REUNIÃO ORDINÁRIA DA SEÇÃO II DA CNT AVANÇA EM PAUTAS ESTRATÉGICAS PARA O TRC

Na última terça-feira, 3 de dezembro, foi realizada a Reunião Ordinária da Seção II da Confederação Nacional do Transporte (CNT), conduzida pelo presidente da Seção, Eduardo Rebuzzi, que também preside a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística). Participaram da reunião presidentes de federações e associações nacionais do Transporte RODOVIáRIO de Cargas (TRC), além de outras importantes entidades integrantes desse fórum.

Durante a reunião, foram discutidos temas essenciais para o setor. Entre os assuntos, destacam-se: os preparativos para a COP 29 e COP 30, relatados por Vinicius Ladeira, diretor adjunto nacional do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT); o Índice CNT de Confiança do Transportador, sob relato da Diretoria Executiva da entidade; a PEC 6×1, apresentada por Andrea Cavalcanti, gerente executiva do Poder Legislativo da CNT. Também foram abordados os seguintes itens: Agenda Mínima: Trabalhistas, Tributárias, Meio Ambiente e Tarifas, sob a relatoria da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), e Indicados para a Medalha JK.

A reunião também tratou de questões como penhora online; avaliação dos padrões dos contratos de concessão e ausência de efetividade da fiscalização das concessões pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), relatadas pela Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (FETRANCESC); demandas perante o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e perante o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), relatadas pefa Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais (FETCEMG), assim como atualizações sobre multas da ANTT e sobre Autorizações Especiais de Trânsito (AET) para bitrens de 9 eixos.

Eventos jurídicos trabalhistas realizados também constaram da pauta de assuntos, tendo por relatores o Dr. Narciso Figueirôa Junior, da NTC&Logística, e Frederico Toledo Melo, da CNT.

Ao final do encontro, o presidente Eduardo Rebuzzi reforçou a importância das discussões realizadas e dos avanços obtidos para o setor: “Esta reunião foi fundamental para alinhar estratégias e reforçar demandas relevantes que impactam diretamente o Transporte Rodoviário de Cargas. O trabalho coletivo das entidades aqui presentes é essencial para continuarmos avançando e consolidando soluções que promovam o desenvolvimento do setor e da economia brasileira”.

IMPORTANTE LIGAÇÃO ENTRE PIAUÍ E BAHIA, BR-135 RECEBE OBRAS DE RECUPERAÇÃO

Investimento de R$ 17 milhões do Ministério dos Transportes foi aplicado em melhorias no trecho entre Gilbués e São Gonçalo do Gurguéia, no Piauí.

Uma das principais rotas de escoamento da produção agrícola e pecuária do Piauí, a BR-135 recebeu melhorias no pavimento, entre as cidades de Gilbués e São Gonçalo do Gurguéia. O trecho, de 15 quilômetros de extensão, recebeu um investimento de R$ 17 milhões do Ministério dos Transportes.

Realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), as melhorias, que incluem implantação de nova sinalização horizontal, beneficiam os produtores da região e facilitam o acesso a outras cidades do estado, como Corrente e Cristalândia do Piauí. A BR-135 é uma importante conexão entre o Piauí e a Bahia.

Estradas boas

A revitalização do segmento da rodovia tem impacto direto no Índice de Condição da Manutenção (ICM) – levantamento realizado mensalmente pelo DNIT para acompanhar a evolução da qualidade da malha rodoviária sob a administração da autarquia em todo o país.

No Piauí, o ICM apresentou uma melhora significativa no comparativo entre dezembro de 2022 e outubro de 2024. Na classificação “bom”, o índice passou de 63,5% para 80,9%.

Com informações da Coordenação-Geral de Comunicação do DNIT

VENDA DE CAMINHÕES NOVOS TEM QUEDA DE 16% EM NOVEMBRO

O mês de novembro fechou com queda nas vendas de caminhões novos. De acordo com os dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram vendidos 10.002 caminhões em novembro, número 15,96% menor do que o registrado em outubro, quando haviam sido vendidos 11.902 pesados.

