por Setceb | abr 3, 2025 | Uncategorized
A Comissão de Infraestrutura do Senado Federal realizou, nesta terça-feira (1º), uma audiência pública para discutir a fiscalização do tempo de descanso dos caminhoneiros. Representantes da categoria alertaram que a falta de infraestrutura adequada para repouso, aliada à exigência de 11 horas de descanso nas jornadas, tem resultado no aumento da aplicação de multas e em diversos prejuízos para os profissionais do transporte rodoviário.
A Lei 13.103/2015, conhecida como Lei do Motorista, determina que os pontos de repouso devem incluir estações rodoviárias, pontos de parada e de apoio, além de alojamentos, hotéis, pousadas e refeitórios de empresas ou terceiros. Já o Código de Trânsito Brasileiro, de 1997, estabelece que o condutor deve cumprir, no mínimo, 11 horas de descanso a cada 24 horas.
O debate foi solicitado e presidido pelo senador Espiridião Amin (PP-SC), que destacou a necessidade de uma solução concreta para o impasse, seja por meio de um projeto de lei ou de um termo de ajustamento de conduta (TAC). Segundo ele, há uma contradição entre o que a legislação exige e as condições reais oferecidas aos caminhoneiros para o cumprimento dessas normas.
“A paralisação do trabalho por onze horas é controversa, já que há uma discrepância entre a lei e a realidade. Ao mesmo tempo em que o Estado determina a obrigatoriedade do descanso, o que é correto ao pensarmos na segurança do motorista, é preciso garantir os meios para que o motorista profissional possa descansar com a devida segurança e o mínimo de conforto”, afirmou o senador catarinense.
O gerente executivo de Relações Trabalhistas e Sindicais da CNT, Frederico Toledo Melo, apresentou uma proposta para mitigar os impactos da inconstitucionalidade de alguns dispositivos da Lei do Motorista. Durante a audiência, ele destacou que não há uma relação direta entre a falta de descanso e a ocorrência de acidentes nas rodovias e ressaltou que, em outros países, a legislação não impõe a obrigatoriedade de 11 horas ininterruptas de repouso para os motoristas profissionais.
Para ele, a solução mais eficaz seria a adoção de um instrumento coletivo de trabalho, permitindo maior flexibilidade na jornada. “O que pedimos, de forma enfática, é que a política pública seja aplicada em sua totalidade, sem distorções. A existência de um instrumento coletivo permitiria que o profissional tivesse um período de descanso de oito horas, garantindo segurança e viabilidade operacional para o setor”, afirmou.
Desafios
O secretário nacional dos Transportes, Adrualdo Catão, reconheceu que não há pontos de repouso em número satisfatório ou suficientemente aptos para receber os motoristas ao redor do país. Ele afirmou que a Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) é o principal regulador dessa área e pode contribuir com o debate sobre o tema e na definição de soluções para a questão.
O senador Esperidião Amin pediu que Catão encaminhe ao ministro dos Transporte, Renan Filho, a recomendação de cobrar a garantia dos pontos de repouso nos contratos de concessão já existentes. Também cobrou do ministério que não aceite contratos de otimização das rodovias sem a inclusão desses locais. O secretário assegurou que o ministério está prevendo a necessidade desses pontos de apoio aos motoristas nos futuros leilões.
Também participaram do debate representantes de órgãos como PRF (Polícia Rodoviária Federal), DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística), CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), CNTTT (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres) e ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
Os participantes pediram alternativas viáveis, factíveis e com espelhamento na realidade dos motoristas, que não se restrinjam à aplicação de multas. Como resultado da reunião, uma minuta de documento será elaborada nos próximos dias, com a participação de senadores e deputados e apoio da Consultoria Legislativa do Senado.
por Setceb | abr 3, 2025 | Uncategorized
Brasil deve evitar retaliar de fato os EUA, segundo especialistas, pois isso poderia gerar novas ações de Trump contra o país, desatando uma grave guerra comercial.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia como reagir à nova tarifa de importação imposta pela gestão de Donald Trump ao Brasil.
Com a medida, todas as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos serão taxadas em 10% a partir de sábado (5/4).
O Brasil não foi o único alvo: a gestão Trump elevou tarifas sobre diversos países, com a promessa controversa de que isso trará mais fábricas e empregos para seu país.
