ÍNDICE MOSTRA QUE FRETE RODOVIÁRIO SUBIU 1,04% EM AGOSTO MESMO COM QUEDA NO PREÇO DO DIESEL

ÍNDICE MOSTRA QUE FRETE RODOVIÁRIO SUBIU 1,04% EM AGOSTO MESMO COM QUEDA NO PREÇO DO DIESEL

O preço médio do frete rodoviário de cargas no Brasil subiu 1,04% em agosto, passando de R$ 8,63 para R$ 8,72 por quilômetro rodado, mesmo com o diesel mais barato no período, segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR).

O indicador é calculado pela Edenred com base em dados da plataforma de gestão de frotas Repom e é divulgado mensalmente para acompanhar a evolução dos custos de transporte de cargas no país.

O contraste chama atenção porque, no mesmo período, o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostrou o diesel em queda pelo quarto mês consecutivo: o diesel comum recuou 1,17%, para R$ 6,70 o litro, e o diesel S-10 caiu 0,70%, para R$ 7,05.

Entre os fatores que explicam a alta do frete mesmo com o combustível mais barato estão o reforço da fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e a entrada em vigor da Lei nº 15.485/2026, conhecida como Lei do Frete Mínimo, que ampliou a cobrança pelo cumprimento do piso mínimo de frete pelas transportadoras.

O fim da colheita da segunda safra de milho também pressionou o indicador para cima, ao aumentar a demanda por caminhões disponíveis para o escoamento da produção. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), as cotações do milho seguem em patamares elevados, o que tende a manter aquecida a procura por fretes ligados ao agronegócio nas próximas semanas. Em contrapartida, os setores de indústria e construção civil registraram menor movimentação de cargas em agosto.

A avaliação do próprio índice é de que o viés de alta deve se manter em setembro, em meio à volatilidade das cotações do milho e à possível influência do fenômeno climático El Niño sobre as safras. Para transportadoras baianas, que atendem tanto rotas ligadas ao agronegócio do Oeste do estado quanto o transporte urbano e industrial na Região Metropolitana de Salvador, o movimento indica que o custo do frete deve continuar pressionado mesmo com os combustíveis em trajetória de queda, exigindo atenção redobrada ao reajuste de contratos e tabelas de frete.

Fonte: Diário do Grande ABC e Mundo Logística, com dados do Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred/Repom

ANTT AMPLIA FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA DE SEGUROS OBRIGATÓRIOS NO TRANSPORTE DE CARGAS

ANTT AMPLIA FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA DE SEGUROS OBRIGATÓRIOS NO TRANSPORTE DE CARGAS

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) passou a cruzar automaticamente os dados do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) com as apólices de seguro ativas das transportadoras, em um novo sistema de fiscalização eletrônica que promete identificar irregularidades com mais agilidade.

Até então, a checagem do cumprimento das exigências de seguro dependia, em grande parte, de verificações manuais e pontuais. Com o novo cruzamento automatizado de dados, a agência reguladora consegue identificar de forma praticamente imediata transportadoras que estejam operando com coberturas vencidas, canceladas ou inexistentes.

Três modalidades de seguro obrigatório passam a ter fiscalização eletrônica reforçada: o RCTR-C, que cobre a responsabilidade da transportadora pela carga em caso de acidente; o RC-DC, voltado a casos de roubo ou desaparecimento da mercadoria transportada; e o RC-V, que cobre a responsabilidade civil da empresa por danos causados a terceiros durante a operação de transporte.

Um superintendente da seguradora AXA, citado na reportagem que revelou a medida, afirmou que o cruzamento eletrônico "permite identificar com maior velocidade empresas operando sem a cobertura exigida" — o que deve aumentar a pressão sobre transportadoras que ainda mantêm pendências nesse tipo de contratação.

Na prática, a mudança exige que as transportadoras mantenham rigorosamente atualizadas informações como mudanças de frota, alteração de rotas, tipos de carga transportada e limites de embarque, sob risco de autuação e de ficarem em desvantagem competitiva em relação a concorrentes já regularizados. Para empresas baianas de pequeno e médio porte, que costumam operar com margens mais apertadas, o alerta é para que a regularização das apólices de seguro obrigatório seja tratada como prioridade, já que a nova rotina de fiscalização eletrônica da ANTT deve reduzir significativamente a margem de tolerância que existia com a fiscalização manual.

