por Setceb | mar 19, 2025 | Uncategorized
Num dia de euforia no mercado financeiro, o dólar fechou abaixo de R$ 5,70 e atingiu a menor cotação em quatro meses. A bolsa de valores subiu pela quarta vez seguida e alcançou o maior nível desde o fim de outubro.
O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (17) vendido a R$ 5,686, com recuo de R$ 0,57 (-0,99%). A cotação operou em baixa durante todo o dia, mas acelerou a queda durante a tarde. Na mínima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,66, mas investidores aproveitaram o valor baixo para comprar moeda norte-americana.
Com o desempenho de hoje, o dólar está no menor nível desde 7 de novembro do ano passado, quando fechou a R$ 5,67. Em 2025, a divisa acumula queda de 7,99%.
No mercado de ações, o dia também foi marcado pela forte recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 131.213 pontos, com alta de 1,46%. No maior patamar desde 28 de outubro, a bolsa brasileira teve alta generalizada nas ações, com destaque para petroleiras, mineradoras e bancos.
Tanto fatores domésticos como internacionais beneficiaram o mercado financeiro nesta segunda. No cenário interno, a divulgação de que o indicador do Banco Central (BC) que mede a atividade econômica cresceu 0,9% em janeiro, acima das expectativas. O bom desempenho econômico favoreceu ações de empresas ligadas ao consumo.
No cenário internacional, o pacote de estímulos anunciado pela China favoreceu os países emergentes. O país asiático é o maior consumidor de commodities (bens primários com cotação internacional), o que beneficia países exportadores desses produtos, como o Brasil.
Além disso, a alta do petróleo no mercado internacional beneficiou os mercados emergentes. A cotação do barril do tipo Brent voltou a ficar acima de US$ 70 por causa dos bombardeios dos Estados Unidos ao Iêmen. A perspectiva de um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia também foi bem recebida pelos investidores globais.
por Setceb | mar 18, 2025 | Uncategorized
O setor de transporte no Brasil movimentou mais de R$ 185 bilhões em cargas ao longo do último ano, segundo estimativas de mercado. O valor inclui a operação de mais de 800 empresas que atuam no segmento, com destaque para iniciativas voltadas à redução da emissão de dióxido de carbono (CO₂).
A busca por soluções sustentáveis tem ganhado espaço na logística nacional. Com a crescente pressão por práticas ambientalmente responsáveis, transportadoras e operadores logísticos estão adotando tecnologias que reduzem o impacto ambiental das operações. O uso de biocombustíveis, eletrificação de frotas e otimização de rotas são algumas das estratégias adotadas para diminuir as emissões de poluentes.
Sustentabilidade e eficiência logística
Empresas do setor têm investido na modernização de frotas e no uso de combustíveis menos poluentes. O diesel de baixo teor de enxofre, o biodiesel e, mais recentemente, veículos elétricos e híbridos, fazem parte da transição para um transporte mais sustentável.
Além disso, a digitalização dos processos logísticos tem ajudado a reduzir desperdícios e emissões. Softwares de roteirização inteligente permitem otimizar trajetos, evitando deslocamentos desnecessários e reduzindo o consumo de combustível. Essas medidas não apenas diminuem o impacto ambiental, mas também geram economia para as empresas.
Compensação de emissões e novos desafios
Outra tendência no setor é o investimento em projetos de compensação de carbono. Algumas empresas têm aderido a programas que financiam o plantio de árvores ou iniciativas de energia renovável para neutralizar as emissões geradas pelo transporte de cargas.
Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta desafios. A infraestrutura de abastecimento para veículos elétricos e a adaptação de transportadoras menores às novas exigências ambientais são obstáculos para uma transformação mais acelerada. Além disso, políticas públicas de incentivo ao transporte sustentável ainda são tímidas em relação à demanda do mercado.
Perspectivas para o futuro
A tendência é que o setor continue investindo em sustentabilidade, impulsionado tanto por exigências regulatórias quanto pela demanda dos clientes por soluções mais ecológicas. O crescimento do e-commerce e a necessidade de entregas rápidas também exigem um planejamento mais eficiente, tornando a digitalização e a inovação essenciais para o futuro do transporte de cargas no Brasil.