Segundo especialistas em comércio exterior, o Brasil tem uma “arma poderosa” na mesa para pressionar por uma negociação: ameaçar os EUA com retaliações na área de propriedade intelectual, como quebra de patentes e suspensão de royalties pagos a empresas americanas.
Essa possibilidade acaba de ser autorizada com a aprovação de uma nova lei no Congresso, ampliando os instrumentos de reação do país a barreiras comerciais consideradas injustas.
A ideia é que essa nova legislação permita ao Brasil adotar retaliações sem necessidade de prévia autorização da Organização Mundial do Comércio (OMC) — órgão que está quase paralisado.
No caso dos Estados Unidos, a medida sobre propriedade intelectual poderia atingir produtos farmacêuticos e da indústria cultural, como filmes, por exemplo.
Especialistas ressaltam, porém, que o ideal é o Brasil não retaliar de fato os EUA, pois isso poderia gerar novas ações americanos contra o país, desatando uma grave guerra comercial.
“A retaliação sobre propriedade intelectual só deveria ser usada como um elemento a mais para reforçar o poder de barganha do Brasil numa eventual negociação com os Estados Unidos”, nota o coordenador do Centro de Estudos de Negócios Globais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Lucas Ferraz.
“É um instrumento que deve ser utilizado com muita cautela, em casos extremos. Do ponto de vista bilateral, eu não vejo como o Brasil retaliar e ir para o tête-à-tête com os Estados Unidos. Seria um suicídio econômico e político”, reforça.
A estratégia de ameaçar os EUA com ações sobre propriedade intelectual seria similar ao que o Brasil fez em 2009, quando foi autorizado pela Organização Mundial do Comércio a retaliar os Estados Unidos por causa dos subsídios que o país dava à produção de algodão.
O Brasil conseguiu provar na OMC, após anos de disputa, que o subsídio americano contrariava as regras de comércio internacional e prejudicava de forma desleal as exportações brasileiras de algodão.
No entanto, embora o Brasil tenha recebido autorização para retaliar os Estados Unidos, o país não aplicou as medidas e usou essa “arma” para negociar um acordo com a Casa Branca.
“O que aconteceu em 2009 é que o Brasil foi autorizado a fazer a retaliação cruzada [sobre outros produtos] e aí ameaçou retaliar em propriedade intelectual. Isso envolve um monte de coisa, de filme a direitos autorais, mas o que interessa mesmo [na relação entre Brasil e EUA], inclusive de pagamento de royalties, é a questão das patentes de farmacêuticas”, recorda também Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil e hoje consultor na área.
“O Brasil ameaçou, os Estados Unidos negociaram, e o Brasil não chegou a aplicar a medida. Mas é uma arma poderosa como instrumento de negociação”, reforça.
Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.
Em nota após o anúncio de Trump, o governo brasileiro lamentou a medida e lembrou que os EUA acumulam saldos positivos nas trocas comerciais com o Brasil — US$ 43 bilhões na soma dos últimos dez anos, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O rombo, porém, tem recuado. No último ano, o saldo ficou positivo para os americanos em cerca de US$ 300 milhões apenas, com o país de Trump comprando US$ 40,4 bilhões em produtos do Brasil (12% das exportações brasileiras) e vendendo US$ 40,7 bilhões para cá (15,5% das importações do Brasil).
A gestão Lula enfatizou na nota a intenção de negociar com a Casa Branca, mas cita como possíveis medidas recorrer à Organização Mundial do Comércio e aplicar a nova lei aprovada no Congresso.
“Ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos o quanto antes, o governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral”, diz o comunicado.
A tarifa de 10% imposta aos produtos brasileiros ficou abaixo da aplicada a outros países, que também foram alvo do tarifaço trumpista, como China (34%), Índia (26%), Japão (24%) e União Europeia (20%).
A justificativa do republicano é que esses países cobram taxas de importação altas dos EUA e devem ser tratados com reciprocidade.
“Isso quer dizer que, o que fazem conosco, faremos como eles”, disse o republicano.
Apesar das promessas de Trump, críticos do aumento das tarifas dizem que a medida vai encarecer a produção americana e provocar uma guerra comercial global.
Outras ‘armas’ podem se virar contra o Brasil
Além da retaliação sobre propriedade intelectual, a lei aprovada no Congresso prevê outros mecanismos de reação, como a ampliação de taxas de importação ou restrições às quantidades importadas de países que adotarem barreiras comerciais contra o Brasil.