Fonte: CQCS – Portal de Notícias do Mercado de Seguros

NSTECH LANÇA SISTEMA DE PAGAMENTO ELETRÔNICO DE FRETE INTEGRADO À EMISSÃO DO CIOT

NSTECH LANÇA SISTEMA DE PAGAMENTO ELETRÔNICO DE FRETE INTEGRADO À EMISSÃO DO CIOT

A empresa de tecnologia nstech lançou um conjunto de três soluções digitais voltadas ao setor de transporte e logística, com destaque para o TNS Pay, um novo serviço de pagamento eletrônico que permite liquidar operações de frete e gerar automaticamente o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).

O CIOT é um documento exigido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para formalizar operações de transporte rodoviário de cargas contratadas com transportadores autônomos, e sua emissão correta é uma das obrigações regulatórias mais fiscalizadas do setor.

Para poder operar o novo serviço de pagamentos, a nstech obteve licença do Banco Central do Brasil para atuar como instituição de pagamento. A empresa não divulgou, até o momento, as condições comerciais de utilização do TNS Pay.

Além do sistema de pagamentos, a companhia apresentou a Plataforma TNS, que unifica em um único ambiente digital dados de embarcadores, transportadoras, operadores logísticos e motoristas — cobrindo desde o planejamento da operação até a entrega e o pagamento —, e o Multi + KMM, que integra sistemas de gestão a ferramentas de contratação, agendamento logístico, roteirização e acompanhamento por torres de controle.

Segundo a diretora de Marketing da nstech, "uma entrega depende de dezenas de empresas, sistemas e pessoas. A próxima oportunidade de produtividade está justamente entre esses elos" — referência à proposta da empresa de reduzir a fragmentação tecnológica entre os diferentes elos da cadeia logística. A nstech foi fundada em 2020 pelas gestoras de investimento Niche Partners (Tarpon) e Greenbridge Partners, tem hoje mais de 100 soluções em seu portfólio, cerca de 75 mil clientes e 2,5 milhões de motoristas cadastrados em sua base, com atuação em 15 países.

A tendência de digitalização de etapas como a emissão do CIOT e o pagamento de fretes tende a se acelerar à medida que a ANTT intensifica a fiscalização eletrônica sobre o cumprimento de obrigações regulatórias do setor. Para transportadoras da Bahia, sobretudo as de menor porte que ainda dependem de processos manuais para emissão de CIOT e conciliação de pagamentos com autônomos, esse tipo de plataforma pode representar uma forma de reduzir erros operacionais e o risco de autuação por descumprimento de exigências documentais.

Fonte: Transporte Moderno

GOVERNO FEDERAL LIBERA R$ 96 MILHÕES PARA OBRAS EM RODOVIAS E NA FERROVIA FIOL NA BAHIA

GOVERNO FEDERAL LIBERA R$ 96 MILHÕES PARA OBRAS EM RODOVIAS E NA FERROVIA FIOL NA BAHIA

O governo federal autorizou um crédito suplementar de R$ 96.161.973 para obras em rodovias federais e na Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) na Bahia, dentro de um pacote maior de R$ 654,7 milhões destinado a obras de infraestrutura de transporte em todo o país.

A liberação foi assinada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e publicada no Diário Oficial da União. Os recursos serão executados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), no caso das rodovias, e pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, responsável pela FIOL.

Do total destinado ao estado, R$ 31 milhões serão aplicados no trecho da BR-116 entre Ibó e Feira de Santana, uma das rodovias mais importantes para o transporte de cargas no interior baiano. Outros R$ 24,43 milhões vão para o trecho ferroviário da FIOL entre Caetité e Barreiras (EF-334), corredor estratégico para o escoamento da produção agrícola e mineral do Oeste da Bahia.

O Contorno Rodoviário de Feira de Santana, na BR-324, receberá R$ 20 milhões, enquanto a BR-030, entre Maraú e o entroncamento com a BR-101, no Sul do estado, será contemplada com R$ 20,73 milhões.

