por Setceb | ago 12, 2026 | Uncategorized
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou preocupação com o impacto das novas regras do piso mínimo do frete sobre os custos do agronegócio brasileiro, prevendo aumento nas despesas logísticas das cadeias produtivas do setor. O posicionamento é uma atualização de tema já tratado por este boletim, referente à nova lei do frete mínimo, agora sob a ótica do setor agropecuário, que se soma às reações de outros elos da cadeia produtiva à norma.
A manifestação da Faesp veio a público após a sanção, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 5 de agosto, da legislação originária da Medida Provisória nº 1.343/2026. A entidade argumenta que a intensificação da fiscalização e o endurecimento das sanções previstos na nova lei reduzem a flexibilidade das negociações entre produtores rurais e transportadores rodoviários de cargas.
Entre as principais mudanças legislativas citadas pela federação estão a intensificação da fiscalização sobre o cumprimento da tabela de pisos mínimos da ANTT e o endurecimento das sanções aplicáveis em casos de irregularidade, medidas que, segundo a entidade, tornam mais rígida a relação comercial entre produtores e transportadores.
A Faesp sustenta que as novas regras eliminam da negociação considerações historicamente relevantes para o setor, como a sazonalidade das safras, as particularidades regionais de cada operação e o aproveitamento do frete de retorno, elementos que, na avaliação da federação, ajudavam a equilibrar os custos de transporte no agronegócio.
A entidade destaca ainda a forte dependência do modal rodoviário pelo setor: entre 65% e 80% da produção agropecuária brasileira é escoada por caminhões, reflexo da baixa participação de outros modais no país, sobretudo o ferroviário, o que amplia a exposição do agronegócio a qualquer variação nos custos do frete rodoviário.
Segundo a Faesp, cadeias como as de cana-de-açúcar, grãos, café, carnes, leite e hortifrúti devem sentir aumento nos custos de frete e de insumos, o que tende a reduzir as margens dos produtores, afetar a competitividade das exportações brasileiras e pressionar os preços ao consumidor final.
A federação reafirmou sua intenção de buscar reverter pontos da legislação e defende, como alternativa aos gargalos logísticos do país, políticas de investimento em infraestrutura de transporte no longo prazo, em vez de medidas centradas apenas em fiscalização. Para as transportadoras e os caminhoneiros, inclusive os que operam na Bahia, o embate entre produtores rurais e o setor de transporte sobre o piso mínimo tende a se intensificar nas próximas semanas, especialmente em regiões de forte produção agrícola como o oeste baiano, onde o escoamento de grãos e algodão depende diretamente do transporte rodoviário e do cumprimento efetivo da tabela de preços mínimos nas rotas até portos e centros consumidores.
Fonte: Mundo Logística
por Setceb | ago 12, 2026 | Uncategorized
As rodovias estaduais BA-093 e BA-099, no litoral norte da Bahia, terão o tráfego alterado ao longo desta semana em razão de um conjunto de obras de manutenção e recuperação de pavimento conduzidas pelas concessionárias responsáveis pelos trechos. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 11 de agosto, pelo Jornal Correio.
Os serviços são executados pelas concessionárias Bahia Norte, responsável pela BA-093, e Litoral Norte, responsável pela BA-099, dentro do cronograma regular de conservação das rodovias sob concessão. As empresas emitiram alerta aos motoristas sobre bloqueios parciais de faixas e a adoção do sistema pare e siga em diversos pontos.
Na BA-093, as intervenções incluem desobstrução de bueiro no quilômetro 28, estabilização de talude nos quilômetros 0+50 e 4+600, recuperação de uma ponte localizada na BA-526, próximo ao quilômetro 22, e reparo profundo de pavimento na BA-526, no quilômetro 19.
Já na BA-099, a concessionária Litoral Norte realiza fresagem e recomposição de pavimento entre os quilômetros 110 e 125, substituição de defensas metálicas no quilômetro 9 e recuperação de pavimento no acesso à Praia do Forte, pela BA-874, entre os quilômetros 1 e 2.
As concessionárias orientam os condutores a reduzir a velocidade, respeitar a sinalização temporária e manter atenção redobrada nos trechos em obras, disponibilizando canais de emergência para eventuais ocorrências durante o período de intervenção.
Para as transportadoras associadas ao SETCEB que operam no litoral norte baiano, rota que dá acesso a polos turísticos, industriais e ao Porto de Aratu, a semana de obras exige planejamento de horários e rotas alternativas para minimizar atrasos nas entregas. Embora sejam intervenções pontuais de manutenção, a recorrência de bloqueios reforça a importância de acompanhamento constante das condições viárias por parte das empresas de frete, sobretudo em trechos que concentram tráfego pesado de cargas e turismo simultaneamente.
