por Setceb | abr 30, 2026 | Uncategorized
A Polícia Rodoviária Federal dará início à Operação Dia do Trabalho 2026 à meia-noite desta quinta-feira (30), com ações que seguem até a segunda-feira (3). A mobilização faz parte do calendário nacional de segurança viária e tem como principal objetivo reduzir acidentes durante o período de aumento no fluxo de veículos nas rodovias federais da Bahia.
Com a expectativa de maior movimentação, principalmente em rotas que conectam a capital ao interior e regiões turísticas, o policiamento será reforçado em pontos considerados críticos. A definição das áreas de atuação leva em conta dados históricos de acidentes, priorizando trechos e horários com maior risco.
Entre as estratégias adotadas, está a ampliação do motopoliciamento, que permite maior agilidade nas abordagens e resposta mais rápida a ocorrências. A medida busca coibir infrações como excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas e manobras perigosas — comportamentos que estão entre as principais causas de acidentes graves, especialmente envolvendo motociclistas.
Além da fiscalização, a operação também inclui ações educativas, com orientações diretas aos condutores, distribuição de materiais informativos e abordagens voltadas à conscientização no trânsito. A proposta é estimular práticas mais seguras e reduzir comportamentos de risco nas rodovias.
As equipes também estarão preparadas para atendimento rápido em casos de incidentes, com o objetivo de minimizar impactos no tráfego e garantir maior fluidez nas estradas durante o feriado.
A PRF reforça a importância da revisão preventiva dos veículos antes da viagem, do respeito à sinalização e da condução responsável. Para motociclistas, o uso adequado de equipamentos de proteção e a adoção de direção defensiva são fatores essenciais para aumentar a segurança nas rodovias.
por Setceb | abr 30, 2026 | Uncategorized
O Conselho Nacional de Trânsito anunciou a suspensão temporária da aplicação de novas multas relacionadas ao sistema de pedágio eletrônico Free Flow pelo período de 200 dias. A medida também concede o mesmo prazo adicional para que motoristas que já foram autuados regularizem suas pendências junto às concessionárias.
Até o momento, o modelo já acumula cerca de 3,4 milhões de autuações. Com a nova regra, condutores que quitarem os valores devidos dentro do prazo estabelecido poderão solicitar a revisão das penalidades, com possibilidade de cancelamento da multa e retirada dos pontos na carteira. Pelo Código de Trânsito Brasileiro, a infração por evasão de pedágio prevê multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
Além disso, o governo determinou um prazo de 100 dias para que as concessionárias integrem seus sistemas ao aplicativo CNH Digital. A proposta é centralizar as informações de passagens e débitos em um único ambiente digital, facilitando o acompanhamento pelos usuários.
A iniciativa faz parte de um processo de adaptação ao novo modelo de cobrança eletrônica, que ainda enfrenta desafios de comunicação e entendimento por parte dos motoristas. Entidades do setor avaliam que a ausência de praças físicas e a diversidade de formas de pagamento exigem um período de transição mais estruturado.
Atualmente, o sistema Free Flow já está presente em 11 rodovias brasileiras, incluindo trechos federais e estaduais. A expectativa é de expansão nos próximos anos, acompanhada de maior adesão a tecnologias de pagamento automático.
Representantes do setor destacam que, apesar das dificuldades iniciais, o modelo traz ganhos relevantes para o transporte, como redução de filas, menor consumo de combustível e maior eficiência operacional. Ainda assim, reforçam a necessidade de aprimorar a comunicação com os usuários para evitar autuações decorrentes de desconhecimento durante essa fase de implementação.
por Setceb | abr 30, 2026 | Uncategorized
O julgamento sobre a desoneração da folha de pagamentos, que beneficia empresas de 17 setores da economia e municípios, foi adiado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e deve ocorrer nesta quinta-feira, dia 30. A análise estava prevista inicialmente para a quarta-feira, mas foi postergada a pedido do relator do caso.
A expectativa é que a Corte considere inconstitucionais pontos da lei que prorrogou o benefício até 2027. Ainda assim, a tendência é que seja mantido o acordo construído entre o governo federal e o Congresso Nacional, que prevê a retomada gradual da cobrança tributária ao longo dos próximos anos.
A ação foi apresentada pelo governo federal, que questiona a prorrogação do incentivo sem a devida previsão de impacto nas contas públicas e sem indicação clara de compensação para a perda de arrecadação. No entendimento do relator, essas exigências não foram plenamente atendidas pelo Legislativo.
Por outro lado, o Congresso defende que não houve criação de um novo benefício, mas apenas a extensão de uma política já existente, além de argumentar que as exigências legais foram cumpridas durante a tramitação da proposta.
Criada em 2011, a desoneração da folha de pagamentos tem como objetivo reduzir encargos trabalhistas em setores intensivos em mão de obra. Na prática, ela substitui a contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha salarial por alíquotas menores, que variam entre 1% e 4,5% sobre a receita bruta das empresas.
Mesmo após ter sido prorrogada pelo Congresso até 2027, a medida chegou a ser suspensa por decisão liminar do STF, sob o argumento de ausência de previsão orçamentária adequada. Diante disso, governo e parlamentares firmaram um acordo que estabelece a reoneração gradual entre 2025 e 2027.
Pelo cronograma definido, as empresas passarão a recompor, aos poucos, a contribuição sobre a folha. Em 2025, parte da cobrança ainda incide sobre a receita bruta, com início da transição. Em 2026 e 2027, essa proporção será ajustada progressivamente, até que, a partir de 2028, o modelo original seja totalmente retomado.
