MEDIDAS PROVISÓRIAS QUE LIBERARAM R$ 31,5 BILHÕES EM CRÉDITO PARA CAMINHÕES PERDEM VALIDADE

MEDIDAS PROVISÓRIAS QUE LIBERARAM R$ 31,5 BILHÕES EM CRÉDITO PARA CAMINHÕES PERDEM VALIDADE

Cinco medidas provisórias editadas pelo governo federal entre abril e maio deste ano perderam a eficácia por não terem sido votadas pelo Congresso Nacional dentro do prazo constitucional de 120 dias, entre elas duas que abriam linhas de crédito bilionárias voltadas à renovação da frota de caminhões do país.

A informação foi divulgada nesta terça-feira por veículos que acompanham a tramitação legislativa, com base em publicação no Diário Oficial da União. As medidas haviam sido editadas em um contexto de tentativa de mitigar impactos econômicos do conflito no Oriente Médio sobre a economia brasileira.

A MP 1.354/2026, editada em 30 de abril, abria R$ 17 bilhões em crédito extraordinário destinado à renovação de frota de caminhões e à ampliação de garantias de crédito ao setor.

Já a MP 1.353/2026, também de 30 de abril, autorizava a liberação de até R$ 14,5 bilhões em financiamento para caminhões, ônibus e micro-ônibus, por meio da ampliação da participação da União no Fundo Garantidor de Investimentos (FGI).

Perderam validade ainda a MP 1.355/2026, que criava o Novo Desenrola Brasil para refinanciamento de dívidas de até R$ 15 mil com juros máximos de 1,99% ao mês, a MP 1.352/2026, que destinava R$ 5 bilhões ao Fundo de Garantia à Exportação, e a MP 1.351/2026, com R$ 330 milhões em subvenção a importadores de GLP.

As relações jurídicas já constituídas durante a vigência das medidas permanecem válidas, ou seja, financiamentos já contratados não são desfeitos. O que muda é que as linhas de crédito deixam de aceitar novas adesões enquanto não houver uma nova base legal.

Resta ao Congresso decidir se reedita as medidas ou aprova uma proposta com efeito semelhante. Para transportadoras baianas que ainda não haviam formalizado financiamento dentro dessas linhas, a saída agora é buscar alternativas de crédito ou aguardar nova sinalização do governo federal, em um momento em que o mercado de caminhões e implementos ainda opera abaixo do patamar registrado em 2025, segundo dados recentes da indústria.

Fonte: nx1.com.br

CNT MAPEIA R$ 2 TRILHÕES EM PROJETOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE E DESTACA CARTEIRA DE R$ 93 BILHÕES NA BAHIA

CNT MAPEIA R$ 2 TRILHÕES EM PROJETOS DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTE E DESTACA CARTEIRA DE R$ 93 BILHÕES NA BAHIA

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou nesta terça-feira o Plano CNT de Transporte e Logística 2026, documento que reúne 2.837 projetos de infraestrutura de transporte espalhados pelos 27 estados brasileiros, somando R$ 2,03 trilhões em investimentos propostos.

O levantamento foi apresentado pela entidade como ferramenta de planejamento estratégico de longo prazo. Segundo a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, o desenvolvimento da infraestrutura de transporte precisa ser pensado de forma estratégica e de longo prazo, unindo necessidades regionais a uma perspectiva nacional de investimento público e privado.

O diagnóstico da malha rodoviária apresentado pela entidade é crítico: apenas 13% das rodovias do país são pavimentadas, e 62,1% dos trechos avaliados foram classificados como regulares, ruins ou péssimos, percentual que sobe para 72,8% quando considerados apenas os trechos sob gestão pública.

No modal ferroviário, o Brasil tem hoje cerca de 32 mil quilômetros de linhas. O plano propõe 115 projetos para a construção de mais 25,5 mil quilômetros de ferrovias, o que ajuda a explicar por que praticamente metade dos R$ 2,03 trilhões mapeados está concentrada nesse modal.

Entre os recortes estaduais, São Paulo aparece com a maior carteira (R$ 493,7 bilhões), seguido por Minas Gerais (R$ 289,4 bilhões, em 351 propostas), Rio Grande do Sul (R$ 125,8 bilhões), Bahia (R$ 93,2 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 92,9 bilhões) e Amazonas (R$ 30,3 bilhões, concentrado em hidrovias).

