por Setceb | jan 13, 2026 | Uncategorized
Encontro on-line reuniu entidades e representantes do setor para discutir a política de preços mínimos do frete no Transporte Rodoviário de Cargas.
A NTC&Logística participou, ontem (12), da Reunião Participativa nº 13/2025, promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), realizada de forma on-line, com foco na discussão sobre o Piso Mínimo de Frete. A entidade foi representada pela Dra. Gil Menezes, assessora jurídica, e pelo engo Lauro Valdivia, assessor técnico.
A reunião foi conduzida por José Aires Amaral Filho, superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas da ANTT, e teve como objetivo ampliar o diálogo com os representantes do setor sobre a política de preços mínimos do frete, tema de grande relevância para as empresas de Transporte Rodoviário de Cargas.
Também participaram do encontro entidades do setor, como a Confederação Nacional do Transporte (CNT); a Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Estado do Rio Grande do Sul (FETRANSUL) e a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP).
Esta Reunião Participativa nº 13/2025 é a 6ª do 9º Ciclo Regulatório de discussões que integra a agenda da ANTT de fortalecimento do diálogo institucional com o setor regulado, permitindo que as entidades representativas contribuam tecnicamente para o aprimoramento das normas relacionadas ao Piso Mínimo de Frete e seus impactos no mercado de transporte.
por Setceb | jan 13, 2026 | Uncategorized
Nova etapa da reoneração pode gerar impacto acumulado de até 3% nos custos e reduzir margens do setor em cerca de 60%.
A segunda etapa do fim da desoneração da folha de pagamento entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e já começa a produzir efeitos mais intensos sobre o Transporte Rodoviário de Cargas, setor responsável por mais de 65% da logística nacional.
A medida restabelece, de forma gradual, a contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários, elevando significativamente os custos das empresas. Por se tratar de uma atividade intensiva em mão de obra, o Transporte Rodoviário de Cargas sente de maneira direta o aumento dos encargos sociais.
Simulações realizadas pelo DECOPE da NTC&Logística (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas) indicam que o impacto médio direto alcança cerca de 1,5% ao ano. Com a soma da primeira etapa, iniciada em 1º de janeiro de 2025, o impacto acumulado chega a 3% em 2026, patamar equivalente a aproximadamente 60% do lucro médio do setor.
Os efeitos, no entanto, vão além das transportadoras. Reajustes promovidos por fornecedores de serviços e por transportadores autônomos agregados ampliam o impacto total, que pode ser duas a três vezes superior ao efeito direto. Esse cenário tende a pressionar o valor do frete e, consequentemente, os preços de bens essenciais.
A NTC&Logística destaca que o setor não possui capacidade para absorver novos custos. Pesquisa recente aponta uma defasagem média superior a 10% entre o frete praticado e o custo real das operações.
Sem a devida recomposição do frete, a nova etapa da reoneração tende a reduzir de forma significativa o resultado médio das empresas, com reflexos diretos sobre a cadeia produtiva, impacto inflacionário e prejuízos aos investimentos necessários para manter e aprimorar a qualidade e a segurança dos serviços prestados.
São Paulo, 13 de janeiro de 2026.
Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística)
por Setceb | jan 6, 2026 | Uncategorized
O ano de 2026 marca um ponto de virada para as empresas brasileiras, especialmente para o Transporte Rodoviário de Cargas. Com a regulamentação do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), instituído pela Lei nº 14.948/2024, a gestão das emissões de gases de efeito estufa passa a integrar, de forma definitiva, a agenda regulatória e estratégica das empresas.
Diante desse cenário, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) firmou uma parceria com a Domani Global, especializada em soluções ESG e gestão de emissões, para apoiar as transportadoras que desejam se adequar já em 2026, de forma estruturada, segura e compatível com a realidade do setor.
