por Setceb | maio 15, 2026 | Uncategorized
A MICHELIN Connected Fleet e a TIM Brasil anunciaram uma parceria estratégica voltada à ampliação da conectividade e da segurança no transporte rodoviário de cargas no Brasil.
A iniciativa une soluções de monitoramento inteligente e infraestrutura de Internet das Coisas (IoT) para reforçar o rastreamento de caminhões e ativos logísticos nas rodovias brasileiras, em um momento de avanço da digitalização no setor de transporte.
O projeto busca aumentar a visibilidade das operações logísticas e fortalecer o combate ao roubo e desvio de cargas, um dos principais desafios enfrentados pelas transportadoras no país.
TECNOLOGIA PARA MONITORAMENTO EM TEMPO REAL
Com a parceria, tecnologias 4G e NB-IoT passam a integrar dispositivos inteligentes de rastreamento e monitoramento instalados nos veículos.
Segundo as empresas, a solução já acompanha mais de 30 mil veículos conectados em circulação no Brasil e apresenta índice de recuperação superior a 80% em casos de roubo ou extravio de cargas.
O sistema permite comunicação em tempo real entre os equipamentos embarcados nos caminhões e as centrais operacionais, ampliando a capacidade de resposta em situações de risco e aumentando a proteção de motoristas, veículos e mercadorias.
Na operação, a MICHELIN Connected Fleet será responsável pela plataforma de gestão e inteligência de monitoramento, enquanto a TIM fornecerá a infraestrutura de conectividade IoT utilizada na transmissão de dados.
DIGITALIZAÇÃO GANHA ESPAÇO NO TRANSPORTE
Além da segurança, a parceria também busca ampliar a eficiência operacional das transportadoras e embarcadoras.
Entre os benefícios apontados pelas empresas estão otimização de rotas, maior controle da frota, monitoramento contínuo das operações e redução de custos operacionais.
A TIM informou que atualmente possui cobertura 4G em aproximadamente 10 mil quilômetros de rodovias brasileiras, infraestrutura utilizada para suportar os dispositivos conectados da operação.
A expectativa das companhias é ampliar a escala das soluções nos próximos meses, incluindo novos produtos baseados em inteligência de dados e conectividade IoT.
O avanço das tecnologias conectadas reforça a tendência de modernização do transporte rodoviário de cargas no Brasil, com foco em rastreabilidade, segurança logística e maior eficiência operacional.
por Setceb | maio 15, 2026 | Uncategorized
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou a Operação Papa-Léguas nas rodovias federais da Bahia com foco na fiscalização de excesso de velocidade e na redução de acidentes graves. A ação mobiliza cerca de 120 agentes em diferentes trechos do estado, reforçando o monitoramento durante o período da operação.
Segundo a PRF, a iniciativa utiliza radares móveis e fiscalização intensificada em pontos considerados críticos, especialmente em regiões com maior fluxo de veículos e histórico de sinistros relacionados à velocidade incompatível.
O objetivo da operação é ampliar a segurança viária, reduzir o número de acidentes e conscientizar os motoristas sobre os riscos provocados pelo excesso de velocidade nas rodovias.
A PRF destaca que dirigir acima dos limites permitidos aumenta significativamente a gravidade das ocorrências, reduz o tempo de reação do condutor e compromete a segurança de todos os usuários da via.
Além da fiscalização, a operação também conta com ações educativas e orientações aos motoristas sobre direção defensiva e respeito às normas de trânsito.
por Setceb | maio 15, 2026 | Uncategorized
Os custos logísticos no Brasil seguem entre os principais desafios para empresas do transporte e da cadeia de suprimentos. Segundo dados do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), as despesas logísticas representam entre 15% e 18% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, impactando diretamente operações, competitividade e a experiência do consumidor final.
Diante desse cenário, empresas do setor vêm ampliando investimentos em digitalização, automação e integração de sistemas para buscar maior eficiência operacional, controle de custos e ganho de produtividade.
No transporte rodoviário de cargas, especialistas apontam que a simples adoção de tecnologias isoladas já não é suficiente. A tendência do mercado é a construção de ecossistemas logísticos integrados, conectando processos, sistemas, parceiros e dados operacionais em tempo real.
TECNOLOGIA E AUTOMAÇÃO GANHAM PAPEL ESTRATÉGICO
Entre as soluções mais utilizadas pelo setor estão os sistemas de gestão empresarial (ERP) e os sistemas de gerenciamento de transporte (TMS), que ajudam no controle operacional, automação de processos, planejamento de rotas e gestão de estoques.