Os quatro trechos beneficiados atendem regiões de forte movimentação de cargas dentro do estado — do polo industrial e logístico de Feira de Santana à rota de escoamento agrícola e mineral do Oeste baiano, passando pelo litoral sul. Para transportadoras e caminhoneiros que operam nessas rotas, a expectativa é de que os investimentos se traduzam, nos próximos meses, em obras concretas de manutenção e ampliação da malha viária, historicamente apontada pelo setor como um dos principais gargalos para a competitividade do transporte de cargas na Bahia.

Fonte: A Tarde, com informações também publicadas pelo portal n1n

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES E ANTT PREPARAM NOVO MODELO DE CONCESSÕES RODOVIÁRIAS COM FOCO NO NORTE E NORDESTE, E RODOVIAS DA BAHIA ENTRAM NO RADAR

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES E ANTT PREPARAM NOVO MODELO DE CONCESSÕES RODOVIÁRIAS COM FOCO NO NORTE E NORDESTE, E RODOVIAS DA BAHIA ENTRAM NO RADAR

O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sinalizaram que a próxima leva de concessões rodoviárias federais vai concentrar boa parte dos novos trechos nas regiões Norte e Nordeste do país, com rodovias que cortam o interior da Bahia entre os projetos já mapeados para os próximos anos.

A informação foi divulgada pela Agência iNFRA, que teve acesso a declarações da secretária nacional de Transporte Rodoviário do Ministério dos Transportes, Viviane Esse, sobre os contornos do novo pacote de outorgas. Segundo ela, o governo já reúne "maturidade regulatória suficiente para trabalhar contratos mais flexíveis, como vemos fora do país", o que abre espaço para modelos de concessão diferentes dos contratos tradicionais praticados até aqui.

Entre os trechos citados estão a BR-235, ligando o Maranhão ao Tocantins, e a BR-135/316, no Maranhão, além de dois corredores que afetam diretamente a Bahia: a BR-020/BR-242, que liga o Distrito Federal ao estado, e a BR-101, no trecho do sul baiano. Também estão no radar a BR-364 e a BR-070, no Mato Grosso, e a BR-356 e a RJ-240, que dão acesso ao Porto do Açu, no Rio de Janeiro.

No caso da BR-393, também no Rio de Janeiro, o modelo já em estruturação prevê R$ 3 bilhões em investimentos (capex) e 15 quilômetros de duplicação, dentro do conceito batizado pelo governo de "concessões inteligentes". A expectativa é que o cronograma combine sete projetos remanescentes de 2026 com novas estruturações a partir de 2027, entre eles a Rota Agro Central, cujo leilão está previsto para dezembro deste ano.

Um dos pontos centrais do novo desenho é o mecanismo de aporte público, pelo qual o governo deposita recursos em uma conta vinculada logo no início do contrato, e a concessionária executa as obras para só depois receber os valores. A ferramenta é vista como alternativa para viabilizar trechos de menor tráfego, como partes da BR-101 na Bahia e da BR-242, que poderiam contar com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (Fdirs) e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O pacote também prevê a extensão, nas regiões Norte e Nordeste, da isenção de pedágio hoje restrita a motocicletas para os automóveis de passeio. A medida, no entanto, já provoca reação do setor de cargas: o presidente-executivo da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT), Luis Henrique Teixeira Baldez, criticou a proposta por redistribuir o custo da manutenção das rodovias, concentrando-o sobre os caminhões. "Aumentando o custo para o caminhão pagar por toda a recuperação da via", afirmou, ao alertar que as transportadoras tendem a repassar essa despesa extra ao valor do frete.

Técnicos do governo rebatem o argumento sustentando que os veículos leves provocam desgaste bem menor ao pavimento do que os caminhões, e que a melhoria da malha viária, de forma geral, reduz custos logísticos que compensariam os usuários de carga no médio prazo.

A referência mais próxima do que pode ser aplicado nos novos contratos é a Rota dos Sertões, concessão de 502 quilômetros que engloba trechos da BR-116 e da BR-324 entre Salgueiro, em Pernambuco, e Feira de Santana, já em território baiano. Leiloado em maio deste ano, o contrato prevê tarifa média de R$ 12,00 a cada 100 quilômetros rodados em pista simples, reduzida para R$ 8,00 conforme as condições de pavimento e duplicação evoluam ao longo da concessão.

Ainda não há data definida para os leilões dos trechos que passam pela Bahia, mas o Ministério dos Transportes já trabalha com a perspectiva de lançar as primeiras licitações da nova safra de concessões a partir de 2027, à medida que os estudos de viabilidade e os modelos de aporte público forem finalizados.

