TRANSPORTE DE CARGAS REGISTRA ALTA EM PRIMEIRO SEMESTRE DESTE ANO

Resultado inclui dados de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Os principais modais de transporte de cargas do Brasil registraram alta na movimentação durante o primeiro semestre deste ano. O aumento inclui rodovias, ferroviais, portos e aeroportos. O levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística da Infra S.A. deu destaque à movimentação de mercadorias agrícolas, por estradas e rodovias.

O crescimento acumulado representa a soma dos seis primeiros meses do ano, comparado ao mesmo período de 2023. Dentre os principais resultados, apenas nas rodovias, por exemplo, o aumento de movimentação alcançou 4,5% a mais no período estudado.

O principal setor responsável pela variação foi o agrícola. O grupo de extração vegetal e celulose registrou, sozinho, cerca de 48 milhões de toneladas. De acordo com a Infra S.A., os resultados são os melhores para o semestre desde 2006.

O transporte de grãos por rodovias cresceu 0,44% no acumulado do ano. O número representa 210 mil toneladas a mais do que o resultado do mesmo período do ano anterior. O transporte RODOVIáRIO com foco no comércio exterior, que inclui grãos como soja, milho e farelo, também marcou uma variação de 2,39% entre os anos de 2023 e 2024. Até então, já foram transportados 58,82 milhões de toneladas.

Outros resultados

Dentre os dados, o estudo demonstrou uma recuperação do setor aéreo de cargas, que havia registrado queda no primeiro semestre de 2023, conforme levantamento. No geral acumulado deste ano, o aumento foi de 8,2%.

O setor aquaviário também teve variação positiva, com crescimento de 4,3% no primeiro semestre. Segundo o texto, a alta foi resultado do aumento de 22,72% na movimentação de contêineres.

Além das movimentações do transporte de cargas, o levantamento também analisou o índice para consumo de óleo diesel no setor. Entre os últimos anos, a variação já marca 4,47% de aumento no uso. O Índice ABCR, da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, para veículos leves e pesados, também permaneceu acima do registrado no ano passado em todos os meses de 2024, como mostra a empresa.

33 MIL CAMINHÕES USADOS FORAM NEGOCIADOS EM AGOSTO

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou os números das negociações de veículos usados e seminovos no Brasil, destacando que mais de 33 mil caminhões usados foram negociados no mês passado.

“A comercialização de caminhões usados apresentou leve retração, de 0,9%, em agosto, totalizando pouco mais de 33 mil unidades negociadas. Ante agosto de 2023, a alta foi de 2,3% e, no acumulado, houve evolução de 1,8%”, destacou a Fenabrave, em nota.

De acordo com a entidade, foram vendidos 33.022 seminovos e usados no Brasil em agosto, número 0,9% menor do que o registrado em julho, quando haviam sido vendidos 33.316 caminhões.

Na comparação com agosto de 2023, quando haviam sido negociados 32.281 caminhões, a alta foi de 2,3% em comparação com o mesmo mês de 2024.

Nas vendas acumuladas entre janeiro e agosto, foram registradas 230.265 transações de caminhões usados, número 1,84% menor do que o registrado no mesmo período de 2023, quando haviam sido vendidas 226.110 unidades.

Na totalização das transações de caminhões usados, a Mercedes-Benz domina o mercado, com 36,50% do total de negociações. Volkswagen é a segunda colocada, com 22,12% do mercado, seguida pela Ford, com 14,56%.

Scania tem 9,78% das transações, e Volvo tem 9,45% desse mercado. A Iveco tem 4,47%, e as outras marcas, somadas, atingem 3,12% das negociações.

EIXOS SUSPENSOS EM CAMINHÕES CARREGADOS SERÃO COBRADOS EM MAIS UMA RODOVIA PAULISTA

Concessionária Tamoios iniciará a cobrança das tarifas nesta quinta-feira (12); verificação de eixos suspensos deixará de ser feita de forma visual e passará a considerar a existência de MDF-e em aberto.

Alinhada com possibilidades dadas pela Lei Federal 13.103/2015 e pela Resolução CONJUNTA SPI/SEMIL 001, a Concessionária Tamoios, responsável pela administração da Rodovia dos Tamoios, iniciará nesta quinta-feira, 12 de setembro, a cobrança de tarifa de pedágio de eixos suspensos em caminhões carregados que passarem pelas duas praças de pedágio da rodovia, localizadas em Jambeiro (Km 16) e em Paraibuna (Km 59).

De acordo com a concessionária, a partir da 0h a verificação de cada veículo está sendo feita automaticamente pela placa, por meio da utilização das câmeras localizadas nas praças de pedágio. Ao passar pela pista, a placa é lida pelo sistema que, através da integração com a plataforma da Secretaria da Fazenda Estadual (Sefaz-SP), identifica se existe Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) em aberto ou não. Em caso positivo, mesmo que o veículo possua algum eixo suspenso, a cobrança será feita pela totalidade de eixos do veículo, independentemente se estiverem tocando o solo ou não.