A legislação estabelece que empresas que emitam acima de 10 mil toneladas de CO₂ equivalente (CO₂e) por ano devem realizar e reportar seus inventários de emissões. Já aquelas que ultrapassarem 25 mil toneladas anuais precisam, além disso, apresentar planos de mitigação e compensação. Para muitas empresas do transporte, 2026 representa o momento ideal para organizar dados, estruturar processos e iniciar essa jornada com planejamento.
Segundo a PwC Brasil (2024), 62% das grandes empresas brasileiras já adotam práticas ESG estruturadas, e essa exigência vem sendo cada vez mais estendida às cadeias logísticas e aos prestadores de serviço. Para as transportadoras, adequar-se em 2026 significa reduzir riscos regulatórios, manter competitividade, atender às exigências de embarcadores e se posicionar de forma mais estratégica no mercado.
A parceria entre a NTC&Logística e a Domani Global foi estruturada justamente para atender esse momento, oferecendo soluções práticas, acessíveis e escaláveis, permitindo que empresas de todos os portes avancem no ESG com apoio técnico especializado e previsibilidade de custos.
Soluções disponíveis para empresas associadas à NTC&Logística em 2026
Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)
Mensuração nos escopos 1, 2 e 3, conforme padrões técnicos e exigências legais.
Plataforma Domani SaaS – Sustainability as a Service
Ferramenta digital para gestão ESG, acompanhamento mensal e geração automática de relatórios.
Diagnóstico ESG e Plano de Descarbonização
Identificação de riscos, oportunidades e definição de estratégias para redução e compensação de emissões.
Treinamentos e capacitações corporativas
Formação técnica para equipes operacionais, administrativas e comerciais, com certificação.
Certificação e Selo Carbono Neutro
Para empresas que realizarem a compensação de suas emissões por meio de projetos certificados.
Atendimento especializado para o transporte rodoviário de cargas
Suporte técnico com foco na realidade operacional das transportadoras.
Os pacotes foram desenvolvidos para atender micro, pequenas, médias e grandes empresas, com condições diferenciadas para associadas da NTC&Logística, permitindo que a adequação às exigências ambientais aconteça já em 2026, de forma planejada e sustentável.
Serviço
Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas
E-mail: contato@domani.global
Telefone/WhatsApp: +55 11 99559-8402
Site: www.domani.global
Redes sociais: LinkedIn, Instagram e demais plataformas oficiais
Código de desconto exclusivo para associadas da NTC&Logística: NTC15
por Setceb | jan 6, 2026 | Uncategorized
A execução das atividades assegura a preservação da infraestrutura rodoviária federal, garantindo segurança, fluidez e prolongamento da vida útil das rodovias.
Com o objetivo de promover uma infraestrutura moderna, segura e de qualidade, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) trabalha diariamente com ações rotineiras de manutenção e conservação da malha rodoviária federal. Em 2025, a autarquia investiu em diversas frentes para garantir resultados positivos e manter sua malha em condições seguras e adequadas de trafegabilidade.
O Índice de Condição da Manutenção (ICM), ferramenta utilizada mensalmente pelo DNIT para avaliar o estado de conservação das rodovias em todo o país, comprova esse cenário. O diagnóstico realizado em novembro aponta que 69% dos 57 mil quilômetros de rodovias federais sob administração da autarquia estão em boas condições, enquanto outros 20% são classificados como regulares – o que, na prática, conforme a metodologia do índice, representa trechos rodoviários seguros e adequados para o tráfego de veículos.
Esse resultado na qualidade do pavimento da malha rodoviária sob gestão do DNIT decorre do forte investimento em manutenção corretiva e rotineira, que totalizou, neste ano, aproximadamente R$ 8 bilhões. Ao longo de 2025, esse montante foi distribuído entre as 26 superintendências regionais da autarquia, contemplando dois tipos de contratos inseridos no Novo PAC: o Programa de Plano Anual de Trabalho e Orçamento (PATO) e os Contratos de Restauração e Manutenção (CREMA).
