PROGRAMA MONITORA: PLATAFORMA DA SENATRAN FAZ RANKING DOS RESULTADOS DE ÓRGÃOS DE TRÂNSITO EM BUSCA DA REDUÇÃO DE MORTES NAS VIAS DO PAÍS

“Queremos garantir transparência nas ações locais para alcançarmos resultados nacionais”, explicou o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão; iniciativa promove engajamento e segurança viária no Brasil.

Criar transparência e garantir um trânsito mais seguro em todo o Brasil por meio do compromisso. Essas são as principais metas do Programa Monitora Pnatrans. Lançado em 2023, o programa funciona de maneira simples e eficaz: coletando informações dos resultados operacionais dos órgãos de trânsito de todo o Brasil e promovendo publicidade dos lançamentos realizados pelos atores envolvidos no Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans). Na prática, é uma forma de estimular a busca por trabalhos e resultados que deixem as vias brasileiras mais seguras.

E o Programa Monitora tem um objetivo claro, o de fomentar a meta do Pnatrans, que consiste em reduzir pela metade o número de mortes e sinistros de trânsito no Brasil até 2030. O projeto foi elaborado internamente pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), gerando transparência e maior qualidade de informações reportadas, além de promover suporte para a formulação de estratégias de ação pelo país.

“Queremos garantir transparência nas ações locais para alcançarmos resultados nacionais. O Programa Monitora não apenas enaltece as boas práticas, mas também destaca a necessidade de comprometimento. É um alerta para aqueles que não estão contribuindo com ações em prol da segurança. Com a participação de todos, poderemos alcançar nossas metas e aspirações por um trânsito melhor em todo o Brasil”, ponderou o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão.

Resultados este ano

O Programa Monitora revelou que, neste primeiro semestre de 2024, os seguintes órgãos com atuação estadual reportaram resultados operacionais dos produtos do Pnatrans: Detran-PB; Detran-PR; Detran-SC; DER-PR; PRF-SC; PRF-PR; PRF-PA; Contrandife; Cetran-SP e DNIT-RS. Houve adesão e repasse de informações ainda pelas entidades de trânsito das prefeituras de Londrina/PR e Guarulhos/SP, no âmbito municipal. As demais instituições não citadas ainda não fizeram o lançamento de informações sobre execução dos produtos do Pnatrans, referentes ao ano de 2024.

Importante destacar que, após a publicação da terceira versão do Pnatrans, regulamentado por meio da Resolução Contran nº 1.004, de 21 de dezembro de 2024, em vigor desde 2 de janeiro de 2024, a Senatran disponibiliza um novo formulário eletrônico para lançamento das informações, que permite o reporte dos resultados operacionais do Plano pelos órgãos e entidades de trânsito que possuem produtos sob sua responsabilidade. Para acessar o formulário, clique aqui.

CNT PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O SISTEMA FREE FLOW NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

O diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, apontou as qualidades do modelo eletrônico de cobrança de tarifa. Reunião ocorreu na Comissão de Viação e Transportes.

A CVT (Comissão de Viação e Transportes) da Câmara dos Deputados promoveu, nesta terça-feira (9), uma audiência pública para tratar da implantação, nas rodovias brasileiras, do sistema de livre passagem, também conhecido como free flow. O debate ocorreu a requerimento do deputado Hugo Leal (PSD-RJ) e contou com representantes dos setores público e privado.

O sistema foi introduzido em nosso ordenamento jurídico em 2021, por força da Lei nº 14.157. Na prática, trata-se de uma tecnologia que permite o reconhecimento de placas ou tags para a cobrança de tarifas, de modo a substituir as praças de pedágio convencionais. Em caráter experimental, o modelo está em funcionamento em trechos da BR-101, que liga Santos (SP) ao litoral fluminense, e, também, na RS-122.

Uma preocupação do deputado Hugo Leal é o elevado número de multas por evasão registradas nos municípios de Itaguaí, Mangaratiba e Paraty, todos no estado do Rio de Janeiro. “Entre 2023 e março deste ano, tivemos, na Rio-Santos, 846 mil multas por não pagamento de pedágio (evasão). Considerem que, hoje, o valor devido é de R$ 195,00, o que geraria algo em torno de R$ 165 milhões em multas”, advertiu o parlamentar, que pede uma revisão da regulamentação vigente.

Na audiência, o Sistema Transporte foi representado pelo diretor de Relações Institucionais da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Valter Souza, que reforçou os aspectos positivos do modelo de cobrança eletrônica e sem cancela.

“Somos favoráveis ao free-flow. Primeiro, porque democratiza o uso das concessões rodoviárias no Brasil – é um modelo que possibilita o pagamento da tarifa de forma proporcional aos quilômetros rodados pelo usuário. O segundo ponto é a melhoria do fluxo de veículos (em comparação à praça de pedágio). Infelizmente, hoje, várias rodovias passam por um estrangulamento, como demonstram as pesquisas da CNT. Por fim, o sistema possibilita mais segurança ao viabilizar a identificação de veículos”, enfatizou Valter Souza.