Acessórios caminhão

Na comparação com novembro de 2023 houve alta, de 11%. Naquele mês de 2023 haviam sido emplacados 9.011 caminhões.

No acumulado do ano, quando se totaliza as vendas registradas entre janeiro e novembro, foram registrados 110.940 caminhões novos, ante 93.934 do mesmo período de 2023, fechando uma alta de 18,1% na comparação.

Para a Fenabrave, os caminhões tiveram uma retração mais acentuada como consequência dos quatro dias úteis a menos em novembro, mas o segmento mantém bons números, tanto na comparação com novembro do ano passado, como no acumulado deste ano, até o momento.

“Além do agronegócio, a mineração, a construção civil, papel e celulose e as obras de infraestrutura estão mantendo as vendas em bom ritmo durante o ano e o crescimento até novembro está em linha com a nossa projeção anual. Temos expectativas ainda melhores com as intenções de pedidos de compras gerados durante a FENATRAN, realizada em novembro e que deverá agregar volume de negócios em dezembro, assim como em 2025”, afirma Andreta Jr., da Fenabrave.

Acessórios caminhão

Montadoras

Entre as montadoras, o destaque se mantém com a Volkswagen, que registra 28.932 caminhões vendidos entre janeiro e novembro. A segunda colocada é a Mercedes-Benz, que soma 26.220 vendas no período, e a Volvo, que vendeu 2.005 unidades apenas em novembro, entrou no grupo das marcas com mais de 20 mil caminhões emplacados nesse ano, totalizando

Caminhões mais vendidos

O Volvo FH540 segue sendo o caminhão mais emplacado de 2024, com 7.052 unidades vendidas até novembro. O segundo colocado também está nessa posição durante todo o ano. Trata-se do Volkswagen Delivery 11.180, com 5.456 vendas. O terceiro colocado também é Volvo, o FH 460, com 4.302 unidades vendidas. Veja a lista completa abaixo.

POBREZA NO BRASIL CAI AO MENOR NÍVEL DA HISTÓRIA, SEGUNDO IBGE

grafico queda pobreza – (crédito: editoria de arte)

Dados publicados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a proporção de pessoas no Brasil vivendo abaixo da linha da pobreza chegou, no ano passado, à menor desde o início da série histórica, em 2012. Os números constam do relatório Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2024, divulgado ontem pelo instituto.

Segundo o IBGE, no ano passado, cerca de 59 milhões de pessoas viviam com uma renda mensal igual ou inferior a R$ 665 por mês, ou US$ 6,85 por dia, utilizado como métrica internacional pelo Banco Mundial para definir os parâmetros em que um ser humano pertenceria à condição social menos favorecida economicamente. Em 2022, o IBGE estimava que 67,7 milhões de brasileiros eram pobres. Isso significa que, em um ano, o contingente de pessoas que viviam nessas condições recuou de 31,6% para 27,4%, com a saída de cerca de 8,7 milhões de pessoas da situação de pobreza.

Nesse mesmo período, a proporção de brasileiros com rendimento domiciliar per capita abaixo da linha de extrema pobreza passou de 5,9% para 4,4%, o que também representa o menor nível registrado desde 2012. Neste caso, o Banco Mundial considera como extrema pobreza os lares onde o rendimento por pessoa não ultrapasse a faixa de US$ 2,12 por dia ou R$ 209 por mês. Além de bater um recorde, pela primeira vez esse indicador ficou abaixo dos 5%.

No geral, a população na extrema pobreza no país recuou de 12,6 milhões para 9,5 milhões de pessoas, o que também indica o menor contingente desde 2012. De 2022 para 2023, cerca de 3,1 milhões de pessoas deixaram a extrema pobreza. De acordo com o IBGE, caso não houvesse programas sociais no Brasil, a proporção de pessoas em extrema pobreza no mesmo ano teria subido de 4,4% para 11,2%. Já as que estão abaixo da linha de pobreza teriam subido de 27,4% para 32,4%.