Serviços realizados nos contratos PATO e CREMA
Gerenciados pela Coordenação-Geral de Manutenção e Restauração Rodoviária (CGMRR), os serviços executados no âmbito do PATO e do CREMA abrangem um conjunto de intervenções essenciais para manter a qualidade do pavimento e da sinalização rodoviária. O CREMA é destinado à recuperação inicial e à manutenção contínua de rodovias federais por um período plurianual, geralmente de cinco anos, e integra as fases de restauração e manutenção rotineira. As intervenções incluem serviços iniciais de restauração (recapeamentos, reforços estruturais, correção de defeitos, drenagem, dispositivos de segurança) e, posteriormente, a manutenção sistemática da rodovia, abrangendo reperfilamentos, tratamento de fissuras, roçadas, limpeza de dispositivos, tapa-buracos, conservação da sinalização e manutenção de defensas.
O PATO contempla atividades rotineiras, preventivas e corretivas de conservação destinadas a manter a rodovia em condições adequadas de segurança e funcionalidade. A manutenção é contínua, com intervenções frequentes e de pequena a média complexidade, como tapa-buracos, selagem de trincas e fissuras, entre outros.
A recuperação do pavimento contempla a execução de remendos superficiais (tapa-buraco), para corrigir falhas na superfície do revestimento e remendos profundos, que envolvem a recuperação estrutural. A selagem de trincas visa preencher fissuras para impedir a entrada de água e evitar a deterioração das camadas inferiores.
O Reperfilamento e Tratamentos Superficiais Localizados são serviços que visam à correção dos defeitos e à restauração das condições de segurança e conforto do pavimento.
Manutenção em dispositivos de drenagem, sinalização e segurança são constantes
Os serviços de manutenção e conservação rodoviária abrangem também os dispositivos de drenagem, como sarjetas, valetas e bueiros, e incluem a remoção manual ou mecânica de lixo, terra, galhos e outros detritos para garantir o livre fluxo da água. Outros serviços vitais complementam o escopo de ações desenvolvidas pelo DNIT na promoção da qualidade das rodovias federais sob sua gestão, como a sinalização e manutenção dos dispositivos de segurança.
Essas operações envolvem diretrizes que garantem a visibilidade e orientação dos usuários, usando sinalização vertical (placas), horizontal (pinturas) e dispositivos de segurança (barreiras, marcadores), com foco na retorrefletância e posicionamento correto, especialmente em obras e curvas, visando a segurança, redução de acidentes e adequação à velocidade. São compostas por sinalização vertical – que inclui placas de advertência, regulamentação e indicação – e sinalização horizontal, que se refere às demarcações no pavimento (linhas, setas), com padrões de cor, largura e refletividade. Já os dispositivos de segurança são elementos como barreiras, cones, cilindros delimitadores, marcadores de perigo e alinhamento.
Serviços na faixa de domínio melhoram a visibilidade nas rodovias
Para o DNIT, a realização de serviços como roçada, capina e limpeza geral integra o conjunto de ações que ajudam a elevar o nível de qualidade e segurança viária, ao ampliar a visibilidade da sinalização e das faixas de rolamento, além de favorecer a drenagem, reduzir riscos de acidentes e preservar a infraestrutura ao longo do tempo.
A roçada é a prática de corte e remoção da vegetação de pequeno porte, como gramíneas e arbustos jovens, ao longo das rodovias. Este serviço tem como objetivo garantir a visibilidade para os motoristas, prevenir incêndios e preservar a estética das vias. A capina envolve a erradicação completa da vegetação indesejada, removendo as plantas desde a raiz. Seu principal objetivo é conter a expansão de plantas daninhas e garantir a eficiência da drenagem pluvial, prevenindo danos ao pavimento.
Por fim, a limpeza geral é uma ação mais abrangente, que engloba a remoção de resíduos sólidos de vias, calçadas, sarjetas e outros logradouros públicos adjacentes às rodovias. Esse serviço visa manter a segurança e higiene da área, evitando obstruções no sistema de drenagem e contribuindo para a estética do local.
por Setceb | jan 6, 2026 | Uncategorized
Análise de acidentes registrados nas vias federais aponta distorções graves: Paraná e Santa Catarina têm proporções de sinistros bem acima do tamanho das suas malhas rodoviárias.