Além do diretor, participaram da audiência: Adrualdo Catão, secretário nacional de Trânsito; Marco Aurélio Barcelos, diretor presidente da ABCR – Melhores Rodovias do Brasil; Carlo Andrey Gonçalves, diretor da Abepam (Associação Brasileira das Empresas de Pagamento Automático para a Mobilidade); Paulo Miguel Junior, vice-presidente da Abla (Associação das Locadoras de Automóveis, e Roger da Silva Pêgas, superintendente de Infraestrutura Rodoviária da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres. O deputado Bebeto (PP-RJ) acompanhou as discussões.

Propostas da CNT

Recentemente, o Ministério dos Transportes colocou em consulta pública uma proposta de regulamentação do free flow, abrangendo tanto as vias urbanas quanto as rurais. A CNT já consignou suas propostas, que foram elencadas pelo diretor de Relações Institucionais durante a audiência na Câmara dos Deputados. Resumidamente, são elas:

Nas vias urbanas, o free flow pode ser implementado em corredores, em trechos expressos e em vias com controle de acessos. Nas rodovias, caso a tarifa quilométrica não seja viável por motivos técnicos ou econômicos, o sistema poderá ser feito por trecho homogêneo, desde que evidenciado que atende aos pressupostos de proporcionalidade do uso da rodovia pelos usuários. É necessário que a Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) defina os requisitos técnicos e parâmetros das estruturas dos pórticos dos sistemas de livre passagem, pois deixar a cargo dos órgãos com circunscrição sob a via pode acabar inviabilizando o trânsito de veículos com altura total que exceda os limites do equipamento de leitura. A concessionária deve assegurar os registros das transações dos sistemas de livre passagem, transmitindo as informações das passagens dos veículos pelo ponto de cobrança para seus sistemas de informações e para o centro de informações indicado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). A concessionária deve enviar comunicados aos usuários da rodovia identificados pelo OCR, em tempo hábil para o pagamento do pedágio, antes mesmo de configurada a infração. É uma medida educativa, considerando que é uma tecnologia nova. E ainda: a Senatran deverá viabilizar solução tecnológica que permita a integração das informações de todos os sistemas de free flow em operação em âmbito nacional, para que os usuários tenham acesso aos seus dados de passagem, tarifas, boletos para pagamentos e débitos, bem como contestações.

DEPUTADOS VÃO DEBATER POSSÍVEL AUMENTO DE 20% NOS PREÇOS DOS PNEUS PARA CAMINHÕES

O Deputado Federal Zé Trovão (PL-SC), requereu à Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados a realização de uma audiência pública para debater a taxação para importação de pneus para caminhões.

Por solicitação da ANIP (Associação Nacional da Indústria dos Pneumáticos), a Câmara de Comércio Exterior (Camex) pode aumentar o imposto de importação para pneus de carga e de passeio de 16% para 35%.

Para a ANIP, a medida se faz necessária para reequilibrar o mercado diante do aumento das importações registrado nos últimos três anos, o que tornaria o pneu brasileiro mais competitivo. RECOMENDADO Processo trabalhista: Caminhoneiro deve receber por tempo de espera com carga e descarga

Para a ABIDIP (Associação Brasileira dos Distribuidores e Importadores de Pneus), o aumento das taxas de importação para pneus, especialmente aqueles destinados aos veículos de carga, poderá resultar em um aumento de preços de 20%.

Para o deputado, “considerando a importância do tema para os mais de 615 mil caminhoneiros autônomos do Brasil, é fundamental ouvir todas as partes interessadas para buscar uma solução equilibrada e justa”.

Atualmente, o pedido de aumento da tarifa de importação dos pneus se encontra no Comitê de Alterações Tarifárias da CAMEX para avaliação técnica e posterior referendo do Comitê Executivo de Gestão – GECEX, composto por dez ministérios. O requerimento da audiência pública convida representantes do Ministério da Indústria e Comércio, Câmara de Comércio Exterior, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Associação Nacional da Indústria dos Pneumáticos (ANIP), ABIDIP (Associação Brasileira dos Distribuidores e Importadores de Pneus), NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) e COANA (Coordenação-Geral de Administração Aduaneira da Receita Federal).

PRESIDENTE DO SISTEMA TRANSPORTE, VANDER COSTA, SE REÚNE COM O PRESIDENTE DA CÂMARA, ARTHUR LIRA, PARA TRATAR DE PONTOS DA REFORMA TRIBUTÁRIA

O encontro ocorreu nesta terça-feira (9) e abordou aspectos relevantes para o setor transportador.

O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, foi recebido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), em sua residência oficial. A visita institucional foi para tratar de pontos importantes para o setor transportador referentes à regulamentação da reforma tributária.

Acompanhado pela gerente executiva de Poder Legislativo da CNT, Andrea Cavalcanti, e pelos consultores da CNT Vanderlei Macris, Alessandra Brandão e Jerônimo Goergen, o presidente Vander destacou as questões relacionadas aos transportes interestadual e internacional de passageiros. A conversa também abordou o transporte internacional de cargas para exportação.

