IMLOG REÚNE EMPRESÁRIOS DO TRANSPORTE EM SALVADOR PARA DEBATER PERSPECTIVAS DO SETOR EM 2027

IMLOG REÚNE EMPRESÁRIOS DO TRANSPORTE EM SALVADOR PARA DEBATER PERSPECTIVAS DO SETOR EM 2027

Empresários do transporte rodoviário de cargas participaram ontem, dia 4 de novembro, de um encontro promovido pela IMLOG, em Salvador (BA). Realizado no restaurante Coco Bambu, o evento reuniu representantes de transportadoras, lideranças e integrantes de entidades do setor em uma programação voltada à troca de experiências, ao relacionamento empresarial e à discussão das perspectivas do mercado para 2027.

O encontro contou com a participação de Guilherme Elias, vice-presidente do SETCEB e coordenador da COMJOVEM Bahia, e Fábio Souza, vice-coordenador da comissão, além de outros integrantes e empresários da região..

Com participação gratuita e exclusiva para proprietários de transportadoras, a iniciativa proporcionou um ambiente de aproximação entre empresários, favorecendo o compartilhamento de experiências, a ampliação do networking e o debate sobre os desafios e as oportunidades que devem marcar o próximo ano.

A programação reforçou a importância de iniciativas que aproximam lideranças e empresários do transporte, criando oportunidades para discutir tendências, compartilhar conhecimentos e fortalecer o relacionamento entre os diferentes agentes do setor.

ANTT APROVA ACORDO COM A INFRA S.A. PARA PROGRAMA DE EMISSÕES DO TRANSPORTE DE CARGAS

ANTT APROVA ACORDO COM A INFRA S.A. PARA PROGRAMA DE EMISSÕES DO TRANSPORTE DE CARGAS

A ANTT aprovou, em sua 1.044ª Reunião Deliberativa Pública, realizada em 22 de outubro, um Acordo de Cooperação Técnica com a estatal INFRA S.A. para implementar o Programa MelhorAR, voltado à redução das emissões veiculares no transporte rodoviário de cargas.

A decisão foi divulgada pela própria agência reguladora e repercutida pela imprensa especializada do setor. O acordo prevê o compartilhamento de dados do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e a integração de sistemas ao Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL), além da produção conjunta de estudos e indicadores sobre o desempenho ambiental do setor.

O Programa MelhorAR foi instituído pela Portaria do Ministério dos Transportes nº 192, de 27 de fevereiro de 2025, e é gerido pela INFRA S.A. Pelo programa, empresas credenciadas avaliam periodicamente as emissões de veículos de carga e emitem laudos que os classificam por faixa de emissão, dando origem a um selo ambiental, o Selo MelhorAR.

Esse selo passa a ser aceito como comprovação suficiente dos critérios ambientais exigidos no edital do Selo ESG Cargas, programa de certificação ambiental da própria ANTT, que pode, no entanto, aceitar outras formas de comprovação a seu critério.

O compartilhamento de dados entre as duas instituições depende de um protocolo específico ainda a ser aprovado por ambas, seguindo as regras da Lei Geral de Proteção de Dados. Segundo a ANTT, as informações serão usadas apenas para as finalidades previstas no acordo e não determinarão previamente as decisões da agência, que mantém autonomia regulatória sobre o tema. O acordo tem vigência de 60 meses, prorrogável, e não prevê transferência de recursos financeiros entre as partes.

Para as transportadoras baianas associadas ao SETCEB, o avanço do Programa MelhorAR sinaliza que critérios ambientais devem ganhar peso crescente nos processos de certificação e, possivelmente, em futuras exigências regulatórias ou comerciais do setor — o que reforça a importância de as empresas acompanharem a evolução das normas e considerarem a frota mais nova e eficiente também como um fator de competitividade regulatória, além do operacional.