Nelson Bortolin
Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, nesta ordem, são os estados campeões em acidentes envolvendo caminhões em rodovias federais no Brasil. Entre 2021 e 2024, os trechos federais que cortam Minas Gerais registraram 11.256 acidentes com veículos de carga. No Paraná, as BRs concentraram 8.424 ocorrências, enquanto Santa Catarina somou 7.025 sinistros no mesmo período. Em todo o País foram 70.556.
Para entender essas diferenças, o principal fator a ser analisado é o tamanho da malha rodoviária federal em cada estado. Minas Gerais possui a maior malha do país, com cerca de 12% de um total de cerca de 75 mil km de rodovias federais, o que ajuda a explicar o elevado número absoluto de acidentes. Ainda assim, o estado concentra aproximadamente 16% de todos os sinistros com caminhões, proporção superior à sua participação na extensão das estradas.
Pelo critério da extensão da malha, a Bahia — que detém cerca de 10% das rodovias federais brasileiras — deveria ocupar a segunda posição no ranking de acidentes. No entanto, aparece apenas em quarto lugar, com cerca de 7% das ocorrências envolvendo caminhões no período analisado.
As maiores distorções aparecem justamente no Paraná e em Santa Catarina. O Paraná concentra cerca de 12% de todos os acidentes com caminhões nas rodovias federais, mas possui apenas 5% da malha. Santa Catarina, por sua vez, responde por aproximadamente 10% dos sinistros, apesar de contar com apenas 3% da extensão das rodovias federais do país.
A Revista Carga Pesada procurou a Polícia Rodoviária Federal para entender por que esses estados apresentam diferenças tão expressivas quando o assunto é acidente com caminhões na malha federal.
O órgão aponta que não existe uma explicação única para a concentração de sinistros envolvendo caminhões em determinados estados. Segundo Jeferson Almeida, coordenador-geral de segurança viária da PRF, os números refletem uma combinação de fatores estruturais, logísticos e geográficos. “A diferença no número absoluto de sinistros envolvendo veículos de carga entre as Unidades da Federação (UF) é resultado de uma combinação complexa e sinérgica de fatores, e não de uma causa isolada. A sinistralidade elevada decorre principalmente da interação entre três pilares: o tamanho e a relevância estratégica da malha rodoviária, o volume de tráfego de cargas e as características geográficas e de infraestrutura dos trechos”, explica.
De acordo com Almeida, o fator primordial para explicar o alto volume absoluto de ocorrências em estados como Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina é a posição geográfica estratégica e a extensão das rodovias federais que cortam esses territórios. “Minas Gerais possui uma das maiores malhas rodoviárias do país, sendo um nó logístico de integração nacional. As rodovias federais mineiras não apenas conectam a produção interna, mas também servem como corredores vitais entre o Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste”, afirma.
No caso do Paraná e de Santa Catarina, o peso do transporte de cargas voltado à exportação ajuda a entender os números. “A alta sinistralidade nestes estados está diretamente ligada ao escoamento da produção agroindustrial e portuária. O tráfego de caminhões é massivo, sendo rotas obrigatórias para Portos como Paranaguá (PR) e Itajaí/São Francisco do Sul (SC). Um maior volume de veículos de carga naturalmente eleva a exposição ao risco de sinistros”, destaca o coordenador da PRF.
A Pesquisa CNT de Rodovias também reforça o papel da infraestrutura no risco de acidentes. Minas Gerais apresenta o cenário mais crítico em relação à geometria da via, com 55,4% da malha classificada como Ruim ou Péssimo. O percentual de trechos em estado Péssimo (31,4%) é superior ao observado no Paraná e em Santa Catarina. Em Santa Catarina, 50,4% da malha apresenta geometria Ruim ou Péssima, reflexo direto dos desafios impostos pelo relevo de serra e planalto. Já o Paraná, embora ainda concentre problemas relevantes — com 39,4% da malha nessas condições —, possui o melhor desempenho entre os três estados, com 37,1% dos trechos classificados como Ótimo ou Bom.