Outro ponto relevante para o setor é a condução do crédito na compra do combustível enquanto insumo, ou seja, é necessário que o crédito seja automático quando o transportador comprar o combustível para uso em sua frota. A EC (Emenda Constitucional) nº 132 assegurou o creditamento automático, mas o PLP (Projeto de Lei Complementar) nº 68/2024 o condiciona à homologação da Receita Federal e do Comitê Gestor.

PERSPECTIVAS DO MERCADO: A INFRAESTRUTURA PARA CAMINHÕES ELÉTRICOS NO BRASIL

A implementação e avanço da tecnologia de veículos elétricos no Brasil despertam, cada dia mais, o interesse do Transporte RODOVIáRIO de Cargas (TRC). A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) deu autorização, no dia 9 de março deste ano, aos primeiros caminhões de grande porte movidos a eletricidade a rodar no Brasil. O uso desta tecnologia traz benefícios significativos à sustentabilidade, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa (GEE) e diminuindo a dependência de combustíveis fósseis.

Apesar dos visíveis pontos positivos que a eletrificação de veículos proporcionam, é necessário que o país incentive a popularização da tecnologia e invista em infraestrutura para que o setor consiga trabalhar com eficiência e sem danos à cadeia logística. De acordo com dados de março de 2024 da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), atualmente o Brasil possui cerca de 4.600 pontos de recarga para veículos elétricos.

Segundo José Alberto Panzan, diretor da Anacirema Transportes e presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Campinas e Região (SINDICAMP), uma série de melhorias são necessárias para que o transporte rodoviário de cargas elétrico se torne mais viável no Brasil. “A implantação de estações de recarga rápida em pontos estratégicos ao longo de corredores logísticos e o desenvolvimento e implantação de redes elétricas inteligentes são pontos essenciais para o pleno funcionamento da atividade”.

Outro obstáculo que a falta de infraestrutura dos pontos de recarga causa diz respeito à utilização dos caminhões elétricos de pequeno porte. Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e da ABVE constatam que, da totalidade de eletropostos no Brasil, um terço deles fica no Estado de São Paulo.

Essa situação restringe as transportadoras a adotarem somente operações urbanas ou intermunicipais e também dificulta a adoção de estratégias para investir na tecnologia. “Atualmente, a Anacirema possui um veículo elétrico, porém temos o projeto de incrementar com mais quatro unidades. O problema não é somente a pouca infraestrutura de pontos de carregamentos, mas também o tempo de recarga do veículo. Os pontos de carregamento de veículos elétricos priorizam os automóveis”, afirma Panzan.

De acordo com o diretor da Anacirema, a aquisição desses veículos reforça o compromisso da transportadora com o meio ambiente e a sustentabilidade, mas ajustes precisam ser feitos para que a viabilidade da operação seja plena. “Algo que seria muito positivo para o setor seria a redução da carga tributária para a aquisição desses veículos. Além disso, a liberação para circulação nas áreas centrais dos municípios também faria muita diferença na logística”.

Uma das saídas que o governo federal pode oferecer para a questão é a aprovação do Projeto de Lei 392/2023, que dispõe sobre a obrigatoriedade de que postos de abastecimento tenham pontos de recarga de carros elétricos. O PL está atualmente em tramitação no Senado e a matéria está com a relatora Senadora Eliziane Gama (PSD/MA).

DEPUTADOS VÃO DEBATER POSSÍVEL AUMENTO DE 20% NOS PREÇOS DOS PNEUS PARA CAMINHÕES

O Deputado Federal Zé Trovão (PL-SC), requereu à Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados a realização de uma audiência pública para debater a taxação para importação de pneus para caminhões.

Por solicitação da ANIP (Associação Nacional da Indústria dos Pneumáticos), a Câmara de Comércio Exterior (Camex) pode aumentar o imposto de importação para pneus de carga e de passeio de 16% para 35%.

Para a ANIP, a medida se faz necessária para reequilibrar o mercado diante do aumento das importações registrado nos últimos três anos, o que tornaria o pneu brasileiro mais competitivo.

Para a ABIDIP (Associação Brasileira dos Distribuidores e Importadores de Pneus), o aumento das taxas de importação para pneus, especialmente aqueles destinados aos veículos de carga, poderá resultar em um aumento de preços de 20%.

Para o deputado, “considerando a importância do tema para os mais de 615 mil caminhoneiros autônomos do Brasil, é fundamental ouvir todas as partes interessadas para buscar uma solução equilibrada e justa”.

Atualmente, o pedido de aumento da tarifa de importação dos pneus se encontra no Comitê de Alterações Tarifárias da CAMEX para avaliação técnica e posterior referendo do Comitê Executivo de Gestão – GECEX, composto por dez ministérios.

O requerimento da audiência pública convida representantes do Ministério da Indústria e Comércio, Câmara de Comércio Exterior, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Associação Nacional da Indústria dos Pneumáticos (ANIP), ABIDIP (Associação Brasileira dos Distribuidores e Importadores de Pneus), NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) e COANA (Coordenação-Geral de Administração Aduaneira da Receita Federal).