Segundo a pesquisa, a proporção de pessoas que viviam em domicílios beneficiados por programas sociais subiu de 25,8% para 27,9% em um ano. Em 2020, quando houve o recorde histórico da série, essa proporção havia chegado a 36,8%, com a expansão de benefícios utilizados para combater os efeitos causados pela pandemia de covid-19, a exemplo do Auxílio Emergencial. No ano passado, cerca de 51% das pessoas em áreas rurais viviam em domicílios beneficiados por programas sociais, enquanto que em áreas urbanas, essa proporção chegava a apenas 24,5%.

Desigualdade

Utilizado para medir a desigualdade de renda entre a população, o Índice de Gini no Brasil permaneceu igual a 2022, em 0,518. Neste caso, quanto mais próximo a 1, maior a desigualdade no país. Na avaliação de André Simões, pesquisador que participou do estudo, os indicadores mostram que há pobreza entre a população ocupada, provavelmente relacionada à vulnerabilidade social de alguns segmentos do mercado de trabalho. “No entanto, a pobreza e a extrema pobreza entre os trabalhadores são menos intensas do que na população desocupada”, considera.

Para o pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Felipe Queiroz, a melhoria na qualidade de vida foi impulsionada pelos benefícios sociais para as faixas de renda mais baixas. “Esse dado é corroborado tanto pelas políticas sociais quanto pelo mercado de trabalho mais aquecido. Então, nós entendemos que para um país se desenvolver é fundamental que tenha, por um lado, políticas ativas de combate à extrema pobreza e, também, investimento em saúde, educação, saneamento, mas, por outro lado, temos que ter uma economia aquecida”, avalia o economista.

Já o professor de Economia da Universidade de Brasília César Bergo destaca a queda do nível de desemprego no país e reforça a necessidade de seguir com políticas para estimular o aumento do rendimento médio dos trabalhadores. “Nós sabemos que a desigualdade social em nosso país é alarmante. Mas não tenha dúvida que esses dados divulgados pelo IBGE nos trazem certa esperança”, destaca.

ECONOMIA CRESCE 0,9% NO TERCEIRO TRIMESTRE DE 2024, DIZ IBGE

Serviços e indústria puxaram o resultado do PIB.

A economia cresceu 0,9% na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano, empurrada pela indústria e pelo setor de serviços, na 13ª expansão consecutiva. Em relação ao terceiro trimestre de 2023, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país) apresentou alta de 4%.

No acumulado de quatro trimestres, o crescimento da economia do país soma 3,1%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB chega a R$ 3 trilhões de reais.

Em um recorte setorial, os serviços e a indústria cresceram 0,9% e 0,6% respectivamente, na passagem do segundo para o terceiro trimestre. Já a agropecuária foi o único setor que registrou queda, de 0,9%.

Com os resultados divulgados, o PIB e o setor de serviços renovam patamares recordes. Por outro lado, a indústria se encontra 4,7% abaixo do pico, alcançado no 3º trimestre de 2013.

A alta de 0,9% no trimestre ficou abaixo do crescimento de 1,4% apurado na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2024.

Emprego e renda A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, atribui o resultado positivo do trimestre a fatores relacionados a emprego e renda.

“A gente continua com vários efeitos positivos, como o mercado de trabalho, a inflação está acima da meta, mas não está em níveis altíssimos, e o governo continua com a POLíTICA de transferência de renda”, enumera, lembrando que a taxa de desocupação atingiu patamares mínimos historicamente.

Palis pondera que a desaceleração frente ao crescimento apurado no segundo trimestre (1,4% para 0,9%) não é ainda impacto do aumento, em setembro, da taxa básica de juros, por parte do Comitê de Política Monetária (Copom), passando de 10,5% para 10,75% ao ano.

“Demora um tempo para ter um efeito maior sobre a atividade economia. O terceiro trimestre não tem tanto esse impacto, apesar de o juro estar em um patamar elevado”, diz.

