por Setceb | set 14, 2026 | Uncategorized
O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sinalizaram que a próxima leva de concessões rodoviárias federais vai concentrar boa parte dos novos trechos nas regiões Norte e Nordeste do país, com rodovias que cortam o interior da Bahia entre os projetos já mapeados para os próximos anos.
A informação foi divulgada pela Agência iNFRA, que teve acesso a declarações da secretária nacional de Transporte Rodoviário do Ministério dos Transportes, Viviane Esse, sobre os contornos do novo pacote de outorgas. Segundo ela, o governo já reúne "maturidade regulatória suficiente para trabalhar contratos mais flexíveis, como vemos fora do país", o que abre espaço para modelos de concessão diferentes dos contratos tradicionais praticados até aqui.
Entre os trechos citados estão a BR-235, ligando o Maranhão ao Tocantins, e a BR-135/316, no Maranhão, além de dois corredores que afetam diretamente a Bahia: a BR-020/BR-242, que liga o Distrito Federal ao estado, e a BR-101, no trecho do sul baiano. Também estão no radar a BR-364 e a BR-070, no Mato Grosso, e a BR-356 e a RJ-240, que dão acesso ao Porto do Açu, no Rio de Janeiro.
No caso da BR-393, também no Rio de Janeiro, o modelo já em estruturação prevê R$ 3 bilhões em investimentos (capex) e 15 quilômetros de duplicação, dentro do conceito batizado pelo governo de "concessões inteligentes". A expectativa é que o cronograma combine sete projetos remanescentes de 2026 com novas estruturações a partir de 2027, entre eles a Rota Agro Central, cujo leilão está previsto para dezembro deste ano.
Um dos pontos centrais do novo desenho é o mecanismo de aporte público, pelo qual o governo deposita recursos em uma conta vinculada logo no início do contrato, e a concessionária executa as obras para só depois receber os valores. A ferramenta é vista como alternativa para viabilizar trechos de menor tráfego, como partes da BR-101 na Bahia e da BR-242, que poderiam contar com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (Fdirs) e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O pacote também prevê a extensão, nas regiões Norte e Nordeste, da isenção de pedágio hoje restrita a motocicletas para os automóveis de passeio. A medida, no entanto, já provoca reação do setor de cargas: o presidente-executivo da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT), Luis Henrique Teixeira Baldez, criticou a proposta por redistribuir o custo da manutenção das rodovias, concentrando-o sobre os caminhões. "Aumentando o custo para o caminhão pagar por toda a recuperação da via", afirmou, ao alertar que as transportadoras tendem a repassar essa despesa extra ao valor do frete.
Técnicos do governo rebatem o argumento sustentando que os veículos leves provocam desgaste bem menor ao pavimento do que os caminhões, e que a melhoria da malha viária, de forma geral, reduz custos logísticos que compensariam os usuários de carga no médio prazo.
A referência mais próxima do que pode ser aplicado nos novos contratos é a Rota dos Sertões, concessão de 502 quilômetros que engloba trechos da BR-116 e da BR-324 entre Salgueiro, em Pernambuco, e Feira de Santana, já em território baiano. Leiloado em maio deste ano, o contrato prevê tarifa média de R$ 12,00 a cada 100 quilômetros rodados em pista simples, reduzida para R$ 8,00 conforme as condições de pavimento e duplicação evoluam ao longo da concessão.
Ainda não há data definida para os leilões dos trechos que passam pela Bahia, mas o Ministério dos Transportes já trabalha com a perspectiva de lançar as primeiras licitações da nova safra de concessões a partir de 2027, à medida que os estudos de viabilidade e os modelos de aporte público forem finalizados.
Para as transportadoras baianas, o desenho final dessas concessões deve pesar diretamente no custo do frete rodoviário nos próximos anos, já que rodovias como a BR-101 e a BR-020/242 são corredores usados no escoamento de produção agrícola e industrial do estado. A forma como o governo vai equacionar a divisão da conta do pedágio entre carros e caminhões, tema já sensível na Rota dos Sertões, deve ser um dos pontos mais acompanhados pelo setor de cargas baiano até a definição dos editais.