A integração dessas ferramentas permite reduzir falhas operacionais, eliminar retrabalhos e aumentar a previsibilidade das operações logísticas.
Outro avanço importante está na roteirização inteligente e no monitoramento em tempo real das cargas. Com apoio de algoritmos, geolocalização via GPS e análise de dados, as empresas conseguem definir rotas mais eficientes considerando trânsito, janelas de entrega, restrições urbanas, capacidade dos veículos e perfil dos clientes.
Na prática, isso contribui para redução de custos operacionais, melhor aproveitamento da frota e maior controle sobre as entregas.
PARCERIAS E OPERAÇÃO CENTRALIZADA
Além da tecnologia, o setor também tem fortalecido modelos de parceria com operadores regionais e estruturas mais centralizadas de gestão.
Segundo especialistas, a colaboração entre empresas permite ampliar a capilaridade das operações, melhorar a adaptação às características locais e aumentar a agilidade das entregas.
A centralização da gestão financeira e operacional também aparece como estratégia para reduzir burocracias, fortalecer o controle fiscal e aumentar a segurança das operações logísticas.
DIGITALIZAÇÃO IMPULSIONA EFICIÊNCIA E PREVISIBILIDADE
A digitalização da logística vem sendo tratada cada vez mais como uma necessidade estrutural para o setor.
Soluções integradas que centralizam informações, automatizam processos e ampliam a rastreabilidade das operações ajudam empresas a atuar com maior eficiência, previsibilidade e capacidade de tomada de decisão.
Além dos ganhos operacionais, a modernização tecnológica também impacta a experiência de motoristas, parceiros e clientes, permitindo jornadas mais organizadas, comunicação mais ágil e maior controle sobre prazos e desempenho das operações.
Para o setor logístico, a tendência é de avanço contínuo da integração entre tecnologia, dados e gestão operacional, consolidando um modelo cada vez mais conectado e orientado por eficiência.
por Setceb | maio 14, 2026 | Uncategorized
Com a chegada do movimento Maio Amarelo, o debate sobre segurança viária ganha ainda mais força em todo o país. No setor de transporte rodoviário de cargas, onde os riscos são elevados e as responsabilidades ainda maiores, a conscientização e a qualificação dos motoristas se tornam pilares essenciais para a prevenção de acidentes.
Dentro desse contexto, é importante reforçar que o Maio Amarelo tem como foco central a conscientização e a promoção da segurança no trânsito. Questões relacionadas às condições de trabalho, embora relevantes para o setor, não fazem parte do escopo da campanha e devem ser tratadas em discussões específicas, para não desviar o propósito da iniciativa.
Em entrevista com o SEST SENAT da unidade de Salvador (BA), foram levantados os principais desafios enfrentados no dia a dia dos motoristas e as estratégias que podem transformar a cultura de segurança dentro das empresas.
Capacitação ainda é um dos principais desafios do setor
Segundo o instrutor da unidade Guilherme Nogueira, com mais de 10 anos de atuação na área e observador certificado do Observatório Nacional de Segurança Viária, um dos principais problemas enfrentados pelo setor está na falta de investimento consistente em capacitação.
“Muitos motoristas enfrentam rotinas exigentes, mas o que mais preocupa é a deficiência na qualidade dos treinamentos, que muitas vezes acontecem apenas por obrigação”, explica.
Ele reforça que, em muitos casos, os profissionais não têm acesso a conteúdos atualizados e aplicáveis à realidade da operação — o que impacta diretamente na segurança.
Motoristas não estão cansados de treinar — estão cansados de treinamentos sem qualidade
Um dos pontos mais relevantes da entrevista foi a quebra de um mito comum no setor: a ideia de que motoristas estão saturados de treinamentos.
Para Guilherme, o problema não está na quantidade, mas na qualidade.
“O motorista não pode sair de um treinamento da mesma forma que entrou. É essencial trazer novidades, principalmente sobre legislação, que muda constantemente e ainda é pouco conhecida por muitos profissionais.”
A falta de conhecimento pode gerar situações de risco. Um exemplo citado foi o de um motorista transportando produto perigoso sem os equipamentos adequados, evidenciando desconhecimento das normas básicas de segurança.
Cultura de segurança começa dentro das empresas
A construção de uma cultura de segurança no trânsito passa, necessariamente, pelo compromisso das empresas.
Para os especialistas, o treinamento contínuo deve ser visto como investimento — e não como custo.
“Quando a empresa capacita, ela protege vidas, preserva seu patrimônio e também sua imagem. Um acidente envolve não só prejuízo financeiro, mas também impacto na reputação da marca”, destaca.
Além disso, a conscientização não é algo imposto, mas despertado. O objetivo é fazer com que o próprio motorista compreenda o impacto de suas atitudes no trânsito.
Ações do Maio Amarelo levam conscientização para empresas e comunidade
Durante o mês de maio, o SEST SENAT intensifica suas ações por meio de programas de mobilização.
Entre as iniciativas realizadas estão:
• Palestras educativas com foco em segurança no trânsito
• Simulações com óculos que reproduzem efeitos de álcool, sono e drogas
• Ações de saúde voltadas aos condutores
• Atividades em empresas e também junto à comunidade
A proposta é ampliar o alcance da conscientização, reforçando que o trânsito é responsabilidade de todos.
Empresas ainda utilizam pouco os recursos disponíveis
Apesar da estrutura oferecida, o instrutor aponta que muitas empresas do setor de transporte de cargas ainda não utilizam plenamente os serviços disponíveis.
No entanto, é importante contextualizar que essa percepção se refere principalmente à realidade observada na unidade de Salvador (BA), onde a adesão ainda é mais limitada.
Em outras regiões do estado, especialmente no interior da Bahia, a procura pelos serviços e programas do SEST SENAT ocorre de forma mais ativa, demonstrando maior engajamento do setor com ações de capacitação e segurança.
A orientação é que gestores busquem maior aproximação com o SEST SENAT, aproveitando os programas disponíveis como forma de fortalecer suas operações e reduzir riscos.
Como solicitar ações e treinamentos do SEST SENAT para sua empresa
Empresas interessadas em levar treinamentos e ações de conscientização para seus colaboradores podem entrar em contato diretamente com a unidade mais próxima do SEST SENAT.
O processo é simples:
• Contato direto com a unidade local
• Agendamento antecipado, especialmente durante campanhas como o Maio Amarelo
• Definição do formato da ação conforme o perfil da empresa
• Organização do número de participantes para ampliar o alcance
Muitas unidades também oferecem atendimento por telefone, e-mail e redes sociais, facilitando o primeiro contato.
A recomendação é que gestores incluam essas ações no planejamento anual, fortalecendo continuamente a cultura de segurança e prevenção no trânsito.
SEST SENAT UNIDADE SALVADOR-BA
E-mail para contato: salvador.ba@sestsenat.org.br
WhatsApp (Atendimento Nacional): (61) 20170073
por Setceb | maio 14, 2026 | Uncategorized
O preço do frete rodoviário de cargas no Brasil registrou alta de 6,93% em abril na comparação com março, alcançando média de R$ 0,431 por tonelada por quilômetro rodado. Os dados são do Índice Frete.com de Preços (IFP), divulgado pela Frete.com.
Na comparação com abril de 2025, o avanço acumulado foi de 16,8%. No mesmo período do ano passado, o valor médio do frete estava em R$ 0,369 por tonelada/km.
Segundo o levantamento, o crescimento é impulsionado principalmente pela forte movimentação logística ligada ao escoamento da safra agrícola, além do aumento dos custos operacionais e dos impactos do cenário internacional sobre os combustíveis.
A plataforma, que reúne cerca de 25 mil empresas e 900 mil motoristas cadastrados, aponta que a combinação entre maior circulação de cargas e elevação das despesas operacionais vem sustentando a valorização do frete em diferentes regiões do país.
Entre as regiões brasileiras, o Sudeste apresentou o maior valor médio de frete em abril, chegando a R$ 0,472 por tonelada/km rodado. Na sequência aparecem:
Sul: R$ 0,417
Nordeste: R$ 0,368
Centro-Oeste: R$ 0,322
Norte: R$ 0,310
Os caminhões baú lideraram os maiores preços médios de frete no período, atingindo R$ 0,677 por tonelada/km rodado.
Já os segmentos de graneleiros e caçambas, fortemente ligados ao agronegócio e ao transporte da safra, também mantiveram valores elevados. Entre janeiro e abril de 2026, os fretes dessas categorias avançaram 12,5% e 16,3%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
De acordo com a plataforma, a pressão logística provocada pela safra agrícola continua sendo um dos principais fatores de impacto no transporte rodoviário, especialmente em corredores estratégicos de exportação e rotas de longa distância.