EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS AVANÇAM 28,5% EM SETEMBRO E BALANÇA COMERCIAL SEGUE EM SUPERÁVIT

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS AVANÇAM 28,5% EM SETEMBRO E BALANÇA COMERCIAL SEGUE EM SUPERÁVIT

De acordo com o levantamento mais recente divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), referente à segunda semana de setembro, a balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 3,356 bilhões no período, resultado de exportações de US$ 14,247 bilhões ante importações de US$ 10,891 bilhões.

O crescimento das exportações em relação ao mesmo período do ano passado foi de 28,5%, enquanto as importações avançaram 9,5% na mesma base de comparação. O ritmo de expansão das vendas externas segue superando o das compras do exterior, ampliando o superávit comercial do país.

No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil já soma superávit de US$ 58,674 bilhões, alta de 36,9% frente ao mesmo intervalo de 2025. O resultado é puxado por três frentes: indústria extrativa, indústria de transformação e agropecuária.

Na segunda semana de setembro, a indústria extrativa exportou US$ 4,188 bilhões, salto de 70,5% ante igual período do ano anterior. A indústria de transformação somou US$ 7,140 bilhões, avanço de 17%, enquanto o agronegócio exportou US$ 2,831 bilhões, alta de 16,5%.

Para o ano fechado, o MDIC projeta superávit de US$ 90 bilhões, com exportações totais estimadas em US$ 394,4 bilhões e importações em US$ 304,4 bilhões. Caso se confirme, o resultado consolidaria mais um ano de expansão do comércio exterior brasileiro.

O desempenho positivo do agronegócio e da indústria extrativa tem relação direta com o volume de cargas que circula pelas rodovias brasileiras rumo a portos e terminais de exportação. Quanto maior o volume embarcado, maior a demanda por frete rodoviário nos corredores que ligam regiões produtoras aos complexos portuários.

Esse movimento tende a beneficiar de forma particular estados exportadores de commodities agrícolas e minerais, categoria na qual a Bahia se enquadra com força neste momento, dada a safra recorde de algodão e o volume crescente de grãos escoados por portos como Salvador e Aratu.

Para as transportadoras baianas que atendem o fluxo de exportação, a manutenção de um cenário de comércio exterior aquecido sustenta a demanda por fretes de longa distância entre as regiões produtoras do oeste e do sul do estado e os terminais portuários do litoral. O desempenho da balança comercial nas próximas semanas será acompanhado de perto pelo setor, especialmente à medida que a safra de algodão e grãos avança rumo ao pico de escoamento.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) — Balança Comercial

REFORMA TRIBUTÁRIA OBRIGA TRANSPORTADORAS A ANTECIPAR AJUSTES EM SISTEMAS FISCAIS

REFORMA TRIBUTÁRIA OBRIGA TRANSPORTADORAS A ANTECIPAR AJUSTES EM SISTEMAS FISCAIS

Um levantamento da Vilesoft, empresa fornecedora de sistemas de gestão para transportadoras, mostra crescimento expressivo na demanda por suporte técnico ligado à adaptação à Reforma Tributária. O tempo dedicado a esse tipo de atendimento saltou de 39,8 horas em maio para 162,7 horas em junho deste ano.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (17) por veículo especializado em transporte e logística, com base em informações internas da fornecedora de software. Segundo a empresa, o aumento reflete a corrida das transportadoras para adequar seus sistemas às novas exigências fiscais antes da entrada em vigor efetiva das mudanças.

Entre os chamados técnicos recebidos pela Vilesoft, os relacionados ao Conhecimento de Transporte eletrônico (CT-e) cresceram 183,3% no período. Os chamados envolvendo o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) avançaram 119%.

As áreas de maior impacto identificadas incluem a emissão de documentos fiscais, a apuração da base de cálculo do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a formação de preços de frete, a revisão de contratos entre transportadoras e embarcadores e o aproveitamento de créditos tributários.

