por Setceb | abr 2, 2026 | Uncategorized
A combinação entre juros elevados, tensões geopolíticas e distorções no transporte rodoviário tem reduzido significativamente a capacidade de investimento do agronegócio brasileiro. O cenário já impacta diretamente a demanda por caminhões e contribui para o envelhecimento da frota no país.
Segundo Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Mato Grosso, o custo financeiro tem consumido grande parte da rentabilidade do produtor. “O que seria lucro hoje está sendo direcionado para o pagamento de juros”, afirmou. Com isso, decisões de investimento, como a aquisição de veículos ou ampliação da estrutura, acabam sendo adiadas.
Em um país altamente dependente do transporte rodoviário, a pressão aumenta em períodos de safra. A combinação entre produção elevada, déficit de armazenagem e baixa oferta ferroviária intensifica a demanda por caminhões, especialmente nos picos de colheita. Ainda assim, o acesso ao crédito limitado impede que produtores invistam na compra de veículos próprios.
Esse cenário contribui para o envelhecimento da frota. De acordo com o setor, desde 2023 os investimentos vêm sendo reduzidos, ampliando uma defasagem que já era considerada preocupante.
Outro fator que pesa sobre os custos é a política de piso mínimo do frete. Na avaliação da Aprosoja, a medida, criada em 2018, não acompanhou as mudanças do mercado e passou a gerar distorções. O modelo atual encarece o transporte, limita a negociação e reduz ainda mais as margens do produtor rural.
A situação é agravada por gargalos históricos, como a falta de armazenagem. Em estados como Mato Grosso, a capacidade disponível não atende nem metade da produção, o que obriga o escoamento concentrado no pico da safra e eleva ainda mais o custo do frete.
Além disso, mudanças na dinâmica do frete de retorno também impactam os custos. Operações que antes ajudavam a equilibrar o transporte de insumos perderam eficiência, contribuindo para o aumento geral das despesas logísticas.
No cenário internacional, as tensões geopolíticas adicionam novas pressões. A instabilidade no Oriente Médio afeta diretamente o fornecimento de fertilizantes, já que grande parte dos insumos utilizados no Brasil passa por regiões estratégicas como o Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, conflitos globais também influenciam o preço do petróleo, elevando o custo do diesel.
O combustível, que já representa uma parcela significativa dos custos operacionais, impacta toda a cadeia, desde a produção no campo até o transporte da safra. Esse aumento pressiona ainda mais a rentabilidade do produtor.
Mesmo com programas de incentivo, o crédito continua sendo um entrave. Relatos do setor indicam dificuldade no acesso aos recursos, o que faz com que a prioridade seja o custeio da safra. Investimentos estruturais, como renovação de frota e expansão da armazenagem, ficam em segundo plano.
A redução da rentabilidade reforça esse movimento. Em alguns casos, produtores chegaram a registrar prejuízos recentes, enquanto a margem atual é considerada baixa. Diante disso, a estratégia predominante tem sido cortar custos e adiar decisões.
Apesar da expectativa de safra recorde, o cenário atual rompe uma lógica histórica: produção elevada já não garante aumento de investimentos. A tecnificação ajudou a manter a produtividade, mas não tem sido suficiente para sustentar novas aplicações de capital.
Outro ponto de atenção é a dependência externa no setor de energia. O Brasil ainda importa parte relevante do diesel consumido, o que aumenta a exposição à volatilidade internacional e impacta diretamente os custos logísticos.
Diante desse conjunto de fatores, o setor enfrenta um ciclo mais longo de pressão. A combinação entre custos elevados, limitações estruturais e crédito restrito tende a afetar não apenas o agronegócio, mas toda a economia, refletindo no preço dos alimentos e no custo do transporte.
por Setceb | abr 2, 2026 | Uncategorized
O setor de transporte brasileiro projeta um crescimento de aproximadamente 10% na movimentação de cargas durante o período da Páscoa, impulsionado pelo aumento na demanda por produtos típicos da data, como chocolates, alimentos e itens sazonais.
A expectativa reflete o aquecimento do consumo e exige maior organização logística para garantir que os produtos cheguem ao destino dentro dos prazos, especialmente em um cenário de alta pressão operacional.
Segundo representantes do setor, o transporte não atua apenas como suporte à demanda do varejo, mas como peça fundamental para o funcionamento eficiente de toda a cadeia produtiva. A intensificação das operações neste período exige planejamento, coordenação e capacidade de resposta rápida por parte das transportadoras.
Com o aumento no volume de mercadorias, empresas têm reforçado suas estratégias logísticas para evitar atrasos e gargalos, principalmente em rotas de maior circulação. A necessidade de eficiência se torna ainda mais evidente diante de um cenário que combina crescimento da demanda com desafios estruturais já conhecidos do setor.
Além disso, a operação durante datas sazonais como a Páscoa demanda maior controle sobre prazos, distribuição e disponibilidade de frota, garantindo que o abastecimento ocorra de forma contínua e segura.
O setor destaca que, mais do que atender ao aumento pontual nas vendas, o objetivo é assegurar que toda a cadeia funcione com equilíbrio e previsibilidade, mesmo em momentos de maior pressão operacional.