No caso específico da Bahia, maior economia do Nordeste com PIB de R$ 431 bilhões e população acima de 14,1 milhões de habitantes, a carteira mapeada pela CNT soma R$ 93,2 bilhões, sendo R$ 47,5 bilhões em projetos rodoviários e R$ 35,3 bilhões em projetos ferroviários, que preveem 960,4 quilômetros de linhas novas e a recuperação de 838 quilômetros já existentes.

A expectativa de investimento é vista como sinal positivo para as transportadoras baianas, que convivem no dia a dia com rodovias estaduais e federais em trechos deficientes. Ainda assim, o plano é apenas um mapeamento de projetos, sem garantia de execução ou cronograma definido, cabendo aos governos federal e estadual, além da iniciativa privada, decidir quais propostas efetivamente avançarão nos próximos anos.

Fonte: FETRANSUL

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES PREVÊ R$ 1,225 TRILHÃO EM INVESTIMENTOS ATÉ 2050 NO PLANO NACIONAL DE LOGÍSTICA

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES PREVÊ R$ 1,225 TRILHÃO EM INVESTIMENTOS ATÉ 2050 NO PLANO NACIONAL DE LOGÍSTICA

O Ministério dos Transportes, por meio do Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, projeta R$ 1,225 trilhão em investimentos ao longo dos próximos 25 anos para reorganizar a infraestrutura de transporte do país.

O plano foi elaborado desde 2024 em parceria com os Ministérios de Portos e Aeroportos e do Planejamento e Orçamento, dentro do chamado Planejamento Integrado de Transportes (PIT), e teve seu lançamento oficial em agosto deste ano.

Do total previsto, R$ 734,4 bilhões, equivalentes a 60% dos recursos, devem vir do setor privado, enquanto R$ 490,5 bilhões, os 40% restantes, ficariam a cargo do setor público.

O país foi dividido em 42 eixos de transporte, entre rodoviário, ferroviário, hidroviário, intermodal e modais alternativos, com prioridade para rotas ligadas à exportação, ao consumo interno e à integração territorial entre regiões.

O diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Aurélio de Barcelos, classificou o plano como uma espécie de mensagem de que o Brasil tem uma política de Estado consistente para o setor, reforçando a imagem do país como receptor de investimentos de longo prazo.

Para o setor de transporte rodoviário de cargas, incluindo as empresas baianas, o plano de longo prazo sinaliza prioridades que devem orientar futuras concessões e leilões nas próximas décadas, ainda que sua efetivação dependa de continuidade entre diferentes governos e do aporte efetivo dos recursos privados projetados.

Fonte: O Tempo

BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA REGISTRA SUPERÁVIT DE US$ 1,9 BILHÃO NA PRIMEIRA SEMANA DE SETEMBRO

BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA REGISTRA SUPERÁVIT DE US$ 1,9 BILHÃO NA PRIMEIRA SEMANA DE SETEMBRO

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,906 bilhão na primeira semana de setembro, impulsionada por forte alta nas exportações, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, as exportações somaram US$ 7,298 bilhões e as importações, US$ 5,392 bilhões, resultado do balanço semanal de comércio exterior publicado pelo governo federal.

Por setor, as exportações da agropecuária somaram US$ 1,406 bilhão, alta de 15,7% frente a igual semana de 2025; a indústria extrativa somou US$ 2,264 bilhões, salto de 84,4%; e a indústria de transformação, US$ 3,597 bilhões, alta de 17,9%. No total, as exportações cresceram 31,7% na comparação anual, enquanto as importações subiram 8,4%.

No acumulado do ano, de janeiro até a primeira semana de setembro, o superávit da balança comercial chega a US$ 57,224 bilhões, alta de 36,7% frente ao mesmo intervalo de 2025.

O desempenho reforça um ciclo de exportações aquecidas que já vinha pressionando a demanda por frete rodoviário até portos e terminais ferroviários no país, incluindo rotas que escoam produção baiana e nordestina, com reflexo direto na ocupação da frota e na formação de preços do frete nos próximos meses.