No entanto, os especialistas explicam que não é interessante para o Brasil simplesmente elevar as tarifas de importação contra os Estados Unidos porque isso encareceria produtos que compramos dos americanos, impulsionando a inflação.
Além disso, boa parte do que o país compra dos EUA são insumos usados pela indústria brasileira, o que encareceria a produção nacional, diminuindo sua competitividade.
“Grande parte da importação dos Estados Unidos é justamente de insumos para a indústria brasileira. São produtos farmacêuticos, são partes, peças, equipamentos. Ou seja, subir a tarifa acaba prejudicando a própria indústria brasileira. O Brasil tem muita dificuldade em retaliar [subindo essas tarifas]”, destaca Welber Barral.
Para Lucas Ferraz, da FGV, um caminho possível é o Brasil articular uma reação com mais países.
“Ou o Brasil busca a via diplomática diretamente [com os EUA], ou o Brasil se alinha a outros países para tentar minimamente aumentar o seu poder de barganha numa negociação bilateral com Estados Unidos e, eventualmente, até tentar algum tipo de pressão maior”, disse, citando México, Canadá e União Europeia como possíveis aliados.
Antes do anúncio da tarifa de 10% imposta a todos os produtos brasileiros, o principal impacto da gestão Trump para o Brasil veio da aplicação de uma taxa de 25% sobre todas as importações americanas de aço e alumínio, que estão em vigor desde 12 de março.
A medida é importante porque produtos derivados de ferro e aço são o segundo item brasileiro mais exportado para os EUA, tendo somado US$ 2,8 bilhões em vendas em 2024, ficando apenas atrás de petróleo (US$ 5,8 bilhões).
O Brasil, de fato, cobra tarifas maiores dos EUA?
Estatísticas de comércio exterior apontam que, de fato, o Brasil cobra, em média, tarifas de importação maiores sobre os produtos americanos do que o contrário.
Por outro lado, os itens com maior volume de importação têm tarifas menores ou mesmo zeradas.
De acordo com o governo brasileiro, entram no país sem pagar imposto produtos oriundos dos EUA como aeronaves e suas partes, petróleo bruto e gás natural.
Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) a partir de dados do Banco Mundial, a tarifa média simples aplicada pelo Brasil às importações dos EUA foi de 11,3% em 2022 (dado mais recente disponível).
Ou seja, era mais que cinco vezes a tarifa média simples cobrada dos EUA sobre as importações brasileiras (2,2%).
Já quando se calcula uma média ponderada pelo volume das importações, a taxa brasileira continua maior, mas a diferença cai.
Isso ocorre porque a tarifa média paga pelos exportadores, na prática, é menor, já que produtos com maior volume de importação dos dois lados têm tarifas mais baixas ou mesmo zeradas.
Considerando essa tarifa efetiva, o Brasil cobrou em média 4,7% sobre importações vindas dos EUA em 2022, informa a nota do FGV Ibre, a partir de dados do Banco Mundial.
Por outro lado, diz o documento, produtos brasileiros sofreram taxação efetiva média de 1,3% ao entrarem no mercado americano.
O governo brasileiro, por sua vez, diz que a tarifa média cobrada pelo Brasil de produtos dos EUA seria ainda menor, de 2,7%.
“No geral, é importante destacar que 74% das exportações dos EUA para o Brasil entram sem tributação, graças a vários regimes alfandegários e linhas tarifárias isentas de impostos”, argumentou o Itamaraty em um documento protocolado em uma consulta pública do governo americano sobre as mudanças de política tarifária, antes do anúncio das novas taxas de importação.
“Por exemplo, o Brasil aplica um imposto de importação zero sobre produtos-chave dos EUA, como petróleo, aeronaves, peças de aeronaves, gás natural e carvão. A tarifa média ponderada efetiva coletada é de apenas 2,73%, significativamente menor do que a tarifa nominal média do Brasil de 11%”, dizia ainda o documento.
Um relatório sobre o tema publicado pelo departamento econômico do Bradesco em fevereiro estimou qual seria o efeito caso o governo Trump decidisse igualar todas as tarifas de importação cobradas do Brasil com as que o país cobra de produtos dos EUA — ou seja, elevar sua tarifa média para 11,3%.
“Nesse exercício, encontramos uma redução de cerca de US$ 2,0 bilhões nas exportações (5% do total embarcado)”, diz o relatório.
O impacto poderia ser reduzido em caso de nova desvalorização do real.
