por Setceb | dez 10, 2024 | Uncategorized
Foto: Divulgação / AESCOM ANTT
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou, nesta quinta-feira (28/11), a abertura da Reunião Participativa nº 21/2024, cujo objetivo é discutir e receber contribuições sobre as minutas de deliberação e termo aditivo ao contrato de concessão. O foco da reunião é a migração opcional da cobrança de pedágio para o Sistema de Livre Passagem (SLP), o Free Flow, substituindo as tradicionais praças de pedágio por pórticos de cobrança nos novos contratos de concessão. O Aviso de Audiência Pública está disponível na edição de hoje do Diário Oficial da União (D.O.U).
A sessão pública ocorrerá no próximo dia 11 de dezembro de 2024, em formato híbrido, que permitirá tanto a participação presencial quanto virtual. O evento será realizado das 14h às 18h, horário de Brasília, no Auditório da ANTT, localizado no Setor de Clubes Esportivos Sul – trecho 3, lote 10, Projeto Orla Polo 8, Brasília – DF. A versão virtual da sessão será transmitida ao vivo pelo canal da ANTT no YouTube, permitindo que cidadãos e entidades de todo o país participem da discussão.
Além disso, a videoconferência será realizada por meio da plataforma Microsoft Teams, com o link de acesso sendo divulgado no sistema ParticipANTT no dia 10 de dezembro de 2024, às 18h.
Os interessados em contribuir com a discussão podem enviar suas sugestões e comentários por escrito entre 2 e 16 de dezembro de 2024, também pelo ParticipANTT. Durante este período, estarão disponíveis documentos e orientações sobre a Reunião Participativa nº 21/2024, que detalham as propostas em discussão.
A participação social é fundamental para que o processo seja totalmente transparente e contemple diferentes perspectivas sobre a implementação do Sistema de Livre Passagem. A mudança proposta visa modernizar o modelo de cobrança de pedágios, oferecendo mais eficiência e agilidade aos usuários das rodovias, além de possibilitar a utilização de tecnologias mais avançadas na cobrança.
Os interessados em participar da sessão pública devem realizar inscrição até 10 de dezembro de 2024, às 10h, por meio do Formulário de Inscrição RP nº 021/2024, disponível no site oficial da ANTT.
Essa é uma oportunidade importante para que a sociedade se envolva diretamente nas discussões sobre o futuro das concessões rodoviárias e o impacto das novas tecnologias de cobrança no tráfego e na economia nacional.
Assessoria Especial de Comunicação – AESCOM ANTT
por Setceb | dez 10, 2024 | Uncategorized
Levantamento revela que 31% das companhias ainda não utilizam a tecnologia em suas atividades.
A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas; entretanto, seu uso ainda está em fase inicial em 41% das empresas. Ao mesmo tempo, 15% já integraram a tecnologia em processos considerados primordiais para que se atinjam os objetivos estratégicos do negócio), e 12% utilizam IA como diferencial competitivo. Por outro lado, 32% das companhias ainda estão estudando a possibilidade de usar da ferramenta.
É o que revela a pesquisa “Transformando o futuro: adoção de Inteligência Artificial nas empresas brasileiras”, realizada pelo Instituto de Formação em Tecnologia e Liderança (IFTL).
A pesquisa contou com 302 respondentes, em sua maioria da área de gerência (42%), seguida pelo setor operacional (30%) e alta liderança (29%). O estudo mostra que as empresas têm interesse em usar a IA. Porém, o processo é acompanhado por insegurança dos funcionários, principalmente pela falta de conhecimento especializado (31%), preocupações com segurança de dados (18%), orçamentos limitados (17%) e resistência cultural (12%).
Os dados, obtidos com exclusividade pelo Valor, revelam que as empresas de tecnologia são as que mais fazem uso da ferramenta, correspondendo também à maioria dos respondentes (38%). A pesquisa também mostra que há um crescimento nos investimentos dos setores de educação (11%), serviços financeiros (12%) e consultoria (8%).
Interesse de todas as empresas
Ainda de acordo com o estudo, o uso de IA é uma preocupação das empresas de todos os tamanhos, mas a tendência é que as grandes corporações tenham três vezes mais chances de sucesso.
O CEO do IFTL, Edmee Moreira, diz que é necessário um alto investimento na implementação de IA, e que isso pode causar desigualdades no processo. “As empresas maiores vão ter acesso às melhores tecnologias, enquanto as menores vão ter mais dificuldade para terem seus processos automatizados”, afirma.
Moreira diz que, enquanto os executivos mostram empolgação quanto ao uso de IA, funcionários das áreas operacionais têm mais resistência. Ele explica que, nas empresas, além da falta de uma regra de uso definida, os funcionários também se preocupam se serão substituídos pelas IAs.
O especialista considera que, no contexto da adoção das IAs pelas empresas, pode surgir a necessidade de contratar profissionais mais capacitados, mas em menor quantidade e com salário melhor. “Em vez de ter um operador ali fazendo o básico, terá uma pessoa muito mais analítica olhando tudo que está acontecendo e entrando no nosso processo quando necessário” explica.
