por Setceb | jun 9, 2026 | Uncategorized
A renovação da frota do transporte rodoviário de cargas e passageiros ganhou ritmo acelerado nas primeiras semanas do Move Brasil 2. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que o programa BNDES Mais Mobilidade já aprovou R$ 6,6 bilhões em financiamentos apenas cinco dias após a abertura do recebimento das propostas.
O volume representa 31,2% dos R$ 21 bilhões disponibilizados pela iniciativa, criada pelo governo federal para estimular a modernização da frota brasileira de caminhões, ônibus e implementos rodoviários, fortalecendo a eficiência e a competitividade do setor de transporte.
Segundo o banco, R$ 3,1 bilhões já foram efetivamente contratados, com quase R$ 300 milhões desembolsados, distribuídos em aproximadamente 4,9 mil operações realizadas em 1.056 municípios brasileiros.
Para o transporte rodoviário de cargas (TRC), os números demonstram uma forte movimentação das empresas em busca de veículos mais modernos, econômicos e alinhados às exigências ambientais e operacionais do mercado. A renovação da frota contribui para reduzir custos com manutenção, aumentar a disponibilidade dos caminhões e melhorar a eficiência logística.
A maior parte dos recursos aprovados ficou concentrada nas transportadoras. De acordo com o BNDES, as empresas do setor responderam por R$ 6,58 bilhões em financiamentos, distribuídos em cerca de 4,8 mil operações. Já os transportadores autônomos contrataram aproximadamente R$ 43,8 milhões, por meio de 104 operações.
O programa contempla o financiamento de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, oferecendo condições diferenciadas para empresas, cooperativas e caminhoneiros autônomos.
Renovação de frota impulsiona o transporte de cargas
A velocidade das contratações reforça uma expectativa já manifestada por representantes da indústria de veículos pesados. O setor vinha alertando que a procura pelos recursos poderia ser intensa, especialmente em um cenário de juros elevados, no qual linhas de crédito com condições especiais se tornam decisivas para a renovação da frota.
Para o TRC, a modernização dos veículos tem impacto direto sobre a produtividade das operações. Caminhões mais novos costumam apresentar melhor desempenho energético, menor índice de paradas para manutenção e maior confiabilidade para atender às demandas do agronegócio, da indústria e do comércio.
Além disso, a substituição gradual da frota contribui para elevar os padrões de segurança nas rodovias e reduzir as emissões de poluentes, acompanhando a tendência de modernização do setor logístico brasileiro.
Recursos podem acabar antes do prazo final
Embora o prazo para protocolo das operações permaneça aberto até 28 de agosto, o próprio BNDES informou que o programa poderá ser encerrado antecipadamente caso a dotação orçamentária seja totalmente utilizada.
Com quase um terço dos recursos já comprometidos em menos de uma semana, cresce a expectativa de que empresas transportadoras e caminhoneiros interessados em renovar seus veículos antecipem suas decisões de investimento para garantir acesso às condições oferecidas pelo programa.
As linhas de financiamento contam com taxas próximas de 13% ao ano e prazos que podem chegar a 120 meses, dependendo do perfil do beneficiário. Para transportadores autônomos e cooperados, o programa também permite a aquisição de caminhões seminovos fabricados a partir de 2012 e enquadrados nas exigências ambientais estabelecidas pela iniciativa.
A rápida adesão ao Move Brasil 2 sinaliza que a renovação da frota continua sendo uma das principais demandas do transporte rodoviário de cargas, setor responsável pela movimentação da maior parte das mercadorias que circulam pelo país.
por Setceb | jun 9, 2026 | Uncategorized
A concessão das BR-116 e BR-251 para a EcoRodovias marca uma nova etapa para um dos principais corredores logísticos entre Minas Gerais, Bahia e o Nordeste brasileiro. O contrato, formalizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), prevê a administração de 734,9 quilômetros de rodovias pelos próximos 30 anos, com investimentos estimados em R$ 12,8 bilhões.
Para o transporte rodoviário de cargas, a medida representa a expectativa de melhorias em uma rota estratégica utilizada diariamente pelo agronegócio, pela indústria e pelo comércio para o escoamento de mercadorias. O trecho concentra grande circulação de veículos pesados e desempenha papel fundamental na ligação entre o Sudeste e o Nordeste do país.
