por Setceb | jul 14, 2026 | Uncategorized
Empresas que atuam no abastecimento da Região Norte já iniciaram um plano antecipado para minimizar os impactos da estiagem prevista para os próximos meses. Após as secas históricas registradas em 2023 e 2024, operadores logísticos passaram a tratar a redução do nível dos rios como um fator permanente no planejamento das operações.
A estratégia inclui antecipação de embarques, ampliação de estoques e fortalecimento de planos de contingência para garantir o abastecimento de mercadorias e insumos destinados à região amazônica.
A preocupação aumentou após o Governo do Amazonas decretar estado de emergência climática e ambiental de forma preventiva, diante das projeções de uma nova estiagem associada ao fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 e início de 2027.
A navegação fluvial é fundamental para o abastecimento da Região Norte e para a movimentação da produção da Zona Franca de Manaus. Com a redução do nível dos rios, há impactos diretos no transporte de alimentos, medicamentos, eletroeletrônicos, bebidas, motocicletas e diversos outros produtos.
Diante desse cenário, empresas do setor projetam aumento na demanda logística durante o período crítico da seca, impulsionado pela antecipação de cargas e pela necessidade de reforçar os estoques próximos aos mercados consumidores.
Além da ampliação da capacidade operacional, operadores também investem em centros de armazenagem para reduzir os riscos de desabastecimento e dar maior flexibilidade às entregas durante os meses de menor navegabilidade.
Para o transporte de cargas, o planejamento antecipado torna-se cada vez mais estratégico. A expectativa é que a gestão dos riscos climáticos passe a integrar de forma permanente as operações logísticas na Amazônia, fortalecendo a previsibilidade e reduzindo impactos sobre toda a cadeia de abastecimento.
por Setceb | jul 14, 2026 | Uncategorized
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, por unanimidade, a atualização das regras sobre o uso voluntário de biodiesel em teores acima do percentual obrigatório de mistura ao diesel. A mudança adequa a norma da agência à Lei do Combustível do Futuro, substituindo a exigência de anuência prévia por uma simples comunicação para quem quiser utilizar teores mais elevados do biocombustível.
A nova regra institui um regime de transição que permite aos usuários voluntários continuarem comprando biodiesel diretamente de produtores, distribuidores e importadores autorizados, sem interrupções na cadeia de comercialização. Para entidades do setor, como a AliançaBiodiesel — formada pela Aprobio (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil) e pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) —, a decisão evita que a mudança na legislação criasse barreiras inesperadas ao uso voluntário do combustível.
Jerônimo Goergen, presidente da Aprobio, avalia que a ANP conseguiu equilibrar segurança jurídica e estímulo à descarbonização ao garantir um período de transição e preservar a compra direta pelos consumidores habilitados, o que dá previsibilidade a um mercado que já acompanha a evolução de motores e aplicações capazes de operar com teores mais altos de biodiesel com segurança.
A entidade também avaliou como positiva a decisão da ANP de incluir a revisão da Resolução nº 910/2022 e normas correlatas na Agenda Regulatória da agência, o que deve permitir a consolidação do novo modelo por meio de um processo técnico e participativo. Segundo André Nassar, presidente da Abiove, quanto maior a previsibilidade regulatória, maior a confiança para investir, produzir e consumir energia renovável no país — um recado direto a um setor de transporte de cargas que vem sendo pressionado a reduzir emissões sem perder competitividade.
por Setceb | jul 13, 2026 | Uncategorized
O transporte rodoviário é o principal responsável pela circulação de mercadorias no Brasil, garantindo o abastecimento de supermercados, indústrias, comércios e diversos segmentos da economia. Dentro dessa cadeia, as Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (ETCs) concentram a maior parte da movimentação de cargas no país.
Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) mostram que as transportadoras respondem por 68,45% do volume transportado, medido em Toneladas por Quilômetro Útil (TKU), indicador que considera a quantidade de carga transportada e a distância percorrida. Já os transportadores autônomos representam cerca de 12% desse volume, sendo que parte significativa dessa participação corresponde a profissionais que atuam vinculados às próprias empresas como agregados ou exclusivos.
Embora o Brasil conte com 816.806 transportadores autônomos cadastrados e 319.286 empresas de transporte, a capacidade operacional das ETCs é significativamente maior. As empresas possuem 1.971.232 veículos registrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), enquanto os autônomos somam 937.431 veículos.