Fonte: Jornal do Comércio (dado oficial: Secex/MDIC)

DETRAN-BA ABRE PROGRAMA COM 20 MIL CARTEIRAS DE HABILITAÇÃO GRATUITAS PARA MORADORES DE BAIXA RENDA

DETRAN-BA ABRE PROGRAMA COM 20 MIL CARTEIRAS DE HABILITAÇÃO GRATUITAS PARA MORADORES DE BAIXA RENDA

O Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) anunciou a abertura do programa "CNH da Gente", que vai oferecer 20 mil vagas para a primeira habilitação gratuita a moradores do estado.

De acordo com o órgão, a iniciativa busca ampliar o acesso à carteira de motorista para pessoas de baixa renda que hoje não conseguem arcar com os custos do processo de habilitação.

Podem participar candidatos maiores de 18 anos, alfabetizados, residentes na Bahia, com CPF regular e inscrição atualizada no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com dados atualizados até 8 de maio de 2026.

O programa cobre integralmente as taxas do processo, incluindo exame de aptidão física e mental, avaliação psicológica, curso teórico, aulas práticas de direção e os exames finais necessários para a emissão da carteira.

As inscrições poderão ser feitas entre 1º e 15 de outubro de 2026, por meio do site oficial do governo do estado. Os critérios de seleção priorizam candidatos com menor renda familiar per capita, seguidos por tamanho da família e faixa etária.

O resultado da seleção está previsto para ser divulgado em 16 de novembro de 2026, e os contemplados terão prazo de até 12 meses para concluir todas as etapas do processo de habilitação. Quem já possui carteira de motorista ou tem processo de habilitação em andamento está automaticamente fora do programa.

Iniciativas como essa têm efeito indireto, mas relevante, sobre o setor de transporte rodoviário de cargas na Bahia, que enfrenta dificuldade crônica para repor motoristas profissionais. Embora o programa esteja voltado à primeira habilitação, em geral nas categorias destinadas a veículos de passeio, ele amplia a base de futuros candidatos que poderão, em etapa posterior, buscar as categorias C, D e E exigidas para conduzir caminhões, contribuindo a médio prazo para atenuar a escassez de mão de obra qualificada relatada por transportadoras baianas.

Fonte: A Tarde

BOLETIM FOCUS MANTÉM SELIC EM 13,75% PARA 2026 E SINALIZA CRÉDITO AINDA CARO PARA RENOVAÇÃO DE FROTAS

BOLETIM FOCUS MANTÉM SELIC EM 13,75% PARA 2026 E SINALIZA CRÉDITO AINDA CARO PARA RENOVAÇÃO DE FROTAS

O mais recente Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na segunda-feira, 31 de agosto de 2026 — última edição disponível antes do feriado da Independência, que adiou a publicação desta semana para terça-feira (8) —, manteve a projeção da taxa Selic em 13,75% ao ano para o fim de 2026, repetindo a estimativa da semana anterior.

O boletim reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central para os principais indicadores da economia brasileira, servindo de referência para o mercado e para a formação de expectativas sobre juros, câmbio e inflação.

Segundo o levantamento, a projeção para a inflação medida pelo IPCA em 2026 recuou ligeiramente, de 5,02% para 5,01%, enquanto a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,95% para 1,92%, na segunda semana consecutiva de revisão para baixo na expectativa de atividade econômica.

Já a projeção para a cotação do dólar permaneceu estável em R$ 5,20, repetindo o patamar das últimas semanas de levantamento.

A manutenção da Selic em patamar elevado tem efeito direto sobre o custo do crédito para aquisição de caminhões e demais bens de capital do setor de transporte, já que a taxa básica de juros baliza as condições de financiamento oferecidas por bancos e financeiras, inclusive em linhas voltadas a programas oficiais de renovação de frota.

Com o câmbio projetado em patamar estável, o custo de peças, pneus e componentes importados tende a não sofrer pressão adicional relevante no curto prazo, o que representa um alívio parcial para transportadoras que dependem de insumos importados na manutenção de suas frotas.

A próxima atualização do Boletim Focus, prevista para esta terça-feira, poderá indicar se o mercado financeiro mantém ou revisa essas expectativas diante da divulgação do IPCA de agosto, também aguardada para a semana. Para transportadoras baianas, o cenário de juros ainda altos reforça a tendência de cautela na renovação de frota observada nos números de vendas de caminhões, já que o custo do financiamento segue sendo um fator decisivo ao lado do preço do diesel e do valor do frete praticado no estado.

Fonte: Banco Central do Brasil