6%) puxando a retração, enquanto leves ficaram estáveis (0,0%).
Em relação a junho/2024, o índice avançou 0,2%, com leves (+0,5%) e pesados (-0,8%).
No acumulado anual, crescimento de 2,1%, com leves (+1,9%) e pesados (+2,8%).
Apesar da leve desaceleração recente, o setor mantém uma trajetória de crescimento, sustentado pelo mercado de trabalho aquecido e pela demanda logística. No entanto, fatores como inflação e juros elevados seguem como desafios para uma recuperação mais acelerada nos próximos meses.
por Setceb | jul 15, 2025 | Uncategorized
Venha participar de um bate-papo inspirador com quem entende de verdade sobre inovação e inteligência artificial aplicada aos negócios! Uma oportunidade única de networking, troca de ideias e muito conhecimento.
Bate-Papo COMJOVEM Bahia
Tema: Ferramentas de IA & Cultura de Inovação
Data: 21 de julho de 2025 (segunda-feira)
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Fonte: SETCEB
Atenciosamente,
Secretaria SETCEB
por Setceb | jul 3, 2025 | Uncategorized
O DECOPE – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC&Logística é responsável por estudos técnicos, voltados à apuração de custos de transporte rodoviário de cargas e logística, estatística do setor, estudos macroeconômicos e formação de índices de custos referenciais que medem a inflação do setor, dentre eles os dois com mais destaque são o INCTF – Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Fracionada e o Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Lotação, o INCTL.
O INCTF e INCTL têm como objetivo principal medir a evolução dos custos operacionais de transporte rodoviário de cargas e são índices do setor de transporte com grande repercussão e credibilidade, publicado no site da NTC e por todas as entidades que representam o transporte (Sindicatos e Federações), bem como em outros meios de comunicação. Eles servem ainda como instrumento de atualização de contratos públicos e privados no mercado de frete.
INFORME: Com a decisão do Governo Federal de encerrar o programa de desoneração da folha de pagamento, que permitia a substituição da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários, por alíquota sobre a receita bruta da empresa, desse modo o INCT já contempla a primeira etapa do processo de reoneração da folha de pagamento.
Não houve o Fechamento do Acordo de Convenção Coletiva dos trabalhadores em transporte RODOVIáRIO de carga base maio.
INCT-F DECOPE/NTC DE MAIO/24 A MAIO/25
A NTC&LOGÍSTICA comunica aos associados que a variação média do (INCTF[1] DECOPE/NTC) foi de (0,35%) no mês de maio e acumula nos últimos doze meses 3,75% (três virgula setenta e cinco por cento), entre junho de 2024 e maio de 2025 (maio de 2025*/- sobre maio de 2024 ou ainda, nos últimos doze meses).
O INCTF mede a evolução de todos os custos da carga fracionada, incluindo transferência, coleta e distribuição, custos administração e de terminais. Nesses custos não estão contemplados impostos, pedágios e margem de lucro.
INCTL – DECOPE/NTC DE MAIO/24 A MAIO/25
O INCTL[2] reflete a variação dos custos do transporte rodoviário de cargas fechadas ou lotações, ou seja, ele mede a evolução de todos os custos da carga completa, incluindo a transferência, a administração (custos indiretos), gerenciamento de riscos e custo valor. Ele, assim como o INCTF, também não contempla impostos e margem de lucro na sua apuração.
A sua variação média foi de 3,90% (três vírgula noventa por cento) de junho de 2024 a maio de 2025 (maio de 2025 sobre maio de 2024, ou ainda nos últimos doze meses) e no mês variando (1,25%).
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS
O preço por litro do óleo diesel S-10, teve uma retração de (3,19%) no mês de maio/25, quando comparado com o mês anterior, sendo comercializado a R$ 6,060 p/litro. No período de 12 meses (mai-25 contra mai-24), a variação acumulada é de 2,19%, resultado, principalmente ditado pela nova regra POLíTICA da Petrobrás.
O aditivo Arla 32, utilizado para reduzir as emissões de poluentes não registrou variação no mês. Desde março/12 até hoje, o aditivo já acumulou queda de (22,37%).
O óleo diesel comum, ainda consumido pela frota brasileira, teve variação acumulada em 2,39% nos 12 meses. No mês de maio, o óleo foi comercializado a R$ 6,00 p/litro, contra R$ 5,860 p/litro no mesmo período do ano anterior, já o período mensal registrou variação de (3,07%).
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS DEMAIS INSUMOS NA FRACIONADA
No mês, o veículo de transferência registrou uma retração de (1,01%) e o veículo de distribuição urbana uma variação de (1,58%), já os implementos tanto de transferência como o de distribuição não registrou variação.
