DNIT ATUALIZA CUSTO PARA EMISSÃO AUTORIZAÇÃO ESPECIAL DE TRÂNSITO – AET

Foi publicada hoje, 06 de fevereiro, no Diário Oficial da União, a Portaria DNIT Nº 825, de 04 de fevereiro de 2025, que estabelece novos valores para a expedição da Autorização Especial de Trânsito emitida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT.

De acordo com o órgão, a Tarifa de Expedição da Autorização Especial de Trânsito, para aquelas autorizações que requerem aprovação de engenheiro quanto à análise veicular será de R$ 90,03. Anteriormente, o valor era de R$ 85,98.

Para outras autorizações concedidas pelo DNIT, o valor será de R$ 87,62. Até agora, os valores eram de R$ 83,98. O texto também destaca que, caso seja permitida a inclusão de reboques ou semirreboques adicionais, será acrescido 2% do valor inicial ao valor da tarifa.

O mesmo vale para a concessão de Autorização Específica – AE. Os novos valores passam a valer a partir de 1º de Março de 2025.

Veja a portaria na íntegra, abaixo e anexo:

PORTARIA Nº 825, DE 4 DE FEVEREIRO DE 2025

O COORDENADOR-GERAL DE OPERAÇÕES RODOVIÁRIAS DA DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES, no uso das atribuições que lhe foram conferidas por delegação conforme §2º da Resolução DNIT nº 11, de 21 de setembro de 2022, publicada no Diário Oficial da União em 23 de setembro de 2022, e considerando o constante dos autos do processo nº 50600.019734/2019-90, resolve:

Art. 1º Estabelecer o reajuste anual dos valores da Tarifa de Expedição da Autorização Especial de Trânsito emitida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT.
Parágrafo Único. A concessão de Autorização Específica – AE, para efeito desta Portaria, seguirá os mesmos critérios aqui definidos.

Art. 2º A TEAET será cobrada por documento expedido, vinculado à numeração da AET, nos seguintes valores:

I – para as autorizações concedidas pelo DNIT que requerem aprovação de engenheiro quanto à análise veicular: R$ 90,03 (noventa reais e três centavos); e

II – para as demais autorizações concedidas pelo DNIT: R$ 87,62 (oitenta e sete reais e sessenta e dois centavos).

Parágrafo único. Caso a resolução que regulamenta a AET permita a inclusão de reboques e/ou semirreboques adicionais, será acrescentado na tarifa o valor equivalente a 2% (dois por cento) do valor inicial, para cada veículo adicional incluído na solicitação de AET ou AE, se couber.

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor a partir de 1º de março de 2025.

LEONARDO SILVA RODRIGUES

CAMINHONEIROS PRECISARÃO TER RNTRC VALIDADO PARA RECEBER VALE-PEDÁGIO

DESDE 1º DE JANEIRO, ESTÁ EM VIGOR A RESOLUÇÃO 6.024/23 DA ANTT (AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES), QUE PROÍBE O PAGAMENTO DO VALE-PEDÁGIO A CAMINHONEIROS POR MEIOS FÍSICOS, COMO CARTÕES. AGORA SÃO ACEITAS APENAS AS TAGS ELETRÔNICAS NESSAS OPERAÇÕES. NAS ÚLTIMAS SEMANAS, PORÉM, A AGÊNCIA ANUNCIOU NOVAS DECISÕES SOBRE O VALE-PEDÁGIO OBRIGATÓRIO.

Uma das mudanças será no processo de emissão e de protocolo do vale-pedágio. A partir de abril, as Fornecedoras de Vale-Pedágio Obrigatório (FVPO) serão obrigadas a validar o status do RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas) dos veículos utilizados na viagem. Ou seja, o cavalo mecânico precisará estar cadastrado e com registro ativo para receber o vale-pedágio.

Diante destas exigências, a Roadcard, líder no setor de meios de pagamentos no Transporte Rodoviário de Cargas, está ajudando seus clientes a se adaptarem às novas regras. “Como plataforma pioneira em soluções multimeios de pagamentos, estamos nos antecipando e atuando proativamente na implantação dessas alterações regulatórias, para que as operações de nossos clientes tenham o menor impacto possível”, informa Everton Kaghofer, diretor comercial da Roadcard.
“A Roadcard sempre aproveita estas situações para ir além do cumprimento de novas exigências, explorando as oportunidades de melhoria na jornada de pagamento de nossos clientes. Desta vez, aproveitaremos para que nosso cliente nem precise mais informar o RNTRC. Bastará indicar o documento do contratado que nós validaremos e incluiremos a informação no contrato de frete ou viagem”, completa Anna Luiza Miranda, diretora de Marketing, Inovação e Produto da Roadcard.