“Em um exercício hipotético, a depreciação equivalente do real, necessária para compensar essa perda, seria da ordem de 1,5%, com um impacto potencial estimado ligeiramente inferior a 0,1 ponto percentual no IPCA [índice de inflação], como resposta direta à depreciação cambial”, afirma o banco.
por Setceb | abr 3, 2025 | Uncategorized
Uma transmissão ao vivo organizada pelo SETCESP para esclarecer o que mudou com o novo texto da NR1 foi ao ar pelo canal do YouTube da entidade, no dia 21 de março.
Além de Rodrigo Vaz, auditor fiscal do trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), participaram da live o assessor jurídico do SETCESP, Narciso Figueirôa Junior, e a diretora da Unidade do SEST SENAT de Vila Jaguara, Eleonor Godoy.
Na live, Narciso expôs quais são as legislações que tratam de um ambiente de trabalho saudável e seguro. Ele destacou as últimas alterações trazidas pela Portaria nº 1.449/24, que atualizou a NR1 e estará vigente a partir de 26 de maio.
“A NR1 passou a exigir o GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) e um PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). Este último é um documento que deve ser elaborado pelas empresas e deve conter requisitos e orientações gerais para a prevenção de acidentes e doença no local de trabalho”, disse.
Segundo o assessor, o PRG deve abranger os riscos decorrentes de agentes físicos, químicos e biológicos, além dos riscos de acidentes e fatores ergonômicos. Embora esses elementos já estivessem previstos na NR1, a nova redação inclui, agora, os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho.
Os riscos psicossociais são as condições que afetam a saúde mental e o bem-estar do trabalhador. Isso inclui estresse ocupacional, assédio moral, exaustão emocional e jornadas extenuantes.
Narciso relatou algumas informações para reforçar a importância do tema. Dados do Ministério da Previdência Social (MPS), analisados pelo portal G1, sobre afastamentos do trabalho, apontam para uma crise de saúde mental no Brasil.
Em 2024, foram quase meio milhão de afastamentos (o maior em 10 anos). Em comparação com o ano anterior, foi constatado um aumento de 68%. O maior tipo de afastamento é por ansiedade, seguido de depressão.
O auditor orientou que as empresas apresentem ações concretas em seus PGR, que definam como funcionarão os processos dentro do GRO. Para isso, as organizações devem seguir as fases de:
identificar quais são os perigos;
avaliar os riscos;
saber como controlá-los;
elaborar o inventário de riscos e planos de intervenção.
“Tem que constar na documentação, mas também é preciso que este plano seja efetivo, que as medidas de prevenção sejam aplicadas para que os riscos ocupacionais diminuam. Os dados previdenciários são muito claros, estamos em uma situação crítica e precisamos tratar dessa situação”, alertou Rodrigo.
Prestando suporte para as empresas poderem atuar preventivamente, Eleonor lembrou que o SEST SENAT presta serviços de saúde, incluindo o de psicologia, gratuitamente, para trabalhadores do setor de transporte.
“O psicólogo atende e consegue avaliar as dificuldades que o profissional está tendo para atingir seu completo bem-estar. Convidem o SEST SENAT para participar e entender qual é o plano de ação da sua empresa”, indicou a diretora.
Ela destacou que a instituição possui programas preventivos de saúde e treinamentos para o desenvolvimento de liderança. “Sabemos que grande parcela da estafa no trabalho pode estar relacionada à questão de hierarquia”.
“Mais do que uma obrigação legal, ter um PGR é um investimento que a empresa faz e gera benefícios à medida que evita afastamento por motivos de saúde e passivos com autuações e ações judiciais trabalhistas”, finalizou Narciso.
Assista à live e confira todos os detalhes
(https://www.youtube.com/live/kJ249fN-KvQ)
Baixe as apresentações e veja como elaborar seu PGR
(https://pt.slideshare.net/SindicatoSETCESP)
por Setceb | abr 2, 2025 | Uncategorized
As rodadas de discussões começam nesta quarta-feira (2), pela região Sul, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba.
Pela primeira vez, o novo Plano Nacional de Logística (PNL), com horizonte de 2050, será aberto à participação popular já na etapa de construção das matrizes origem-destino de cargas. Nessa fase, são utilizados dados que mostram os principais municípios de origem e de destino das cargas transportadas no Brasil, para simular o tráfego e projetar a necessidade de melhorias na infraestrutura do país.
Ao todo, serão cinco encontros regionais no mês de abril, um em cada região do Brasil, com o objetivo de aprimorar as projeções de crescimento da produção e melhor compreender a dinâmica do setor produtivo brasileiro. Eles serão coordenados pela Subsecretaria de Fomento e Planejamento da Secretaria-Executiva do Ministério dos Transportes.
Com esse objetivo, todos os encontros serão realizados em parceria com a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e seus representantes nos estados, para reforçar a aproximação com o setor produtivo e aprimorar as matrizes origem-destino de cargas.
Essa etapa é essencial para que o Governo Federal conheça a verdadeira demanda por transportes e, assim, construa um Plano com soluções logísticas adequadas.
Conforme estabelece o Decreto nº 12.022/24, foi criado um Comitê de Governança de caráter permanente. O grupo é formado pelos ministérios dos Transportes, Planejamento e Orçamento, Portos e Aeroportos e pela Casa Civil. As ferramentas de planejamento estão sendo criadas por este grupo, com o foco em atingir plenamente as metas conjuntas para as políticas públicas dos setores envolvidos.
Cobertura de imprensa
Não há necessidade de credenciamento prévio para os jornalistas interessados em cobrir o evento.
Serviço
O quê: 1º Encontro Regional do Plano Nacional de Logística 2050
Quando: Quarta-feira (2), às 9 horas
Onde: Centro de Eventos da Fiep, no Campus da Indústria – Av. Comendador Franco 1341 – Jardim Botânico – Curitiba/PR
As inscrições devem ser efetuadas mediante o formulário no site da Fiep.
O evento terá transmissão on-line pelo YouTube. (https://www.youtube.com/live/pGLQr8XRGg4)
por Setceb | abr 2, 2025 | Uncategorized
Chegou o dia prometido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a implementação das tarifas recíprocas. Governo e exportadores brasileiros aguardam com apreensão o anúncio oficial, que promete elevar em 25% os impostos de importação contra diversos países e produtos. A data foi apelidada pelo republicano como “Dia da Libertação” dos EUA.
Para o Brasil, a maior preocupação é com as exportações de produtos tarifados, como aço, minério de ferro e algumas commodities agrícolas. O Brasil exporta cerca de 4,5 milhões de toneladas de aço para o país, das quais a maior parte é de produtos semiacabados, fundamentais para a indústria siderúrgica americana.
Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que uma eventual taxação adicional dos EUA sobre os produtos brasileiros “causaria estranheza”. O comércio entre os dois países é superavitário para os norte-americanos, por isso, Haddad considera que não haveria motivos para taxação dos produtos brasileiros.
“Causaria até algum tipo de estranheza se o Brasil sofresse uma retaliação injustificada, uma vez que temos uma mesa de negociação desde sempre com aquele país justamente para a nossa cooperação ser cada vez mais forte”, disse, em coletiva de imprensa em Paris, após encontro com o ministro das Finanças da França.
Haddad defendeu que o governo espere os anúncios formais antes de tomar uma eventual medida, mas não poupou críticas às políticas protecionistas do republicano. “Quando a nação mais rica do mundo adota políticas protecionistas, parece não concorrer para a prosperidade geral. O mundo corre o risco de crescer menos, de aumentar menos a produtividade da sua economia”, reforçou.
Diálogo aberto
Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin afirmou a jornalistas que o governo tem o dever de proteger e fortalecer a economia brasileira e classificou o relacionamento com os EUA como “importante”, já que é para lá que exporta mais produtos de valor agregado. “Vamos aguardar qual a medida que os Estados Unidos vão tomar — não só em relação ao Brasil, mas em relação ao mundo”, disse Alckmin, que também reforçou que o caminho e a disposição são sempre pelo diálogo. “O diálogo é permanente, o país aberto ao diálogo, defensor do comércio exterior, da aproximação entre os povos, não tem litígio com ninguém, é o ganha-ganha”, comentou.
Na véspera do esperado anúncio sobre as tarifas, o governo dos EUA divulgou um relatório detalhado e analisando as práticas comerciais de diversos países — incluindo o Brasil, que foi destacado em seis das 397 páginas do documento. “Os exportadores dos EUA enfrentam incertezas significativas no mercado brasileiro porque o governo frequentemente modifica as taxas tarifárias dentro das flexibilidades do Mercosul”, diz um trecho.
Sobre o relatório, Alckmin afirmou que o documento repete questões que já são antigas para a pauta americana. No caso do etanol, por exemplo, o ministro reconheceu que a tarifa cobrada pelo Brasil é mais alta, mas ponderou que os produtores brasileiros não conseguem “entrar tanto” nos Estados Unidos com a venda de açúcar.
Geopolítica
Segundo o economista e professor do curso de Relações Internacionais da ESPM Roberto Uebel os efeitos se estenderão além do comércio, afetando também as relações políticas e geopolíticas globais. “Trata-se de um fenômeno que chamo de fragmentação da multilateralidade”, destacou.
Em relação ao Brasil, ele considerou o deficit comercial do país com os EUA e a possibilidade de expandir mercados além de Estados Unidos e China — explorando destinos, como Vietnã e Japão, recentemente visitados pelo presidente Lula, ou economias emergentes como Índia e Indonésia, que devem se tornar potências até 2050 — os efeitos dessas tarifas podem ser atenuados.
“Minha maior preocupação são os impactos indiretos, especialmente no campo político. Como o Brasil se posicionará diante desse novo cenário internacional? Optará por uma relação pragmática com os EUA e o fortalecimento dos BRICS, ou buscará uma abordagem mais multilateralista, priorizando grupos como o G20, a OCDE e o Mercosul? Ainda não vejo uma resposta clara para essa questão”, avaliou Uebel.
Mercado
Ontem, o mercado financeiro teve um dia mais calmo, após as oscilações que abriram a semana. O dólar caiu 0,38%, fechando a R$ 5,682. Enquanto isso, a Bolsa fechou em alta de 0,68%. A performance da Petrobras ajudou, em virtude da ameaça feita por Trump, de tarifar o petróleo russo. “Isso fez com que o petróleo subisse e acabou impulsionando as nossas petroleiras aqui; o setor de petróleo vem avançando, o que contribui com os setores de varejo e consumo, principalmente”, disse ao Correio o head de renda variável da Veedha Investimentos, Rodrigo Moliterno.
“O Brasil segue se apropriando de um fluxo positivo do estrangeiro, em virtude da política, principalmente dos Estados Unidos de impor tarifas, tem feito com que o investidor repense sua alocação, realocando em outros países. O Brasil tem se beneficiado”, explicou Moliterno.
Trump deve anunciar hoje as tarifas recíprocas. Na avaliação de Moliterno, os investidores seguem bastante cautelosos diante desse cenário e buscando alternativas. “Junto a isso, alguns dados da China fizeram com que o minério tivesse uma performance positiva, voltando a puxar o setor com aproximadamente 2% e 3% de alta”, comentou.
por Setceb | abr 2, 2025 | Uncategorized
As reservas para o CONET&Intersindical, que acontecerá em Bento Gonçalves nos dias 21 e 22 de agosto de 2025, já começaram! Os interessados podem garantir sua hospedagem no Grande Hotel Dall’Onder, hotel oficial do evento, utilizando o código promocional CONETBENTO no momento da reserva.
Com uma localização privilegiada e uma estrutura de alto padrão, o Dall’Onder oferece opções de acomodações que atendem diferentes necessidades e orçamentos.
Além disso, é importante destacar que as inscrições para o evento serão abertas em breve. Fique atento às atualizações para não perder a oportunidade de participar desse importante encontro, que reunirá profissionais e líderes do setor.
Como Fazer sua Reserva
Acesse o site do Grande Hotel Dall’Onder: www.dallonder.com.br
Selecione o hotel e a data de sua estadia.
Digite o código promocional: CONETBENTO no campo indicado.
Escolha o número de pessoas na sua acomodação e finalize a reserva.
Informações de Contato
E-mail: centraldeeventos@dallonder.com.br
Telefone: (54) 3455 3555
Tarifas
LUXO / LUXO MASTER
SGL: R$ 300,00 + 3% de ISS
DBL: R$ 300,00 + 3% de ISS
TPL: R$ 399,00 + 3% de ISS
LUXO SUPERIOR
SGL/DBL: R$ 420,00 + 3% de ISS
TPL: R$ 519,00 + 3% de ISS
SUÍTES
SGL/DBL: R$ 640,00 + 3% de ISS
TPL: R$ 739,00 + 3% de ISS
Não deixe para a última hora; as vagas são limitadas. Nós nos veremos lá!