Fonte: Agência INFRA
por Setceb | set 14, 2026 | Uncategorized
O dólar comercial encerrou a última sessão de negociação da semana, nesta sexta-feira (11), cotado a R$ 5,125 na venda, alta de 0,43% frente ao fechamento anterior, segundo levantamento de cotações do mercado financeiro. A taxa Ptax, referência calculada pelo Banco Central e usada em contratos de comércio exterior, ficou em R$ 5,0918.
O movimento foi registrado pelas plataformas de acompanhamento cambial que consolidam as cotações do dia a partir dos dados do Banco Central, e reflete a combinação de dois sinais opostos: um doméstico, que em tese enfraqueceria o real, e outro externo, que fortaleceu o dólar globalmente.
No front interno, o IPCA de agosto trouxe deflação de 0,32%, resultado que reforçou as apostas do mercado em novos cortes da taxa Selic nas próximas reuniões do Copom. Juros mais baixos tendem a reduzir o diferencial de rentabilidade entre ativos brasileiros e americanos, o que em condições normais tende a enfraquecer a moeda nacional.
Do lado externo, no entanto, dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos vieram mais fortes do que o esperado, alimentando apostas de que o Federal Reserve manterá os juros americanos elevados por mais tempo. O cenário fortalece o dólar como um todo, inclusive frente ao real, e explica por que a moeda brasileira não conseguiu emplacar uma queda apesar do dado doméstico favorável a um afrouxamento monetário.
A oscilação cambial tem efeito direto sobre a estrutura de custos do transporte rodoviário de cargas. Pneus, peças de reposição, componentes eletrônicos embarcados e boa parte dos insumos usados na manutenção de frotas pesadas têm preço atrelado, total ou parcialmente, à cotação do dólar, seja por importação direta, seja pela paridade internacional de matérias-primas como borracha e aço.
O câmbio também integra a fórmula de formação do preço dos combustíveis no mercado interno, já que parte do diesel consumido no país tem preço de referência atrelado a cotações internacionais em dólar. Uma moeda americana mais valorizada tende a pressionar, ainda que de forma indireta e ao longo do tempo, o custo do diesel nas bombas, item que já responde pela maior fatia da planilha de custos das transportadoras.
O mercado financeiro já vinha precificando alta probabilidade de novo corte da Selic na reunião do Copom da próxima semana, cenário que, se confirmado, tende a reduzir o custo do crédito para renovação de frotas, mas que por ora convive com um câmbio mais pressionado no curto prazo.
Para as transportadoras baianas, o efeito prático tende a aparecer primeiro na manutenção da frota: pneus e peças importadas, ou com forte componente cambial, ficam proporcionalmente mais caros, encarecendo a operação de quem transporta cargas dentro e fora do estado. Por outro lado, exportadores de commodities baianas, como soja, algodão e cacau, tendem a se beneficiar relativamente de um real mais depreciado, o que pode sustentar a demanda por frete voltado à exportação nos portos do estado.
A tendência do câmbio nas próximas semanas deve depender diretamente da decisão do Copom e dos próximos indicadores de inflação nos Estados Unidos, dois fatores que devem seguir movimentando o dólar e, por consequência, a planilha de custos das empresas de transporte de cargas do país.
Fonte: Banco Central do Brasil (Ptax) e Boca Notícias
por Setceb | set 14, 2026 | Uncategorized
O governo do Estado da Bahia autorizou um novo pacote de intervenções viárias distribuído por cinco municípios de diferentes regiões do estado, somando recursos que já ultrapassam R$ 63 milhões nos trechos com valores divulgados.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (11), em um balanço de ações do governo estadual que também incluiu medidas de inclusão digital, trânsito urbano e proteção a mulheres e crianças em diversos municípios, mas a parte de infraestrutura viária concentrou boa parte dos investimentos anunciados.
Em Cairu, no Baixo Sul, será pavimentado um trecho de 5,2 quilômetros de acesso ao Atracadouro de Gamboa do Morro e ao Aeroporto da Quinta Praia, em Morro de São Paulo, com investimento de R$ 18,5 milhões.
No mesmo território do Baixo Sul, o município de Camamu terá 2,9 quilômetros pavimentados, com aporte de R$ 2,3 milhões.
Em Quijingue, no semiárido baiano, a obra prevista é a pavimentação de 15,6 quilômetros da rodovia estadual BA-381, com investimento de R$ 15,6 milhões.
