JSL LANÇA PROGRAMA DE FIDELIDADE PARA CAMINHONEIROS E APOSTA EM EFICIÊNCIA OPERACIONAL

A JSL anunciou o lançamento do programa Estradas de Prêmios, uma iniciativa voltada a motoristas autônomos, agregados e frotistas. Integrado ao aplicativo Cargas e Fretes, o projeto tem como foco aumentar a produtividade nas operações e estreitar o relacionamento com os profissionais da estrada, enfrentando desafios recorrentes como viagens sem carga, baixa previsibilidade e dificuldade de engajamento.

Inserido em um mercado bilionário, o transporte rodoviário de cargas ainda convive com gargalos importantes de eficiência, especialmente no segmento de carga lotação. Nesse contexto, a empresa aposta na combinação entre tecnologia e estrutura operacional para melhorar o aproveitamento da frota. O aplicativo cruza informações como localização, tipo de veículo e perfil do motorista para oferecer cargas mais alinhadas, reduzindo períodos de ociosidade.

Atualmente, a operação digital da companhia já registra milhares de viagens por mês, com rotas médias de cerca de 500 quilômetros. Esse cenário reforça a importância de minimizar deslocamentos sem carga, que impactam diretamente o custo do frete e a rentabilidade dos motoristas. A proposta da plataforma é justamente conectar melhor oferta e demanda, aumentando a eficiência logística.

O programa de fidelidade entra como um incentivo adicional nesse ecossistema. A cada frete realizado, os motoristas acumulam pontos que podem ser trocados por produtos e serviços em um catálogo amplo. Além disso, há benefícios extras, como descontos em parceiros, que podem ser utilizados também por familiares.

Outro diferencial está no sistema de metas e níveis. As chamadas “missões” direcionam comportamentos estratégicos, como condução mais segura ou adesão a rotas específicas. Já a progressão por categorias — de níveis iniciais até os mais avançados — amplia as vantagens conforme o volume de operações realizadas. O uso de geolocalização também permite maior agilidade na oferta de novas cargas, reduzindo o tempo parado.

A inclusão de frotistas no programa amplia o alcance da estratégia, já que esses profissionais influenciam decisões operacionais relevantes. Com isso, tanto motoristas quanto donos de pequenas frotas passam a participar do sistema de benefícios, fortalecendo o vínculo com a operação.

Além do engajamento, a iniciativa também busca reduzir custos. A alta rotatividade de motoristas, comum no setor, gera despesas operacionais significativas. Ao estimular recorrência e fidelização, a empresa pretende tornar a operação mais estável e eficiente.

O programa teve início com uma base inicial de usuários e a expectativa é expandir rapidamente esse número nos próximos meses, ampliando a participação dentro do ambiente digital da companhia.

Mais do que uma ação de relacionamento, o Estradas de Prêmios sinaliza uma mudança na forma como empresas de logística se conectam com os caminhoneiros. Ao unir dados, tecnologia e incentivos, a estratégia contribui para aumentar a produtividade, reduzir desperdícios e criar novas oportunidades de renda em um setor cada vez mais competitivo.

MAIO AMARELO REFORÇA ALERTA SOBRE SEGURANÇA NO TRÂNSITO NA BAHIA

O mês de maio começa com um importante chamado à reflexão sobre a segurança no trânsito. Na Bahia, o cenário segue em alerta: dados parciais de 2025 indicam que o número de acidentes nas rodovias permanece elevado, reforçando a necessidade de atenção contínua por parte de motoristas, empresas e da sociedade.

Mais do que a quantidade de ocorrências, o que chama atenção são os fatores que estão por trás desses acidentes. Levantamentos da Polícia Rodoviária Federal apontam que mais de 90% dos acidentes de trânsito estão relacionados a falhas humanas, como desatenção, imprudência e desrespeito às normas.

Entre os principais comportamentos de risco, destacam-se:

uso do celular ao volante
excesso de velocidade
ultrapassagens indevidas
direção sob fadiga

No transporte rodoviário de cargas, esses fatores ganham ainda mais relevância. Motoristas profissionais passam longas jornadas nas estradas, o que aumenta significativamente o risco de acidentes relacionados ao cansaço. Estudos indicam que a fadiga pode reduzir o tempo de reação de forma semelhante ao consumo de álcool, comprometendo a capacidade de tomada de decisão.

