por Setceb | maio 7, 2026 | Uncategorized
O transporte rodoviário de cargas esteve no centro das discussões realizadas durante o XXV Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, promovido em Brasília, na Câmara dos Deputados. O encontro reuniu representantes do setor, autoridades públicas, especialistas e entidades ligadas à logística para debater temas considerados estratégicos para o desenvolvimento do TRC no Brasil.
Entre os principais assuntos abordados estiveram segurança jurídica, regulação do setor, infraestrutura logística, piso mínimo de frete, seguros obrigatórios e eficiência operacional. O evento também destacou a importância do transporte rodoviário para a economia nacional, já que o modal responde pela maior parte da movimentação de cargas no país.
Durante os debates, representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reforçaram a necessidade de ampliar o diálogo entre o setor regulado e os órgãos públicos, buscando construir normas mais alinhadas à realidade das operações e às demandas do mercado.
Outro ponto discutido foi a busca por uma matriz logística mais equilibrada no Brasil, com integração entre diferentes modais de transporte e ampliação dos investimentos em infraestrutura rodoviária. Segundo os participantes, melhorias nas concessões e novos investimentos podem contribuir para aumentar a eficiência logística e reduzir impactos no chamado custo Brasil.
O seminário também aprofundou discussões sobre a aplicação da Lei do Piso Mínimo de Frete e da legislação relacionada aos seguros no transporte rodoviário de cargas. Os painéis técnicos abordaram interpretações jurídicas, desafios regulatórios e impactos das exigências sobre transportadores, embarcadores e operadores logísticos.
Além disso, o encontro debateu o avanço das ferramentas de controle e fiscalização, incluindo a ampliação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e o endurecimento de penalidades relacionadas ao descumprimento das normas do setor.
As discussões reforçaram ainda a importância da segurança viária, das condições de trabalho dos motoristas e da construção de políticas públicas voltadas à modernização do transporte rodoviário de cargas no Brasil.
por Setceb | maio 6, 2026 | Uncategorized
O debate sobre a aplicação da tabela de frete mínimo no transporte rodoviário de cargas será o foco de um webinar voltado a transportadores, gestores e profissionais do setor logístico. O encontro tem como objetivo esclarecer as principais mudanças regulatórias, os impactos operacionais e as estratégias necessárias para adaptação das empresas às exigências atuais.
Com um cenário de fiscalização mais intensa e aumento da pressão sobre os custos operacionais, o tema ganha ainda mais relevância para a sustentabilidade das operações. Durante o webinar, especialistas irão abordar como a correta formação de preços, o controle de custos e a formalização dos contratos podem evitar riscos e prejuízos para as transportadoras.
Além disso, serão discutidas boas práticas de gestão que permitem maior previsibilidade financeira, incluindo o uso de indicadores, sistemas integrados e ferramentas de controle que auxiliam no cumprimento das regras estabelecidas pela legislação.
Outro ponto central do encontro será a importância da padronização das operações e da segurança jurídica nas relações entre transportadores e embarcadores, especialmente em um ambiente cada vez mais regulado e orientado por dados.
A proposta do webinar é trazer uma abordagem prática e aplicável à realidade das empresas, ajudando o setor a transformar exigências legais em oportunidades de melhoria operacional e ganho de competitividade.
Em um momento de mudanças constantes, iniciativas como essa reforçam a importância da informação qualificada e da atualização contínua para quem atua no transporte rodoviário de cargas.
por Setceb | maio 6, 2026 | Uncategorized
A Agência Nacional de Transportes Terrestres inicia, em maio de 2026, uma nova etapa na incorporação de práticas sustentáveis ao transporte rodoviário de cargas. Entre os dias 4 e 18, o órgão promove uma audiência pública para receber contribuições sobre a criação do Selo ESG Cargas, iniciativa que busca reconhecer transportadores alinhados a boas práticas ambientais, sociais e de governança.
A proposta tem caráter voluntário e será vinculada ao RNTRC, sendo direcionada a transportadores com cadastro ativo. A iniciativa parte da premissa de que desenvolvimento econômico e responsabilidade socioambiental podem caminhar juntos, incentivando empresas que adotam esse equilíbrio em suas operações.
Critérios de avaliação
O modelo de certificação será estruturado em três pilares principais. O aspecto ambiental considera ações voltadas ao uso eficiente de recursos e à redução de emissões. Já o pilar social envolve temas como segurança no trabalho, inclusão e impacto nas comunidades. Por fim, a governança avalia o nível de conformidade com as normas que regulam a atividade.