O MDF-e é um documento fiscal eletrônico que traz informações sobre a origem, o destino e os tipos de produtos transportados registrados na Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo. Conforme determina a legislação, somente veículos vazios ou sem MDF-e aberto estarão isentos da cobrança da tarifa sobre eixos suspensos, ou seja, que não tocarem o solo.

Com a implementação da nova tecnologia, caminhões e implementos que circularem carregados, mas com eixos suspensos, não conseguirão mais burlar a fiscalização a fim de reduzir os custos com pedágio. Já veículos de carga vazios ou sem Manifesto aberto, seguirão isentos da tarifa sobre eixos que não tocam o solo, conforme determina a legislação.

MAIS DE 60% DOS CAMINHÕES TÊM PROBLEMAS GRAVES E PRECISAM DE MANUTENÇÃO

Uma operação conjunta realizada entre a Concessionária Nova Rota do Oeste e a Polícia Rodoviária Federal mostra que 64% dos caminhões que trafegam pelas rodovias BR-163 e BR-364 tem problemas mecânicos graves. Nesse ano, esses 64% dos caminhões não apresentavam os parâmetros de segurança necessários para trafegar.

A ação é uma parceria entre a Concessionária Nova Rota do Oeste e PRF que visa uma inspeção humanizada das condições de manutenção de carretas e caminhões que trafegam pela rodovia e tem como objetivo a prevenção de sinistros causados por falhas mecânicas, freios e de comportamento.

A Operação já abordou mais de 2500 veículos durante 62 edições este ano. Os resultados apontam que mais da metade dos veículos apresentavam falhas no sistema de freios, um dos principais componentes de segurança do veículo. O diretor de Operações da Nova Rota, Wilson Ferreira, destaca a preocupação com a presença de veículos de carga trafegando com freios inoperantes ou com alguma avaria na rodovia. “É importante a conscientização de cada condutor para a preservação da vida. Checar todos os sistemas e equipamentos do veículo antes e durante a viagem reduz a possibilidade sinistros e paradas indesejadas na rodovia”.

Durante o Pare Pela Vida, a avaliação da parte mecânica dos veículos é realizada por um profissional especializado da Nova Rota, que aponta à PRF os problemas encontrados. Em caso de irregularidades que comprometam a segurança viária, o veículo pode ser retido até que as devidas reparações sejam realizadas. As ações acontecem de forma rotineira e além das avaliações veiculares, a PRF observa também outros fatores relacionados ao veículo e ao condutor. RECOMENDADO Quadrilha ligada a furtos e roubos de carga é desarticulada no Paraná Redução de sinistros

Com veículos problemáticos deixando de circular, a Serra de São Vicente, em Santo Antônio de Leverger, apresentou uma redução de 45% no registro de capotamentos, saídas de pista e tombamentos no primeiro semestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este trecho da rodovia entre o km 343 e km 350 da BR-364 é considerado crítico por apresentar uma geometria sinuosa e com declive, que requer atenção maior do condutor e veículo.

CÂMARA APROVA URGÊNCIA PARA DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) a urgência para votação do projeto que prevê transição para o fim da desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia e da alíquota cheia do INSS em municípios com até 156 mil habitantes.

O projeto foi aprovado em agosto pela Senado. A proposta mantém a desoneração da folha de pagamento para esses setores integralmente em 2024 e prevê a reoneração gradual entre 2025 e 2027. A retomada gradual da tributação a partir de 2025 terá alíquota de 5% sobre a folha de pagamento. Em 2026, serão cobrados 10% e, em 2027, 20%, quando ocorreria o fim da desoneração. Durante toda a transição, a folha de pagamento do 13º salário continuará integralmente desonerada.

Para municípios com até 156 mil habitantes, a retomada da contribuição previdenciária também será escalonada: até o fim deste ano, será de 8% e no ano que vem, o percentual será de 12%. Em 2026, será de 16%, chegando aos 20% em 2027, no fim do período de transição.

No ano passado, o Congresso Nacional havia aprovado a manutenção da desoneração da folha, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou trechos da Lei 14.784, de 2023. O Congresso derrubou o veto e o governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal, que deu prazo até 11 de setembro para que o Congresso e o Executivo buscassem um acordo sobre a desoneração.

Após acordo entre governo e Congresso, foram definidas medidas de compensação para a renúncia fiscal com a manutenção da desoneração, que foram incorporadas ao projeto.

Entre as medidas estão a atualização do valor de bens imóveis junto à Receita Federal, aperfeiçoamento dos mecanismos de transação de dívidas com as autarquias e fundações públicas federais e medidas de combate à fraude e a abusos no gasto público.