Fonte: Frota&Cia

SAFRA DE GRÃOS 2026/27 DEVE SUPERAR 367 MILHÕES DE TONELADAS E PRESSIONAR DEMANDA POR FRETE RODOVIÁRIO

SAFRA DE GRÃOS 2026/27 DEVE SUPERAR 367 MILHÕES DE TONELADAS E PRESSIONAR DEMANDA POR FRETE RODOVIÁRIO

O primeiro levantamento da safra de grãos 2026/27, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 15 de outubro, estima uma produção total de 367,1 milhões de toneladas no país, alta de 1,4% sobre a safra anterior — volume que deve se traduzir em mais demanda por frete rodoviário nos próximos meses, incluindo os corredores de exportação que passam pela Bahia.

Segundo a Conab, a área a ser semeada na safra 2026/27 deve chegar a 85,4 milhões de hectares, um crescimento de 2,3% em relação ao ciclo anterior, impulsionado principalmente pelas culturas de soja e milho.

A soja, principal grão exportado pelo país, deve somar 181,6 milhões de toneladas produzidas, alta de 0,7%, em área de 49,3 milhões de hectares. A projeção de exportação do grão é de 117,97 milhões de toneladas, 1,51% a mais que no ciclo anterior, enquanto a exportação de farelo de soja deve crescer 3,06%, para 27,1 milhões de toneladas.

O milho, considerando as três safras do ano, deve totalizar 148 milhões de toneladas produzidas, avanço de 2,4%, em área de 23,7 milhões de hectares. As exportações do cereal na safra 2025/26 somaram 43,9 milhões de toneladas, com estoque de passagem projetado em 14,9 milhões de toneladas para 2026/27. Já o trigo deve recuar cerca de 27,2% na produção, para 5,7 milhões de toneladas.

Esse volume crescente de grãos precisa ser escoado majoritariamente por rodovia até os portos ou terminais ferroviários e hidroviários, o que tende a pressionar a demanda por frete rodoviário de cargas nos próximos meses, sobretudo nos corredores que ligam as regiões produtoras aos pontos de embarque.

No caso da Bahia, o chamado corredor oeste-baiano, um dos principais polos de produção de soja e milho do Nordeste, depende fortemente do transporte rodoviário de cargas para escoar a produção até os portos de Salvador e Ilhéus. Para as transportadoras associadas ao SETCEB que atuam nesse mercado, o crescimento projetado da safra 2026/27 é um indicativo de aquecimento da demanda por frete agrícola, ainda que o aumento de custos como diesel, pedágio e financiamento de frota continue pressionando as margens do setor.

Fonte: Conab / Agência Gov

ANTT reforça exigência do CIOT e nova ferramenta de inteligência artificial facilita gestão de dados do transporte de cargas

ANTT reforça exigência do CIOT e nova ferramenta de inteligência artificial facilita gestão de dados do transporte de cargas

Uma nova ferramenta de inteligência artificial chamada Gi, integrada à plataforma de gestão de frotas Gestran Frota, começou a ser oferecida a transportadoras de cargas em um momento em que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reforça a cobrança pelo registro correto das operações de transporte no país.

Desde maio de 2026, o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) é obrigatório no transporte rodoviário remunerado de cargas. O registro reúne dados sobre o contratante, o transportador e o veículo, o que facilita o acompanhamento de cada operação pelos órgãos reguladores e pelas próprias empresas.

É nesse contexto de maior volume de dados a gerenciar que a Gestran lançou a Gi, um agente de inteligência artificial que permite ao gestor de frota fazer perguntas em linguagem natural, sem comandos técnicos específicos, e aprofundar a consulta a partir das respostas obtidas.

Os resultados podem ser apresentados em texto, em gráficos ou exportados para planilhas em Excel ou CSV. Entre os usos citados estão identificar veículos com maior gasto de combustível, calcular o custo por quilômetro rodado, comparar períodos distintos de operação e localizar veículos ociosos na frota.

A ferramenta, no entanto, tem função consultiva: ela não executa decisões, não altera registros, não cria ordens de serviço e não realiza operações diretamente no sistema de gestão. Cabe ao gestor interpretar os dados apresentados e definir as ações a partir deles.

Segundo Raphael Aguiar, da Gestran, em declaração feita durante o evento Frotas Conectadas, em agosto, apenas 15% das empresas do setor conseguem atingir os objetivos de gestão de frota que estabelecem para si mesmas, o que evidencia a dificuldade de transformar dados operacionais em decisões eficazes.

Levantamento da Live University em parceria com o Inbrasc mostra que 88% das empresas brasileiras já utilizam inteligência artificial generativa, mas apenas 14% estão em estágio avançado, com agentes de IA dedicados a análises e previsões - o que indica espaço grande para amadurecimento no setor de logística.

Uma pesquisa da consultoria PwC reforça esse cenário: 83% dos líderes de operações e cadeia de suprimentos acreditam que agentes de IA e automação podem ajudar seus negócios, mas apenas 27% afirmam ter uma estratégia de inteligência artificial totalmente integrada às áreas da empresa. Para 87% dos entrevistados, a qualidade das informações disponíveis ainda limita os resultados das iniciativas digitais, e só 37% se sentem confortáveis em delegar processos inteiros a agentes de IA.

Para as transportadoras baianas, a combinação entre exigência regulatória mais rígida e ferramentas de gestão cada vez mais sofisticadas tende a se tornar rotina: cumprir corretamente o CIOT deixa de ser apenas uma obrigação documental e passa a gerar uma base de dados que, bem utilizada, pode ajudar a reduzir custos operacionais em um momento de pressão sobre o preço do diesel e o crédito para renovação de frota.

A tendência apontada pelas pesquisas citadas é de adoção crescente de ferramentas de inteligência artificial na gestão de frotas nos próximos anos, à medida que mais empresas avaliam o retorno sobre esse tipo de investimento e buscam reduzir a defasagem entre o volume de dados gerado pela operação e a capacidade de analisá-los.

Fonte: Blog do Caminhoneiro

Tata Motors conclui aquisição do Grupo Iveco e assume fabricante de caminhões presente no Brasil

Tata Motors conclui aquisição do Grupo Iveco e assume fabricante de caminhões presente no Brasil

A Tata Motors, montadora indiana, concluiu a aquisição do Grupo Iveco, fabricante de caminhões e veículos comerciais com operação no Brasil, após o encerramento do período inicial de aceitação de sua oferta pública em 30 de outubro. A Tata passou a deter aproximadamente 89,42% do capital social da Iveco, excluídas as ações em tesouraria.

A operação envolveu mais de 238 milhões de ações, a € 14,40 cada, totalizando cerca de € 3,43 bilhões. A oferta cobre os negócios de veículos comerciais e motores da Iveco; a divisão de Defesa foi excluída do acordo e é tratada separadamente, em negociação com a empresa italiana Leonardo.

A oferta da Tata Motors se tornou incondicional depois de superar o patamar mínimo de 80% de aceitação pelos acionistas da Iveco. Com a conclusão do negócio, N. Chandrasekaran, presidente do conselho da Tata Sons, assumiu a presidência do conselho de administração da Iveco. Olof Persson permanece como presidente-executivo da fabricante.

O novo conselho da Iveco também passa a contar com PB Balaji, Girish Wagh, Guenter Butschek e Charles Nichols, todos ligados ao grupo indiano, o que sinaliza a intenção da Tata de integrar a gestão da fabricante europeia à sua estrutura corporativa.

A oferta de aquisição foi reaberta entre 2 e 6 de novembro, pelo mesmo valor de € 14,40 por ação, para os acionistas que ainda não haviam vendido suas posições. O pagamento referente a essa segunda janela está previsto para 13 de novembro. A Tata Motors afirma que pretende adquirir as ações remanescentes e retirar a Iveco da bolsa de valores de Milão.

Em meio à transição, a Iveco antecipou a divulgação de seus resultados do terceiro trimestre de 2026, que passou de 5 para 3 de novembro. As companhias sinalizam que vão concentrar esforços na cooperação industrial e na integração dos negócios, especialmente na área de veículos comerciais.

A mudança de controle acionário da Iveco tem potencial de afetar, ainda que gradualmente, a rede de distribuição, assistência técnica e peças de reposição da marca no Brasil, onde a fabricante mantém presença consolidada no segmento de caminhões e ônibus - um ponto de atenção para transportadoras baianas que operam frotas com veículos da marca.