Com um volume de negócios que ultrapassa R$ 185 bilhões e uma importância estratégica para a economia, o setor de transporte segue em transformação. O desafio é equilibrar eficiência operacional e redução de impactos ambientais, garantindo um modelo sustentável para os próximos anos.
por Setceb | mar 18, 2025 | Uncategorized
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Ministério dos Transportes e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a implementação de um sistema de pesagem de veículos nas rodovias federais do Brasil. A iniciativa tem como objetivo preservar as estradas, garantir a segurança viária e promover a concorrência justa no transporte de cargas. A análise que fundamenta a recomendação foi conduzida pelo Grupo de Trabalho (GT) Rodovias Federais do MPF, que investigou os impactos do excesso de peso em veículos de carga.
Uma das principais sugestões do MPF é a implementação de um sistema de pesagem em movimento, já que o Brasil não possui um sistema nacional de pesagem desde 2014. A interrupção da pesagem de cargas gerou prejuízos estimados em R$ 2 milhões por mês devido à suspensão da arrecadação de multas por excesso de peso. Com a redução de veículos trafegando com excesso de carga, espera-se diminuir os acidentes de trânsito e preservar a qualidade das rodovias.
O MPF também destacou a necessidade de atualizar as penalidades para infrações relacionadas ao excesso de peso. Atualmente, essas infrações são consideradas médias, com incidência de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação do motorista e multa. Como medida administrativa, o veículo pode ser retido para a retirada da carga excedente. A nota técnica sugere a possibilidade de permitir a retirada do veículo de circulação ou o impedimento de seu licenciamento em caso de multas não pagas.
Além disso, o MPF recomenda a modernização da legislação e a utilização de tecnologias avançadas para a fiscalização. O documento menciona a necessidade de adequar a regulamentação legal para permitir a pesagem de veículos em movimento por meio de tecnologias adequadas. A resolução mais recente do Contran, a Resolução 902/2022, dispõe sobre o uso de sistemas automatizados integrados para a aferição de peso e dimensões de veículos, dispensando a presença física da autoridade de trânsito ou de seu agente no local da aferição.
O MPF citou um estudo da American Association of State Highway and Transportation Officials (AASHTO) que aponta que um incremento de 10% no sobrepeso reduz a vida útil do pavimento em até 60%. O documento destaca que um controle mais efetivo do excesso de peso poderia reduzir em 40% o desgaste das rodovias. Nos últimos cinco anos, o Governo Federal desembolsou mais de R$ 4,9 bilhões para a manutenção e recuperação de rodovias.
Por fim, o MPF reforça a importância da modernização da legislação e do aprimoramento tecnológico das ferramentas de medição do peso das cargas como soluções para os problemas relacionados ao excesso de peso em veículos de carga. Essas medidas visam não apenas a preservação das rodovias, mas também a segurança viária e a justiça na concorrência do transporte de cargas.
por Setceb | mar 18, 2025 | Uncategorized
No primeiro dia do Executive Program, em São Paulo, as tendências e oportunidades em tempos de transformação digital pautaram as discussões.
O futuro ainda não foi escrito, mas é nele que depositamos nossas esperanças e projeções para o amanhã. Diante das incertezas, como se preparar para o que está por vir? Com essa provocação, mais de 80 executivos do setor de transporte foram desafiados a refletir sobre tendências e oportunidades em tempos de transformação digital. O pontapé inicial dessa jornada foi dado por Jeffrey Rogers, especialista em aprendizagem e inovação da Singularity University, durante a aula inaugural da segunda edição do Executive Program – Transformando o Transporte: inovação, liderança e tecnologia para o futuro, neste domingo (16).
O evento, promovido pelo SEST SENAT, em parceria com a Singularity University, acontece até quarta-feira (19), em Embu das Artes (SP). Durante três dias de imersão, os participantes terão acesso a oficinas, palestras e debates sobre inovação, inteligência artificial e novas tecnologias aplicadas ao setor de transporte.
Transformação exponencial: o novo paradigma dos negócios
Segundo Jeffrey Rogers, há décadas, ouvimos que estamos vivendo a fase mais incerta da história. Esse sentimento deve persistir, mas o que precisa mudar é a forma como lidamos com a incerteza. O mundo linear já não cabe mais no empreendedorismo, e o futuro dos negócios exige uma visão exponencial, impulsionada pelas tecnologias emergentes.