Embora a nova medida da ANTT estivesse prevista para vigorar a partir de 30 de janeiro, a Roadcard e outras Fornecedoras de Vale-Pedágio Obrigatório solicitaram à agência a prorrogação do prazo, que foi estendido até 23 de abril. “Mesmo assim, recomendamos que os embarcadores e transportadores estejam atentos aos seus processos internos para identificar se existe a necessidade de alguma adequação”, salienta a diretora.

Outra decisão recentemente anunciada pela ANTT foi que as tags devem ser fornecidas sem custos aos motoristas. A determinação atende a uma solicitação da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), para que esses profissionais estejam isentos das taxas de mensalidade e manutenção das etiquetas eletrônicas.

VENDAS DE CAMINHÕES CRESCEM 14,7% EM JANEIRO; CONFIRA OS MODELOS MAIS EMPLACADOS

Segundo a Fenabrave, a demanda em alta é incentivada por setores estratégicos da economia, sobretudo o agronegócio, cujos resultados serão mais positivos neste ano.

No mês de janeiro, as concessionárias venderam 9.170 caminhões, volume 14,75% superior aos 7.991 emplacamentos realizados no mesmo mês de 2024. Embora o ano comece com tendência de aquecimento, o desempenho do primeiro mês de 2025 foi 17,82% inferior na comparação com dezembro do ano passado.

Segundo Arcelio dos Santos Junior, presidente da Fenabrave, o avanço das vendas em janeiro é reflexo dos pedidos efetivados após a Fenatran – maior feira de transporte de cargas e logística da América Latina –, realizada em novembro do ano passado.

Além disso, a demanda em alta é incentivada por setores estratégicos da economia, sobretudo o agronegócio, cujos resultados serão mais positivos neste ano. “A venda de caminhões depende das condições macroeconômicas, do ritmo da atividade industrial e do agronegócio”, diz o presidente da Fenabrave.

De olho no crescimento da economia, sobretudo do agronegócio, a expectativa da Fenabrave é que sejam vendidos 127.593 caminhões em 2025, o que representará um aumento de 4,5% em relação ao volume de 122.099 unidades registrado no ano passado. O crescimento poderia ser ainda mais expressivo caso a taxa básica de juros (Selic) estivesse em níveis mais baixos.

O setor de implementos rodoviários não acompanhou o bom desempenho das vendas de caminhões. De acordo com dados da Fenabrave, o Brasil comercializou 6.203 unidades em janeiro, o que representa uma queda de 12,4% em relação às 7.081 unidades vendidas no mesmo mês de 2024. A comparação com dezembro do ano passado também revela um recuo, com uma redução de 9,05% em relação às 6.820 unidades comercializadas.

Vendas de caminhões por marca

De acordo com a Fenabrave, a Mercedes-Benz, em janeiro, liderou as vendas de caminhões, com 25,98% de participação. Em segundo lugar, está a Volkswagen Caminhões e Ônibus, com 21,97%. Na sequência, vêm a Volvo, com 18,69%, e a Scania, com 14,55%. A DAF ficou na quinta posição, com 9,05% do mercado. Depois, aparecem a Iveco, com 8,66%, e a Foton, com 0,75% da fatia.

Embora a Volvo esteja na terceira colocação geral, o destaque é FH 540. O cavalo-mecânico soma 577 emplacamentos em janeiro. Em seguida, está o DAF XF 530, com 485 unidades. Na terceira posição, o Volkswagen MAN 11.180, com 442 vendas. Veja o ranking completo abaixo.

Os 10 caminhões mais emplacados em janeiro

1) Volvo FH 540 – 577
2) DAF XF 530 – 485
3) VW 11.180 – 442
4) MB Accelo 1017 – 397
5) Scania R 460 – 332
6) Volvo FH 460 – 319
7) Volvo VM 290 – 305
8) MB Atego 2429 – 261
9) Scania R 450 – 255
10) DAF XF 480 – 251

PORTO DE SANTOS TERÁ NOVAS ÁREAS DE ESTACIONAMENTO PARA CAMINHÕES

Imagem de Autoridade Portuária de Santos

Três novos pátios para caminhões serão construídos na Baixada Santista pela Autoridade Portuária de Santos. Um quarto espaço poderá ser feito, mas ainda não foi confirmado. Os novos espaços para os veículos pesados fazem parte de um projeto de expansão da área portuária, que quase triplicará de tamanho, dos atuais 7,8 milhões para 20,4 milhões de metros quadrados.

Semi-reboque

De acordo com a administração do porto, as novas áreas serão construídas em São Vicente, no Guarujá e em Cubatão, sendo que na última cidade poderão ser duas estruturas.