Além disso, dados do sistema de saúde apontam que acidentes de trânsito estão entre as principais causas de internações por traumas no Brasil, gerando impactos não apenas sociais, mas também econômicos.

Esse conjunto de informações reforça que o desafio da segurança viária vai além da fiscalização: ele passa, principalmente, pela mudança de comportamento. É nesse contexto que o Maio Amarelo ganha força, ao propor a conscientização como ferramenta central para a redução de acidentes.

Mais do que números, os dados refletem vidas impactadas diariamente. A construção de um trânsito mais seguro depende de uma responsabilidade compartilhada — que envolve desde a atitude individual do motorista até o compromisso das empresas com a cultura de segurança.

O SETCEB — Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas do Estado da Bahia — apoia a campanha do Maio Amarelo e reforça seu compromisso com a promoção de um trânsito mais seguro. Ao longo do mês, serão publicadas matérias especiais com profissionais do setor e especialistas ligados ao Observatório Nacional de Trânsito, trazendo análises, orientações e reflexões sobre a importância da conscientização para a preservação de vidas.

REFORMA TRIBUTÁRIA PASSA A IMPACTAR DIRETAMENTE O VALOR DAS EMPRESAS

A reforma tributária no Brasil vai além de mudanças na cobrança de impostos. Na prática, ela está alterando a forma como as empresas precisam estruturar suas estratégias, especialmente quando o assunto é crescimento, investimento e valor de mercado.

Temas como fluxo de caixa, estrutura contratual, gestão de fornecedores e governança tributária deixam de ser apenas operacionais e passam a influenciar diretamente o valuation das empresas. Isso porque o valor de um negócio está diretamente ligado à sua capacidade de geração de caixa no futuro — e o novo sistema tributário impacta exatamente esse ponto.

Durante muito tempo, a questão fiscal era tratada principalmente como um risco a ser avaliado em processos de fusões e aquisições. O foco estava no passado: identificar passivos, contingências e possíveis ajustes no preço da empresa. Com a reforma, essa lógica muda. O olhar passa a ser também para o futuro, analisando como a empresa está preparada para operar dentro das novas regras.

Nesse novo cenário, falhas na gestão tributária podem gerar impactos relevantes. Empresas que não controlam corretamente seus créditos podem acumular custos invisíveis. Estruturas contratuais mal definidas podem comprometer margens. A falta de monitoramento de fornecedores pode transformar créditos em riscos. E a ausência de planejamento pode afetar diretamente a liquidez do negócio.

O que antes era tratado como um problema interno ou operacional passa a influenciar diretamente o valor da empresa no mercado. Isso exige uma mudança na forma como investidores e gestores analisam os negócios.

A due diligence tributária, que tradicionalmente avaliava o histórico da empresa, já não é suficiente por si só. Agora, é essencial entender como a organização está posicionada para lidar com o novo ambiente fiscal e quais impactos isso terá na sua geração de caixa.

A reforma, portanto, reposiciona o tema tributário no centro da estratégia empresarial. Mais do que cumprir obrigações, as empresas precisam integrar a gestão fiscal às decisões de negócio.

Quem não acompanhar essa mudança tende a sentir os efeitos diretamente nos resultados — seja na margem, no caixa ou no valor atribuído à empresa em futuras negociações.

GOVERNO ANUNCIA R$ 21,2 BILHÕES EM CRÉDITO PARA CAMINHONEIROS E AMPLIA ESTRUTURA DE APOIO NAS ESTRADAS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de R$ 21,2 bilhões em linhas de crédito voltadas aos caminhoneiros durante o lançamento da segunda fase do programa Move Brasil. A iniciativa inclui ainda a criação de 41 pontos de parada para descanso até o fim de 2026, com foco em melhorar as condições de trabalho nas rodovias.

A proposta busca facilitar o acesso ao financiamento para aquisição de caminhões, ônibus e implementos rodoviários, com condições consideradas mais atrativas em relação às praticadas no mercado. O objetivo é reduzir a pressão financeira sobre motoristas autônomos e cooperados, além de incentivar a renovação da frota.