Empresas que atenderem integralmente aos երեք critérios poderão obter o selo completo. No entanto, aquelas que cumprirem parcialmente também serão reconhecidas, conforme regras que ainda serão detalhadas pela Agência. A ideia é ampliar a participação e estimular a evolução gradual das empresas.
A análise levará em conta o perfil do transportador, incluindo porte, segmento de atuação e enquadramento no RNTRC, utilizando dados de diferentes bases. No caso do critério ambiental, certificações já existentes poderão ser consideradas como comprovação dos requisitos exigidos.
Diretrizes e próximos passos
A certificação será orientada por princípios que envolvem desde a redução de impactos ambientais até temas como segurança viária, saúde ocupacional, diversidade e transparência. A expectativa é que o selo contribua para fortalecer padrões mais elevados de gestão no setor.
Os detalhes completos sobre participação, critérios técnicos e validade da certificação ainda serão divulgados em edital específico. A Agência também poderá estabelecer parcerias para apoiar a implementação do programa.
Participação aberta ao setor
As contribuições podem ser enviadas durante o período da audiência pública por meio de canal oficial da ANTT. A expectativa é que a participação de empresas e entidades ajude a construir um modelo mais aderente à realidade operacional do transporte rodoviário de cargas no Brasil.
por Setceb | maio 6, 2026 | Uncategorized
Mesmo com o avanço no número de novos registros no transporte rodoviário de cargas, o perfil dos profissionais que ingressam na atividade tem gerado preocupação entre especialistas. Em 2025, mais de 51 mil caminhoneiros autônomos passaram a integrar o RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas), marcando um dos maiores volumes dos últimos anos.
O dado, por si só, indica um movimento positivo de entrada no setor. No entanto, quando analisado mais a fundo, revela um desafio estrutural importante: a baixa renovação da mão de obra.
A idade média dos novos profissionais ficou em torno de 42 anos, muito próxima da média geral da categoria, que gira em torno de 46 anos. A maior concentração de novos registros está entre pessoas de 35 a 50 anos, com destaque para a faixa entre 38 e 44 anos. Além disso, ainda há uma participação significativa de motoristas acima dos 50 anos iniciando na profissão.
Esse cenário mostra que o ingresso na atividade continua acontecendo de forma tardia. Em muitos casos, são trabalhadores que migraram de outras áreas ou que só conseguem investir em um caminhão após anos de atividade profissional em outros setores.
Jovens seguem distantes da profissão
Enquanto isso, a presença de jovens no transporte rodoviário segue em queda. A participação de pessoas com menos de 25 anos é cada vez menor, o que reforça a dificuldade do setor em atrair novas gerações.
Entre os principais motivos estão os altos custos para entrar na atividade, como a compra do caminhão, manutenção, combustível e as dificuldades de acesso a crédito. Além disso, as condições operacionais da profissão, como longas jornadas, tempo fora de casa e desafios na rotina da estrada, também afastam novos interessados.
Avanço feminino ganha destaque
Por outro lado, o levantamento traz um ponto positivo: o crescimento da participação feminina. As mulheres já representam mais de 16% dos novos registros, o maior índice já observado, superando com folga a média atual da categoria.
Esse movimento indica uma transformação gradual no perfil do setor, com maior diversidade e abertura para novos perfis profissionais.
Desafio para o futuro do transporte
O contraste entre o aumento no número de novos cadastros e o envelhecimento dos motoristas evidencia um ponto crítico para o futuro do transporte rodoviário de cargas.
Sem a entrada de uma nova geração, o setor pode enfrentar dificuldades para manter sua capacidade operacional nos próximos anos. Atrair jovens, melhorar as condições da profissão e ampliar o acesso ao crédito passam a ser fatores estratégicos para garantir a continuidade e a sustentabilidade da atividade no país.
por Setceb | maio 6, 2026 | Uncategorized
A entrada em vigor da Lei 15.397/2026 reacendeu as discussões sobre segurança no transporte rodoviário de cargas, especialmente diante do impacto direto do roubo de mercadorias nas operações logísticas. No próximo período, o tema deve ganhar ainda mais relevância no setor, com atenção voltada às mudanças trazidas pela nova legislação.
A principal alteração está no aumento das penas para o crime de receptação. Quem compra, vende ou comercializa produtos roubados passa a enfrentar punições mais severas, que agora variam de dois a seis anos de prisão, além de multa. Antes, a pena prevista era de um a quatro anos.
A expectativa do setor é que o endurecimento da lei reduza a viabilidade econômica desse tipo de crime, atingindo principalmente estruturas organizadas que dependem da revenda das cargas roubadas para gerar lucro.