Entre os setores contemplados pela política estão áreas relevantes para a economia, incluindo transporte rodoviário de cargas e passageiros, construção civil, tecnologia da informação, call centers, indústria têxtil e fabricação de veículos, entre outros segmentos com forte geração de empregos.
O desfecho do julgamento no STF tende a trazer maior segurança jurídica sobre o tema e impactar diretamente o planejamento financeiro das empresas envolvidas, especialmente aquelas que dependem do benefício para equilibrar custos operacionais.
por Setceb | abr 30, 2026 | Uncategorized
Empresas seguem acumulando perdas significativas no transporte de cargas no Brasil por um problema recorrente: a falta de clareza sobre quem é responsável pela proteção da mercadoria. Essa falha, muitas vezes negligenciada, faz com que cargas circulem com uma falsa sensação de segurança, enquanto os riscos reais só se tornam evidentes no momento do sinistro.
Embora o roubo de cargas ainda seja um dos principais desafios do setor — com mais de 10 mil ocorrências registradas em 2024 e prejuízos estimados em R$ 1,2 bilhão — especialistas apontam que parte relevante dessas perdas tem origem em falhas internas, especialmente na gestão de risco e na definição de responsabilidades contratuais.
Um dos equívocos mais comuns é acreditar que o seguro contratado pela transportadora garante proteção total da carga. Na prática, esse tipo de apólice cobre apenas situações específicas, como acidentes envolvendo o veículo, e não inclui riscos frequentes no país, como roubos, extravios ou avarias operacionais.
Essa confusão entre responsabilidade e cobertura efetiva é o ponto central do problema. Muitas empresas operam sem entender os limites das apólices e acabam descobrindo essas restrições apenas quando já enfrentam prejuízos consolidados.
No modelo atual, a transportadora é obrigada a contratar o seguro de responsabilidade civil, que cobre danos em casos como colisões e tombamentos. No entanto, essa proteção é limitada e não contempla os principais riscos enfrentados no dia a dia das operações logísticas.
Já o seguro contratado pelo embarcador tem papel complementar e mais abrangente, pois protege diretamente o valor da mercadoria. Esse tipo de cobertura é fundamental para reduzir a exposição financeira, principalmente em operações mais complexas ou de maior valor agregado.
A ausência de alinhamento entre as partes cria um cenário crítico: lacunas de cobertura, custos duplicados e conflitos jurídicos. São problemas que, muitas vezes, passam despercebidos na fase de negociação, mas se tornam inevitáveis após a ocorrência de um sinistro.
Em um ambiente marcado por alta incidência de roubos e margens cada vez mais pressionadas, tratar o seguro como uma simples formalidade operacional pode comprometer seriamente a saúde financeira das empresas. A definição clara das responsabilidades e a estruturação adequada das apólices se tornam, portanto, fatores estratégicos para reduzir perdas e garantir maior segurança nas operações logísticas.
Diante desse cenário, o setor reforça a necessidade de profissionalizar a gestão de riscos, adotando uma visão mais técnica e preventiva para evitar prejuízos recorrentes no transporte rodoviário de cargas.
por Setceb | abr 29, 2026 | Uncategorized
A presença de mulheres no transporte rodoviário de cargas no Brasil vem crescendo de forma consistente e já começa a transformar o perfil de um dos principais pilares da economia nacional. Levantamentos recentes indicam que as motoristas já representam mais de 7% dos profissionais do setor, demonstrando avanço gradual na ocupação de funções historicamente dominadas por homens.
Esse movimento também aparece em indicadores de diversidade. O Índice de Equidade no Transporte Rodoviário de Cargas 2026 alcançou 46 pontos em uma escala de 0 a 100, sinalizando que a inclusão feminina tem ganhado espaço dentro das empresas e passado a integrar, de forma mais estruturada, a agenda estratégica do segmento.
Segundo especialistas envolvidos na pauta, o setor atravessa um momento importante de transição, com maior abertura para a participação feminina em diferentes níveis hierárquicos. A ampliação desse espaço não se limita à condução de veículos, mas também alcança cargos de gestão e liderança.
Os dados mostram que aproximadamente 60% das empresas aumentaram a contratação de mulheres para posições estratégicas no último ano. Além disso, 88% registraram promoções ou reajustes salariais voltados a profissionais do público feminino, refletindo uma valorização crescente dentro das organizações.
Outro ponto relevante é a adoção de práticas voltadas à diversidade. Cada vez mais empresas estruturam políticas de recrutamento inclusivo, programas de capacitação e ações de conscientização no ambiente corporativo. Medidas de combate ao assédio e iniciativas de apoio às colaboradoras também começam a ganhar mais espaço.
Esse avanço, além de social, tem impacto direto nos resultados das empresas. Organizações que investem em equidade tendem a apresentar maior engajamento interno e melhores indicadores de desempenho, reforçando que a diversidade também é uma estratégia de negócio.
Apesar da evolução, ainda existem desafios a serem superados. A presença feminina em funções operacionais e cargos de liderança segue abaixo do ideal, e temas como apoio à maternidade, reintegração após licença e enfrentamento à violência doméstica ainda demandam maior atenção.
A tendência, no entanto, é de continuidade desse crescimento. Com a ampliação de políticas inclusivas e o fortalecimento de iniciativas voltadas à valorização das mulheres, o transporte rodoviário de cargas caminha para se tornar um setor mais diverso, competitivo e alinhado às novas demandas do mercado.