O Porto de Santos planeja uma maior eficiência operacional e mais qualidade para os motoristas de caminhões que esperam na região.

Atualmente, cerca de 20 mil caminhões circulam na região diariamente com destino ao porto, e a expansão é necessária para atender a demanda futura, que tende a crescer ainda mais.

PRÁTICAS ESG ESTÃO EM 95% DAS EMPRESAS BRASILEIRAS PESQUISADAS, APONTA RELATÓRIO DO SEBRAE

As práticas sustentáveis estão ganhando cada vez mais espaço no mundo empresarial. De acordo com o relatório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), intitulado “ESG: Pequenas empresas, negócios sustentáveis”, 95% dos 178 líderes de empresas de diferentes portes e startups, no Brasil, adotam ações de sustentabilidade, e 68% afirmam perceber benefícios diretos dessa cultura em seus negócios.

ESG é a sigla em inglês para Environmental, Social and Governance, que significa “Ambiental, Social e Governança”. O conceito ESG é usado para avaliar o desempenho de uma empresa em relação a esses três pilares.

O relatório também aponta que 46% das organizações consideram o aspecto social o mais relevante para seus negócios, reforçando a importância da adoção de práticas sustentáveis. Nesse contexto, destaca-se a necessidade de investimentos em preparação, treinamentos e certificações, uma vez que a falta de acesso à informação permanece um obstáculo, especialmente para pequenas empresas. No estado de São Paulo, por exemplo, 25% das pequenas e médias empresas ainda possuem pouco conhecimento sobre a agenda ESG.

Nessa cultura, os empregos verdes representam uma oportunidade estratégica para impulsionar a sustentabilidade, unindo desenvolvimento econômico e proteção ambiental. Esses postos de trabalho estão ligados a setores e atividades que promovem a preservação do meio ambiente e a redução das emissões de carbono, alinhando-se às crescentes demandas empresariais por qualidade e responsabilidade sustentável. De acordo com o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), “Empregos Verdes: trabalho decente em um mundo sustentável e com baixas emissões de carbono”, essas ocupações abrangem uma ampla gama de perfis profissionais, competências e níveis educacionais.

Segundo Daniel Maximilian Da Costa, fundador e CEO do Latin American Quality Institute (LAQI), as empresas precisam compreender que a busca pela sustentabilidade deixou de ser uma escolha e se tornou uma necessidade estratégica para alcançar excelência e qualidade. Ele enfatiza que, nesse contexto, as certificações desempenham um papel crucial ao validar e reforçar esse compromisso.

“As certificações representam o ponto de partida para empresas que desejam se antecipar às demandas do mercado e construir uma organização pautada pela Responsabilidade Total. Um exemplo é a LAQI Q-ESG Certification, uma ferramenta que auxilia líderes empresariais a se prepararem e implementarem uma estrutura interna que incorpore a biodiversidade e outros aspectos relacionados à sustentabilidade”, conclui.

Logística Reversa: produção mais sustentável

A logística reversa, prática que retorna os produtos após o consumo para reciclagem, tem ganhado destaque no cenário brasileiro. Com o aumento da conscientização ambiental, o setor deve continuar em alta, com impactos já sentidos no meio ambiente e na economia.

Sistemas de rastreamento avançados, inteligência artificial e automação são apenas algumas das ferramentas que estão mudando o setor, melhorando a eficiência operacional e aumentando a transparência e a rastreabilidade dos produtos.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), uma em cada quatro cidades brasileiras não possui coleta seletiva, totalizando 1.425 municípios. A reutilização de materiais, aliada à redução de resíduos descartados em aterros, contribui diretamente para diminuir a extração de recursos naturais e as emissões, alinhando o país às metas climáticas globais.

“Por meio da reciclagem, os resíduos são destinados de forma adequada, evitando que sejam descartados de maneira irresponsável e prejudicial ao meio ambiente. Além disso, o reaproveitamento permite a extensão do ciclo de vida dos produtos, reduzindo a necessidade de extração de recursos naturais”, enfatiza Vininha F. Carvalho, economista, ambientalista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

Com regulamentações mais rigorosas e metas climáticas ambiciosas, a logística reversa ganhará mais relevância nos próximos anos. No Brasil, a POLíTICA Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determina que sejam retirados do meio ambiente, no mínimo, 22% de todo o volume gerado pelo ciclo produtivo.

“O setor, além dos benefícios ambientais, também gera emprego e renda. A coleta, separação e comercialização dos recicláveis envolvem diferentes etapas que demandam mão de obra qualificada. Dessa forma, a reciclagem contribui para a economia local e a inclusão social”, conclui Vininha F. Carvalho.