A projeção positiva para o período reforça o papel estratégico do transporte rodoviário de cargas na economia brasileira, especialmente em datas comemorativas que movimentam o consumo e exigem alto desempenho logístico.
por Setceb | abr 2, 2026 | Uncategorized
O fluxo de veículos nas rodovias baianas deve aumentar significativamente durante o período da Semana Santa, entre os dias 2 e 6 de abril. A expectativa é de que mais de 520 mil veículos circulem pelas estradas, volume cerca de 4,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Na BA-099, que dá acesso ao Litoral Norte, a previsão é de aproximadamente 168 mil veículos, com crescimento de 4,7%. O maior movimento deve ocorrer na quinta-feira (2), entre 7h e 18h. Já o retorno deve concentrar tráfego intenso no domingo (5) e na segunda-feira (6), das 9h às 18h, com aumento ainda mais expressivo na segunda, podendo chegar a 14%.
No Sistema BA-093, a estimativa ultrapassa 360 mil veículos, representando alta de 4,2%. Os dias de maior fluxo também devem ser a quinta-feira (2) e a segunda-feira (6). Entre os trechos mais críticos estão a Via Parafuso, com maior movimento na quinta-feira das 7h às 18h e na segunda das 13h às 19h, além da rodovia CIA-Aeroporto, que deve registrar pico na quinta das 6h às 18h e na segunda das 9h às 18h.
Diante do aumento no tráfego, a orientação é que motoristas programem suas viagens com antecedência e evitem os horários de maior movimento. O pagamento de pedágio pode ser realizado por meio de aplicativos, como o PedágioPay, além de TAGs automáticas e cartões por aproximação, o que contribui para maior agilidade nas praças.
Antes de pegar a estrada, também é essencial realizar a revisão do veículo, evitar o consumo de álcool, não utilizar o celular ao volante e respeitar a sinalização das rodovias.
As estradas contam com atendimento 24 horas e oferecem serviços gratuitos aos usuários, como guincho e carro-pipa. Em caso de necessidade, os motoristas podem acionar suporte pelos telefones 0800 600 0093, para o Sistema Bahia Norte, e 0800 071 3233, no trecho do Litoral Norte até o km 54, próximo ao acesso à Praia do Forte.
por Setceb | abr 2, 2026 | Uncategorized
O transporte rodoviário de cargas no Brasil enfrenta desafios estruturais que exigem respostas mais efetivas por parte do poder público. Especialistas apontam que gargalos históricos ainda comprometem a eficiência do setor, impactando diretamente os custos logísticos e a competitividade da economia nacional.
Apesar de avanços pontuais nos últimos anos, questões como infraestrutura insuficiente, insegurança nas rodovias e burocracia regulatória continuam sendo obstáculos relevantes para transportadores e embarcadores. Esses fatores acabam elevando o custo do frete e reduzindo a previsibilidade das operações.
Outro ponto de atenção é a necessidade de maior integração entre políticas públicas e demandas reais do setor. A ausência de um planejamento mais coordenado dificulta a implementação de soluções estruturais, mantendo o transporte rodoviário dependente de medidas pontuais e, muitas vezes, reativas.
Além disso, o cenário econômico e as oscilações no preço dos combustíveis ampliam a pressão sobre as transportadoras, que precisam lidar com margens cada vez mais apertadas. Nesse contexto, o diesel continua sendo o principal componente de custo, tornando o setor altamente sensível a variações externas.
A modernização do transporte passa, necessariamente, por investimentos consistentes em infraestrutura, tecnologia e gestão. A digitalização de processos e o uso de dados surgem como caminhos importantes para aumentar a eficiência e reduzir desperdícios ao longo da cadeia logística.
Para especialistas, é fundamental que o governo avance na criação de políticas mais estruturadas e de longo prazo, capazes de corrigir distorções e promover um ambiente mais equilibrado para todos os agentes do setor.
Sem essas mudanças, o transporte rodoviário de cargas seguirá enfrentando limitações que impactam não apenas as empresas, mas toda a economia, já que o modal é responsável pela maior parte da movimentação de mercadorias no país.
por Setceb | abr 1, 2026 | Uncategorized
A partir de amanhã, quinta-feira, 02 de abril, alguns tipos de caminhões terão restrição de tráfego em rodovias federais de pista simples. A Polícia Rodoviária Federal determinou três dias de restrições, entre o dia 02 a 05 de abril, em horários que podem ser vistos abaixo.
De acordo com a PRF, carretas excedentes em peso e ou dimensões aos limites máximos estabelecidos pelo Contran, passíveis ou não da concessão de Autorização Especial de Trânsito – AET ou Autorização Específica – AE, devem respeitar as restrições.
A restrição se aplica a combinações de veículos que excedam qualquer um dos seguintes limites regulamentares:
Largura máxima: 2,60 metros;
Altura máxima: 4,40 metros;
Comprimento total: 19,80 metros;
Peso Bruto Total Combinado (PBTC) para veículos ou combinações de veículos: 58,5 toneladas.
A restrição abrange o trânsito de Combinações de Veículos de Carga (CVC), Combinações de Transporte de Veículos (CTV) e Combinações de Transporte de Veículos e Cargas Paletizadas (CTVP), ainda que autorizadas a circular por meio de Autorização Especial de Trânsito (AET) ou Autorização Específica (AE).
A restrição abrangerá todos os trechos de pista simples nas rodovias federais, com exceção dos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará e Roraima, além de Mato Grosso do Sul e Rondônia, que não haverá restrições de circulação de trânsito.
Caso o motorista seja flagrado desrespeitando os horários de restrição, poderá ser multado, com infração média (5 pontos) e multa de R$ 130,16, além de ficar com o veículo retido até o final do horário da restrição.
As datas e horários da restrição na Operação Semana Santa podem ser vistos abaixo: