PARCERIA ENTRE MICHELIN CONNECTED FLEET E TIM AMPLIA CONECTIVIDADE E SEGURANÇA NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO

A MICHELIN Connected Fleet e a TIM Brasil anunciaram uma parceria estratégica voltada à ampliação da conectividade e da segurança no transporte rodoviário de cargas no Brasil.

A iniciativa une soluções de monitoramento inteligente e infraestrutura de Internet das Coisas (IoT) para reforçar o rastreamento de caminhões e ativos logísticos nas rodovias brasileiras, em um momento de avanço da digitalização no setor de transporte.

O projeto busca aumentar a visibilidade das operações logísticas e fortalecer o combate ao roubo e desvio de cargas, um dos principais desafios enfrentados pelas transportadoras no país.

TECNOLOGIA PARA MONITORAMENTO EM TEMPO REAL

Com a parceria, tecnologias 4G e NB-IoT passam a integrar dispositivos inteligentes de rastreamento e monitoramento instalados nos veículos.

Segundo as empresas, a solução já acompanha mais de 30 mil veículos conectados em circulação no Brasil e apresenta índice de recuperação superior a 80% em casos de roubo ou extravio de cargas.

O sistema permite comunicação em tempo real entre os equipamentos embarcados nos caminhões e as centrais operacionais, ampliando a capacidade de resposta em situações de risco e aumentando a proteção de motoristas, veículos e mercadorias.

Na operação, a MICHELIN Connected Fleet será responsável pela plataforma de gestão e inteligência de monitoramento, enquanto a TIM fornecerá a infraestrutura de conectividade IoT utilizada na transmissão de dados.

DIGITALIZAÇÃO GANHA ESPAÇO NO TRANSPORTE

Além da segurança, a parceria também busca ampliar a eficiência operacional das transportadoras e embarcadoras.

Entre os benefícios apontados pelas empresas estão otimização de rotas, maior controle da frota, monitoramento contínuo das operações e redução de custos operacionais.

A TIM informou que atualmente possui cobertura 4G em aproximadamente 10 mil quilômetros de rodovias brasileiras, infraestrutura utilizada para suportar os dispositivos conectados da operação.

A expectativa das companhias é ampliar a escala das soluções nos próximos meses, incluindo novos produtos baseados em inteligência de dados e conectividade IoT.

O avanço das tecnologias conectadas reforça a tendência de modernização do transporte rodoviário de cargas no Brasil, com foco em rastreabilidade, segurança logística e maior eficiência operacional.

OPERAÇÃO PAPA-LÉGUAS MOBILIZA 120 AGENTES EM FISCALIZAÇÃO DE EXCESSO DE VELOCIDADE NAS RODOVIAS DA BAHIA

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou a Operação Papa-Léguas nas rodovias federais da Bahia com foco na fiscalização de excesso de velocidade e na redução de acidentes graves. A ação mobiliza cerca de 120 agentes em diferentes trechos do estado, reforçando o monitoramento durante o período da operação.

Segundo a PRF, a iniciativa utiliza radares móveis e fiscalização intensificada em pontos considerados críticos, especialmente em regiões com maior fluxo de veículos e histórico de sinistros relacionados à velocidade incompatível.

O objetivo da operação é ampliar a segurança viária, reduzir o número de acidentes e conscientizar os motoristas sobre os riscos provocados pelo excesso de velocidade nas rodovias.

A PRF destaca que dirigir acima dos limites permitidos aumenta significativamente a gravidade das ocorrências, reduz o tempo de reação do condutor e compromete a segurança de todos os usuários da via.

Além da fiscalização, a operação também conta com ações educativas e orientações aos motoristas sobre direção defensiva e respeito às normas de trânsito.

DIGITALIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO GANHAM ESPAÇO COMO ESTRATÉGIA PARA REDUZIR CUSTOS LOGÍSTICOS

Os custos logísticos no Brasil seguem entre os principais desafios para empresas do transporte e da cadeia de suprimentos. Segundo dados do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), as despesas logísticas representam entre 15% e 18% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, impactando diretamente operações, competitividade e a experiência do consumidor final.

Diante desse cenário, empresas do setor vêm ampliando investimentos em digitalização, automação e integração de sistemas para buscar maior eficiência operacional, controle de custos e ganho de produtividade.

No transporte rodoviário de cargas, especialistas apontam que a simples adoção de tecnologias isoladas já não é suficiente. A tendência do mercado é a construção de ecossistemas logísticos integrados, conectando processos, sistemas, parceiros e dados operacionais em tempo real.