Fonte: Jornal Correio
por Setceb | ago 11, 2026 | Uncategorized
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deu início a uma pesquisa nacional destinada a atualizar os custos operacionais que compõem a tabela de piso mínimo do frete rodoviário de cargas. O levantamento, direcionado a transportadores autônomos e empresas de todo o país, ficará aberto para respostas até o dia 21 de agosto de 2026. A iniciativa está relacionada a um tema já tratado por este boletim, o do recente reforço da fiscalização do piso mínimo previsto na nova lei do frete, e traz agora um desdobramento técnico específico sobre a metodologia de cálculo dos valores.
A informação foi divulgada pela própria ANTT, por meio de formulário eletrônico disponibilizado a transportadores em todo o território nacional. Segundo a agência, as respostas coletadas serão utilizadas nos estudos que subsidiam a metodologia de cálculo da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, com o objetivo de manter os valores da tabela alinhados aos custos reais de operação do setor.
O levantamento ocorre na sequência da sanção da legislação originária da Medida Provisória nº 1.343/2026, que reforçou a política de piso mínimo e intensificou a fiscalização sobre o cumprimento da tabela da ANTT, com endurecimento de sanções para casos de descumprimento.
A tabela de piso mínimo considera um conjunto de despesas operacionais, entre elas combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga. Esses itens formam a base de cálculo usada pela agência para definir os valores mínimos que devem ser pagos aos transportadores em cada tipo de operação.
As atualizações da tabela ocorrem semestralmente, mas há previsão de revisões adicionais sempre que o preço do diesel variar 5% ou mais, o que permite à ANTT publicar novas tabelas em até três dias úteis após a constatação da oscilação.
O formulário de pesquisa coleta dados sobre o perfil do transportador, características veiculares como tipo, ano, número de eixos, combustível utilizado e rendimento, além de informações sobre a operação, incluindo horas trabalhadas, dias de operação e quilometragem, e custos específicos como manutenção, seguros e alimentação. A ANTT afirma garantir a proteção das informações fornecidas, que serão utilizadas exclusivamente para fins estatísticos e técnicos.
O prazo para participação segue aberto até 21 de agosto, e a expectativa é de que os dados coletados subsidiem eventuais ajustes na metodologia de cálculo do piso mínimo nos próximos ciclos de revisão. Para transportadoras e caminhoneiros, inclusive os que atuam na Bahia, a participação na pesquisa tende a ser relevante, já que os parâmetros levantados podem influenciar diretamente os valores mínimos pagos nas rotas de longa distância que ligam o estado a outras regiões do país, afetando tanto a remuneração dos motoristas quanto a viabilidade econômica das empresas do setor.
Fonte: Mundo Logística
por Setceb | ago 11, 2026 | Uncategorized
A evolução do transporte rodoviário de cargas trouxe novos desafios para a gestão das empresas do setor. Se antes as negociações comerciais giravam principalmente em torno do preço do diesel e do valor do frete, hoje a realidade é muito mais complexa. Custos com mão de obra, tecnologia, segurança, seguros e exigências regulatórias passaram a representar uma parcela importante das despesas operacionais, exigindo uma nova forma de estruturar os contratos entre transportadoras e clientes.
Apesar dessa mudança no ambiente de negócios, muitas empresas ainda utilizam contratos elaborados há vários anos, quando a composição dos custos era diferente. Na prática, isso faz com que despesas que surgiram ou ganharam relevância ao longo do tempo sejam absorvidas pelas transportadoras, sem previsão de mecanismos para reequilibrar financeiramente a relação comercial.
Dados do Departamento de Custos Operacionais da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística mostram que combustível, veículos e mão de obra representam mais de 90% dos custos das transportadoras brasileiras. O diesel responde por 43,2% desse total, seguido pelos veículos (29,1%) e pela mão de obra (19,5%).
Para o advogado Cristiano José Baratto, especialista em Direito do Transporte e Logística, esse cenário demonstra que a gestão contratual precisa acompanhar a evolução da operação.
Segundo ele, durante muito tempo os contratos concentraram suas cláusulas de reajuste apenas nas variações do combustível. Atualmente, porém, essa prática já não reflete a realidade das empresas, que convivem com custos crescentes em diversas áreas.
Na avaliação do especialista, investimentos em rastreamento, tecnologia, sistemas de gestão, compliance, seguros e qualificação profissional passaram a fazer parte da rotina das transportadoras e deveriam ser considerados nas negociações comerciais.
Baratto ressalta que muitas empresas investem na modernização da frota e na melhoria dos processos operacionais, mas deixam de atualizar o principal instrumento que disciplina a relação com seus clientes.
"Sem uma revisão contratual periódica, a empresa acaba assumindo despesas que não estavam previstas originalmente, reduzindo sua margem de rentabilidade", explica.
O advogado também destaca que contratos bem estruturados deixam de ser apenas documentos jurídicos e passam a funcionar como ferramentas estratégicas de gestão. Cláusulas que definem critérios claros para revisão de preços e distribuição de riscos ajudam a reduzir conflitos e oferecem maior previsibilidade para ambas as partes.