Para as transportadoras baianas, o desenho final dessas concessões deve pesar diretamente no custo do frete rodoviário nos próximos anos, já que rodovias como a BR-101 e a BR-020/242 são corredores usados no escoamento de produção agrícola e industrial do estado. A forma como o governo vai equacionar a divisão da conta do pedágio entre carros e caminhões, tema já sensível na Rota dos Sertões, deve ser um dos pontos mais acompanhados pelo setor de cargas baiano até a definição dos editais.

Fonte: Agência INFRA

DÓLAR FECHA EM ALTA NA ÚLTIMA SESSÃO DA SEMANA E PRESSIONA CUSTO DE INSUMOS IMPORTADOS USADOS POR TRANSPORTADORAS

DÓLAR FECHA EM ALTA NA ÚLTIMA SESSÃO DA SEMANA E PRESSIONA CUSTO DE INSUMOS IMPORTADOS USADOS POR TRANSPORTADORAS

O dólar comercial encerrou a última sessão de negociação da semana, nesta sexta-feira (11), cotado a R$ 5,125 na venda, alta de 0,43% frente ao fechamento anterior, segundo levantamento de cotações do mercado financeiro. A taxa Ptax, referência calculada pelo Banco Central e usada em contratos de comércio exterior, ficou em R$ 5,0918.

O movimento foi registrado pelas plataformas de acompanhamento cambial que consolidam as cotações do dia a partir dos dados do Banco Central, e reflete a combinação de dois sinais opostos: um doméstico, que em tese enfraqueceria o real, e outro externo, que fortaleceu o dólar globalmente.

No front interno, o IPCA de agosto trouxe deflação de 0,32%, resultado que reforçou as apostas do mercado em novos cortes da taxa Selic nas próximas reuniões do Copom. Juros mais baixos tendem a reduzir o diferencial de rentabilidade entre ativos brasileiros e americanos, o que em condições normais tende a enfraquecer a moeda nacional.

Do lado externo, no entanto, dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos vieram mais fortes do que o esperado, alimentando apostas de que o Federal Reserve manterá os juros americanos elevados por mais tempo. O cenário fortalece o dólar como um todo, inclusive frente ao real, e explica por que a moeda brasileira não conseguiu emplacar uma queda apesar do dado doméstico favorável a um afrouxamento monetário.

A oscilação cambial tem efeito direto sobre a estrutura de custos do transporte rodoviário de cargas. Pneus, peças de reposição, componentes eletrônicos embarcados e boa parte dos insumos usados na manutenção de frotas pesadas têm preço atrelado, total ou parcialmente, à cotação do dólar, seja por importação direta, seja pela paridade internacional de matérias-primas como borracha e aço.

O câmbio também integra a fórmula de formação do preço dos combustíveis no mercado interno, já que parte do diesel consumido no país tem preço de referência atrelado a cotações internacionais em dólar. Uma moeda americana mais valorizada tende a pressionar, ainda que de forma indireta e ao longo do tempo, o custo do diesel nas bombas, item que já responde pela maior fatia da planilha de custos das transportadoras.

O mercado financeiro já vinha precificando alta probabilidade de novo corte da Selic na reunião do Copom da próxima semana, cenário que, se confirmado, tende a reduzir o custo do crédito para renovação de frotas, mas que por ora convive com um câmbio mais pressionado no curto prazo.

Para as transportadoras baianas, o efeito prático tende a aparecer primeiro na manutenção da frota: pneus e peças importadas, ou com forte componente cambial, ficam proporcionalmente mais caros, encarecendo a operação de quem transporta cargas dentro e fora do estado. Por outro lado, exportadores de commodities baianas, como soja, algodão e cacau, tendem a se beneficiar relativamente de um real mais depreciado, o que pode sustentar a demanda por frete voltado à exportação nos portos do estado.

A tendência do câmbio nas próximas semanas deve depender diretamente da decisão do Copom e dos próximos indicadores de inflação nos Estados Unidos, dois fatores que devem seguir movimentando o dólar e, por consequência, a planilha de custos das empresas de transporte de cargas do país.

Fonte: Banco Central do Brasil (Ptax) e Boca Notícias