TECNOLOGIA E AUTOMAÇÃO GANHAM PAPEL ESTRATÉGICO

Entre as soluções mais utilizadas pelo setor estão os sistemas de gestão empresarial (ERP) e os sistemas de gerenciamento de transporte (TMS), que ajudam no controle operacional, automação de processos, planejamento de rotas e gestão de estoques.

A integração dessas ferramentas permite reduzir falhas operacionais, eliminar retrabalhos e aumentar a previsibilidade das operações logísticas.

Outro avanço importante está na roteirização inteligente e no monitoramento em tempo real das cargas. Com apoio de algoritmos, geolocalização via GPS e análise de dados, as empresas conseguem definir rotas mais eficientes considerando trânsito, janelas de entrega, restrições urbanas, capacidade dos veículos e perfil dos clientes.

Na prática, isso contribui para redução de custos operacionais, melhor aproveitamento da frota e maior controle sobre as entregas.

PARCERIAS E OPERAÇÃO CENTRALIZADA

Além da tecnologia, o setor também tem fortalecido modelos de parceria com operadores regionais e estruturas mais centralizadas de gestão.

Segundo especialistas, a colaboração entre empresas permite ampliar a capilaridade das operações, melhorar a adaptação às características locais e aumentar a agilidade das entregas.

A centralização da gestão financeira e operacional também aparece como estratégia para reduzir burocracias, fortalecer o controle fiscal e aumentar a segurança das operações logísticas.

DIGITALIZAÇÃO IMPULSIONA EFICIÊNCIA E PREVISIBILIDADE

A digitalização da logística vem sendo tratada cada vez mais como uma necessidade estrutural para o setor.

Soluções integradas que centralizam informações, automatizam processos e ampliam a rastreabilidade das operações ajudam empresas a atuar com maior eficiência, previsibilidade e capacidade de tomada de decisão.

Além dos ganhos operacionais, a modernização tecnológica também impacta a experiência de motoristas, parceiros e clientes, permitindo jornadas mais organizadas, comunicação mais ágil e maior controle sobre prazos e desempenho das operações.

Para o setor logístico, a tendência é de avanço contínuo da integração entre tecnologia, dados e gestão operacional, consolidando um modelo cada vez mais conectado e orientado por eficiência.

MAIO AMARELO: CAPACITAÇÃO DE MOTORISTAS É APONTADA COMO CHAVE PARA REDUZIR ACIDENTES NO TRANSPORTE DE CARGAS

Com a chegada do movimento Maio Amarelo, o debate sobre segurança viária ganha ainda mais força em todo o país. No setor de transporte rodoviário de cargas, onde os riscos são elevados e as responsabilidades ainda maiores, a conscientização e a qualificação dos motoristas se tornam pilares essenciais para a prevenção de acidentes.

Dentro desse contexto, é importante reforçar que o Maio Amarelo tem como foco central a conscientização e a promoção da segurança no trânsito. Questões relacionadas às condições de trabalho, embora relevantes para o setor, não fazem parte do escopo da campanha e devem ser tratadas em discussões específicas, para não desviar o propósito da iniciativa.

Em entrevista com o SEST SENAT da unidade de Salvador (BA), foram levantados os principais desafios enfrentados no dia a dia dos motoristas e as estratégias que podem transformar a cultura de segurança dentro das empresas.

Capacitação ainda é um dos principais desafios do setor

Segundo o instrutor da unidade Guilherme Nogueira, com mais de 10 anos de atuação na área e observador certificado do Observatório Nacional de Segurança Viária, um dos principais problemas enfrentados pelo setor está na falta de investimento consistente em capacitação.

“Muitos motoristas enfrentam rotinas exigentes, mas o que mais preocupa é a deficiência na qualidade dos treinamentos, que muitas vezes acontecem apenas por obrigação”, explica.

Ele reforça que, em muitos casos, os profissionais não têm acesso a conteúdos atualizados e aplicáveis à realidade da operação — o que impacta diretamente na segurança.

Motoristas não estão cansados de treinar — estão cansados de treinamentos sem qualidade

Um dos pontos mais relevantes da entrevista foi a quebra de um mito comum no setor: a ideia de que motoristas estão saturados de treinamentos.

Para Guilherme, o problema não está na quantidade, mas na qualidade.

“O motorista não pode sair de um treinamento da mesma forma que entrou. É essencial trazer novidades, principalmente sobre legislação, que muda constantemente e ainda é pouco conhecida por muitos profissionais.”

A falta de conhecimento pode gerar situações de risco. Um exemplo citado foi o de um motorista transportando produto perigoso sem os equipamentos adequados, evidenciando desconhecimento das normas básicas de segurança.

Cultura de segurança começa dentro das empresas

A construção de uma cultura de segurança no trânsito passa, necessariamente, pelo compromisso das empresas.