“Essas classificações de Geometria da Via, que englobam a presença e condição de curvas perigosas, acostamentos e faixas adicionais, são diretamente correlacionadas ao risco de sinistros, especialmente tombamentos e saídas do leito carroçável”, ressalta Almeida. Segundo ele, fatores geográficos e infraestruturais estão diretamente associados tanto à exposição ao risco quanto à gravidade dos acidentes envolvendo veículos pesados.
Levantamentos internos da PRF entre 2022 e 2025 mostram que, no Paraná, os principais grupos de fatores de risco relacionados à infraestrutura são “Tráfego”, “Interseções, acessos e retornos” e “Pista de rolamento”. Em Minas Gerais, os mesmos grupos lideram os registros de problemas, reforçando a semelhança dos desafios enfrentados pelos dois estados.
Minas Gerais, inclusive, concentra algumas das rodovias federais consideradas de maior risco do país. A BR-381 é historicamente a que registra a maior concentração de desastres com veículos de carga no estado, conforme dados de sinistralidade grave levantados pela PRF em 2025. No Paraná, o destaque negativo é a BR-376, principal corredor de exportação que liga o interior aos portos e concentra alta densidade de caminhões.
Já Santa Catarina se consolida como estado-chave para o escoamento de cargas do Sul do Brasil e do Mercosul, com rodovias que conectam centros urbanos e portos em um relevo predominantemente montanhoso, o que amplia o grau de complexidade e risco das operações de transporte.
por Setceb | jan 6, 2026 | Uncategorized
Banco Central divulga primeiro Boletim Focus do ano.
O primeiro Boletim Focus de 2026 apresentou índices de estabilidade em três das quatro medianas projetadas pelo mercado financeiro. A única que apresentou variação em relação às últimas semanas de 2025 foi a relativa à expectativa de inflação projetada para o ano corrente, que variou dos 4,05% projetados na semana passada, para 4,06% segundo o Boletim divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central.
A inflação oficial do país tem como referência o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A variação de 0,01 ponto percentual apresentada neste Boletim ocorre após uma sequência de oito estimativas seguidas de queda. Há quatro semanas, o mercado financeiro projetava uma inflação de 4,16% ao final de 2026.
Para os anos subsequentes, as projeções de inflação mantêm estabilidade há nove semanas, de 3,80%, em 2027, e de 3,50%, em 2028.
Meta de inflação
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.
A prévia da inflação oficial de dezembro ficou em 0,25%, resultado que faz o acumulado de 12 meses marcar 4,41%, dentro do limite da meta do governo.
Foi o segundo mês seguido com inflação acumulada dentro da margem de tolerância. Em novembro, o IPCA-15 tinha baixado para 4,5%, depois de ter ficado fora do limite desde janeiro. Em abril, o ponto mais alto desde então, chegou a 5,49%.
Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
PIB
Tanto as projeções do mercado financeiro para o câmbio, como para a taxa básica de juros (Selic) e a economia apresentaram estabilidade nas últimas semanas.
No caso do PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), as projeções são de crescimento de 1,8% em 2026 – mesmo percentual projetado para 2027. Para o ano seguinte (2028), o crescimento estimado pelo mercado financeiro para a economia é de 2%.
Câmbio e Selic
Com relação ao câmbio, o mercado financeiro projeta que o dólar fechará 2026 com uma cotação de R$ 5,50, valor que não vem apresentando alterações por 12 semanas consecutivas. Para 2027 e 2028, as cotações projetadas para a moeda estadunidense estão, respectivamente, em R$ 5,50 e R$ 5,52.
Já a Selic, que fechou 2025 a 15%, deve cair para 12,25% ao longo de 2026; para 10,50%, em 2027, e 9,75% em 2028.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.