Caminhos seguros para a implantação de IA
Moreira sugere que os profissionais olhem para os softwares disponíveis e analisem quais são úteis para as suas necessidades.
Já para as empresas, o CEO recomenda que usem caminhos seguros nesse processo. Um deles é implementar uma versão própria da IA garantindo que os dados não irão sair da companhia. Mas, o CEO reforça que o custo é caro.
“O que as empresas mais estão procurando é capacitar os funcionários. Esse ano e o próximo serão de capacitação. As companhias terão que pagar para que as pessoas entendam”. E complementa: “acho que o próximo ano será de análises dos projetos que vão ser implantados. A gente vai começar a ver os primeiros resultados porque as empresas estão muito focadas em fazer pequenos projetos para testar essa tecnologia”.
por Setceb | dez 10, 2024 | Uncategorized
Dado veio ligeiramente acima das estimativas, de 0,36%. Copom se reúne a partir desta terça-feira e deve anunciar nova alta nos juros.
A inflação de novembro foi de 0,39% em novembro, uma desaceleração em relação aos 0,56% registrados no mês anterior. O dado, divulgado nesta terça-feira, 10, pelo IBGE, veio ligeiramente acima da estimativa do mercado financeiro, que esperava uma alta de 0,36% para o período.
O resultado do mês foi influenciado por altas no grupo alimentos e bebidas, o de maior peso no índice. As carnes, por exemplo, aceleraram 8,02% no mês. Além disso, houve alta também no grupo de transportes, o segundo de maior peso do IPCA, impulsionado pelo aumento da passagem aérea (22,65%).
No ano, a inflação acumulada é de 4,29% e, nos últimos 12 meses, de 4,87%, acima do teto da meta de 2024, que é de 4,5% ao ano. A pressão inflacionária deve levar o Banco Central a aumentar ainda mais a taxa de juros para tentar conter a alta dos preços. O colegiado se reúne a partir desta terça-feira e deve anunciar um aumento de 0,75 ponto na Selic na noite de quarta-feira.
Resultados
Em termos de impacto no índice geral de novembro, Alimentação e bebidas exerceu 0,33 p.p, sendo que, entre os subitens, contrafilé, alcatra, refeição, óleo de soja e costela pressionaram para este aumento, com o impacto de 0,03 p.p cada. “A alta dos alimentícios foi influenciada, principalmente, pelas carnes, que subiram mais de 8% em novembro. A menor oferta de animais para abate e o maior volume de exportações reduziram a oferta do produto”, ressaltou o gerente do IPCA e INPC, André Almeida.
O grupo de Transportes registrou alta de 0,89%, influenciada pelo subitem passagem aérea, que subiu 22,65% e contribuiu com 0,13 p.p., maior impacto individual no índice do mês. Já os combustíveis caíram -0,15%, influenciados pelas quedas nos preços do etanol (-0,19%) e da gasolina (-0,16%). Por sua vez, gás veicular (0,09%) e óleo diesel (0,03%) registraram variações positivas.
Ainda em Transportes, o subitem ônibus urbano subiu 3,64%, após gratuidades concedidas nas passagens nos dias de eleições municipais em diversas áreas de abrangência da pesquisa no mês de outubro. Em São Paulo, foram registradas reduções de -0,43% no trem e no metrô, decorrentes da apropriação da gratuidade concedida a toda população nos dias de realização das provas do ENEM.
André Almeida destaca a influência vinda das passagens aéreas. “A proximidade do final de ano e os diversos feriados do mês podem ter contribuído para essa alta”, explicou o gerente da pesquisa.
Em Despesas Pessoais (1,43% e 0,14 p.p.), o resultado foi influenciado principalmente pelo cigarro (14,91% e 0,07 p.p.). Em 1º de novembro, houve aumento da alíquota específica do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI incidente sobre cigarros. Altas também foram observadas nos subitens pacote turístico (4,12%) e hospedagem (2,20%).
Por outro lado, a maior queda registrada em novembro veio de Habitação, com taxa de -1,53% e -0,24 p.p de impacto no índice geral. O resultado foi impactado pelo subitem energia elétrica residencial, que caiu 6,27% em novembro, com a vigência da bandeira tarifária amarela a partir de 1º de novembro, que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Além disso, foram verificados os seguintes reajustes tarifários: de 4,97% em Goiânia (-2,13%), a partir de 22 de outubro; redução de 2,98% em Brasília (-9,30%), a partir de 22 de outubro; e redução de 2,88% em uma das concessionárias de São Paulo (-7,23%), a partir de 23 de outubro.
Regionalmente, todas as localidades pesquisadas apresentaram resultados positivos em outubro. A maior variação ocorreu em Rio Branco (0,92%), influenciada pela alta das carnes (8,04%). Por outro lado, a menor variação ocorreu em Porto Alegre (0,03%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-7,67%).
por Setceb | dez 9, 2024 | Uncategorized
A publicação dos AJUSTES SINIEF nº 48, 49 e 50, todos de 9 de dezembro de 2022, trouxe importante alteração nas obrigações acessórias relacionadas aos documentos fiscais eletrônicos, marcando um avanço significativo na modernização tributária no Brasil.