A CBS deve entrar em vigor de forma efetiva em 2027, no mesmo movimento em que PIS e Cofins serão extintos. O intervalo entre 2026 e a virada do novo sistema tributário é apontado como o período crítico para que as empresas testem seus sistemas e evitem inconsistências fiscais.

Segundo Flávio Henrique Fonseca de Andrade, diretor de tecnologia da Vilesoft, a adequação dos documentos fiscais não se resume à emissão. Ele afirma que os sistemas precisam tratar corretamente as novas informações tributárias exigidas pela reforma, sob risco de erros que podem gerar autuações ou prejuízos financeiros.

A recomendação da fornecedora é que as transportadoras avancem já em 2026 na atualização de seus sistemas, na revisão de bases de dados cadastrais e na simulação dos impactos da reforma sobre os custos operacionais, evitando surpresas quando as novas regras passarem a valer de forma plena.

A transição tributária tende a pesar de forma mais acentuada sobre transportadoras de pequeno e médio porte, que costumam ter equipes de tecnologia da informação mais enxutas e menor capacidade de investir rapidamente em atualizações de sistema.

Para as transportadoras baianas, o alerta é o mesmo: o prazo para ajustar sistemas de emissão fiscal, contratos de frete e apuração de créditos tributários está se estreitando. Empresas do setor que atuam na Bahia devem priorizar, ainda neste ano, a atualização de seus sistemas de gestão para não enfrentar dificuldades operacionais quando a CBS e o IBS passarem a valer de forma integral.

Fonte: Transporte Moderno

GOVERNO DA BAHIA ENTREGA OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO EM TRÊS MUNICÍPIOS E AMPLIA WI-FI GRATUITO NO INTERIOR

GOVERNO DA BAHIA ENTREGA OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO EM TRÊS MUNICÍPIOS E AMPLIA WI-FI GRATUITO NO INTERIOR

O governo do Estado da Bahia entregou nesta quinta-feira (17) obras de pavimentação em três municípios do interior baiano, somando 51,9 quilômetros de vias recuperadas e investimento de aproximadamente R$ 60 milhões. Na mesma data, o estado ampliou a oferta de internet Wi-Fi gratuita em espaços públicos de Itacaré, no litoral sul.

A entrega faz parte da agenda de infraestrutura do governo estadual voltada a municípios do interior, com foco em rodovias estaduais que servem de acesso a comunidades rurais e polos produtivos locais. As obras contemplam trechos distintos, com valores e extensões que variam conforme a complexidade de cada intervenção.

Em Andorinha, no norte do estado, foram entregues 7,2 quilômetros de pavimentação ligando a rodovia BA-220 ao povoado de Medrado, com investimento de R$ 8,6 milhões. O trecho beneficia moradores que antes dependiam de estrada de terra para escoar produção e se deslocar até a sede do município.

Em Palmas de Monte Alto, no sudoeste baiano, a obra contemplou a Estrada do Espraiado, ligando a BR-030 a comunidades rurais da região, com aporte de R$ 25,3 milhões — o maior investimento entre os três trechos entregues nesta rodada.

Já nos municípios de Urandi e Sebastião Laranjeiras, também no sudoeste do estado, foram pavimentados 19,7 quilômetros da rodovia BA-263, entre o distrito de Cantinho e a localidade de Mato Grosso, com investimento de R$ 26,1 milhões. A via conecta as duas cidades vizinhas e facilita o escoamento da produção agropecuária local.

Paralelamente às obras rodoviárias, o governo baiano instalou pontos de Wi-Fi gratuito em três espaços públicos de Itacaré: as praças São Miguel e Manoel da Lapa, além da Nova Orla de Taboquinhas. Com a ampliação, a Bahia passa a contar com 992 pontos de internet gratuita distribuídos em 390 municípios.

As iniciativas se somam a uma série de entregas de infraestrutura que o governo estadual vem realizando em diferentes regiões da Bahia ao longo do ano, com foco em pavimentação de vias estaduais e ampliação de conectividade digital em áreas mais distantes dos grandes centros urbanos.