Considerando o período de 12 meses, os insumos que contribuíram para a variação do INCTF na operação de transferência foram: veículo (2,93%), carroceria baú 3,99%, pneu – 275/80 R 22,5 com variação de 3,73%, recapagem (8,63%), lavagem com 4,75%, salário do motorista 6,00% e seguro do casco (2,50%).
Na operação de coleta e distribuição, os insumos que tiveram variação foram: veículo com variação de 3,02%, carroceria ¾ baú de alumínio com variação de 3,89%, pneu 215/75 – R 17,5 com 0,76%, recapagem com (12,44%), lavagem com 3,40%, seguros do casco e contra terceiros com 3,06%, salário de motorista 6,00% e salário de ajudante 6,00%.
DESPESAS ADMINISTRATIVAS
As despesas administrativas de uma forma geral registraram em maio variação 0,21% de 2025, quando comparada com as despesas do mês anterior. Já as despesas administrativas, exceto os salários, variaram 0,07%.
Nos 12 meses, as despesas administrativas vêm registrando alta de 3,52%, agravado principalmente, pelo reajuste do IPTU para 2025. A evolução acumulada das despesas administrativas, exceto salários, foi de 3,96%.
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DOS PRINCIPAIS INSUMOS NA LOTAÇÃO
Considerando a variação mensal, as despesas administrativas registraram variação de 0,15%, despesas administrativas (exceto salários) 0,21%, cavalo mecânico (2,05%), pneus (0,48%), semirreboque 0,0%, recapagem 1,46%, lavagem 0,0%, seguros (1,79%).
ANÁLISE DE 12 MESES
Nos 12 meses (mai/25 contra mai/24), o cavalo mecânico teve variação de 5,37%, semirreboque 4,22%, seguros 5,21%, DAT – 3,55%, recapagem com (3,18%), lavagem 3,40%, rodoar 0,0% e 3,20% pneus – 295/80 R22.
INCT-FR, INCT-FOU INCVT e INCT-FRIG
A evolução completa do INCTF, do INCTL e dos demais índices (INCTFR, INCTFOU, INCVT – Índice Nacional do Custo Variável do Transporte e INCTFRIG Índice Nacional do Custo do Transporte Frigorífico), assim como dos insumos do transporte encontra-se à disposição dos filiados da NTC&LOGÍSTICA na área restrita aos associados do site www.portalntc.org.br. Para acessar esta área, clique no canal Técnico e Econômico. Em seguida, clique “Downloads”.
O Departamento Técnico e Econômico da NTC&LOGÍSTICA (DECOPE) coloca-se à disposição das empresas e entidades associadas para prestar qualquer informação complementar pelo telefone (0xx11) 2632-1526/1536 ou pelo e-mail economia@ntc.org.br.
São Paulo, 31 de maio de 2025.
DECOPE/NTC&LOGÍSTICA
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[1] É livre a reprodução total ou parcial desta nota em qualquer meio de comunicação, desde que não sejam omitidos ou alterados aspectos essenciais à compreensão da mesma e desde que seja citada a fonte como segue: DECOPE/NTC&LOGÍSTICA – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas/Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística.
[2] Este custo inclui custo peso, GRIS, custo valor para mercadorias de baixo valor (R$ 6.192,89 TON.) e PIS/COFINS. Não inclui taxa de lucro e pedágios. Franquia de 6 horas para carga e descarga. Acima disso, o custo adicional é de R$ 234,30 p/hora útil parada, ou R$ 9,37 por tonelada por hora útil.
por Setceb | jul 3, 2025 | Uncategorized
No sistema Anchieta-Imigrantes, que tem o pedágio de valor mais alto no estado, a tarifa vai passar dos atuais R$ 36,80 para R$ 38,70.
O pedágio vai ficar mais caro nas rodovias estaduais paulistas concedidas à iniciativa privada a partir do dia 1° de julho. A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), órgão do governo estadual, autorizou um reajuste médio de 5,31%.
Conforme a Artesp, o reajuste resulta da aplicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre junho de 2024 e maio de 2025 prevista em contrato.
No sistema Anchieta-Imigrantes, que tem o pedágio de valor mais alto no Estado, a tarifa vai passar dos atuais R$ 36,80 para R$ 38,70.
O aumento de R$ 1,90 representa um acréscimo de 5,16% na tarifa atual. O reajuste maior é no pedágio de bloqueio de Diadema, na Imigrantes, que sobe R$ 2,80 para R$ 3,10, alta de 10,71%.
Já no sistema Anhanguera-Bandeirantes, os motoristas vão pagar entre R$ 0,50 e R$ 0,80 a mais, dependendo do trecho. Em alguns casos, como no pedágio de Valinhos, na rodovia Anhanguera, o aumento chega a 6,25%.
Entre os menores reajustes, a tarifa no pórtico de Campinas, na SP-75, subiu de R$ 2,60 para R$ 2,70, alta de 3,84%.