Na sua visão, esse novo paradigma ficou mais evidente a partir de 2012, com o avanço da telefonia móvel e da economia digital. Um exemplo emblemático dessa transformação é o Airbnb, que revolucionou o setor de hospedagem ao introduzir um novo conceito de confiança e compartilhamento. “Uma das premissas da tecnologia exponencial é tornar os processos mais acessíveis, eficientes e democráticos, abrindo espaço para novas ferramentas e modelos de negócios”, destaca Rogers.
O impacto da inovação no transporte
A proposta do Executive Program é entender como essas mudanças impactam o setor de transporte no Brasil e fortalecer o protagonismo das empresas diante desse novo cenário. Para isso, as discussões giram em torno de desafios estratégicos, empreendedorismo e competitividade sustentável.
Para Rogers, desenvolver o pensamento exponencial é essencial para enfrentar um futuro incerto. Isso significa apostar em moonshots, aquelas ideias ousadas que visam um crescimento exponencial e soluções transformadoras para os desafios do setor.
Nesse contexto, a inovação já não depende mais de planejamentos de longo prazo. A era dos dados em tempo real e da inteligência artificial permite que as empresas tomem decisões ágeis e embasadas, sem precisar esperar anos por pesquisas tradicionais. Além disso, questões como a sustentabilidade ambiental ganham cada vez mais relevância. “As empresas precisam atender a esses critérios para evitar sanções e manter uma imagem positiva perante o público”, alerta o especialista.
Tendências e estratégias para o futuro
A programação do Executive Program explora temas fundamentais para o setor, como:
O poder dos dados e seu valor exponencial nos negócios;
O impacto da inteligência artificial e da automação nas operações;
Cenários energéticos e estratégias de inovação para o setor de transporte.
A iniciativa reafirma o compromisso do Sistema Transporte em preparar as empresas de transporte para os desafios da era digital, impulsionando a modernização, a eficiência e a competitividade do setor.
Esta edição do Executive Program é uma realização do SEST SENAT, em parceria com a Singularity University Brazil, instituição reconhecida mundialmente por seus programas de educação executiva e incubação de empresas voltadas para a inovação.
Transformação digital e inovação estratégica
Na abertura do evento, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, ressaltou a importância da imersão para ampliar a visão dos executivos sobre o futuro do setor. “Esperamos que o Executive Program nos leve a experimentar novas abordagens e, principalmente, a enxergar nossas empresas sob uma nova perspectiva. Para isso, reunimos aqui especialistas do Brasil e do mundo, promovendo um intercâmbio de ideias que fortalece a sustentabilidade do transporte”, afirmou.
A diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, destacou que o evento reúne empresários de diferentes perfis e segmentos, reforçando sua abordagem prática e aplicada. “Esta é uma oportunidade única de conectar teoria e experiência prática, proporcionando reflexões e soluções alinhadas às demandas reais do setor”, enfatizou.
Já o diretor executivo nacional adjunto do SEST SENAT, Vinícius Ladeira, pontuou que esta segunda edição reflete o êxito da iniciativa anterior. “Adaptamos o programa para que ele esteja cada vez mais alinhado à realidade do transporte no Brasil, garantindo um conteúdo relevante e estratégico para os participantes”, disse.
Uso estratégico de dados e posicionamento do setor
A diretora executiva interina da CNT, Fernanda Rezende, reforçou que a Confederação Nacional do Transporte coloca à disposição do setor um vasto acervo de estudos e pesquisas para embasar decisões estratégicas. “Nosso papel é entender cada vez mais as necessidades do setor e fornecer dados qualificados que auxiliem os transportadores no enfrentamento dos desafios”, pontuou.
No contexto das relações institucionais, o diretor de relações institucionais da CNT, Valter Souza, destacou o engajamento dos empresários no evento como um indicativo da força do setor. “A presença ativa dos transportadores reafirma nossa missão de atuar em defesa do transporte no Brasil, garantindo um ambiente mais favorável para o desenvolvimento do setor”, ressaltou.
Já no campo da educação executiva, a diretora adjunta do ITL, Eliana Costa, reforçou o compromisso do Instituto de Transporte e Logística (ITL) com a qualificação do setor. “Nosso trabalho é transformar o transporte por meio da educação, trazendo novas tecnologias, ferramentas e conceitos que garantam mais competitividade e sustentabilidade”, enfatizou.