Representantes do transporte avaliam que a mudança corrige uma fragilidade histórica no enfrentamento ao problema. Isso porque, sem penalizar de forma mais rigorosa quem recebe e comercializa a mercadoria, o ciclo do crime se mantinha ativo, mesmo após prisões.
Impacto direto na cadeia criminosa
O foco na receptação pode afetar especialmente os chamados roubos encomendados, que são planejados a partir da existência de compradores previamente definidos. Sem esse elo, a operação criminosa perde sustentação.
O transporte rodoviário de cargas, responsável por grande parte da movimentação logística no país, segue entre os mais expostos à criminalidade. Os prejuízos vão além das perdas financeiras, impactando prazos, custos operacionais e a segurança das operações.
Motoristas ainda são ponto de atenção
Apesar do avanço na legislação, o setor aponta que ainda há lacunas importantes, principalmente no que diz respeito à proteção dos motoristas. Em muitos casos, profissionais são vítimas de violência durante as ações criminosas, incluindo sequestros, sem que esses episódios recebam o devido enquadramento legal mais severo.
A avaliação é de que o combate ao roubo de cargas precisa envolver todos os agentes da cadeia, com responsabilização ampla — incluindo participantes diretos, informantes e receptadores.
Necessidade de medidas complementares
Além das mudanças na lei, especialistas defendem a adoção de ações estruturais para aumentar a eficiência no combate ao crime. Entre elas, está a criação de um banco de dados nacional que permita mapear áreas de risco e identificar envolvidos em ocorrências.
A nova legislação é vista como um passo relevante, mas o setor reforça que os resultados dependerão da integração entre fiscalização, inteligência de dados e aplicação efetiva das penalidades.
Com a combinação dessas medidas, a expectativa é reduzir a atuação de quadrilhas e aumentar a segurança nas rodovias, trazendo mais previsibilidade e proteção para toda a cadeia logística.
por Setceb | maio 5, 2026 | Uncategorized
O debate sobre o piso mínimo de frete voltou ao centro das atenções no Transporte Rodoviário de Cargas em 2026, impulsionado por uma combinação de fatores que impactam diretamente a operação das empresas. Entre eles, estão o aumento da fiscalização por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres, o avanço das discussões jurídicas envolvendo autuações e a elevação constante dos custos operacionais, como combustível, manutenção, pneus, pedágios e mão de obra.
Criada em 2018, após a paralisação dos caminhoneiros, a política de pisos mínimos surgiu para estabelecer uma base de remuneração no transporte de cargas. Desde então, o tema permanece em discussão entre transportadores, embarcadores e entidades do setor, principalmente em relação à metodologia de cálculo, atualizações da tabela e segurança jurídica na aplicação das regras. Nos últimos anos, a volatilidade dos insumos — especialmente o diesel — tornou o assunto ainda mais sensível e conectado à realidade financeira das operações.
Em 2026, esse cenário ganhou mais intensidade. Indicadores apontam que o valor médio do frete por quilômetro chegou a R$ 7,99 em março, refletindo o aumento dos custos. Ao mesmo tempo, a ANTT ampliou a fiscalização e registrou um volume expressivo de autuações por descumprimento das normas, com multas que ultrapassam R$ 354 milhões. Paralelamente, decisões judiciais seguem analisando a aplicação dessas penalidades, mostrando que o tema continua em evolução também no campo jurídico.
Diante desse contexto, cresce a necessidade de maior controle por parte das transportadoras, especialmente na formalização das operações, no acompanhamento dos custos e na adequação às exigências regulatórias. O piso mínimo deixa de ser apenas uma referência e passa a influenciar diretamente contratos, negociações e a sustentabilidade financeira das empresas.
Representantes do setor destacam que a previsibilidade é um dos principais pontos em discussão. O transporte rodoviário de cargas, por sua natureza, é altamente sensível a variações econômicas, o que exige regras claras e maior segurança jurídica para manter a operação equilibrada.
Em regiões com forte atividade logística, como o Oeste do Paraná, os impactos são ainda mais evidentes. A dependência do transporte para escoamento da produção e abastecimento das cadeias produtivas torna qualquer desequilíbrio entre custo e frete um fator crítico para a competitividade e para a capacidade de investimento das empresas.
Nesse cenário, entidades representativas reforçam a importância de acompanhamento técnico e orientação às transportadoras. O momento exige atenção constante e decisões estratégicas mais bem fundamentadas, em um ambiente onde regulação, custos e mercado estão cada vez mais interligados.