Ela acrescenta que a base de comparação é alta, o que faz com que aumentos sejam menos expressivos.

Nas atividades de serviços – setor com maior participação no PIB –, as altas ficaram por conta de Informação e Comunicação (2,1%); outras atividades de serviços (1,7%); atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%); atividades imobiliárias (1%); comércio (0,8%); transporte, armazenagem e correio (0,6%), e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).

Na indústria, houve alta de 1,3% nas indústrias de transformação – segmento que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria. Em contrapartida, caíram construção (-1,7%); eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,4%) e indústrias extrativas (-0,3%).

Os técnicos do IBGE calcularam que o investimento no terceiro trimestre, chamado de formação bruta de capital fixo, cresceu 2,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Os consumos das famílias (1,5%) e do governo (0,8%) também tiveram expansão.

As exportações apresentaram queda de 0,6%, enquanto as importações cresceram 1%.

Altas seguidas Na comparação com o terceiro trimestre de 2023, a alta de 4% é a 15ª seguida. Na base comparativa, os serviços tiveram novamente maior expansão, de 4,1%, com destaque para a alta de informação e comunicação (7,8%), e outras atividades de serviços (6,4%).

A indústria cresceu 3,6%, com destaque para construção (5,7%) e indústrias de transformação (4,2%), que foi influenciada, principalmente, pela fabricação de veículos automotores; outros equipamentos de transporte; móveis e produtos químicos.

A agropecuária recuou 0,8%. De acordo com o comunicado do IBGE, “alguns produtos, cujas safras são significativas no terceiro trimestre, apresentaram queda na estimativa de produção anual e perda de produtividade, como cana (-1,2%), milho (-11,9%) e laranja (-14,9%)”.

O instituto contextualiza que esses recuos apagaram o bom desempenho de culturas como algodão (14,5%), trigo (5,3%) e café (0,3%), que também possuem safras relevantes no período.

“Já era de se esperar, desde o começo do ano, e esse comportamento, ao longo do tempo, foi piorando, muito por conta das questões climáticas da seca, que têm acontecido no Brasil”, diz Rebeca Palis.

O IBGE destaca que a melhora no mercado de trabalho, que se reflete no aumento da massa salarial, e programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, colaboraram para o consumo das famílias crescer 5,5% na comparação com o terceiro trimestre de 2023 – 14º trimestre seguido de alta.

Na mesma comparação, a despesa do governo cresceu 1,3%.

A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2024 foi de 17,6%, o que representa um crescimento em relação à observada no mesmo período do ano anterior (16,4%).

Acumulado do ano No acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2024, o PIB cresceu 3,3% em relação a igual período de 2023. Nessa comparação, a agropecuária (-3,5%) caiu, enquanto a indústria (3,5%) e os serviços (3,8%) apresentaram expansão.

Revisão para cima O IBGE informou também que o PIB de 2023, anteriormente um crescimento de 2,9%, foi revisto para 3,2%.

COALIZÃO PELA DESCARBONIZAÇÃO DO SETOR DE TRANSPORTE PARA A COP30 É LANÇADA EM EVENTO NA CNT

O edifício-sede do Sistema Transporte, em Brasília, foi palco da quarta edição do seminário Brasil Rumo à COP30. O evento, promovido pela Editora Globo e pelo Grupo CCR, reuniu autoridades, líderes empresariais, representantes de associações de classe e da sociedade civil para discutir o papel estratégico do setor de transporte no enfrentamento às mudanças climáticas.

Entre os destaques, os debates abordaram os compromissos assumidos na COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, e as propostas que serão apresentadas na COP30, programada para acontecer em Belém (PA), em 2025. Durante o evento, foi formalizado um ato inédito de coalizão pela descarbonização do setor de transporte, reforçando o compromisso com soluções sustentáveis para reduzir as emissões de CO2 no país.