Já em Araçás, o pacote inclui a construção de um terminal rodoviário com quatro baias de embarque para ônibus, além da pavimentação da BA-093, em investimento total de R$ 5 milhões.
No território do São Francisco, o município de Canudos receberá a pavimentação de 21 quilômetros ligando a BR-235 ao povoado de Rosário, com investimento de R$ 22,5 milhões, o maior valor entre os trechos anunciados.
O anúncio não trouxe prazos específicos para o início ou a conclusão das obras nos cinco municípios, nem uma estimativa de prazo total do pacote.
O pacote se soma a outras rodadas de licitações e autorizações de obras rodoviárias que o governo estadual vem anunciando nas últimas semanas em diferentes territórios do estado, num movimento de ampliação da malha pavimentada baiana.
Para as transportadoras que operam na Bahia, a pavimentação de acessos como o de Canudos à BR-235 e o de Quijingue na BA-381 tende a reduzir o tempo de viagem e o desgaste de veículos em trechos hoje precários, pontos que costumam consumir combustível extra e aumentar o custo de manutenção da frota. Rotas mais bem pavimentadas no semiárido e no Baixo Sul também podem facilitar o acesso de caminhões a regiões produtoras e a pontos turísticos e portuários, como o Atracadouro de Gamboa do Morro, que dependem do transporte rodoviário para o escoamento de pessoas e mercadorias.
Fonte: A Notícia do Vale
por Setceb | set 14, 2026 | Uncategorized
O transporte rodoviário de produtos químicos e inflamáveis exige uma série de cuidados técnicos que vão além da direção defensiva, alertou o conselheiro federal do Conselho Federal de Química (CFQ), Wagner Contrera, em entrevista que detalhou os procedimentos de segurança exigidos das transportadoras e dos motoristas que operam com esse tipo de carga.
A entrevista, concedida ao portal Metrópoles, foi motivada por um incidente registrado no início do mês: uma carreta bitrem carregada com 30 mil litros de etanol pegou fogo na BR-262, em Campos Altos (MG), e teve o cavalo mecânico danificado pelas chamas, embora não tenha havido vazamento do produto nem vítimas.
Segundo o especialista, antes de qualquer viagem com carga química a transportadora deve realizar uma vistoria completa do veículo, que inclui a checagem de pneus, freios, suspensão, iluminação e sistema elétrico, itens que, se malconservados, aumentam o risco de superaquecimento e de faíscas.
No caso de veículos-tanque, como o modelo envolvido no incidente em Minas Gerais, a inspeção precisa avaliar também tanques, válvulas, conexões e dispositivos de segurança, além de verificar sinais de trincas, amassamentos ou falhas nas soldas da carroceria, pontos que podem comprometer a integridade do compartimento de carga durante o trajeto.
Contrera destacou ainda a importância da sinalização correta do veículo, que informa a terceiros e a equipes de resgate o tipo de produto transportado, e do aterramento durante as operações de carga e descarga, procedimento que evita o acúmulo de eletricidade estática, um dos fatores de risco mais comuns em incêndios envolvendo líquidos inflamáveis como o etanol.
Em caso de princípio de incêndio ou vazamento, o especialista recomendou o uso de agentes extintores específicos para cada tipo de produto, citando a espuma resistente a álcool como indicada para incêndios com etanol, além de reforçar a necessidade de treinamento prévio dos motoristas e das equipes envolvidas na operação para agir rapidamente diante de emergências.
O transporte de produtos perigosos no Brasil é regulado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que exige certificação específica de motoristas, sinalização padronizada dos veículos e documentação detalhada da carga transportada, entre outras exigências aplicáveis a esse tipo de operação em todo o território nacional.
O episódio na BR-262 reforça um ponto sensível para transportadoras de todo o país que operam com produtos químicos e inflamáveis, incluindo empresas baianas que atendem o polo industrial de Camaçari e outras plantas químicas do estado: falhas de manutenção, sinalização ou capacitação podem transformar um problema técnico pontual em um incidente de grandes proporções, com risco a motoristas, à população e ao meio ambiente ao longo da rodovia.