Entre as mudanças, destacamos a dispensa da impressão de documentos fiscais auxiliares, como o DACTE (Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico) e o MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais), que representam um impacto direto no dia a dia das empresas e na eficiência da fiscalização das empresas de Transporte RODOVIáRIO de Cargas – TRC.
A publicação desses Ajustes SINIEF acompanham uma tendência global de modernização tecnológica dos processos fiscais, com o objetivo de tornar os sistemas tributários mais eficientes e menos dependentes de documentos físicos, tornando a fiscalização mais ágil e eficiente.
No entanto, para que essas mudanças tragam reais benefícios, é imprescindível que todas as Secretarias da Fazenda dos Estados (SEFAZ) internalizem os Ajustes para que seja prevista a dispensa em suas legislações tributárias.
A impressão de documentos fiscais auxiliares sempre representou um custo adicional para empresas que atuam no setor de transporte de cargas e logística. Com a dispensa da impressão, as empresas podem reduzir gastos com papel, toner, manutenção de impressoras e logística de arquivamento físico desses documentos.
Para além dos benefícios apontados com a internalização dos AJUSTES SINIEF, é essencial garantir a uniformidade na aplicação das regras de fiscalização em todo o território brasileiro, para que as empresas do TRC tenham segurança jurídica em suas operações.
A dispensa de documentos fiscais auxiliares impressos também reforça o compromisso do setor com a sustentabilidade. A redução do consumo de papel impacta positivamente o meio ambiente, contribuindo para práticas empresariais e governamentais mais sustentáveis, e vem ao encontro do projeto “Logística Sem Papel” que o TRC sempre apoiou.
A NTC&Logística vem acompanhando o tema e reforça a necessidade do apoio e atuação das FEDERAÇÕES do TRC para que todas as SEFAZ atendam à disposição dos Ajustes, já que, passados quase dois anos de sua publicação, ainda não temos respostas de todos os Estados aos nossos Ofícios, enviados em 03/04/2023, com a referência “Ajustes SINIEF – Logística Sem Papel”.
Gil Menezes
Assessora Jurídica da NTC&Logística
por Setceb | dez 9, 2024 | Uncategorized
Não se chega a um consenso sobre o percentual, mas é dito que o setor de transporte rodoviário de carga movimenta entre 60% e 80% de tudo o que é produzido no Brasil. Isso se deve a uma série de ineficiências em outros modais, que não conseguem atender a logística brasileira com a mesma agilidade dos caminhões.
E, dentro de cada caminhão, sendo mais de 2,5 milhões de veículos, de acordo com a ANTT, está um caminhoneiro. Esses trabalhadores movimentam diariamente, por milhares de quilômetros, uma infinidade de tipos de cargas, das mais baratas, onde um baú cheio de mercadorias não chega aos R$ 20 mil, a cargas de mais de R$ 1 milhão. Isso em um único caminhão.
Para os caminhoneiros, a relação entre os valores transportados no caminhão, o próprio valor do caminhão, que hoje pode passar de R$ 1,2 milhão, e os salários pagos a eles, é muito desproporcional. De acordo com o portal de empregos Glassdoor, os caminhoneiros brasileiros recebem um salário médio mensal de R$ 2.750,00.
E a média salarial, levando em consideração o valor do salário mínimo, que hoje está em R$ 1.412,00, vem caindo ao longo dos anos. Em 2015, um caminhoneiro recebia em média 4,5 salários mínimos. Hoje ele recebe 2,9 salários mínimos. Considerando a média salarial de 2010, o caminhoneiro recebia na época 5,77 salários mínimos, o que aumenta a diferença de forma gritante.
Claro que em muitos casos os caminhoneiros recebem outras verbas além dos salários base, como bonificações e comissão, que em alguns casos podem superar o valor bruto de R$ 10 mil, com viagens mais longas ou internacionais (Mercosul).
No final das contas, o que se vê é um descontentamento crescente dos motoristas profissionais, com muitos largando a profissão, especialmente em longas viagens, e buscando outras colocações mais próximas de casa ou que ofereçam salários considerados mais compatíveis.
Esse movimento, que fica cada vez maior, já levou países, como Estados Unidos e Japão, a enfrentarem grandes crises logísticas nos últimos anos. Em um dos casos, no Porto de Los Angeles, na Califórnia, haviam cerca de 16 contêineres para cada caminhão, o que causou uma enorme fila de navios que gerou desabastecimento e grandes atrasos nas entregas de mercadorias.
O Japão, por sua vez, busca criar uma solução nada convencional para o transporte de cargas, com a construção de uma gigantesca esteira transportadora de contêineres para movimentar cargas entre Tokio e Osaka, numa distância de 500 quilômetros. O valor que de ver investido supera os R$ 150 bilhões.
Apesar de o salário não ser a única causa do abandono da profissão, ele é uma das principais, e o Brasil poderá enfrentar grandes problemas nos próximos anos por falta de caminhoneiros.