Os novos preços vigoram a partir do dia 1° de julho para as concessionárias Autoban (Sistema Anhanguera-Bandeirantes), Intervias (rodovias do interior), Rota das Bandeiras (corredor D. Pedro I), Renovias, Rodovias das Colinas, CART (Raposo Tavares), ViaRondon, SPVias, Rodovias do Tietê, Ecovias (Sistema Anchieta-Imigrantes), Ecovias do Leste Paulista, Rodoanel Oeste, SPMar e Rodovia dos Tamoios.
Na concessão da Entrevias, que abrange estradas do centro-oeste paulista, o aumento vigora a partir da zero hora do dia 6. Algumas concessionárias, como a Eixo SP, já reajustaram os pedágios este ano. Nesse caso, o aumento foi de 5,5%. A lista completa de novos valores foi publicada no Diário Oficial do Estado e pode ser acessada neste link.
(https://do-api-publication-pdf.doe.sp.gov.br/v1/editions/53210564-fe32-47a2-8fb9-f92a786732b2)
O Estado de São Paulo tem 227 postos de pedágio em operação, incluindo os novos pórticos de free flow (pedágio sem cabine). O aumento nas tarifas de pedágio têm impacto nas passagens de ônibus intermunicipais e nos fretes rodoviários.
por Setceb | jul 3, 2025 | Uncategorized
Publicação divulgada nesta quinta-feira (26) mostra que a medida atende a um pleito do setor transportador.
O Congresso Nacional aprovou, na última quarta-feira (25), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 314/2025, que suspende os efeitos de três decretos presidenciais responsáveis por elevar as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A medida é destaque na nova edição do Boletim de Conjuntura Econômica da CNT (Confederação Nacional do Transporte).
A publicação ressalta que a decisão atende a um pleito do setor transportador, que se posicionou contra o aumento de impostos e a imprevisibilidade gerada por mudanças tributárias repentinas. Os decretos aumentavam as alíquotas do IOF sobre operações de financiamento, antecipação de recebíveis (risco sacado), câmbio e investimentos no exterior, impactando diretamente os custos das empresas de transporte.
Transporte recua no primeiro trimestre de 2025
Mesmo com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no início de 2025, o setor de transporte registrou desempenho abaixo do esperado. A publicação da CNT mostra que o PIB nacional cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior, alcançando R$ 3,02 trilhões. Na comparação com o mesmo período de 2024, o avanço foi de 2,9%. Já o PIB do setor de transporte, armazenagem e correios recuou 0,6% frente ao último trimestre de 2024. No entanto, no comparativo interanual, houve alta de 1,1%.
O cenário inflacionário também segue desafiador. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado em 12 meses atingiu 5,32% em maio, permanecendo acima do teto da meta de 4,5% definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) por oito meses consecutivos. O grupo “Transportes” apresentou queda de 0,37% no mês, puxado pela redução nos preços das passagens aéreas (-11,31%) e do óleo diesel (-1,30%). No acumulado em 12 meses, a inflação do grupo chegou a 4,64%.
Apesar da retração do PIB do setor, os dados da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) de abril de 2025 apontam indicadores positivos: o volume de serviços de transporte cresceu 0,5% em relação a março, com destaque para o transporte aéreo, que avançou 6,3%. O volume de transporte de passageiros aumentou 1,8% no mês e está 4,6% acima do patamar pré-pandemia. Por outro lado, o transporte de cargas teve leve queda de 0,3%, no mesmo período, embora continue 34,8% acima do nível de fevereiro de 2020.
“O desempenho do setor de transporte, no primeiro trimestre, reflete um cenário ainda marcado por incertezas econômicas, especialmente devido aos efeitos da inflação persistente e da elevação da taxa de juros, que chegou a 15% ao ano na última reunião do Copom (Comitê de POLíTICA Monetária), o maior patamar em duas décadas. O setor está apreensivo com o alto custo dos insumos e dos financiamentos, com os potenciais impactos das tensões geopolíticas e com as discussões em torno do aumento de tributos, o que se refletiu na queda de confiança dos empresários no último trimestre”, avalia Fernanda Schwantes, gerente de Economia da CNT.
Mercado de trabalho
No mercado de trabalho, o transporte manteve um saldo positivo. De janeiro a maio, foram gerados 58.934 empregos formais, praticamente metade dos empregos gerados no mesmo período do ano passado. O destaque foi o transporte RODOVIáRIO de cargas, com saldo de 28.007 vagas, seguido pelos segmentos de armazenagem (15.016), transporte urbano de passageiros (11.747) e fretamento (5.494).
Acesse aqui o Boletim de Conjuntura Econômica
(https://cnt.org.br/documento/dacc602b-2a78-445e-b0c0-55d2e791749d)