Para o setor de transporte rodoviário de cargas, a pavimentação de trechos que antes eram de terra ou apresentavam forte deterioração reduz o desgaste de pneus, suspensão e outros componentes dos veículos, além de diminuir o tempo de viagem entre essas localidades e os principais corredores logísticos do estado. Rodovias em melhores condições também tendem a reduzir o consumo de combustível e os custos de manutenção da frota.

A melhoria de conectividade no litoral sul, por sua vez, favorece empresas que dependem de sistemas de rastreamento e comunicação em tempo real com motoristas em trânsito pela região, especialmente em períodos de alta movimentação turística e de escoamento da produção agrícola do sul da Bahia. Tanto o avanço na infraestrutura viária quanto a ampliação da cobertura digital representam, para as transportadoras baianas, ganhos operacionais concretos nas rotas que passam pelo interior do estado.

Fonte: Bahia Econômica

CONTRAN PRORROGA VALIDADE DE CNHS VENCIDAS ENTRE JUNHO E DEZEMBRO ATÉ 9 DE DEZEMBRO

CONTRAN PRORROGA VALIDADE DE CNHS VENCIDAS ENTRE JUNHO E DEZEMBRO ATÉ 9 DE DEZEMBRO

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogou automaticamente a validade das Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) e das Autorizações para Conduzir Ciclomotor (ACC) vencidas ou com vencimento previsto entre 5 de junho e 8 de dezembro de 2026. Pela nova regra, todos esses documentos passam a valer até 9 de dezembro deste ano, sem necessidade de qualquer providência por parte do motorista.

A medida foi formalizada pela Deliberação nº 279 do Contran, publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 9 de setembro de 2026, e teve seus efeitos práticos detalhados por veículos de comunicação nesta quinta-feira (17). Segundo o órgão, a prorrogação busca evitar sobrecarga nos serviços de trânsito e reduzir o risco de motoristas ficarem inadvertidamente com a habilitação vencida.

De acordo com o Contran, não é necessário emitir um novo documento físico ou digital, tampouco realizar qualquer procedimento burocrático junto aos Departamentos de Trânsito (Detrans) para usufruir da prorrogação. A validade estendida vale automaticamente para todos os condutores enquadrados no período informado.

Passado o prazo de 9 de dezembro, os motoristas voltam a contar com a carência tradicional de 30 dias, já prevista na legislação de trânsito, para renovar a CNH sem sofrer penalidade por documento vencido. Encerrado esse intervalo adicional, a habilitação não renovada volta a ser considerada irregular.

Os Detrans de todo o país têm prazo de 30 dias para atualizar os cadastros no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach), refletindo a prorrogação determinada pelo Contran. A atualização é importante para evitar inconsistências em fiscalizações de trânsito e blitze rodoviárias durante o período de transição.

A norma estabelece uma ressalva importante: a prorrogação não se aplica a condutores que estejam com a habilitação suspensa ou cassada por decisão administrativa ou judicial. Para esses casos, continuam valendo as regras normais de restabelecimento do direito de dirigir.

A medida chega em um momento de atenção redobrada do setor de transporte rodoviário para a documentação de motoristas profissionais, tema recorrente em fiscalizações da Polícia Rodoviária Federal e de órgãos estaduais de trânsito. As categorias C, D e E, exigidas para conduzir caminhões e veículos de carga pesada, estão entre as beneficiadas pela prorrogação.

Para transportadoras e motoristas autônomos, a novidade reduz o risco imediato de autuações por CNH vencida em um momento de calendário apertado nos Detrans, que frequentemente enfrentam filas para exames médicos, psicotécnicos e emissão de segunda via. A prorrogação dá fôlego adicional para que os condutores organizem a renovação sem prejuízo à rotina de trabalho nas estradas.

Transportadoras da Bahia, que empregam motoristas em rotas de longa distância dentro e fora do estado, devem orientar seus profissionais sobre o novo prazo para evitar tanto a paralisação desnecessária de veículos quanto a perda de prazos após 9 de dezembro. As empresas do setor também devem observar se o Detran-BA atualizou corretamente os registros no Renach, já que eventuais falhas no sistema poderiam gerar autuações indevidas durante fiscalizações nas rodovias baianas.