Os números demonstram que a quantidade de operadores não reflete, necessariamente, a participação de cada categoria na movimentação de cargas. Com uma frota mais robusta e maior capacidade operacional, as transportadoras são responsáveis por mais de dois terços da produção do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) no país.
Para representantes do setor, esses indicadores evidenciam a importância das empresas para o funcionamento da logística nacional. Além de conectar centros produtores aos mercados consumidores, o TRC desempenha um papel estratégico no abastecimento da população, na competitividade das empresas e no desenvolvimento da economia brasileira.
Os dados reforçam ainda a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura, tecnologia, segurança e políticas públicas que fortaleçam o transporte rodoviário, considerado o principal modal logístico do país.
por Setceb | jul 13, 2026 | Uncategorized
A intensificação da fiscalização eletrônica no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) tem levado transportadoras a reforçarem a contratação dos seguros obrigatórios exigidos pela legislação. Com o cruzamento automático de informações entre documentos fiscais, Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e apólices, empresas que não estiverem em conformidade podem sofrer penalidades como multas, suspensão do cadastro e impedimento para operar.
O movimento já reflete no mercado segurador. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que o segmento de seguro para transporte de cargas arrecadou R$ 6,6 bilhões em 2025, crescimento de 8% em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa é de uma expansão entre 10% e 12%, impulsionada pela obrigatoriedade dos seguros prevista na Lei nº 14.599/2023 e pelo aumento da fiscalização.
Entre as coberturas exigidas estão o Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Cargas (RCTR-C), destinado a proteger a carga em casos de acidentes; o Seguro de Responsabilidade Civil por Desaparecimento de Carga (RC-DC), voltado para situações de roubo ou desaparecimento da mercadoria; e o Seguro de Responsabilidade Civil de Veículo (RC-V), que cobre danos materiais e corporais causados a terceiros durante a operação de transporte.
Especialistas destacam que o seguro deixou de ser apenas uma exigência legal e passou a integrar a estratégia de gestão de riscos das empresas. Com a fiscalização baseada em tecnologia e análise de dados, manter as apólices atualizadas e corretamente vinculadas às operações tornou-se essencial para garantir a continuidade das atividades e evitar prejuízos operacionais.
Para o setor de Transporte Rodoviário de Cargas, o novo cenário reforça a necessidade de investir em conformidade, organização documental e gestão de riscos. Além de atender às exigências regulatórias, a contratação adequada dos seguros contribui para proteger transportadoras, embarcadores, motoristas e clientes, fortalecendo a segurança e a competitividade da cadeia logística brasileira.
por Setceb | jul 13, 2026 | Uncategorized
O avanço do comércio eletrônico no Brasil continua elevando a importância da logística para a competitividade das empresas. Segundo projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor deve movimentar R$ 259,08 bilhões em 2026 e alcançar R$ 379,31 bilhões até 2030, impulsionando a demanda por operações cada vez mais rápidas, eficientes e integradas.
O aumento no volume de pedidos também amplia os desafios para o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), principal responsável pela distribuição de mercadorias no país. Com consumidores exigindo entregas mais rápidas, rastreamento em tempo real e maior confiabilidade, transportadoras e operadores logísticos precisam investir em planejamento, gestão e tecnologia para atender às novas expectativas do mercado.
Nesse cenário, a transformação digital ganha protagonismo. Ferramentas baseadas em inteligência artificial, análise de dados e automação vêm sendo utilizadas para otimizar rotas, reduzir custos operacionais, prever riscos e melhorar a tomada de decisões. Estudos internacionais apontam que essas tecnologias terão papel cada vez mais relevante na gestão das cadeias de suprimentos nos próximos anos.
No entanto, especialistas destacam que a tecnologia, por si só, não garante ganhos de eficiência. O diferencial está na capacidade de integrar sistemas, organizar informações e transformar os dados gerados pelas operações em decisões estratégicas que aumentem a produtividade e a qualidade dos serviços.
Para o setor de Transporte Rodoviário de Cargas, a evolução do e-commerce representa tanto um desafio quanto uma oportunidade. Empresas que investirem em inovação, inteligência operacional e maior visibilidade das operações estarão mais preparadas para atender ao crescimento da demanda, reduzir custos logísticos e oferecer um serviço mais eficiente aos embarcadores e consumidores finais.