Para os especialistas, o treinamento contínuo deve ser visto como investimento — e não como custo.

“Quando a empresa capacita, ela protege vidas, preserva seu patrimônio e também sua imagem. Um acidente envolve não só prejuízo financeiro, mas também impacto na reputação da marca”, destaca.

Além disso, a conscientização não é algo imposto, mas despertado. O objetivo é fazer com que o próprio motorista compreenda o impacto de suas atitudes no trânsito.

Ações do Maio Amarelo levam conscientização para empresas e comunidade

Durante o mês de maio, o SEST SENAT intensifica suas ações por meio de programas de mobilização.

Entre as iniciativas realizadas estão:

• Palestras educativas com foco em segurança no trânsito
• Simulações com óculos que reproduzem efeitos de álcool, sono e drogas
• Ações de saúde voltadas aos condutores
• Atividades em empresas e também junto à comunidade

A proposta é ampliar o alcance da conscientização, reforçando que o trânsito é responsabilidade de todos.

Empresas ainda utilizam pouco os recursos disponíveis

Apesar da estrutura oferecida, o instrutor aponta que muitas empresas do setor de transporte de cargas ainda não utilizam plenamente os serviços disponíveis.

No entanto, é importante contextualizar que essa percepção se refere principalmente à realidade observada na unidade de Salvador (BA), onde a adesão ainda é mais limitada.

Em outras regiões do estado, especialmente no interior da Bahia, a procura pelos serviços e programas do SEST SENAT ocorre de forma mais ativa, demonstrando maior engajamento do setor com ações de capacitação e segurança.

A orientação é que gestores busquem maior aproximação com o SEST SENAT, aproveitando os programas disponíveis como forma de fortalecer suas operações e reduzir riscos.

Como solicitar ações e treinamentos do SEST SENAT para sua empresa

Empresas interessadas em levar treinamentos e ações de conscientização para seus colaboradores podem entrar em contato diretamente com a unidade mais próxima do SEST SENAT.

O processo é simples:

• Contato direto com a unidade local
• Agendamento antecipado, especialmente durante campanhas como o Maio Amarelo
• Definição do formato da ação conforme o perfil da empresa
• Organização do número de participantes para ampliar o alcance

Muitas unidades também oferecem atendimento por telefone, e-mail e redes sociais, facilitando o primeiro contato.

A recomendação é que gestores incluam essas ações no planejamento anual, fortalecendo continuamente a cultura de segurança e prevenção no trânsito.

SEST SENAT UNIDADE SALVADOR-BA

E-mail para contato: salvador.ba@sestsenat.org.br

WhatsApp (Atendimento Nacional): (61) 20170073

PREÇO DO FRETE RODOVIÁRIO SOBE 6,93% EM ABRIL E REFLETE PRESSÃO DA SAFRA E DOS COMBUSTÍVEIS

O preço do frete rodoviário de cargas no Brasil registrou alta de 6,93% em abril na comparação com março, alcançando média de R$ 0,431 por tonelada por quilômetro rodado. Os dados são do Índice Frete.com de Preços (IFP), divulgado pela Frete.com.

Na comparação com abril de 2025, o avanço acumulado foi de 16,8%. No mesmo período do ano passado, o valor médio do frete estava em R$ 0,369 por tonelada/km.

Segundo o levantamento, o crescimento é impulsionado principalmente pela forte movimentação logística ligada ao escoamento da safra agrícola, além do aumento dos custos operacionais e dos impactos do cenário internacional sobre os combustíveis.

A plataforma, que reúne cerca de 25 mil empresas e 900 mil motoristas cadastrados, aponta que a combinação entre maior circulação de cargas e elevação das despesas operacionais vem sustentando a valorização do frete em diferentes regiões do país.

Entre as regiões brasileiras, o Sudeste apresentou o maior valor médio de frete em abril, chegando a R$ 0,472 por tonelada/km rodado. Na sequência aparecem:

Sul: R$ 0,417
Nordeste: R$ 0,368
Centro-Oeste: R$ 0,322
Norte: R$ 0,310

Os caminhões baú lideraram os maiores preços médios de frete no período, atingindo R$ 0,677 por tonelada/km rodado.

Já os segmentos de graneleiros e caçambas, fortemente ligados ao agronegócio e ao transporte da safra, também mantiveram valores elevados. Entre janeiro e abril de 2026, os fretes dessas categorias avançaram 12,5% e 16,3%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com a plataforma, a pressão logística provocada pela safra agrícola continua sendo um dos principais fatores de impacto no transporte rodoviário, especialmente em corredores estratégicos de exportação e rotas de longa distância.