De acordo com o projeto, aproximadamente 70% dos investimentos serão realizados na primeira década da concessão. Entre as principais intervenções previstas estão a duplicação de 187 quilômetros de rodovias, a implantação de 160 quilômetros de faixas adicionais, a construção de 101 interseções, 21 passarelas e um contorno viário de 17 quilômetros em Teófilo Otoni, destinado a reduzir o tráfego de longa distância dentro da área urbana.
As obras têm potencial para gerar impactos positivos diretos sobre a logística. Com melhores condições de trafegabilidade, a tendência é de redução no tempo de viagem, maior previsibilidade das operações e diminuição dos custos relacionados ao desgaste da frota e ao consumo de combustível.
Outro ponto importante para o setor será a implantação de dois pontos de parada para caminhoneiros, além da disponibilização de serviços de atendimento ao usuário, como ambulâncias e veículos de inspeção, reforçando a segurança operacional ao longo do percurso.
A nova concessão também introduzirá o sistema de pedágio eletrônico por fluxo livre, sem praças físicas de cobrança. A operação da concessionária está prevista para começar em novembro, enquanto a cobrança das tarifas deverá iniciar em dezembro de 2026.
Para o transporte rodoviário de cargas, a modernização desse corredor pode representar um avanço importante na integração logística entre Minas Gerais, Bahia e o Nordeste, fortalecendo uma rota essencial para a movimentação de produtos agrícolas, industriais e de bens de consumo em todo o país.
Especialistas do setor avaliam que investimentos em infraestrutura rodoviária são fundamentais para aumentar a competitividade do TRC brasileiro, melhorar a segurança das viagens e ampliar a eficiência das cadeias de abastecimento que dependem das rodovias para manter a economia em movimento.
por Setceb | jun 9, 2026 | Uncategorized
O avanço dos combustíveis renováveis vem ganhando espaço nas discussões sobre o futuro do transporte rodoviário de cargas no Brasil. Com a aprovação da Lei do Combustível do Futuro e a previsão de ampliação gradual da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil até atingir o B20 em 2030, o setor logístico acompanha uma transformação que pode reduzir emissões sem exigir mudanças imediatas na frota nacional.
Para um segmento altamente dependente do diesel, qualquer evolução tecnológica capaz de diminuir impactos ambientais sem comprometer a operação desperta interesse de transportadoras, embarcadores e fabricantes de veículos.
Uma das inovações apresentadas recentemente é o BeVant, combustível desenvolvido pela Be8 a partir de um processo de dupla destilação do biodiesel. Segundo a empresa, a tecnologia remove impurezas e resíduos metálicos presentes no combustível convencional, aumentando a compatibilidade com os modernos motores a diesel equipados com sistemas de controle de emissões.
Na prática, a proposta busca atender uma das principais demandas do transporte rodoviário de cargas: promover a descarbonização sem exigir investimentos imediatos em novas tecnologias ou substituição de veículos.
Para validar a solução em condições reais de operação, a empresa realizou a chamada Rota Sustentável COP30, percorrendo aproximadamente 4.200 quilômetros entre Passo Fundo (RS) e Belém (PA). Durante o trajeto, caminhões e ônibus utilizaram exclusivamente o novo combustível, com monitoramento técnico do desempenho e do consumo.
IMPACTOS PARA O TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS
A discussão sobre combustíveis renováveis vai além da pauta ambiental e alcança diretamente a competitividade do TRC.
O diesel representa uma das principais despesas operacionais das transportadoras, e a busca por alternativas capazes de reduzir emissões sem elevar significativamente os custos é acompanhada com atenção pelo mercado.
Especialistas do setor avaliam que soluções compatíveis com a infraestrutura já existente podem facilitar a transição energética, especialmente em um país onde o transporte rodoviário responde pela maior parte da movimentação de cargas.
Outro ponto destacado é que o uso de combustíveis renováveis pode contribuir para atender às crescentes exigências ambientais de grandes embarcadores e investidores, que vêm incorporando critérios ESG e metas de redução de emissões em suas cadeias logísticas.
LEI DO COMBUSTÍVEL DO FUTURO CRIA NOVO CENÁRIO
A Lei do Combustível do Futuro estabeleceu um cronograma para ampliação gradual da mistura obrigatória de biodiesel no diesel comercializado no país, criando maior previsibilidade para investimentos e desenvolvimento tecnológico.