Fusões e aquisições entre grandes fabricantes globais de caminhões tendem a se refletir, no médio prazo, em mudanças na oferta de modelos, prazos de entrega e políticas comerciais nos mercados onde essas marcas atuam, incluindo o mercado brasileiro e, por consequência, o baiano. O desfecho da integração entre Tata Motors e Iveco deve se tornar mais claro nos próximos meses, à medida que avançam os planos de cooperação industrial anunciados pelas duas companhias.

Fonte: Frota&Cia

Maioria das transportadoras já informa a CBS nos documentos fiscais, mas advogado alerta para riscos em 2027

Maioria das transportadoras já informa a CBS nos documentos fiscais, mas advogado alerta para riscos em 2027

Um painel da Receita Federal mostra que 87% das transportadoras de cargas analisadas já informam a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em pelo menos parte dos documentos fiscais de transporte, mesmo com a cobrança efetiva do novo tributo da Reforma Tributária prevista apenas para 2027.

O levantamento da Receita cobre 40.403 estabelecimentos não optantes pelo Simples Nacional que emitiram Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) no período de 30 dias anterior à atualização dos dados, em 8 de outubro, com emissões computadas até o dia 7 daquele mês.

Do total analisado, 44,86% das empresas já informam a CBS em todos os documentos emitidos, enquanto 42,42% reportam o tributo apenas em parte dos CT-es - a soma desses dois grupos corresponde aos 87% destacados no levantamento. Os 12,72% restantes ainda não informam a CBS em nenhum documento.

A emissão do CT-e com informações de CBS e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) tornou-se obrigatória em 3 de agosto de 2026 para as operações abrangidas pela nova regra. Empresas optantes pelo Simples Nacional têm prazo diferente, com início em 1º de janeiro de 2027.

Segundo a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS, a ausência de informações de CBS e IBS no documento não provoca, por enquanto, a rejeição automática do CT-e - o que, segundo especialistas, não elimina a necessidade de as empresas ajustarem seus sistemas e processos de preenchimento o quanto antes.

Ulisses Brondi, CEO da ASIS Tax Tech, afirma que o período de adaptação é uma oportunidade para as transportadoras testarem se as informações de IBS e CBS estão chegando corretamente ao CT-e, e defende que a revisão nesse momento deve cobrir o cadastro de serviços, a lógica tributária dos sistemas internos e a integração entre as equipes que registram e faturam cada operação de transporte.

Paralelamente ao avanço da adaptação operacional, outro ponto de atenção para o setor é o valor final da alíquota da CBS. O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, em 28 de outubro, o cálculo da alíquota de referência de 11,3% para o tributo, que substituirá o PIS e a Cofins a partir de janeiro de 2027 - percentual acima do que o mercado projetava e que ainda depende de definição final pelo Senado Federal.

O advogado Diego Kiçula, mestre em Direito pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e sócio do escritório Mattos, Engelberg Echenique Advogados, alerta que, na CBS, a folha de pagamento não gera créditos tributários - o que pode elevar a carga efetiva para empresas intensivas em mão de obra, caso do transporte rodoviário de cargas, que depende fortemente de motoristas e demais profissionais contratados.

Segundo Kiçula, no transporte de cargas a nova tributação se soma a custos já elevados com diesel, encargos trabalhistas, seguros e regras de remuneração do frete, e um eventual aumento no custo do frete tende a ser repassado ao longo da cadeia, da indústria até o consumidor final. Para ele, o principal risco é que as empresas cheguem a janeiro de 2027 sem ter dimensionado corretamente os efeitos da nova tributação sobre suas margens, o que reforça a recomendação de revisar desde já contratos de longo prazo e mecanismos de reequilíbrio econômico-financeiro.

Para as transportadoras baianas, a combinação entre a adaptação operacional ao CT-e com CBS e IBS e a incerteza sobre a alíquota final do novo tributo reforça a importância de acompanhar de perto a definição do Senado Federal nas próximas semanas e de revisar, já nos contratos fechados neste último trimestre de 2026, cláusulas de reajuste que permitam absorver eventuais mudanças na carga tributária a partir de 2027.

Fontes: Blog do Caminhoneiro e MundoLogística