Com o ato, o evento reafirma o protagonismo do setor de transporte na agenda climática nacional, preparando o terreno para discussões robustas na COP30.

A programação incluiu dois painéis principais: “Como avançar na descarbonização do setor de transportes” e “De Baku a Belém – As propostas levadas à COP29 e os compromissos do Brasil na jornada rumo à COP30”. O seminário foi transmitido pelo canal do Valor Econômico no YouTube.

O anfitrião do encontro, Vander Costa, presidente do Sistema Transporte, abriu o seminário ressaltando a importância de se ter uma infraestrutura eficiente para reduzir emissões. Ele destacou: “Uma rodovia de qualidade é o primeiro passo para diminuir a emissão de poluentes, especialmente no transporte rodoviário. Garantir uma velocidade constante nos veículos reduz significativamente a emissão de CO2”.

Desafios do setor

Para reduzir o impacto do setor de transporte nas emissões de carbono, o ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou que a melhoria das rodovias é uma prioridade estratégica do Governo Federal. Ele revelou que os investimentos em infraestrutura rodoviária já resultaram em avanços significativos: a classificação das estradas avaliadas como boas subiu de 52%, no final de 2022, para 75%, em outubro de 2024. “Das rodovias consideradas ruins ou péssimas, houve uma redução de 23% para 10% nesse período. Esse progresso é essencial para reduzir emissões, já que melhores rodovias permitem velocidades médias constantes, evitando frenagens e reacelerações desnecessárias, o que diminui a emissão de poluentes”, afirmou. Os dados citados pelo ministro são do Índice de Condição da Manutenção (ICM), ferramenta utilizada pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Renan Filho também ressaltou que as concessões rodoviárias têm papel central na descarbonização do setor, destinando, a partir da quinta rodada de leilões, 1% dos recursos arrecadados para a inovação e tecnologias sustentáveis.

Já o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reforçou o compromisso com a sustentabilidade nos modais portuário, hidroviário e aeroviário. Ele enfatizou o impacto positivo das hidrovias: “A cada 25 barcaças operando, reduzimos o tráfego de 500 caminhões nas rodovias, o que dialoga diretamente com a redução de custos logísticos em até 40% e com a agenda ambiental”. No setor aéreo, Costa Filho destacou o papel do combustível sustentável de aviação (SAF), prevendo que o Brasil será um líder global na produção e exportação do combustível, com metas que incluem 1% de uso, até 2027, e 10%, até 2050.

O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Bruno Dantas, enfatizou o alinhamento dos órgãos de controle com a agenda climática e apontou a COP30, que ocorrerá em Belém (PA), como uma oportunidade crucial para o Brasil demonstrar sua liderança na redução de emissões globais.

Sistema Transporte comprometido

O diretor executivo da CNT, Bruno Batista, foi um dos painelistas do seminário no debate sobre como avançar na descarbonização do setor de transportes. Ele destacou o compromisso do setor com ações práticas, como o Programa Despoluir, desenvolvido pela CNT e pelo SEST SENAT, que já realizou mais de 4,6 milhões de avaliações veiculares e 55 mil atendimentos a empresas e autônomos.

“O setor está se preparando de forma ativa, com ações reais e concretas para essa transformação. Acreditamos fortemente que iniciativas ambientais tanto desenvolvidas por empresas quanto estruturadas pelo Sistema Transporte desempenham um papel fundamental na mudança desse cenário. Estamos confiantes de que o setor de transporte será um protagonista importante na redução de emissões e na promoção da descarbonização global”, destacou Bruno Batista.

Entre os presentes no evento, também estavam André Corrêa do Lago, embaixador e secretário de Energia, Clima e Meio Ambiente; Arnaldo Jardim, deputado federal; Fernanda Rezende, diretora executiva adjunta da CNT; Vinicius Ladeira, diretor executivo nacional em exercício do SEST SENAT; João Victor Mendes, diretor executivo do ITL (Instituto de Transporte e Logística); e Eliana Costa, diretora executiva adjunta do ITL.