O anúncio ocorre em um cenário de crédito mais restritivo, influenciado pela taxa básica de juros elevada. Ainda assim, a demanda por financiamento no setor segue aquecida. Na primeira etapa do programa, os recursos disponibilizados foram totalmente utilizados em poucos meses, indicando forte interesse por parte dos transportadores.

As novas linhas oferecem prazos que podem chegar a cinco anos para pagamento, com limites de financiamento de até R$ 250 mil para aquisição de veículos. Também estão previstas reduções em encargos e taxas, o que amplia o acesso ao crédito, principalmente para profissionais que enfrentam dificuldades no sistema financeiro tradicional.

A contratação deve ser feita por meio de instituições públicas, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES, que ficarão responsáveis pela análise e liberação dos recursos.

Além do crédito, o programa também aposta na melhoria da infraestrutura de apoio nas estradas. A implantação das áreas de descanso visa oferecer mais segurança, reduzir o desgaste físico dos motoristas e contribuir para a diminuição de acidentes.

A expectativa é que as medidas tenham impacto direto na operação do transporte rodoviário de cargas, aumentando a eficiência, reduzindo custos e fortalecendo a atividade. Também há perspectiva de reflexos positivos na economia, com estímulo à geração de empregos e maior movimentação no setor logístico.

Para os caminhoneiros, a iniciativa representa uma oportunidade de acesso a melhores condições de financiamento e estrutura de trabalho. Já para o setor, o programa reforça a importância de políticas públicas voltadas à sustentabilidade e modernização do transporte no país.

CONTRATAÇÃO DE MOTORISTAS ESTRANGEIROS GANHA ESPAÇO DIANTE DA ESCASSEZ NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO

Apesar de não existir um movimento estruturado de contratação em larga escala, empresas brasileiras já começaram a buscar motoristas estrangeiros como alternativa para suprir a falta de profissionais no transporte rodoviário de cargas. A prática ainda é pontual, mas evidencia um problema crescente no setor.

Um dos exemplos mais conhecidos ocorreu no Paraná, onde uma transportadora recrutou motoristas venezuelanos por meio de ações de acolhimento a imigrantes realizadas no Norte do país. Os profissionais passaram por processo seletivo, capacitação técnica, adaptação cultural e acompanhamento operacional antes de iniciarem suas atividades, o que demonstra que a contratação exige preparo e estrutura.

O interesse por trabalhadores de fora está diretamente ligado à dificuldade de encontrar motoristas qualificados no Brasil. Nos últimos anos, o setor tem enfrentado queda no número de profissionais, envelhecimento da categoria e baixa entrada de novos condutores. Além disso, fatores como longas jornadas, custos elevados, riscos nas estradas e baixa atratividade da profissão contribuem para esse cenário.

Mesmo sendo uma alternativa, a contratação de estrangeiros enfrenta limitações importantes. Questões como regularização migratória, validação de habilitação, adaptação às normas brasileiras e barreiras operacionais tornam o processo mais complexo do que parece. Pela legislação, motoristas de outros países podem dirigir temporariamente no Brasil, mas precisam cumprir exigências específicas para permanecer na atividade de forma contínua.

O tema também gera preocupação entre caminhoneiros brasileiros, principalmente em relação a possíveis impactos nas condições de trabalho e na remuneração. Em um setor já pressionado por custos elevados e margens reduzidas, há receio de que a entrada de novos profissionais aumente a competitividade sem resolver problemas estruturais.

Mais do que discutir a origem da mão de obra, o cenário evidencia um desafio maior: a necessidade de tornar a profissão mais atrativa. A rotina nas estradas, marcada por longos períodos longe de casa, insegurança, espera em operações logísticas e alta pressão por prazos, tem afastado novos profissionais.

Enquanto essas questões não forem enfrentadas, a busca por motoristas — sejam brasileiros ou estrangeiros — continuará sendo um desafio para o transporte rodoviário de cargas, impactando diretamente a eficiência e a sustentabilidade das operações no país.