Segundo Baratto, ainda é comum encontrar transportadoras preocupadas em reduzir pequenos custos operacionais, enquanto mantêm contratos que concentram praticamente todos os riscos financeiros sobre a própria empresa.
Para ele, a profissionalização do setor depende não apenas de investimentos em veículos e tecnologia, mas também da modernização das relações comerciais. Revisar contratos periodicamente, adequando-os às mudanças econômicas e operacionais, tornou-se uma medida importante para preservar a sustentabilidade financeira das transportadoras e construir parcerias mais equilibradas ao longo do tempo.
Fonte: Bem Paraná
por Setceb | ago 11, 2026 | Uncategorized
O Banco Central divulgou nesta segunda-feira, dia 10 de agosto, o Boletim Focus, pesquisa semanal que consolida as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira. O documento mostrou nova redução na projeção de inflação para 2026 e um corte marginal na estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto, enquanto as previsões para a taxa Selic e para o câmbio permaneceram estáveis.
O levantamento é produzido a partir de respostas enviadas por bancos, corretoras e consultorias a cada semana e serve como termômetro oficial do mercado para orientar decisões de política monetária do Comitê de Política Monetária, o Copom. A divulgação ocorre sempre às segundas-feiras, e o resultado desta edição confirma uma trajetória de desaceleração gradual da inflação ao longo do ano.
Segundo o boletim, a expectativa para o IPCA de 2026 recuou para 5,02%, na sexta queda semanal consecutiva do indicador. Para os anos seguintes, o mercado projeta inflação de 4,20% em 2027, 3,80% em 2028 e 3,50% em 2029, mostrando convergência gradual em direção à meta perseguida pelo Banco Central.
A estimativa de crescimento da economia também foi revisada para baixo. A projeção do PIB para 2026 caiu de 1,99% para 1,98%, e a de 2027 recuou de 1,57% para 1,52%. Para 2028 e 2029, a expectativa dos analistas permanece em 2,00% de expansão.
A taxa básica de juros, a Selic, teve sua projeção mantida em 13,75% ao ano para o fechamento de 2026, com queda esperada para 12% em 2027 e 10,50% em 2028. O câmbio também não sofreu alteração relevante, com o dólar projetado em R$ 5,20 para o fim de 2026 e em R$ 5,28 para 2027 e 2028.
A manutenção da Selic em patamar ainda elevado, mesmo com a inflação em trajetória de queda, indica que o custo do crédito deve seguir pressionado no curto prazo, afetando diretamente o financiamento de frotas, a renovação de veículos e o capital de giro das transportadoras de cargas. Para o setor rodoviário na Bahia, a combinação de câmbio estável e juros ainda altos reforça a necessidade de planejamento financeiro cuidadoso, já que peças, pneus e insumos importados seguem atrelados à cotação do dólar, enquanto o custo do crédito para expansão de frotas permanece elevado até que o ciclo de cortes avance com mais intensidade.
Fonte: Exame
por Setceb | ago 11, 2026 | Uncategorized
O dólar e os preços internacionais do petróleo subiram nesta segunda-feira, 10 de agosto, em meio a novas incertezas sobre a reabertura plena do Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo. A moeda americana operava com alta de 0,34% ante o real, cotada a R$ 5,10, enquanto o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, avançava 0,18%.
A informação circulou ao longo do dia entre operadores do mercado financeiro e agências internacionais, que acompanham as tratativas entre Estados Unidos e Irã sobre a normalização do tráfego na região. Segundo os relatos, Teerã teria exigido, ao longo do fim de semana, uma indenização de Washington como condição para destravar por completo a passagem, o que reacendeu a aversão a risco entre investidores.
O barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, era negociado a US$ 85,17, com alta de 1,94%, enquanto o WTI, referência americana, avançava 2,02%, para US$ 79,76. A escalada nos preços da commodity é o principal canal de transmissão da tensão geopolítica para os mercados financeiros globais, dado o peso da região no fornecimento mundial de energia.
No mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuava 0,24%, cotado perto dos 172,1 mil pontos, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário externo mais tenso. O movimento se soma à semana de negócios que já havia fechado em queda na sexta-feira anterior, com o principal índice da bolsa brasileira acumulando perdas.
A valorização do petróleo internacional tende a pressionar, com defasagem, o preço do diesel no mercado brasileiro, uma vez que a política de preços da Petrobras acompanha as referências internacionais da commodity. Para o transporte rodoviário de cargas, cuja estrutura de custos é fortemente concentrada no combustível, a combinação de dólar mais caro e petróleo em alta representa um risco duplo: encarece tanto o diesel quanto peças e insumos importados usados na manutenção das frotas. Transportadoras baianas devem monitorar de perto o desdobramento das negociações entre Estados Unidos e Irã, já que uma escalada da tensão no Oriente Médio pode se traduzir em reajustes de combustível nas próximas semanas.
Fonte: Metrópoles