TRANSPORTE INTERNACIONAL DE CARGAS GANHA FORÇA E ANTT DISCUTE AVANÇOS PARA REDUZIR BARREIRAS LOGÍSTICAS

O transporte rodoviário internacional de cargas vem ampliando sua relevância para o comércio exterior brasileiro e para a integração econômica da América do Sul. Com o aumento do fluxo de mercadorias entre os países vizinhos, cresce também a necessidade de tornar as operações transfronteiriças mais ágeis, eficientes e menos burocráticas.

Esse cenário esteve em pauta durante encontro promovido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília, reunindo representantes do setor público, transportadores e entidades ligadas à atividade. O debate teve como foco a modernização das operações internacionais e a busca por maior alinhamento entre as regras aplicadas pelos países da região.

Entre os principais desafios apontados estão a simplificação de processos, a digitalização de procedimentos e a harmonização de normas que regulam o transporte entre fronteiras. A expectativa é que essas medidas contribuam para reduzir custos operacionais, aumentar a competitividade das empresas e melhorar o desempenho dos corredores logísticos sul-americanos.

Dados apresentados durante o encontro mostram a importância crescente do segmento. O transporte rodoviário internacional registrou expansão de 12,3% entre 2024 e 2025, desempenho superior ao observado em outros modais no mesmo período. Atualmente, mais de mil empresas brasileiras estão habilitadas para atuar nesse mercado, com uma frota próxima de 100 mil veículos autorizados.

Outro destaque é a relevância estratégica das rotas internacionais para a economia nacional. Aproximadamente um terço das exportações brasileiras destinadas aos países vizinhos utiliza o modal rodoviário, reforçando a importância da infraestrutura e da integração regional para o desenvolvimento do comércio exterior.

A ampliação dos corredores bioceânicos e os investimentos em conectividade logística também foram apontados como fatores que podem impulsionar ainda mais o transporte internacional nos próximos anos. Além de facilitar o escoamento da produção brasileira, essas iniciativas fortalecem a integração econômica entre os países sul-americanos.

Segundo a ANTT, o avanço da informatização, a padronização de procedimentos e o fortalecimento da cooperação entre os países da região são passos fundamentais para aumentar a eficiência das operações e acompanhar o crescimento da demanda por transporte internacional de cargas.

MP DO FRETE AVANÇA NO CONGRESSO E AMPLIA REGRAS PARA O TRANSPORTE DE CARGAS

O setor de transporte rodoviário de cargas acompanha uma nova etapa da Medida Provisória nº 1.343/2026, aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados e agora em análise no Senado Federal. A proposta amplia os mecanismos de fiscalização do frete mínimo e traz uma série de mudanças que podem impactar diretamente transportadoras, embarcadores e motoristas em todo o país.

Entre as principais atualizações está o fortalecimento do controle sobre o cumprimento da tabela de frete. O texto prevê regras mais rigorosas para coibir contratações abaixo dos valores mínimos definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), incluindo a aplicação de multas mais elevadas para empresas reincidentes.

A proposta também amplia os critérios utilizados para a atualização da tabela do frete mínimo. Além dos custos com combustível e pedágios, poderão ser considerados fatores como manutenção dos veículos, pneus, seguros, depreciação da frota, tributos e o tempo gasto nas operações de carga e descarga. A medida busca aproximar os valores de referência da realidade operacional enfrentada pelo setor.

Outro ponto importante envolve o fortalecimento do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que ganha papel ainda mais relevante na fiscalização das operações. A expectativa é aumentar a transparência das contratações e ampliar o controle sobre os pagamentos realizados ao longo da cadeia logística.

A medida provisória também inclui alterações nas regras relacionadas ao excesso de peso, modificando critérios de fiscalização e adequando procedimentos que afetam diretamente a operação dos transportadores. Além disso, o texto prevê um período de adaptação para que empresas e profissionais possam se adequar às novas exigências regulatórias após a regulamentação definitiva.

Representantes do setor acompanham a tramitação com atenção, já que as mudanças podem influenciar custos operacionais, processos administrativos e a forma como as operações de transporte serão fiscalizadas nos próximos anos.

Agora, a proposta segue para apreciação do Senado. Como se trata de uma medida provisória, a votação precisa ocorrer dentro do prazo legal para que as novas regras sejam efetivamente incorporadas à legislação brasileira.

PAGAMENTO DE PEDÁGIO POR LEITURA DE PLACA AVANÇA NO TRANSPORTE DE CARGAS

A digitalização das operações no transporte rodoviário de cargas pode ganhar um novo capítulo nos próximos meses. Empresas do setor estão testando uma tecnologia que permite realizar o pagamento do Vale-Pedágio Obrigatório por meio da leitura automática da placa dos caminhões, eliminando a necessidade de cartões físicos ou outros dispositivos tradicionais utilizados atualmente.