Fonte: Agência Brasil

DIA DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS: UM SETOR QUE MOVE O BRASIL

DIA DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS: UM SETOR QUE MOVE O BRASIL

Nesta quinta-feira, 17 de setembro, o setor de transporte rodoviário de cargas celebra uma data que representa muito mais do que uma homenagem. É um momento para reconhecer a força de uma atividade essencial para o funcionamento do Brasil e valorizar empresas, transportadores, caminhoneiros, profissionais administrativos, operadores logísticos, embarcadores e todos aqueles que, direta ou indiretamente, fazem o país seguir pelas estradas.

Todos os dias, milhares de veículos percorrem as rodovias brasileiras levando alimentos, medicamentos, combustíveis, matérias-primas, máquinas, produtos industrializados e uma infinidade de mercadorias que chegam às cidades e movimentam diferentes setores da economia. Antes de chegar ao comércio, à indústria ou à casa do consumidor, grande parte do que faz parte da vida cotidiana passa pela complexa cadeia do transporte rodoviário de cargas.

A dimensão dessa atividade pode ser percebida pelos números. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em 2025 foram registradas 80,4 milhões de viagens de transporte rodoviário de cargas, considerando operações intermunicipais e interestaduais. No mesmo período, foram movimentadas aproximadamente 1,4 bilhão de toneladas de cargas, que percorreram cerca de 749,4 bilhões de toneladas por quilômetro.

Além de transportar riquezas e conectar diferentes regiões, o setor também tem um peso expressivo na geração de trabalho e renda. No primeiro semestre de 2026, o transporte rodoviário de cargas criou 44.911 novos postos de trabalho. Com o resultado, o segmento chegou a 1.381.681 trabalhadores formais ao final de junho, representando aproximadamente 47% dos empregos formais existentes em todo o setor de transporte. Na comparação com o primeiro semestre de 2025, houve crescimento de 26,21% na criação de vagas.

Esses números revelam a dimensão econômica de uma atividade que está presente em praticamente todas as etapas da cadeia produtiva. Mas, por trás de cada carga transportada e de cada viagem realizada, existe uma extensa rede de profissionais que trabalha para que prazos sejam cumpridos, operações sejam planejadas, veículos sejam mantidos, documentos sejam processados e mercadorias cheguem ao destino com segurança.

O transporte rodoviário também é responsável por aproximadamente 65% das cargas movimentadas no país, o que demonstra sua importância para a integração econômica e para o abastecimento de diferentes regiões brasileiras.

Essa relevância torna ainda mais importante discutir os desafios que acompanham a atividade. As condições da infraestrutura rodoviária, a segurança nas estradas, os custos operacionais, a necessidade de investimentos, a qualificação profissional, a modernização das empresas e a renovação da mão de obra estão entre os temas que fazem parte da realidade cotidiana do setor.

A segurança, por exemplo, continua sendo uma preocupação central. Dados reunidos no Guia CNT de Segurança nas Rodovias Brasileiras 2026 apontam que, somente em 2025, as rodovias federais registraram 72.476 acidentes, 6.040 mortes e 83.490 pessoas feridas. O levantamento também identificou 2.146 pontos críticos ao longo dessas rodovias.

Ao mesmo tempo, o setor passa por um processo de transformação. A tecnologia, a digitalização das operações, o uso de dados, a rastreabilidade das cargas, a busca por eficiência energética e as novas soluções de gestão vêm modificando a forma como o transporte é planejado e executado. A própria ANTT mantém atualmente um conjunto de painéis e bases de dados dedicados ao acompanhamento do transporte rodoviário de cargas, reunindo informações sobre movimentação, transportadores, frota, motoristas, fretes e operações.

É um setor que se transforma porque as necessidades do país também se transformam. E, nesse processo, empresas de transporte, profissionais autônomos e todos os integrantes da cadeia precisam estar preparados para uma realidade cada vez mais tecnológica, integrada e orientada pela eficiência e pela segurança.

Celebrar o Dia do Transporte Rodoviário de Cargas é, portanto, reconhecer a importância de todos que fazem essa engrenagem funcionar. É valorizar quem administra uma transportadora, quem planeja uma rota, quem acompanha uma operação, quem realiza a manutenção de um veículo, quem carrega e descarrega uma mercadoria e, especialmente, quem passa horas ao volante percorrendo as estradas brasileiras.

É também reconhecer que, quando o transporte funciona, o país se conecta. A produção chega ao mercado, o comércio é abastecido, a indústria recebe seus insumos, os alimentos chegam às cidades e as empresas conseguem manter suas atividades.

Neste 17 de setembro, o SETCEB parabeniza todas as empresas, profissionais e trabalhadores que fazem parte do Transporte Rodoviário de Cargas e que contribuem diariamente para o desenvolvimento da Bahia e do Brasil.

Que a data seja também um momento de reconhecimento, união e valorização de um setor que enfrenta desafios, acompanha transformações e continua cumprindo uma missão fundamental: transportar, conectar e movimentar o Brasil.

Feliz Dia do Transporte Rodoviário de Cargas!

ANTT INICIA PROCEDIMENTOS PARA SUSPENDER TRANSPORTADORAS QUE DESCUMPREM O PISO MÍNIMO DO FRETE

ANTT INICIA PROCEDIMENTOS PARA SUSPENDER TRANSPORTADORAS QUE DESCUMPREM O PISO MÍNIMO DO FRETE

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) começou a aplicar procedimentos de suspensão cautelar contra transportadoras de cargas que descumprem de forma reiterada a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. A medida atinge empresas autuadas repetidamente por pagar valores abaixo do piso legal aos motoristas contratados.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira pelas superintendências responsáveis da própria agência reguladora. Segundo a ANTT, o objetivo é reforçar a efetividade da fiscalização e coibir a reincidência de empresas que insistem em pagar frete abaixo do mínimo estabelecido em lei, prática que distorce a concorrência no setor.

Pelas novas regras, passam a ser passíveis de suspensão as transportadoras que acumularem mais de quatro autuações em datas distintas dentro de um intervalo de seis meses, desde que fique caracterizado risco concreto de continuidade da infração, prejuízo à fiscalização ou comprometimento da própria política de piso mínimo.

A suspensão cautelar inicial pode durar de 5 a 30 dias. Em caso de reincidência, após decisão administrativa, o prazo pode se estender a até 45 dias. A penalidade mais severa prevista é o cancelamento do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) por até dois anos, além de multa que pode chegar a R$ 1 milhão.

As suspensões serão publicadas no Diário Oficial da União, com efeitos a partir de 72 horas após a divulgação. A responsabilidade pela fiscalização e aplicação das medidas cabe à Superintendência de Fiscalização de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas e Passageiros (Sufis) e à Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (Suroc), ambas da ANTT.

A base legal do endurecimento é a Medida Provisória nº 1.343/2026, além das Resoluções ANTT nº 6.077 e nº 6.078, que tornaram obrigatória a vinculação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e). É justamente esse cruzamento eletrônico de dados que passa a permitir à agência identificar, com mais precisão, quais empresas descumprem sistematicamente o piso mínimo.

Ficam de fora do novo mecanismo os Transportadores Autônomos de Cargas (TAC) que atuam exclusivamente como contratados, não sujeitos às mesmas penalidades de suspensão aplicadas às pessoas jurídicas transportadoras.

A expectativa da ANTT é que o novo procedimento funcione como desestímulo à prática de pagar frete abaixo do piso, historicamente um dos principais focos de reclamação de motoristas e de entidades do setor em todo o país. Para transportadoras baianas que operam dentro da legalidade, a medida tende a reduzir a concorrência desleal exercida por empresas que reduzem custos às custas do descumprimento da política de piso mínimo, o que pode contribuir para equilibrar as condições de competição no mercado de frete rodoviário no estado.Fonte: ANTT / Fetransul