Para o transporte rodoviário de cargas, a medida representa a possibilidade de avançar na agenda de sustentabilidade utilizando uma estrutura já consolidada de abastecimento, reduzindo a dependência de soluções que ainda enfrentam desafios de infraestrutura, como a eletrificação de veículos pesados.
Embora a transição energética no TRC ainda envolva diferentes caminhos tecnológicos, o avanço do biodiesel e de novos biocombustíveis mostra que a descarbonização das operações pode ocorrer de forma gradual, conciliando eficiência logística, viabilidade econômica e redução dos impactos ambientais.
por Setceb | jun 8, 2026 | Uncategorized
Os investimentos realizados pela CS Portos no Porto de Aratu, na Bahia, estão gerando reflexos que vão além da operação portuária e devem impactar diretamente o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) em uma das regiões mais importantes para o agronegócio brasileiro.
Com aportes de aproximadamente R$ 900 milhões em infraestrutura e modernização, o complexo portuário amplia sua capacidade operacional e fortalece o corredor logístico responsável pelo escoamento da produção agrícola do Matopiba — região formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Para o transporte rodoviário de cargas, a melhoria da infraestrutura representa novas oportunidades de movimentação de grãos, fertilizantes, defensivos agrícolas e demais insumos que abastecem a cadeia produtiva. O aumento da capacidade de embarque e a maior eficiência logística tendem a elevar o fluxo de caminhões que conectam fazendas, armazéns, centros de distribuição e terminais portuários.
Além disso, a utilização do Porto de Aratu como alternativa logística pode reduzir em até 800 quilômetros determinados trajetos até os pontos de exportação, contribuindo para diminuir custos operacionais, consumo de combustível, desgaste da frota e tempo de viagem. Na prática, isso significa mais competitividade para transportadores e embarcadores que atuam na região.
O fortalecimento do porto também amplia a integração entre os modais rodoviário e marítimo, tornando a logística mais eficiente e criando novas possibilidades para o escoamento da produção agrícola brasileira. Para as transportadoras, a expectativa é de aumento da demanda por fretes vinculados às exportações, especialmente durante os períodos de safra.
A expansão da infraestrutura portuária reforça ainda a importância estratégica da Bahia dentro da logística nacional. Com corredores mais estruturados e operações mais eficientes, o estado consolida sua posição como importante ponto de conexão entre o agronegócio do interior do país e os mercados internacionais.
Nesse cenário, os investimentos da CS Portos não fortalecem apenas a atividade portuária, mas também impulsionam toda a cadeia logística, gerando impactos positivos para o transporte rodoviário de cargas, que continua sendo o principal responsável pela movimentação da produção agrícola até os portos brasileiros.
por Setceb | jun 8, 2026 | Uncategorized
O mercado brasileiro de caminhões usados segue aquecido em 2026. Levantamento do setor aponta que as negociações de veículos seminovos e usados registraram crescimento de 6,2% no acumulado do ano, demonstrando a preferência de muitos transportadores por alternativas mais acessíveis diante dos elevados custos de aquisição de veículos novos.
Ao longo dos primeiros meses do ano, foram comercializadas mais de 136 mil unidades, resultado superior ao observado no mesmo período de 2025. O desempenho confirma a importância do mercado de usados para empresas de transporte e caminhoneiros autônomos que buscam ampliar ou renovar suas frotas com menor necessidade de investimento.
Entre os modelos mais negociados do país, o destaque continua sendo o Volvo FH, que lidera o ranking de vendas. Na sequência aparecem veículos tradicionais da Ford Cargo e da linha Mercedes-Benz, modelos reconhecidos pela ampla utilização nas operações de transporte rodoviário de cargas.
O cenário reflete a cautela de parte do setor em relação à compra de caminhões novos, principalmente em um ambiente ainda marcado por custos financeiros elevados e pela busca por maior previsibilidade nos investimentos. Nesse contexto, os usados surgem como alternativa para manter a capacidade operacional sem comprometer o fluxo de caixa das empresas.
Além disso, a disponibilidade de crédito mais restrita para veículos pesados tem contribuído para direcionar a demanda ao mercado de seminovos, que oferece opções com menor desembolso inicial e retorno mais rápido para as operações de transporte.
A tendência mostra que, mesmo com programas de incentivo à renovação de frota, o mercado de caminhões usados continua desempenhando papel estratégico para o transporte rodoviário de cargas, atendendo desde transportadores autônomos até empresas que buscam expandir suas operações de forma mais econômica.