A proposta busca tornar a passagem pelas praças de pedágio mais ágil e simplificar a gestão das viagens para transportadoras, embarcadores e caminhoneiros. No novo modelo, as informações da operação são cadastradas previamente e vinculadas ao veículo. Quando o caminhão passa pelo pedágio, a identificação ocorre automaticamente por meio do reconhecimento da placa, permitindo que a cobrança seja processada sem etapas adicionais.

A iniciativa acompanha o avanço da digitalização no setor de transporte e está alinhada às mudanças regulatórias que incentivam soluções capazes de reduzir paradas e aumentar a fluidez nas rodovias. Além de agilizar a circulação dos veículos, o sistema promete ampliar o controle sobre os gastos com pedágio e oferecer maior rastreabilidade das operações.

Outro benefício esperado é a redução de problemas relacionados ao uso de meios físicos de pagamento, como perda de cartões ou dificuldades operacionais durante as viagens. Para caminhoneiros autônomos e pequenas transportadoras, a tecnologia também pode representar mais praticidade no acesso ao Vale-Pedágio Obrigatório.

A solução está sendo desenvolvida em parceria entre a Visa e a ConectCar e ainda passa por testes em ambiente controlado. A expectativa é que a ferramenta contribua para modernizar os processos de pagamento no transporte rodoviário de cargas e acompanhe a crescente transformação digital que vem ganhando espaço na logística brasileira.

LOGÍSTICA GANHA NOVO FÔLEGO COM RETOMADA DA ATIVIDADE E EXPECTATIVA DE CRÉDITO MAIS BARATO

Após um início de ano marcado por oscilações na atividade econômica, o setor de transporte voltou a demonstrar sinais de recuperação. A combinação entre maior movimentação de mercadorias, crescimento das operações logísticas e perspectivas mais favoráveis para investimentos tem contribuído para fortalecer o ambiente de negócios das empresas do segmento.

Os indicadores mais recentes mostram que a atividade transportadora registrou avanço em abril, revertendo o desempenho negativo observado no mês anterior. O resultado reforça a importância da logística para a dinâmica econômica do país e acompanha o aumento da demanda por serviços relacionados à armazenagem, distribuição e movimentação de cargas.

O cenário também é favorecido pela expansão das exportações brasileiras e pelo crescimento de setores que dependem diretamente da eficiência logística para manter suas operações. Com isso, empresas ligadas ao transporte e à armazenagem seguem ampliando sua participação na cadeia de suprimentos nacional.

Além da melhora operacional, outro fator que começa a influenciar o planejamento das transportadoras é o comportamento dos custos. A recente redução nos preços dos combustíveis trouxe um alívio momentâneo para as despesas do setor, embora os valores ainda permaneçam acima dos níveis observados há um ano.

No campo financeiro, a queda da taxa básica de juros abre espaço para uma perspectiva mais positiva em relação ao acesso ao crédito. A medida pode favorecer investimentos em modernização, ampliação da capacidade operacional e renovação de frota, temas que seguem entre as prioridades das empresas de transporte.

Mesmo diante dos desafios relacionados à inflação e às incertezas econômicas, o desempenho recente indica que a logística continua desempenhando papel estratégico para o crescimento do país. A expectativa do mercado é de que a combinação entre atividade econômica aquecida, maior eficiência operacional e melhores condições de financiamento contribua para sustentar o ritmo de recuperação ao longo dos próximos meses.

PRF RESTRINGE CIRCULAÇÃO DE CAMINHÕES DURANTE OS FESTEJOS JUNINOS NO NORDESTE

Motoristas que circulam pelas rodovias federais da Bahia, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte devem ficar atentos às restrições de tráfego que entram em vigor durante os festejos juninos. A medida foi estabelecida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com o objetivo de reforçar a segurança viária e melhorar a fluidez do trânsito nos períodos de maior movimentação nas estradas.

As limitações serão aplicadas entre os dias 23 e 25 de junho e atingem veículos de carga de grande porte que excedam os limites regulamentares de peso ou dimensões definidos pela legislação de trânsito, mesmo quando possuírem autorização especial para circulação.

Entre os veículos abrangidos estão combinações de carga e transporte de veículos que ultrapassem os parâmetros estabelecidos para largura, altura, comprimento ou peso bruto total combinado.

Segundo a PRF, a medida vale exclusivamente para trechos de pista simples das rodovias federais nos quatro estados nordestinos e busca reduzir riscos de acidentes, especialmente em períodos de intenso deslocamento de pessoas para as celebrações de São João.

O descumprimento da restrição pode resultar em multa, registro de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo até o término do horário de proibição.

A corporação destaca que a presença de veículos de grandes dimensões em rodovias de pista simples dificulta ultrapassagens e aumenta o risco de colisões, motivo pelo qual a restrição é considerada uma medida preventiva para preservar a segurança dos usuários das estradas.