Para o setor, o episódio funciona como lembrete de que o cumprimento das normas da ANTT e a manutenção preventiva da frota que transporta cargas perigosas não são apenas exigência regulatória, mas parte central da gestão de risco das transportadoras que atuam nesse segmento.
Fonte: Metrópoles
por Setceb | set 11, 2026 | Uncategorized
A COMJOVEM Bahia participou, nesta quinta-feira (10), do Café com Reforma Tributária, encontro promovido pela Contart Contabilidade, em Lauro de Freitas (BA), que reuniu representantes e profissionais do setor de transporte para discutir os impactos das mudanças tributárias e seus reflexos na atividade empresarial.
Com o tema “Informação hoje. Mais estratégia para o seu amanhã”, o encontro teve como proposta esclarecer dúvidas e ampliar o conhecimento dos transportadores sobre as transformações trazidas pela Reforma Tributária, contribuindo para que as empresas possam se preparar de forma mais estratégica para o novo cenário.
A participação da COMJOVEM Bahia reforça o compromisso da comissão com a capacitação, a troca de conhecimentos e o desenvolvimento dos jovens empresários e executivos do transporte rodoviário de cargas, aproximando seus integrantes de debates que impactam diretamente a gestão e a competitividade das empresas do setor.
Para o vice-coordenador da COMJOVEM Bahia, Fábio Souza, encontros como esse são importantes para transformar informação em planejamento:
“A Reforma Tributária traz mudanças que terão impacto direto na rotina e na gestão das empresas de transporte. Por isso, é fundamental que o empresário esteja informado e busque entender, desde já, como essas alterações poderão afetar sua operação. Participar de momentos como este nos ajuda a ampliar o conhecimento, trocar experiências e estar mais preparado para tomar decisões estratégicas.”
A COMJOVEM Bahia segue incentivando a participação de seus integrantes em iniciativas voltadas à qualificação profissional, atualização e fortalecimento do transporte rodoviário de cargas, contribuindo para a formação de uma nova geração de lideranças cada vez mais preparadas para os desafios do setor.
por Setceb | set 11, 2026 | Uncategorized
Operadores do mercado financeiro já precificam probabilidade de 95% de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central promova um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando-a de 14,00% para 13,75% ao ano, na reunião marcada para os dias 15 e 16 de setembro.
A leitura do mercado é baseada nos preços das opções de juros futuros negociadas na B3, divulgados nesta sexta-feira. Um eventual corte confirmaria o quinto movimento consecutivo de flexibilização monetária desde o início do ciclo de afrouxamento, iniciado em março deste ano.
A Selic está em 14,00% ao ano desde a última decisão do Copom, tomada em agosto, quando o comitê já havia promovido o quarto corte seguido de 0,25 ponto percentual, em decisão unânime.
A expectativa de novo corte no Brasil coincide com a reunião de política monetária do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, marcada para as mesmas datas, 15 e 16 de setembro. O consenso entre cerca de 70% dos economistas consultados pelo mercado americano é de que o Fed deve manter os juros americanos estáveis, na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
A manutenção dos juros americanos, associada ao corte esperado no Brasil, deve ampliar ainda mais o diferencial de juros entre os dois países — fator que, segundo analistas, tende a limitar uma eventual pressão de alta sobre o real mesmo com o afrouxamento monetário brasileiro, já que o carrego de capital estrangeiro no país segue atrativo.
O Boletim Focus mais recente, divulgado pelo Banco Central na segunda-feira, dia 8, projeta Selic de 13,75% ao ano para o fim de 2026 — patamar estável há quatro semanas nas projeções —, além de novos cortes adiante, com a taxa projetada em 12,00% ao fim de 2027 e 10,50% ao fim de 2028. A projeção de inflação (IPCA) para 2026 está em 5,00%, acima do teto da meta.
A trajetória de queda da Selic é acompanhada de perto pelas transportadoras, já que boa parte do financiamento de aquisição e renovação de frota no país é feito a taxas atreladas ao CDI, que acompanha de perto a taxa básica de juros. Para empresas do setor na Bahia, cada corte na Selic tende a reduzir gradualmente o custo do crédito para compra de caminhões e capital de giro, ainda que o efeito sobre as condições de financiamento costume aparecer com defasagem em relação à decisão do Copom.
Fonte: Rio Times Online